terça-feira, 31 de maio de 2011

Greves à vista!

Começou hoje a greve dos trabalhadores da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).

Técnicos e administrativos das universidades federais farão plenária neste dia 1º de junho, mas já estão com indicativo de greve para o dia 06.

Debutando


Completaram-se hoje quinze primaveras do jornal “Opinião Socialista” do PSTU, um dos poucos jornais de esquerda que ainda restam, em todos os sentidos


Frases


Blog Pele da Terra (Juliana Borges)

“Eu não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Mas acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil”, do presidente do Congresso Nacional, José Sarney tentando justificar a ausência do impeachment de Fernando Collor no novo "Túnel do Tempo", exposição formada por painéis que pretende contar a história dos fatos marcantes do Senado.

UJS defenderá novo Código Florestal no Conune


Na página da União da Juventude Socialista (UJS), corrente do PCdoB na juventude e que dirige a União Nacional dos Estudantes (Une) desde a última era glacial, não faltam textos e artigos defendendo o novo Código Florestal.

Tem até artigo do new-coronel-comunista Aldo Rebelo, com direito a uma fotinha meio sombria e tudo.  Como sempre, sobram alcunhas de “quinta coluna” a todos que o criticam.

Em julho, quando ocorre o Congresso, a posição da corrente deverá ser a posição da Une.

Violência e desmatamento: governo Dilma anuncia mais fogos de artifício para a Amazônia

Blog Pele da Terra (Juliana Borges)

Por Cândido Neto da Cunha

A imprensa noticia que o governo federal promoveu uma “reunião de emergência” para “enfrentar” a atual situação na Amazônia, onde o desmatamento disparou e em apenas cinco dias, quatro lideranças camponesas foram assassinadas.

Entre as medidas anunciadas está a intervenção administrativa na tríplice divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia, área de conflito agrário e onde foi assassinado o agricultor  Adelino Ramos , liderança do MCC (Movimento Camponês Corumbiara). Seria criada a chamada Área sob Limitação Administrativa Provisória (Alap), abrangendo os municípios de Lábrea (AM), Boca do Acre (AC) e Porto Velho (RO).

No caso do Pará, o diagnóstico é que assentados não conseguem resistir às pressões para produzir carvão e cortar madeiras em áreas de proteção ambiental. No município de Nova Ipixuna foram assassinados 3 assentados nos últimos dias.

"Nosso foco são as pessoas marcadas para morrer", afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Além de Carvalho, a reunião contou com representantes dos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Secretaria Nacional de Direitos Humanos. As medidas, divulgadas depois de reunião pelo vice-presidente Michel Temer e representantes dos ministérios incluem ainda uma ordem para que a Polícia Federal investigue as mortes; e  a liberação de verbas para que funcionários do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) se desloquem aos locais dos crimes para apurar denúncias, não em Rondônia ou Pará, mas no estado do Amazonas. Isto depois da redução do orçamento da autarquia em mais de um bilhão de reais em 2011 e o subsequente corte de mais um bilhão).

Nesta direção, o governo prometeu reforçar o programa de proteção a pessoas ameaçadas. O governo federal oferecerá aos Estados apoio da Força Nacional de Segurança em reunião a ser marcada com os governadores dos estados de Rondônia, Amazonas e Pará.

Fogos de artifício novamente
É curioso que as medidas anunciadas pelo governo sejam iguais àquelas tomadas em 2005, após o assassinato da irmã Dorothy Stang. Na ocasião o exército baixou em Anapu e uma grande “Área sob Limitação Administrativa Provisória” foi decretada na região da BR-163, na região oeste do Pará.

Passados seis anos, a região de Novo Progresso e Sul de Altamira continua sendo campeã de desmatamento e a violência é reinante (Acompanha algumas notícias aqui no blog no marcador BR-163).

Nesta Alepa, foram criadas várias unidades de conservação, agora ameaçadas no altar do PAC que pretende construir sobre elas nada mais do que cinco grandes usinas hidrelétricas.

Já em Anapu, são aliados do próprio governo que juntos com madeireiros e fazendeiros até hoje perpetuam a violência contra trabalhadores e o saque contra a floresta. Há algumas semanas, um assentado foi encontrado morto dentro de um igarapé com marcas de extrema violência. Outro agricultor teve a casa incendiada e lideranças da Comissão Pastoral da Terra e assentados que continuaram o trabalho de Dorothy são constantemente ameaçadas, tendo como adversários ninguém menos que o prefeito da cidade, Chiquinho do PT, e o seu vice, Délio Fernandes, envolvido em crimes de fraudes contra a Sudam e suspeito de envolvimento na morte da missionária. (Acompanhe o conflito em Anapu).

Como disse o pesquisador Maurício Torres* em 2005, as medidas do governo são verdadeiros “fogos de artifício” que fazem muito barulho enquanto os crimes e o crescimento do desmatamento estão nos noticiários, mas que concretamente não irão resolver o problema.

Reais culpados
O combate ao desmatamento e à violência só seria efetivo se houvesse o enfretamento com a estrutura de poder que hoje é aliada do PT por toda a Amazônia. Não é à toa o apoio de Jáder Barbalho, José Sarney, Romero Jucá e Blairo Maggi ao governo federal. A aliança do governo Dilma está dada e vai das oligarquias da Amazônia ao novo grande capital que a elas se associam.

Seu programa para a Amazônia são os grandes projetos de infraestrutura do PAC, as concessões florestais para os madeireiros e a entrega para a grilagem da terra pública via programa Terra Legal. A destruição do Código Florestal e a liberação da hidrelétrica de Belo Monte são exemplos desta aliança que se materializa ainda na manutenção da concentrada e grilada estrutura fundiária.

Mineradoras, madeireiras, construtoras, grileiros e latifundiários continuarão intocados e mais Dorothys, Marias, José e Adelinos infelizmente tombarão contando ainda com o silêncio cúmplice de parte dos movimentos sociais que apoiam o governo. Resta saber até quando?

Por enquanto ficamos com mais uma reedição do  "kit massacre", expressão desiganda por Plínio de Arruda Sampaio, também em 2005, também após o matírio da irmã Dorothy Stang, para designar os fogos de artíficio do governo federal que durará no máximo 15 ou 20 dias.

Vejam a lista organizada pela CPT de pessoas que estavam ameaçadas de morte e que depois foram assassinadas (2000-2011)

*Referência: TORRES, Mauricio. “Fogos de artifício no céu do Pará”. Caros Amigos, São Paulo, Ed. Casa Amarela, n. 96, mar. 2005. ISSN 1414-221X.

Brasil 2011: Cenas de Política Explícita


Aos Josés, Marias e Adelinos
Às Dorothys, aos Expeditos e
aos Chico Mendes
Carlos Walter Porto-Gonçalves*

No mesmo dia em que no Congresso Nacional se votava um Código de Desmatamento em substituição ao Código Florestal, em Nova Ipixuna no Pará um casal de assentados era brutalmente assassinado justamente por lutar contra o desmatamento. Dois dias depois, em Vista Alegre do Abunã em Rondônia, outro líder camponês era assassinado por seu envolvimento na luta contra o desmatamento na Amazônia. Dias antes o INPE havia dado o alerta com dados alarmantes sobre a retomada acelerada do desmatamento na Amazônia, particularmente no estado que se apresenta como a menina dos olhos do modelo agrário com base nos latifúndios empresariais com seus monocultivos de exportação, o Mato Grosso. Ainda na mesma semana notícias com estatísticas oficiais davam conta da queda da participação do setor industrial no PIB brasileiro e da reprimarização da nossa pauta de exportação que vem se delineando desde 2003. Dez dias antes, em 18 de maio, no bairro de Nova Esperança, no município de Aracruz no Espírito Santo, cerca de 1.600 moradores foram violentamente expulsas por forças policiais das casas que recém haviam construído no último ano e meio, sem que tivessem recebido sequer uma ordem formal de desocupação. No Rio de Janeiro, o BOPE – Batalhão de Operações Especiais – que, diga-se de passagem, tem 100% de suas ações em periferias e favelas, anunciava uma favela-modelo para treinamento de seus policiais indicando que em algum sentido os mais oprimidos e explorados continuarão sendo objeto de políticas especiais. Enquanto isso, na mesma cidade, populações empobrecidas vem sendo desalojadas sistematicamente para dar lugar às obras do PAC que preparam a cidade para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo e no Complexo da Maré e no Jacarezinho a ocupação por forças policiais causou a morte de inocentes e de suspeitos não submetidos a julgamento, inclusive de estudantes no ambiente de suas escolas. Na mesma semana, a mesma imprensa dava conta de uma ação preventiva da Polícia Militar no Porto de Açu no município de Campos, onde o empresário Eike Batista está construindo um porto para exportar minérios que, segundo consta, tem o trajeto da estrada passando pelo Assentamento Zumbi, sob o silêncio cúmplice do INCRA. A não menos de dois meses atrás, finalmente os trabalhadores de várias as obras do PAC foram objeto de notícia ao paralisarem as principais obras do PAC, sobretudo das hidrelétricas de Jirau, Santo Antonio (RO), São Domingos (MS), além do porto de Suape (PE), PECEN (CE) e em Macaé (RJ) envolvendo mais de 80.000 trabalhadores parados contra as condições sub-humanas a que estavam submetidos por grandes corporações multinacionais brasileiras que recebem dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador – através do BNDES.

Enquanto isso, no Congresso Nacional, os deputados davam um espetáculo vergonhoso ao vaiar a notícia de que dois cidadãos brasileiros forma assassinados. No dia seguinte, o ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva, depois de um encontro promovido pela gigante corporação coreana LG Eletronics onde recebera R$ 200 mil por 40 minutos de palestra, aparecia nas fotos dos principais jornais do país em companhia de vários políticos que foram a base dos governos Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso tentando recompor a base do governo depois da aprovação na Câmara dos Deputados do Código do Desmatamento. Acrescente-se que os jornais continuavam dando destaque ao ex-trotskista Antonio Palocci não por suas ações revolucionárias, mas por seu súbito aumento de patrimônio fruto da promíscua relação público-privado-público que nos caracteriza patrimonialisticamente, segundo Raimundo Faoro, desde 1385, com a Revolução de Avis.

A pressão sobre as populações que ocupam tradicionalmente áreas de florestas, ribeirinhas e litorâneas (mangues) vem se acentuando nos últimos anos como resultado das opções políticas que dão suporte ao bloco de poder que alia o capital bancário, as corporações do complexo agroquímico, aos latifundiários que monopolizam a terra, ou seja, ao agronegócio. Em pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense com base no noticiário da grande imprensa e no banco de dados da Comissão Pastoral da Terra, registrou-se que desde 2003 temos a maior média anual de conflitos por terra no Brasil desde 1985: 919,5 conflitos anuais entre 2003 e 2010. Informe-se que esses dados são de domínio público e atualizados anualmente em publicação nacional com lançamento feito em coletiva à imprensa amplamente divulgada e timidamente repercutida na grande imprensa (Ver os Cadernos de Conflitos da CPT).

Observemos (Gráfico 1) que depois de 2003 houve um declínio significativo do nº de conflitos até o ano de 2008 quando voltou a crescer. Destaque-se, todavia, que esse crescimento dos conflitos se deu pela ação dos poderes públicos, através do nº de prisões e de ordens de despejo, e do poder privado, através de expulsões e de assassinatos e ameaças de morte. Observe-se que a curva que registra a ação dos movimentos sociais, através de ocupações e acampamentos, permanece em queda desde 2003 tendo atingido seu menor índice em 2010.

Gráfico 1

Por outro lado, quando analisamos o comportamento das curvas que registram a ação do poder público e do poder privado vemos que o poder público vem estabilizando sua ação em 2009 e 2010, depois de uma ligeira retomada depois de 2008 em relação a 2007. Todavia, o poder privado, cujo protagonismo nos conflitos havia se estabilizado desde 2005, aumenta sua contribuição significativamente em 2009 e 2010 indicando assim um recrudescimento de práticas de violência como ameaças de morte, assassinatos, despejo e ameaças de despejo. Ao contrário do que se pode observar quando a ação dos movimentos sociais aumenta com as ocupações e acampamentos, o poder público não acompanha o aumento da violência quando vem do poder privado, o que pode ser verificado pela queda do nº de prisões ou de ações de despejo. Em parte essa queda é compreensível na medida em que não havendo mais tantas ocupações de terra pelos movimentos sociais diminui as ordens de reintegração de posse que sabemos são exaradas independentemente de haver um escrutínio sobre a qualidade jurídica das terras reivindicadas pelos supostos proprietários.

Gráfico 2

Estamos diante, pois, de uma retomada da expansão do complexo de poder que domina o agro brasileiro historicamente forjado por uma aliança entre os latifundiários e agentes e grupos internacionais. Diga-se, de passagem, que esse complexo de poder sempre se sustentou em sistemas técnicos up top date e que se hoje opera com seus tratores-computadores com técnicas de plantio direto já mantinha as técnicas mais modernas de produção que o mundo conhecia no século XVI, quando aqui se faziam, e inaugurava em grande escala, os monocultivos de exportação com as técnicas de ponta, à época os engenhos de açúcar que nos faziam não exportadores de matéria prima.

Assim, ao contrário do que equivocadamente nos ensinam nas escolas nos mais diferentes níveis, o açúcar era a principal commodittie da época era produto manufaturado nos engenhos e não matéria prima. A modernidade entre nós tem 500 anos e bem merece uma missa! Junto com esse moderno sistema técnico se introduziu a escravidão e a devastação de nossas matas e de nossos campos, práticas que garantiram nossos produtos no mercado mundial.

É interessante observar que o amargo do açúcar volta a nos atormentar com a expansão da produção de cana para etanol que está tornando a região sudeste, São Paulo em destaque, e o sul do Planalto Central, sobretudo em Goiás e Mato Grosso do Sul, num imenso canavial que vem deslocando as pastagens para o norte do país e, com isso, aumentando a pressão sobre as populações que tradicionalmente ocupam essas terras.

Em 2010, entre as categorias sociais envolvidas em conflitos por terra no Brasil 57% correspondiam a populações tradicionais, ou seja, indígenas e camponeses, como os que foram assassinados no Pará e em Rondônia.

Uma ciência colonial, embora com pretensões universalistas, olvida que as matas e campos e manguezais de nosso território não são desocupados. Há 11.500 anos, Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, em Lagoa Santa em Minas Gerais, já habitava nossos cerrados. Há mais de 14.000 anos a presença humana está registrada na Serra da Capivara no Piauí. Na Amazônia, a presença humana já estava registrada antes que a floresta retomara a área de savanas depois do recuo da última glaciação, cerca de 12.000 anos atrás. Assim, nossos ecossistemas registram a presença humana em sua coevolução a mais de 10.000 anos e, assim a ocupação de caráter colonial que tem se desenvolvido até hoje tem a marca do matar e desmatar. Todo o patrimônio do conhecimento desenvolvido pelas populações tradicionais – povos originários, quilombolas e camponeses com diferentes qualificações (seringueiros, extrativistas, ribeirinhos, faxinalenses, camponeses de fundo pasto, vazanteiros, retireiros, mulheres quebradeiras de coco babaçu, caiçaras, pescadores, castanheiros, entra tantos outros) é, assim, desperdiçado junto com a diversidade biológica em nome de monocultivos que andam na contramão da diversidade que nos caracteriza natural e culturalmente. Nesse sentido, Chico Mendes foi sábio com sua proposta de Aliança dos Povos da Floresta e ao afirmar que “não há defesa da floresta, sem os povos da floresta”, o mesmo que estão dizendo os Josés, Marias e Adelinos recém assasinados no Pará e em Rondônia.

Ouvir autoridades governamentais dizerem que não sabiam que esses assassinados estavam numa lista de ameaçados de morte, como lemos nos jornais, talvez seja o sinal que faltava para que os movimentos sociais retomem a ofensiva e, assim, contribuam para diminuir a violência que se alastra no país tanto na cidade como no campo e cumpram com sua histórica missão civilizadora como fizeram na luta pela democratização. Agora, é preciso mais do que nunca “democratizar a democracia”, como nos indica Boaventura de Sousa Santos. Essas mortes talvez sirvam para acabar a lua de mel dos movimentos com o governo e que viu diminuir a ação dos movimentos, conforme verificamos. Registre-se que foram esses mesmos movimentos que, com suas lutas, conseguiram deslegitimar as políticas neoliberais e, assim, tornaram possível a eleição de forças políticas que surgiram desses mesmos movimentos e que, agora, não se fazem presentes sequer à convocação de uma coletiva à imprensa onde entidades, como a CPT, e pesquisadores que tanta colaboração vem dando aos movimentos sociais, informam a realidade violenta que vêm sofrendo os de baixo.

Para que não se pense que se trata de um problema brasileiro observemos o que se passou na vizinha Bolívia, onde o governo baixou medida aumentando a gasolina em 83% sem a mínima atenção para as consequências que tal ato poderia causar aos mais pobres, o que revela o quanto o governo estava longe dos sentimentos daqueles e daquelas que tornaram possível o próprio governo. A ampla mobilização dos movimentos sociais na Bolívia obrigou o governo a recuar, mas esse recuo não esconde o “difícil espelho” de governos que não conseguem refletir a sociedade, mesmo tendo surgido entre eles. E, se quisermos ampliar os horizontes, olhemos para o que vem das praças da Espanha, onde jovens se mobilizam contra o sistema partidários e as políticas neoliberais. É hora de todos aqueles que tanto esforço deram à luta pela democratização atentem para a barbárie que se alastra e que tende a se ampliar quando os olhos dos poderosos estão ávidos pelas oportunidades que se abrem pelos “negócios da China” e não tenhamos que continuar a enterrar nossos ativistas enquanto antigos companheiros de luta se vêm instados a explicar seu súbito aumento de patrimônio, o que para os que lutam por uma sociedade mais justa, mais democrática e ambientalmente responsável, está longe de ser uma questão de legalidade. É de outros sentidos para a vida, que não seja o de ficar rico, o que devemos tratar para que não mais a violência e as políticas de segurança pautem o nosso cotidiano.

*Doutor em Geografia. Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e de Clacso – Conselho latino-americano de Ciências Sociais (GT Hegemonia e Emancipações). Ganhador do Prêmio Ensaio Histórico-social 2008 da Casa de las Américas 2008 (Cuba). Ex-Presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (1998-2000). Membro do Grupo de Assessores do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade Autônoma da Cidade do México. Ganhador do Prêmio Chico Mendes em Ciência e Tecnologia em 2004. É colaborador do Jornal Brasil de Fato, de diversos movimentos sociais no Brasil e da Comissão Pastoral da Terra. É autor de diversos artigos e livros publicados em revistas científicas nacionais e internacionais, em que se destacam: - Geo-grafías: movimentos sociales, nuevas territorialidades y sustentablidad, ed. Siglo XXI, México, 2001; Amazônia, Amazônias, ed. Contexto, São Paulo, 2001; Geografand: nos varadouros do mundo, edições Ibama, Brasília, 2004; O desafio ambiental, Ed. Record, Rio de Janeiro, 2004; A globalização da natureza e a natureza da globalização, Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2006; El Desafio Ambiental, Ediciones PNUMA, México, 2006; La globalizacion de la naturaleza e la naturaleza de la globalizacion. Casa de las Ampéricas, La Habana, Cuba, 2009; Territorialidades y lucha por el território em América Latina. Ed. Universidad de Zulia e IVIC, Maracaibo-Caracas -Venezuela, 2009.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Polícia e CPT divergem sobre elo entre assassinatos no Pará

O corpo de Herivelto Pereira dos Santos foi encontrado no sábado, a oito quilômetros do Assentameto Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna. Foto: Marcelo Lacerda/Terra Magazine
Por Felipe Milanez, de Nova Ipixuna, PA*

A Policia Civil do Pará afirma que o assassinato do assentado Herivelto Pereira dos Santos, encontrado morto neste sábado (28), não teria ligação com o homicídio do casal de extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria Bispo do Espírito Santo, ocorrido na terça-feira passada. Detalhe: duas horas depois de encontrado o corpo de Herivelto, o delegado encarregado do caso já manifestava tal opinião. Disse o delegado José Humberto de Melo Jr.:

- Não tem ligação, não existe lógica para associar esse crime ao outro caso. Até porque no local existe a questão do tráfico de drogas, o local é utilizado como uma rota de fuga. Tem que ser apurado o que aconteceu lá, e não ser associado ao assassinato.

(Exatamente. Há que ser apurado e isso se aplica a todas as versões, inclusive, por certo, à do delegado).

José Batista, por exemplo, advogado da CPT, rechaça a avaliação do delegado José Humberto:

-Discordo totalmente da posição dele. A Polícia Civil não investigou nenhuma outra hipótese de que o crime estivesse relacionado com alguma outra causa. Se a polícia divulga que está relacionada ao tráfico de drogas, é irresponsável. Não há nenhuma prova colhida que aponte isso. É uma decisão precipitada que pode desviar o foco da investigação.

Corpo foi localizado por familiares (Foto: Marcelo Lacerda)
O corpo da vítima foi encontrado por familiares. Herivelto, que tinha 25 anos, estava desaparecido desde quinta-feira (26) quando teria, segundo familiares, ido comprar peixe no Porto do Barroso, localizado à beira do lago da represa de Tucuruí.

Familiares de Herivelto relataram o assassinato a integrantes de uma operação conjunta do IBAMA e Polícia Rodoviária Federal que, com quatro viaturas e um helicóptero, atuavam na repressão de crimes ambientais. A equipe, avisada pela família, se deslocou até o local onde se encontrava o corpo.

Segundo informações do advogado da CPT e de outros assentados ouvidos na delegacia - que pedem sigílo por temor a represálias -, Herivelto seria uma das testemunhas no caso do assassinato dos extrativistas José e Maria.

Conforme esta versão que o aponta como testemunha, Herivelto consertava uma estrada danificada pelo período de chuvas, quando foi abordado pelos pistoleiros; que não encontravam a rota de fuga do local. Herivelto não chegou a ser ouvido pela policia.

Mais assentados afirmam ter visto - como também relatava Herivelto  uma moto vermelha da marca Honda, modelo Bros, e nela, dois homens com capacetes; quanto a esse fato e descrição, portanto, Herivelto não é a única testemunha.

Peritos estiveram no local (Foto: Marcelo Lacerda)
A família encontrou o corpo às 10 horas da manhã do sábado em um ponto de difícil acesso e, duas horas depois de informados, chegaram integrantes da Polícia Rodoviária Federal e do IBAMA. Agentes da Polícia Federal, transportados pelo helicóptero do IBAMA, tiveram acesso à cena do crime no meio da tarde. A Polícia civil chegou ao local apenas às 20h.

O corpo de Herivelto foi encontrado cerca de 50 metros dentro da mata, ao largo de uma trilha que leva ao lago de Tucuruí e que só pode ser feita a pé. Essa trilha, localizada a aproximadamente 500 metros da casa de um assentado, João Pereira de Sousa, 69. Segundo a perícia, Herivelto foi morto com pelo menos dois tiros. Não havia sinais indicando que a vítima tenha sido arrastada pela mata. Sua moto foi localizada na trilha.

O assentado João Pereira de Sousa afirma ter ouvido tiros por volta das 15h, na última quinta-feira, quando trabalhava em uma roça nas proximidades. Sousa diz não ter se dado conta dos tiros terem sido disparados tão próximos de sua casa.

No sábado, os parentes de Herivelto armaram uma busca pelo desaparecido. "Nós chegamos aqui, na beira da grota, vimos a moto dele, e os urubus bateram asas. Entramos na mata, éramos em onze¿, afirma a irmã Acleide Pereira dos Santos.

"A Justiça tem que apurar o caso. Nós temos que pedir reforço. A informação que nós temos é que a beira desse rio é cheio de bandidos", disse João de Sousa Pereira. Este, embora de nome parecido com o do assentado João Pereira de Sousa, é tio de Herivelto e vive na vizinha localidade de Itupiranga.

Segundo o delegado Melo Jr., no caso da morte de Herivelto não há relatos de conflito agrário nem indícios de conflitos por terra. Por isso o crime não será investigado (pela delegacia especializada de Marabá) no mesmo processo que apura a morte do casal de extrativistas. Diz o delegado:

- Vai ser aberto um inquérito na delegacia local, de Nova Ipixuna.

O delegado Melo Jr. suspeita de um acerto em meio a disputas no tráfico de drogas. Depoimentos de assentados indicariam, é a informação da Polícia, que existiriam grandes plantações de maconha no assentamento. "Há um indicativo de tráfico", diz o delegado.

Eduardo Rodrigues da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nova Ipixuna, confirma que Herivelto era assentado, trabalhava na roça, vivia com sua mãe Maria Dolores e que seu pai, Acedônio, foi vítima de latrocínio há alguns anos.

Moradores aterrorizados
O terceiro assassinato, na mesma semana da morte de José Cláudio e Maria, trouxe pânico ao local. Mais do que com medo, assentados estão aterrorizados. Famílias seguem trancadas nas casas, com crianças chorando. "Preciso avisar lá em casa que está tudo bem, eles estavam chorando quando saí", conta o Presidente do Sindicato, Eduardo Rodrigues, que acompanhou o trabalho da polícia depois de encontrado o corpo.

Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nova Ipixuna, resume o clima naquela região do Pará:

-Aqui não tem Estado... estamos abandonados . É preciso esclarecer esses crimes. Tenho medo, a gente está com medo... quem não fica com medo em uma situação dessas? Todo mundo está desesperado. O abandono aqui é cruel. Muito cruel.

*Fonte: “Terra Magazine”

PCdoB: querendo aparecer....

O PCdoB lançou uma nota lamentando a morte e reclamando que a imprensa não fala que o agricultor Adelino Ramos, morto na semana passada em Rondônia, era militante do partido.

Quanto à destruição do Código Florestal pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e aliança do partido com os ruralistas, nenhuma linha.

Será?

Palocci estaria por trás de indicação do novo Superintendente do Incra em Santarém. Com esta “verdade”, está se tornando “inquestionável” a indicação de um nome do PMDB para o cargo.

Seria algum desses? PMDB quer 50 cargos para seguir na defesa de Palocci

Belo Monte de problemas: empresas desistem da hidrelétrica e denúncia contra Felício Pontes é arquivada



Quase todas as empresas que integraram o consórcio vencedor do leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, em abril do ano passado, devem deixar a sociedade. Na semana passada, três empresas privadas fizeram pedido formal para sair do grupo investidor Norte Energia: Galvão Engenharia, Serveng e Cetenco. A Contern, do Grupo Bertin, fará o comunicado nos próximos dias. A J.Malucelli Construtora não fez nenhuma formalização ao consórcio, mas também está disposta a se desfazer de sua participação se houver algum interessado.

Outra notícia é que o procurador da República Felício Pontes Jr recebeu resposta da corregedoria do Ministério Público Federal sobre a representação da Norte Energia S.A, que pedia para afastá-lo do caso de Belo Monte por manter um blog sobre as ações judiciais que tratam da usina hidrelétrica. O corregedor-geral substituto, subprocurador-geral da República Mário José Gisi, determinou o arquivamento da reclamação.

A decisão é de 12 de maio, mas só foi comunicada na semana passada ao procurador alvo da reclamação. Essa é a segunda representação contra procuradores que atuam na fiscalização do projeto de Belo Monte arquivada pelo Conselho Nacional do Ministério Público. A Advocacia Geral da União entrou com uma terceira reclamação que ainda vai ser apreciada.

Seminário sobre terras indígenas serve para detratar os índios

Por iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniram-se em Dourados, cidade-drama da questão indígena brasileira, diversas autoridades importantes para discutir o problema da falta de terras dos índios do Mato Grosso do Sul, estado-drama da questão indígena brasileira, em especial, os Guarani e os Terena. A tragédia desses índios os tem atormentado há anos, mas agora parece que está todo mundo preocupado. E não faltam razões, principalmente porque os índios estão dispostos ao auto-sacrifício para obter um mínimo de segurança territorial para sobreviver. E estão partindo para o tudo ou nada. Assim, a iniciativa parecia promissora. Estavam presentes o governador do Estado, André Pulcinelli, alcunhado pelos jornais que transmitiram o evento de “Andrezão”, parece que pelo seu jeitão desaforado e sem papas na língua de falar grosseiramente contra seus adversários, inclusive, e em especial, a Funai. Presentes também o advogado geral da União, Luiz Inácio Adams, o procurador-geral da República, a corregedora do CNJ, desembargadora Eliana Calmon, representantes das entidades ruralistas, representantes indígenas, o atual presidente da Funai, advogados e procuradores locais, o historiador indigenista Antonio Brand, enfim, uma penca de figuras públicas que se arvoram com conhecimento da causa a ser debatida.

De cara, no primeiro dia, o governador “Andrezão” deu o tom de como queria que o seminário se desenvolvesse ao partir para o ataque contra os povos indígenas e contra a Funai. Esculhambar é um verbo afeminado para o que disse e provocou o governador sobre a Funai, olhando de frente para o impávido presidente do órgão. Até fazendo gracinhas (perguntando: Você sabe como se diz, “como vai, patrício?” em guarani, ao embaraçado presidente). Em dado momento de sua verborréia, foi um índio Guarani, de lá do meio da platéia, que não aguentou os desaforos do governador, sobretudo quando estava falando da terra indígena Panambizinho, e gritou um “mentiroso!” para o governador, que de pronto rebateu, “mentiroso é o senhor” e ficou tudo por isso mesmo!

Alguém mais defendeu esse corajoso índio que ousou rebater os desaforos do governador? Parece que não, nem o presidente da Funai, nem os antropólogos e procuradores presentes. Que tem o Andrezão de tão poderoso que todos, ou quase todos, se calam diante de suas diatribes?

O fato é que a fala do governador abriu caminho para os representantes dos fazendeiros puxarem suas ladainhas de perseguidos pela Funai e espinafradores dos índios. Um tanto constrangida, a desembargadora Eliana Calmon bem que tentou colocar alguma racionalidade na discussão e optou por se posicionar num muro bem alto, dizendo que só se cada um abrir mão de suas posições mais ferrenhas é que as coisas poderiam ser resolvidas.

Hoje, sábado, dia 28 de maio, os participantes desse seminário estariam visitando algumas terras indígenas da região, especialmente a Terra Indígena Dourados, incrustrada nos limites da cidade, com uma população de 12.000 índios, com apenas 3.450 hectares, dos quais mais de 1.500 destes estão arrendados ou sendo disfarçadamente arrendados para não indígenas. Nessa terra indígena impõe-se o maior índice de suicídio no Brasil, uma altíssima mortalidade infantil e conflitos de todas as sortes. O governador Andrezão exige que a Funai deixe que os policiais civis e militares entrem como quiserem nessa terra indígena para resolver os conflitos internos, já que a Funai não consegue mais cuidar da segurança interna dos índios ali residentes. Vocifera também o ínclito governador que ele faz e acontece nessa terra indígena, dá comida e dá escolas, dá Ginásio Olímpico, e a Funai não dá nada.

Arre, mais um seminário sem solução para os Guarani e Terena.

PS
Um sinal terrível do atual desprestígio da Funai, observado por diversos jornalistas locais, é que o atual presidente da Funai não fez parte da mesa de abertura, tendo ficado no meio da platéia, sem direito a dizer nada. Logo ele, que deve ser o defensor e o expoente maior do Estado brasileiro sobre a questão indígena! Tudo indica que ele entrou mudo e saiu calado deste seminário. Também é lamentável que nenhum índio tenha falado, nem nenhuma associação indígena tenha sido convidada a participar. Tudo assoma a retrocesso político, infelizmente.

Publicado originalmente no Blog do Mercio Gomes

Ex-rei da soja volta à cena com jazida de metal raro*

Na década de 1970, Olacyr de Moraes ganhou a alcunha de "rei da soja" ao se tornar o maior produtor individual do grão no mundo. Aproveitou a grande cheia de 1973 do rio Mississipi, que arruinou as lavouras dos Estados Unidos, para expandir a fronteira do grão no Centro-Oeste brasileiro.

Chegou à casa dos bilhões de dólares, até que os negócios decaíram e ele teve que se desfazer de grande parte de seu patrimônio.

Hoje, depois de se desfazer de parte de seu patrimônio, o empresário tem uma nova "menina dos olhos": uma jazida de tálio, metal raro, caro, tóxico e com aplicações importantes na indústria energética - precisamente a cidade de Barreiras, na Bahia.

De acordo com pesquisa feita em 2% da área passível de ter o minério, a jazida encontrada na Bahia possui, por baixo, 60 mil quilos de tálio.

A reserva tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais.

Com esse volume, é possível atender a toda demanda mundial por seis anos, segundo a empresa.

Em 2010, a cotação do tálio foi de US$ 6.000 o quilo (R$ 9.600). Trata-se de um negócio de, no mínimo, US$ 360 milhões para a empresa, que até então estava focada na exploração de manganês, cobalto, ferro, titânio, ouro, cobre e fosfato.

"As expectativas são muito otimistas. Os estudos em desenvolvimento confirmam a continuidade do minério, o que comprova o potencial do jazimento, além de significativas reservas de manganês e cobalto, produtos com alta demanda e valor de mercado", disse Vladimir Aps, diretor técnico da Itaoeste, a empresa comanda por Olacyr.

*Informações da Folha de S. Paulo, 29-05-2011.

Professora do RN quer aproveitar fama para alertar sobre a educação no país

Gabriel Medeiros
Não está fácil falar com a professora Amanda Gurgel. A potiguar, que chamou a atenção do Brasil após a repercussão do vídeo de seu discurso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, está com a agenda cheia.
Alternando participações em encontros do sindicato de professores com aparições em programas da mídia, a jovem de 29 anos não consegue mais sequer receber as ligações para o seu celular.
Mas Amanda quer mais. Ela deseja utilizar seu momento de fama em prol da educação. “Tenho que aproveitar todos os espaços que estão abertos para fazer com que atentem para a situação da educação no país”, diz ela, interrompendo a entrevista para pedir um prato de tapioca, a primeira refeição do dia, às 18h30.
Confira abaixo a entrevista exclusiva que ela concedeu ao eBand:
Você poderia relembrar como foi o dia do discurso?
A audiência pública - que tinha como tema o cenário da educação no Rio Grande do Norte - era uma atividade de militância como outra qualquer. Desde que entrei na educação, falo em nome dos professores em assembleias e encontros, então o discurso não foi novidade. Não ensaiei; apenas fiz um contraponto aos absurdos que ouvi nas falas anteriores. Não esperava esta repercussão.
Você se sente confortável em ter se transformado na porta-voz dos professores?
Não tive tempo para pensar sobre isso. As coisas têm acontecido em uma velocidade tão alta que apenas atendo à demanda. Tem sido difícil a minha rotina, que foi muito alterada. No entanto estou respondendo, porque vejo isso como uma tarefa. É uma oportunidade de abrir o debate em nível nacional.
Como encara agora o papel das redes sociais?
Olha, eu não tinha dimensão do poder que as redes sociais possuem. Eu não frequentava, tinha apenas uma conta do Orkut, que usava uma vez por semana para responder a mensagens. Diante de toda a repercussão que o discurso ganhou, me vi agora no dever de aprender mais sobre o assunto.
O que mudou no cenário da educação do Estado após o discurso?
Nada mudou em termos práticos. Não tivemos nenhuma resposta ou proposta por parte do governo. A minha rotina, apenas, é que mudou, por causa desta série de entrevistas e convites para incentivar greves nos outros Estados. Não vai ser uma fala numa tribuna que vai transformar a forma como os políticos tratam a educação. A única coisa capaz de transformar a realidade é a mobilização popular.
Há quem diga que você está usando a imagem que conquistou para se projetar politicamente e concorrer a futuras eleições.
Eu já imaginava que iriam fazer isso, desviando o foco, que é a avaliação no quadro da educação, de completo caos. É óbvio que os governos reagiriam e diriam que estou tentando me promover politicamente. Minha intenção no momento é debater a educação e não vou me desviar, entrando neste mérito.
Mas você é filiada ao PSTU. Não há uma pressão ou orientação do partido para aproveitar a visibilidade e estruturar uma candidatura?
No PSTU as decisões não são tomadas por indivíduos, e sim coletivamente. Nós nunca priorizamos eleições e isso não acontecerá agora. Iremos apenas aproveitar a oportunidade para organizar o movimento das massas.
O que os seus alunos têm falado depois de toda a repercussão do discurso?
Os alunos são ótimos. Eles não têm encarado de uma forma extraordinária, porque já sabem da minha atuação e da situação dos professores. Só reclamam por não mandar beijo para eles nas entrevistas.

domingo, 29 de maio de 2011

No twitter


Testemunha de assassinato de extrativistas é morta no Pará

Foi identificado o corpo encontrado na manhã deste sábado, 28 de maio, a sete quilômetros do assentamento Praialta/Piranheira, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, onde na terça-feira foi morto a tiros o casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo.

Trata-se do agricultor Erenilton Pereira dos Santos, de 25 anos. A vítima seria testemunha da saída dos pistoleiros em uma motocicleta vermelha que circulava pela estrada de acesso ao assentamento logo depois do crime. Segundo as primeiras informações, Pereira dos Santos teria ido comprar peixe em uma localidade às margens do lago de Tucuruí e teria discutido com alguns homens. Um deles disparou um tiro na cabeça do lavrador, que morreu na hora.

Moradores do assentamento que estavam preocupados com a demora de Pereira dos Santos saíram a sua procura, encontrando o corpo próximo a uma motocicleta que pertencia a ele. Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e policiais federais que estavam na área chegaram logo em seguida para levar o corpo até a cidade de Marabá, onde seria realizada uma autópsia.

José Batista Afonso, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), disse que o agricultor pode ter sido vítima dos mesmos matadores do casal. O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, declarou que a polícia já começou a investigar o novo assassinato na região. "Ainda não temos informações concretas sobre o caso", resumiu. A polícia do Pará já abriu inquérito para apurar a morte - a terceira na área em apenas cinco dias.

*Com informações da Agência Estado.

Fora FMI, opá..

Viajando pela Europa há algumas semanas atrás, o casal de amigos Lísia e Markus, esteve em Lisboa e registrou que o Fundo Monetário Internacional e o governo de José Sócrates (Partido Socialista) não estão gozando de grande prestígio pelas terras do além mar.


Dil-má não fez Raoni chorar (ainda)


A foto acima está circulando na internet com a seguinte mensagem:

O Cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte. Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies. Tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.
Palmas, para os que votaram… e jogaram o voto na mão de gente oportunista, e sem escrúpulos!!

QUE VERGONHA BRASIL , acabando com nossa tão preciosa cultura. :(

Ao receber o correio eletrônico, também publiquei a fotografia e a história, embora não tenha repetido o texto (por conter informações exageradas e imprecisas) e não citei a fonte.

Grande erro. Aparentemente trata-se de mais uma história inventada na internet. Embora a informação também não esteja confirmada, a foto de Raoni teria sido tirada no enterro do sertanista Orlando Villas-Bôas, em 2002.

Sempre me preocupo em colocar a origem das informações nas notícias, mas parece que o impacto da fotografia me fez acabar reproduzindo o boato. Felizmente, um leitor me alertou sobre isto por meio de um comentário. 

Em tempo, Belo Monte está para receber a Licença de Instalação sem que a quase totalidade das condicionantes impostas pela Licença Prévia tenham sido cumpridas.

Leia aqui no blog: Fotografia de choro de Raoni ainda causa polêmica

Frases


"Após três anos, apenas 1% das terras disponíveis foi titulada pelo Programa Terra Legal”, alertou a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, que discutiu o tema e a regularização fundiária na Amazônia Legal, em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

Veja mais AQUI!

sábado, 28 de maio de 2011

Assassinatos na Amazônia: repercussão internacional

O assassinato do casal extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo no Pará e do agricultor Adelino Ramos em Rondônia nesta semana gerou grande repercussão em vários meios de comunicação pelo mundo. Segue algumas delas:

Al Jazeera
The family home of Jose Claudio Ribeiro da Silva is a simple, modest 3 bedroom brick building on a dusty side road in Maraba Brazil.

Leia tudo The Amazon is crying


El Pais
El líder campesino Adelino Ramos, conocido como Dinho, uno de los supervivientes en 1995 de la masacre de Corumbiará, fue asesinado ayer en el estado de Roraima y se convirtió en la tercera víctima por conflictos de tierras esta semana en la Amazonía brasileña.

Leia tudo: Un líder campesino superviviente de una masacre es asesinado en el Amazonas


Reuters
Um líder camponês foi assassinado na sexta-feira em Rondônia após ter recebido sucessivas ameaças de morte de madeireiros da região.Adelino Ramos foi morto a tiros na cidade de Vista Alegre do Abunã, onde presidia o Movimento Camponeses Corumbiara e a Associação dos Camponeses do Amazonas. Ele morava em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que lutava para regularizar sua produção.

Leia tudo: Líder camponês é morto em Rondônia após receber ameaças


The Guardian
Six months after predicting his own murder, a leading rainforest defender has reportedly been gunned down in the Brazilian Amazon. José Cláudio Ribeiro da Silva and his wife, Maria do Espírito Santo, are said to have been killed in an ambush near their home in Nova Ipixuna, in Pará state, about 37 miles from Marabá.

Leia tudo em: Amazon rainforest activist shot dead


The Cristian Post
Polícia do Pará já tem indícios dos autores do assassinato dos extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, ocorrido na manhã de terça-feira, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Moradores da comunidade de Maçaranduba 2, onde vivia o casal, foram interrogados e forneceram pistas sobre possíveis mandantes do crime e os pistoleiros.

Leia tudo em: Polícia do Pará Já Tem Suspeitas dos Assassinos de José Cláudio e Maria do Espírito Santo

Casal morto no Pará vivia desgaste com assentados

Carlos Mendes*

O relato é de um sindicalista da região, que prefere não se identificar por medo de represálias. Ele contou à reportagem que o casal já não estava conseguindo manter a união entre os agricultores, que alegava ser a venda de madeira mais rentável para a sobrevivência de suas famílias. "O preço era baixo, cerca de R$ 30 o metro cúbico, mas, para eles, valia a pena arriscar", disse o sindicalista.

De acordo com o sindicalista, o plano dos madeireiros era afastar definitivamente o casal da região para que pudessem investir mais na derrubada da floresta. As promessas, segundo ele, eram de que o preço da madeira subiria assim que José Cláudio e Maria deixassem o local.

Ao saber que vários moradores estavam abertamente apoiando os madeireiros, José Cláudio teria chegado a discutir com alguns agricultores do assentamento, acusando-os de traírem a causa ambientalista.

"Se eu e a Maria sairmos daqui vocês também vão ser enxotados e vão sair como entraram, com uma mão na frente e outra atrás", teria dito José Cláudio aos agricultores.

Crime
Segundo o sindicalista, um agricultor conhecido por Pelado não aceitava a liderança do casal e dizia abertamente na comunidade que não gostava do ambientalista. Em agosto de 2009, José Cláudio e o irmão, Claudemir, foram armados tomar satisfações com Pelado sobre a posse de um lote de terra no assentamento.

Durante a discussão, Claudemir atirou e matou Pelado. A polícia de Nova Ipixuna não apurou o caso na época. Por pressão de familiares de Pelado, um inquérito policial só foi aberto em dezembro de 2010.

Ouvido pelo Estado, o secretário de Segurança Pública do Pará, Luiz Fernandes, confirmou a existência do inquérito contra Claudemir. Mas afirmou que a investigação sobre a morte de José Cláudio e Maria é feita sobre os madeireiros com os quais o casal tinha divergências, embora não despreze nenhuma outra hipótese para o crime. "Estamos investigando tudo com o máximo de cautela para que não haja nenhum erro na hora de prender e indiciar os autores do duplo homicídio", resumiu o secretário.

A apuração dos crimes é coordenada pelo delegado-geral adjunto, Rilmar Firmino. Assentados e familiares das vítimas foram ouvidos em conversas informais com a Polícia e deram informações sobre a rotina do casal. Essas informações são importantes para definir as testemunhas que serão ouvidas na fase de depoimentos.

O laudo com as conclusões dos peritos do Instituto Médico-Legal deve ser divulgado em 20 dias. Os peritos fizeram testes de balística e voltaram ao local do crime, na estrada que leva até o assentamento onde o casal morreu.

*Fonte: O Estado de S.Paulo, 28-05-2011.

Mais um assentado é morto em Nova Ipixuna, Pará

Informações obtidas neste sábado, 28 de maio, pelo jornalista Felipe Milanez dão conta que mais um assentado foi assassinado em Nova Ipixuna, município do Sudeste paraense onde nesta semana foi morto o casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santos.

O corpo, que até o momento não foi identificado, teria sido encontrado num lugar próximo à ponte onde o casal foi vítima de uma emboscada, num matagal. Aparentemente,  o assentado foi morto na mesma ocasião, com um tiro na cabeça

O corpo do agricultor teria sido encontrado por fiscais do Ibama que entraram para uma operação no assentamento. Ainda não foi divulgado o nome, mas a vítima seria amigo do casal morto. .

Rondônia: mais um camponês assassinado

O agricultor Adelino Ramos, liderança do MCC (Movimento Camponês Corumbiara) foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dinho, como era conhecido, foi alvejado por um motociclista quando estava em seu carro na companhia da esposa e de duas filhas.

O crime ocorreu por volta das 10h. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

Ainda segundo a CPT, o agricutlor chegou a informar à Ouvidoria Agrária Nacional, em 2009, que sofria ameaças de morte porque denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia.

Adelino era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares.

Leia mais: Sobrevivente de Corumbiara é assassinado na Amazônia

EREA em Fortaleza

Até domingo (29 de maio) estarei em Fortaleza para participar do Encontro Regional de Estudantes de Agronomia (EREA), evento para qual foi convidado para debater o tema “Análise de Conjuntura: Educação e Questão Agrária" junto com a professora Raquel Dias (ANDES) e o Flavinho (MST).

Como o evento ocorre na UFC (Universidade Federal do Ceará), especificamente no curso de Agronomia, foi uma ótima oportunidade para reencontrar com o local e com pessoas que não os vejo há tempos.

Professores de Fortaleza estão em greve

E por falar em Fortaleza, está bombando a greve dos professores municipais. Por vários dias seguidos, a Câmara de Vereadores local interrompeu o funcionamento para que os vereadores não tivessem que se enfrentar com a pauta dos grevistas. Por duas vezes, a energia elétrica do prédio foi cortada.

Na capital cearense, a greve dos professores teve início no dia 27 de abril com a pressão da categoria para que a atual prefeita, Luizianne Linz (PT), cumprisse com questões já previstas no Estatuto do Magistério, tais como: licença prêmio; redução da carga horária de trabalho; 30 dias de férias ao fim de cada ano letivo; e tempo para planejamento.

Nesta semana, o movimento recebeu a visita da professora Amanda Gurgel, que ficou conhecida nacionalmente após o  vídeo em que confrontava deputados e políticos de seus estado, o Rio Grande do Norte. A professora foi convidada pela CSP-Conlutas, mas foi abraçada e ovacionada também por militantes cutistas.

Amanda, foi recebida com entusiasmo por militantes, grevistas e sindicalistas e falou sobre a atual situação da educação brasileira e afirmou estar sofrendo perseguição devido aos últimos acontecimentos.

Veja abaixo um vídeo de um canal local:

Rio Greve do Norte

Ainda no assunto greve, por estes dias a tag  #riogrevedonorte bombou no twitter e não foi a toa. No estado, estão paradas as seguintes categorias com as reinvindicações:

Polícia Civil - Aplicação da lei de reestruturação da carreira dos agentes policiais; nomeação dos concursados; retirada dos presos da delegacia; transformação da quentinha para vale-refeição.

Médicos - Incorporação salarial de 50% da gratificação de R$ 2.220,00 em maio

Detran, Idema, Emater, Jucern, técnicos da SET, Centrais do Cidadão - Pagamento das parcelas de aumento salarial previstas de cargos, carreiras e salários.

Motoristas e cobradores de ônibus - Aumento unificado de 13,98% no salário de motoristas e cobradores; plano de saúde, adicional de antiguidade e aumento no vale-alimentação.

Professores da rede estadual - Equiparação salarial com a administração direta estadual - aumento de 30%.

Ocupação do Incra de Santarém tem uma pauta pública e outra oculta e termina como começou

Na quarta-feira, 24 de maio, lideranças sindicais e de algumas associações de assentamentos da região Oeste do Pará ocuparam a Superintendência Regional do Incra de Santarém. O movimento liderado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAGRI) reuniu pouco mais de quarenta pessoas e apresentou publicamente a seguinte pauta.

Pauta de Negociação:
1. A manutenção da superintendência regional de Santarém (SR-30);

2. Dotação orçamentária no valor de R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais) para crédito e infraestrutura;

3. Contratação imediata de 150 servidores para SR (30);

4. A intervenção do Governo Federal da decisão judicial que cancelou criação dos assentamentos criados em 2005 e 2006 da SR(30);

5. Revisão ocupacional nos assentamentos e Titulação;

6. A criação da SR Altamira e reestruturação das unidades avançadas;

7. Licenciamento ambiental dos assentamentos;

8. Elaboração do CAR nos assentamentos;

9. A intervenção do ministério da justiça nas investigações de assassinatos e ameaças de lideranças do movimento do estado do Pará;

10. A titulação das áreas consolidas do PIC de Altamira e Itaituba.”

Ocorre que ao invés da pauta acima, nas primeiras horas de ocupação o centro das reinvindicações passou ser a indicação de um novo Superintendente para a regional do Incra. Embora o primeiro ponto de pauta deixe subtendido que o movimento exigia a permanência da atual Superintendente (e não da Superintendência), Cleide Antônia de Souza, a direção da FETAGRI apresentou o nome do sociólogo Antônio José Bentes para substituí-la. Antônio José foi o nome da Secretaria de Agricultura (SAGRI) na região do Baixo Amazonas durante o governo Ana Júlia Carepa (PT).

A indicação e a forma como esta foi feita gerou desconfianças e quebras no próprio movimento. Foi apurado que lideranças de assentamentos do município de Monte Alegre e de Santarém discordaram publicamente da indicação e por mais de uma vez as coisas ficaram tensas entre aqueles que queriam e rejeitavam a inclusão da indicação do sociólogo como o centro da pauta.

Agricultores de Óbidos, Juruti, Curuá, Oriximiná e Alenquer que estavam reunidos e discutindo a participação no movimento também teriam desistido devido à redução da pauta pública à questão da indicação. Também os assentados do SINTRAF de Anapu, não se dispuseram de participar do processo a revelação da "pauta oculta".

PMDB x PT
Ao apresentaram o nome de Antônio José para assumir o Incra de Santarém, a FETAGRI tenta reverter a indicação de um nome do PMDB para o cargo. O acerto para que alguém ligado ao clã de Jáder Barbalho venha assumir a Superintendência com um dos maiores estoques de terras públicas do país teria feito diretamente em Brasília. Nos bastidores, comenta-se que a indicação foi mais disputada que algumas diretorias do Incra.

Mas, de fato, desde dezembro de 2010, especulou-se a substituição da atual gestora, havendo tanto boatos de nomes ligados ao PT e ao PMDB, que por pouco a lista de cotados não fiz frente a lista de famílias ditas assentadas na região no ano de 2006.

Brincadeiras a parte, é estranho que esta disputa ocorra no momento em que o órgão esteja com orçamento extremamente reduzido, com falta de pessoal e envolto em situações jurídicas. Mas, talvez seja a vontade de fazer a reforma agrária que esteja por lado de tamanha disputa, hipótese das não muito prováveis.

Fim melacólico
Os ocupantes da Superintendência prometeram inicialmente endurecer se a sua pauta não fosse atendida. Na quinta-feira, 26 de maio, a entrada de servidores no prédio foi impedida e os manifestantes chegaram a anunciar em uma entrevista para uma rádio local que mantinham a atual Superintendente e alguns servidores como reféns.Foi exigido a presença de alguma representação do Incra nacional. Para tanto ameaçou-se ampliar a ocupação com a vinda de 1.000 agricultores que trancariam o centro da cidade, o porto e o acesso ao aeroporto.

Nesta sexta-feira, 27 de maio, o diretor interino de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento, Vinicius Ferreira de Araújo, veio até Santarém negociar com os ocupantes. Com um movimento nitidamente aparelhado e fragmentado, a mobilização teve fim sem que nenhum dos pontos públicos e também o oculto tenha sido atendido.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Frases


- Não aceito propaganda de opções sexuais. Não podemos intervir na vida privada das pessoas”, disse a presidenta Dilma Rousseff em cerimônia no Palácio do Planalto em que tentou justificar o veto à distribuição de material de combate à homofobia que seria distribuído pelo Ministério da Educação.

Na quarta-feira (25), após encontro com frentes religiosas, Dilma determinou que fosse reanalisado o material, constituído por um caderno, seis boletins, três vídeos e um cartaz que orientavam o respeito aos homossexuais.

A bancada evangélica exigiu a retirada do material e ameaçou convocar o Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, alvo de denúncias de enriquecimento ilícito, ao Congresso Nacional.

No twitter...

Marinor Brito critica texto do Código Florestal e protesta contra assassinato de extrativistas no Pará

Barbárie: Ruralistas vaiam casal de extrativistas mortos no Pará

Na última quarta-feira, por volta das 16h, quando o plenário da Câmara dos Deputados já encaminhava a votação da destruição do Código Florestal, foi anunciada a notícia do assassinato dos extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua companheira, Maria do Espírito Santo da Silva.

Ao dizerem que o casal procurava defender a floresta e que eram ambientalistas, uma vaia vindo das galerias da Câmara e de deputados ruralistas tomou conta da sessão.

Vejam a cena:

O novo Código Florestal...


Novo Código Florestal: quem votou a favor e quem votou contra

Obituário do Código Florestal


"Tudo tem o seu tempo determinado. Tempo de nascer e tempo de morrer, e há tempo para todo o próposito embaixo do céu. Tempo de plantar e tempo de arrancar plantas. Tempo de matar e tempo de curar.Tempo de destruir e tempo de edificar.Tempo de chorar e tempo de rir.Tempo de lamentar e tempo de dançar.Tempo de atirar pedras, e tempo de as ajuntar.Tempo de abraçar e tempo de evitar o abraço.Tempo de procurar e tempo de perder.Tempo de guardar e tempo de atirar fora. Tempo de rasgar e tempo de coser, tempo de calar e tempo de falar.Tempo de amar e tempo de odiar.Tempo de guerra e tempo de paz."
(Eclesiastes 3, 1-8)

Código Florestal Brasileiro
15 de setembro de 1965

24 de maio de 2011

Saudades eternas de seus filhos: Floresta Amazônica, Pantanal, Cerrado,  Mata Atlântica, Manguezais, Caatinga, Campos Abertos, Várzeas e Florestas de Araucárias.