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domingo, 15 de março de 2015

Morre Therezinha Zerbini, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia

Faleceu neste sábado, 14 de março, aos 87 anos, Therezinha Zerbini, pioneira do Movimento Feminino pela Anistia, movimento social pela abertura política do regime militar, pela volta de exilados e libertação de presos políticos, iniciado em 1975.

Therezinha era viúva do general Euryale de Jesus Zerbini, militar caçado pelo regime instalado após 1964. Por ter ajudado Frei Tito de Alencar a conseguir o sítio pertencente a um amigo da família Zerbini, em Ibiúna, onde seria realizado o congresso da UNE de 1968, Therezinha respondeu a um inquérito policial militar, sendo indiciada em dezembro de 1969 e enquadrada na Lei de Segurança Nacional.

Em 1970 foi presa em sua casa, ficando detida por oito meses - seis dos quais no Presídio Tiradentes, em São Paulo. Na prisão, conviveu com a então guerrilheira Dilma Rousseff.

Em 1975, declarado pela ONU Ano Internacional da Mulher, cria o Movimento Feminino pela Anistia (MFPA), unido à luta pela redemocratização do Brasil. No mesmo ano, ocorre a morte do jornalista Vladimir Herzog na prisão, seguindo-se, na Catedral da Sé, a primeira grande manifestação popular de protesto, desde o AI-5. Ainda em 1975, o Movimento lança seu manifesto em favor da anistia ampla e geral, conseguindo colher 16.000 assinaturas de apoio, e empenhou-se nas denúncias sobre a existência de presos, torturados e perseguidos políticos no Brasil - fato que por muito tempo fora sistematicamente negado pelo governo militar. Daí por diante foram sendo formados Comitês Femininos pela Anistia nas principais cidades do país.

O movimento é o marco da virada: a atividade política volta ao espaço público, agregando e mobilizando vários setores - o MDB, o PCB e outros partidos políticos ainda clandestinos, a esquerda católica, acadêmicos, associações de classe, além dos exilados, presos políticos e suas famílias. Fazia oposição às claras: era um movimento legalizado, com ata de fundação e estatuto registrado em 1976, constituído basicamente por mulheres católicas, como a própria Therezinha, e de classe média.

Em fevereiro de 1978, o movimento pela anistia seria ampliado com a criação do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) no Rio de Janeiro, formado inicialmente por advogados de presos políticos e com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, o Comitê pedia a anistia ampla, geral e irrestrita.

Em março de 1978, durante a visita do então presidente norte-americano Jimmy Carter a Brasília, Zerbini conseguiu driblar a segurança e entregar uma carta à primeira-dama, Rosalynn Carter, em nome das mulheres brasileiras do movimento pela anistia. A carta, sem fazer referências diretas ao regime, dizia, na abertura: "Nós, que lutamos por justiça e paz..."

Embora considerada comunista, pelos órgãos de segurança, e como feminista, pela imprensa, Therezinha Zerbini declara nunca ter aderido a nenhuma dessas correntes.

Após a revogação do AI-5 (1978), esteve ao lado de Leonel Brizola no processo de refundação do PTB, em São Paulo, e depois, na criação do PDT, em 1979, quando Brizola perdeu a sigla para Ivete Vargas.

Mais recentemente, em setembro de 2010, pouco antes das eleições presidenciais, Therezinha Zerbini foi a quinta pessoa a assinar o "Manifesto pela Defesa da Democracia", lançado por intelectuais e políticos contrários ao Partido dos Trabalhadores. Na prática, o manifesto deveria reforçar a posição do candidato do PSDB José Serra, que, entretanto, acabou por perder as eleições.

Segundo ela "criar a Comissão da Verdade é bom. Não espero coisas novas, porque já vi tudo por dentro. Mas é preciso dar a oportunidade para os outros sentirem e verem. Como diz Santo Agostinho, o coração é a sede da memória."

Fonte: Wikepédia (adaptado)

terça-feira, 10 de março de 2015

Frases

"Defender a Petrobrás é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detêm tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior." 

Trecho do “Manifesto dos movimentos sociais sobre o 13 de março” , convocatória para manifestações em defesa do governo Dilma Rousseff (PT) assinada pelas direções da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre outros.

O documento afirma que estes movimentos atuam “em defesa da Petrobras”  e “dos trabalhadores, mas defende ainda as “empresas brasileiras” cujos donos foram ou estão presos na Operação “Lava Jato” da Polícia Federal e Ministério Público Federal, entre elas, a Camargo Correia que além dos escândalos da Petrobras, teria subornado partidos e políticos para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Nota de Repúdio para com a direção da UNE e organizadores da 9° Bienal Cultural da entidade que está sendo realizada no Rio de Janeiro


Nelsinho Quilombola Moralle é uma liderança nacional quilombola, nascido no Quilombo Do Carmo São Roque SP, cantor compositor, musico, arranjador, autor de trilhas sonoras para cinema e teatro, ator e diretor de cinema e teatro e hoje estudante de graduação em Direito na UFRJ.

Ao ler o edital da 9ª Bienal de UNE Nelsinho se inscreveu para a mostra de musica onde os organizadores alertavam e lamentavam não poder ofertar cachê aos selecionados visto que a entidade tinha PARCOS recursos para organizar o evento. e a organização pedia a colaboração dos artistas.

Porém quando saiu a programação oficial nomes conhecidos do mercado musical foram contratados para shows e com o direito de exercer nossa cidadania fomos buscar informações e tivemos acesso que os cachês dos artistas variavam entre R$ 80,000,00 o mais barato e R$ 200.000,00 o de maior valor.

Na véspera da apresentação de Nelsinho Moralle questionamos a dinâmica SOCIALISTA dos valores contraditórios entre o NADA ofertado aos selecionados para a mostra e os CACHÊS astronômicos ofertados a ARLINDO CRUZ, PITY, ALCEU VALENÇA, CIDADE NEGRA E CRIOLO e a resposta da UNE foi "OS ARTISTAS CONTRATADOS TEM VALOR DE MERCADO E OS SELECIONADOS TEM APENAS VALOR ARTÍSTICO, portanto não há interesse da entidade pagar cachê. Nelsinho em respeito a seu público não hesitou e comparecer e REALIZAR seu show inclusive com convidados, pagando as despesas com seus próprios recursos. No final de show Nelsinho Moralle agradeceu a presença de seu público e fez uma crítica CONSTRUTIVA e solicitou a direção da UNE que reservasse um percentual de recursos para ofertar a músicos que não tenham o TAL VALOR DE MERCADO a título de incentivo.

Ao sair do palco foi abordado por alguns dos diretores da UNE que disseram que não gostaram de sua fala, dizendo que quem dá as diretrizes da organização é própria direção da UNE e que não comungam com PALPITEIROS. Nelsinho lamentou a posição da UNE, mas deixou claro sua indignação. Ao se dirigir ao camarim do palco principal junto com seu técnico de som Thiago Rosa, onde pretendia dar um abraço em Alceu Valença Nelsinho Moralle foi abordado por seguranças que veio retira-lo do espaço e quando ele disse que tinha credencial para permanecer no espaço alguns dos diretores da UNE presentes disseram 'TIREM ELES DAQUI NEM QUE SEJA PRECISO USAR DE REFORÇO POLICIAL! Iisso mesmo A UNE PEDINDO REFORÇO POLICIAL enfim Nelsinho Moralle e Thiago Rosa saíram, pois não queriam confusão, mas fica o nosso repúdio a esse episódio LAMENTÁVEL PROTAGONIZADO PELA DIREÇÃO ATUAL DA UNE.

Assinam a nota
ASSOCIAÇÃO DOS REMANESCENTES DO QUILOMBO DO CARMO
FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS
VIA CAMPESINA FRANCESA
PARTIDO VERDE FRANCÊS
ASSOCIAÇÃO DE MULHERES MUÇULMANAS DO BRASIL

quinta-feira, 13 de março de 2014

Há 50 anos, Jango defendia a Reforma Agrária na Central do Brasil



Por Leandro Melito

Há exatamente 50 anos, um episódio que teve importância no golpe de 64 aconteceu no Brasil. No dia 13 de março de 1964, o então presidente João Goulart realizou comício na Central do Brasil, região central do Rio de Janeiro, para defender as reformas de base propostas por seu governo. Cerca de 200 mil pessoas acompanharam o discurso que foi encerrado com as seguintes palavras: "Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributárias, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação, pela justiça social e pelo progresso do Brasil".

À época, um grupo de sindicalistas comunistas e trabalhistas tomou a frente da organização do evento. Entre eles, estavam  o deputado Hércules Corrêa, que foi fundador e dirigente do CGT (Comando Geral dos Trabalhadores) e Paulo Mello Bastos, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Transportes Marítimos, Fluviais e Aéreos. Bastos também era secretário político do CGT.
 
O Comício
O evento, que estava sendo anunciado pelo governo desde janeiro de 1964, reuniu cerca de 200 mil pessoas e foi transmitido ao vivo por rádio e TV para todo o país. Por volta das 14h daquele dia 13 de março, cerca de 5 mil pessoas já se concentravam para o comício do presidente João Goulart na Praça Cristiano Ottoni, Rio de Janeiro, nas imediações da Central do Brasil e do Ministério da Guerra.

Antes de seguir para o palanque, João Goulart assinou, no Palácio das Laranjeiras, o decreto da Supra (Superintendência de Reforma Agrária) - que autorizava a desapropriação de áreas ao longo das ferrovias, das rodovias, das zonas de irrigação e dos açudes – e o decreto que encampava as refinarias particulares de petróleo.


O comício teve início às 18h. Jango subiu ao palanque às 19h45 e começou seu discurso exatamente às 20h46 após a fala do então presidente da UNE, José Serra, do governador de Pernambuco na época, Miguel Arraes, e do deputado Leonel Brizola. Tendo ao seu lado direito a esposa Maria Thereza, Jango falou de improviso durante pouco mais de uma hora. Ele fazia algumas pausas no discurso para passar um lenço no rosto. Eram nesses momentos em que o ministro da Casa Civil, Darcy Ribeiro, aproveitava para sussurrar observações e orientações como, por exemplo, “fale mais devagar, presidente”.

Em seu discurso, Jango falou sobre a mensagem que seria encaminhada ao Congresso e explicou os decretos que havia assinado.

Trechos do discurso:
Encampação das refinarias

Mas estaria faltando ao meu dever se não transmitisse, também, em nome do povo brasileiro, em nome destas 150 ou 200 mil pessoas que aqui estão, caloroso apelo ao Congresso Nacional para que venha ao encontro das reinvindicações populares, para que, em seu patriotismo, sinta os anseios da Nação, que quer abrir caminho, pacífica e democraticamente para melhores dias. Mas também, trabalhadores, quero referir-me a um outro ato que acabo de assinar, interpretando os sentimentos nacionalistas destes país.

Acabei de assinar, antes de dirigir-me para esta grande festa cívica, o decreto de encampação de todas as refinarias particulares.

A partir de hoje, trabalhadores brasileiros, a partir deste instante, as refinarias de Capuava, Ipiranga, Manguinhos, Amazonas, e Destilaria Rio Grandense passam a pertencer ao povo, passam a pertencer ao patrimônio nacional.

Procurei, trabalhadores, depois de estudos cuidadosos elaborados por órgãos técnicos, depois de estudos profundos, procurei ser fiel ao espírito da Lei n. 2.004, lei que foi inspirada nos ideais patrióticos e imortais de um brasileiro que também continua imortal em nossa alma e nosso espírito.


Decreto da Supra
O que se pretende com o decreto que considera de interesse social para efeito de desapropriação as terras que ladeiam eixos rodoviários, leitos de ferrovias, açudes públicos federais e terras beneficiadas por obras de saneamento da União, é tornar produtivas áreas inexploradas ou subutilizadas, ainda submetidas a um comércio especulativo, odioso e intolerável.

Não é justo que o benefício de uma estrada, de um açude ou de uma obra de saneamento vá servir aos interesses dos especuladores de terra, quese apoderaram das margens das estradas e dos açudes. A Rio-Bahia, por exemplo, que custou 70 bilhões de dinheiro do povo, não deve beneficiar os latifundiários, pela multiplicação do valor de suas propriedades, mas sim o povo.

Não o podemos fazer, por enquanto, trabalhadores, como é de prática corrente em todos os países do mundo civilizado: pagar a desapropriação de terras abandonadas em títulos de dívida pública e a longo prazo. Reforma agrária com pagamento prévio do latifundio improdutivo, à vista e em dinheiro, não é reforma agrária. É negócio agrário, que interessa apenas ao latifundiário, radicalmente oposto aos interesses do povo brasileiro. Por isso o decreto da Supra não é a reforma agrária.

Sem reforma constitucional, trabalhadores, não há reforma agrária. Sem emendar a Constituição, que tem acima de dela o povo e os interesses da Nação, que a ela cabe assegurar, poderemos ter leis agrárias honestas e bem-intencionadas, mas nenhuma delas capaz de modificações estruturais profundas.


Mensagem ao Congresso
Na mensagem que enviei à consideração do Congresso Nacional, estão igualmente consignadas duas outras reformas que o povo brasileiro reclama, porque é exigência do nosso desenvolvimento e da nossa democracia. Refiro-me à reforma eleitoral, à reforma ampla que permita a todos os brasileiros maiores de 18 anos ajudar a decidir dos seus destinos, que permita a todos os brasileiros que lutam pelo engrandecimento do país a influir nos destinos gloriosos do Brasil. Nesta reforma, pugnamos pelo princípio democrático, princípio democrático fundamental, de que todo alistável deve ser também elegível.

Também está consignada na mensagem ao Congresso a reforma universitária, reclamada pelos estudantes brasileiros. Pelos universitários, classe que sempre tem estado corajosamente na vanguarda de todos os movimentos populares nacionalistas.


Comício fazia parte de nova estratégia

Após tentar implementar sem sucesso as reformas por meio de um acordo entre o seu partido Partido Trabalhistra Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrático (PSD), de Juscelino Kubitschek - de quem foi vice-presidente – Jango decidiu se aliar às esquerdas em uma estratégia de mobilização popular que teria início com o comício da Central no dia 13. Três dias antes do comício, o PSD havia rompido formalmente com o governo.

A nova estratégia consistia na mobilização popular por meio de uma série de comícios que seriam realizados em diferentes regiões do país e que culminariam em uma greve geral no dia 1º de maio, como forma de pressionar o Congresso pela aprovação do projeto de reformas anunciado durante o comício e encaminhado formalmente ao Legislativo dois dias depois.

Para isso, Jango contava com as forças que apoiavam as reformas; o CGT, o PCB (Partido Comunista Brasileiro e a Frente de Mobilização Popular (FMP), formando a Frente Única de Mobilização.

Fonte: Agência Brasil - EBC

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Precarização nas IFEs segue e com apoio da UNE


A precária expansão das instituições federais de ensino, principal fermento da maior greve da história dos docentes das universidades, parece que está longe do fim. No retorno às aulas, a maior parte dos problemas de infraestrutura, carência de professores e servidores permanecem como marca das novas universidades e novos campi.

A falta de condições de trabalho sequer foi tratada pelo governo na mesa de negociação com as entidades sindicais. “Isso seria, na prática, admitir que o quadro de precarização e ausência de infraestrutura nas IFEs não é uma abstração, conforme dito pelo ministro Aloizio Mercadante no início da greve”, avalia o Comunicado do Comando Nacional de Greve do Andes.

Como forma de enfraquecer esta pauta do movimento docente, o governo formalizou uma proposta de comissões para “acompanhar” a expansão promovida pelo Ministério da Educação, composta pelo próprio MEC, pelos reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pela União Nacional dos Estudantes, o braço do governo no movimento estudantil.

Não participarão dessa comissão as entidades que efetivamente dirigiram a greve e legitimamente representam os docentes: o Andes e o Sinasefe.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estudantes não são recebidos pelo MEC e tentativa de ocupação é reprimida pela polícia e condenada pela UNE



Pelo menos 3 mil estudantes de universidades em greve participaram da Marcha Unificada dos Servidores Públicos Federais realizada em Brasília, nesta terça-feira, 05 de junho. 

Cantando paródias e entoando palavras de ordem, caravanas de todo o país engrossaram e animaram o ato, representando também o grande movimento de greves estudantis que já chega a 31 Universidades Federais.

Denunciando o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) e o caráter privatizante do Novo Plano Nacional de Educação, a Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel) marchou exigindo “Expansão com 10% do PIB para a Educação já!”

Após contornar toda a Esplanada dos Ministérios e passar pela Praça dos Três Poderes, os estudantes pararam em frente ao MEC. Do carro de som coordenado pela Anel e ao redor dos jardins do ministério, estudantes exigiam ser recebidos pelo Ministro da Educação, Aluízio Mercadante.

Diante da negativa, os estudantes tentaram ocupar o ministério. Houve confronto com a polícia que usou de spray de pimenta e armas de choque que atingiram vários estudantes.



Durante o conflito, vidraças da portaria e janelas do primeiro andar foram quebradas.

Apesar da forte repressão, mais duas tentativas de ocupação do prédio ocorreram sem sucesso. Os estudantes decidiram dar início à Plenária Nacional para deliberar sobre a mobilização e formação do Comando Nacional de Greve Estudantil Unificado que deverá ser instalado no dia 18 de junho. Até lá, assembleias deverão eleger ou ratificar os seus representantes locais.

UNE
No que pese tenha comparecido com alguns diretores, a direção majoritária da UNE não jogou peso na marcha. Setores da chamada “Esquerda da UNE” estiveram presentes trazendo várias  delegações, especialmente os campos “Vamos à Luta” e “Levante da Juventude”. O carro de som puxado pela Anel abriu espaço para todos os DCEs informarem como estavam as mobilizações em cada universidade.

O presidente a UNE, Daniel Iliescu, também fez fala no carro da Anel, mas logo depois se apressou em condenar a tentativa de ocupação do MEC. Para a imprensa , Daniel teria dito que o ato era de uma iniciativa de uma minoria.

sábado, 31 de março de 2012

Esquerda vence no DCE da USP


Acompanhada de perto e de forma inédita por setores da imprensa conservadora como o Estadão e a Veja, as eleições para o DCE da Universidade de São Paulo (USP) se encerraram nesta simbólica madrugada, de 31 de março.

Com uma votação também inédita de 13.134 estudantes, a chapa apoiada pela Anel e Esquerda da UNE, Não vou me adaptar,  teve 6.964 votos (51% do total) e comandará a entidade pelo próximo período de um ano.

A chapa de direita, Reação, acabou fiando em segundo lugar, com 2.660 votos. Esta era a única chapa que publicamente defendia a presença da Polícia Militar no interior da Universidade.

Confira o resultado final logo abaixo:
100% das urnas apuradas (58 de 58)
13.134 votos contabilizados

Não vou me adaptar: 6.964 (51%)
Reação: 2.660 (19%)
Universidade em movimento: 2.579 (19%)
27 de Outubro: 503 (4%)
Quem vem com tudo não cansa: 254 (2%)
Brancos: 46 (0%)
Nulos: 128 (1%)

terça-feira, 20 de março de 2012

Congresso da Juventude do PMDB vira Conune fora de época


O presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu (PCdoB), compôs a mesa de honra do II Congresso Nacional da Juventude do PMDB, evento que ocorreu neste último fim de semana no Rio de Janeiro e teve como debate central a estratégia de lançar 8.500 candidatos a vereador para as eleições deste ano.

Segundo o portal de notícias UOL,  “conhecido pela forma como se adapta e participa de governos de todas as correntes ideológicas, o PMDB - que, rachado, foi base de sustentação de governos federais do PT e do PSDB - treina seus jovens filiados para conviverem com as conveniências”.

A JPMDB passou a ser presidida  por Marco Antônio Cabral,  filho de Sérgio Cabral, o governador do Rio. Ele tomou posse numa Capela Ecumênica, na sexta-feira, um dia antes do encontro começar.

Daniel Iliescu, esteve na mesa com o governador do Paraná, Roberto Requião.  Além dele, outros políticos estiveram no evento como o senador Valdir Raupp (aquele envolvido na sustentação do então reitor da Unir, em Rondônia), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.


O PMDB já é parceiro antigo do PCdoB, partido do presidente da UNE, em eleições para a diretoria da entidade estudantil. Mas a presença de Iliescu no encontro passou quase que despercebida.

Após “intensos debates”, uma grande confraternização regada a cerveja transformou o encontro numa espécie de Congresso da UNE fora de época.  Daniel Iliescu deve inclusive ter lembrado da sua “histórica” eleição no ano passado para presidente da entidade governista, registrada no vídeo abaixo:

terça-feira, 13 de março de 2012

De que lado eles sambam...


No dia 7 de março ocorreu em Brasília uma reunião de entidades que organizaram o “Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação Pública já” (Anel, CSP Conlutas, ANDES-SN, SEPE-RJ e Intersindical).no segundo semestre do ano passado com o  deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), que é relator da Comissão que ficou encarregada de conduzir a votação do novo Plano Nacional de Educação, e a partir de das mais de 2 mil emendas que chegaram ao projeto e que acabaram resultando na formulação de um Substitutivo.

No gabinete do deputado, uma enorme bandeira da UNE, entidade que supostamente defende a aplicação dos 10%, mas também e contraditoriamente, defende o PNE proposto pelo governo Dilma, que entre investimento diretos e indiretos, assegura 8% do PIB apenas em 2020.

Saiba mais na página da ANEL

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

De que lados eles sambam: Abraçado por dirigentes da UNE e em acordo com o DEM, senador do PSOL ataca direitos da juventude

Estatuto da Juventude – "conquista histórica"?

Com a nova lei os jovens terão ainda menos direitos
Na última quarta feira, dia 15 de fevereiro a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou o Estatuto da Juventude – PLC 98/2011. Era de se esperar que este fosse um motivo de comemoração, mas, infelizmente, não é. Ao invés de ampliar os direitos dos jovens brasileiros, o estatuto é um forte ataque aos poucos que já existem.

O projeto restringe a meia entrada em eventos culturais e esportivos a 40 % das vagas em eventos privados e 50% nos públicos. É um ataque escandaloso, ainda mais em um país onde o preço dos ingressos dos cinemas, dos shows e dos jogos de futebol já afasta boa parte da juventude do direito ao lazer.

O Passe Livre Nacional, uma reivindicação histórica do movimento estudantil brasileiro, passou longe dos debates do projeto. Apoiado por Demóstenes Torres (DEM –GO) o relator Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) retirou do texto o desconto de 50% nas passagens intermunicipais e interestaduais, no lugar ele incluiu duas vagas gratuitas por veículo para jovens com renda até dois salários mínimos. Alguém tem que avisar ao Senador que existem milhões de jovens nessa faixa salarial.

O projeto também chama atenção pelos seus apoiadores. Já era esperada a posição do Senador do DEM e de Aloísio Nunes (PSDB) que batalharam durante toda a tramitação do projeto para defender os interesses da indústria do entretenimento e das empresas que controlam o transporte público. O surpreendente foi esse projeto contar com o aval de um senador do PSOL, um partido de esquerda que deveria estar do outro lado nesse debate.

Nas fotos da aprovação do projeto Randolfe aparece festejando junto com os dirigentes da UNE, que não só apóia como fez ativa campanha pela aprovação da proposta. Esse dia vai entrar para história do movimento estudantil brasileiro como mais um lamentável episódio em que a entidade vende (desta vez literalmente) os interesses dos estudantes.

Os apoiadores do projeto apontam que o fato do texto definir como jovem aquele que tem entre 15 e 29 anos é um grande avanço.Esqueceram de dizer que não basta ser jovem, nem basta ser estudante, para ter o direito (restrito) à meia entrada, o estudante agora tem que comprar a carteirinha da UNE. Há mais de uma década a entidade ganhou o apelido de “fábrica de carteirinhas”, porque abandou as lutas e transformou uma tradição de auto financiamento em uma vergonha para o movimento estudantil. Agora o Estatuto da Juventude vai conferir a entidade o selo oficial de “fábrica de carteirinhas” em troca do direito irrestrito ao lazer da juventude.

Fonte:  por Ricardo Malagoli para blog da Juventude do PSTU-BH

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

#OcupeBrasilia da UNE tem gerador, pulseirinha, tenda com ar e seguranças


Aproveitando o momento e tentando instrumentalizar um movimento que não ajudou a construir, o partido de Aldo Rebelo montou um acampamento em Brasília. No infame e injustamente chamado #OcupeBrasilia (com “e” mesmo)os estudantes filiados ao PCdoB têm alimentação, transporte, ônibus que os levam e trazem para tomar banho, banheiros químicos, um grande gerador alugado, tendas do tipo usada em camarotes de festa de peão, seguranças particulares contratados, líderes, pulseirinhas do tipo “área VIP”, visita de deputados que aplaudidos calorosamente (ou seria mimeticamente). Tudo isso custeado por instâncias partidárias, além de receber doações de alimento fornecidas diretamente pela Bancada Ruralista. Não é difícil notar, portanto, a diferença gritante entre o #OcupeBrasilia e todas as outras acampadas ao redor do mundo inclusive no Brasil (como #OcupaSampa, #OcupaRio, #OcupaSalvador, #OcupaBauru, etc.).

Saiba mais: As acampadas e a colônia de férias do PCdoB (Blog Viagem no Tempo)

domingo, 13 de novembro de 2011

Valor Econômico: UNE perde o protagonismo nas universidades



Por Cristiane Agostine, Vandson Lima e Raphael Di Cunto*

Há 37 dias, dezenas de estudantes ocupam a reitoria da Universidade Federal de Rondônia, em Porto Velho, em protesto contra problemas na estrutura dos sete campi da instituição. Alunos e professores, em greve há 58 dias, reclamam da falta de laboratórios, equipamentos, cadeiras nas salas de aula e até de papel higiênico e água potável. Os manifestantes apontam supostas irregularidades na gestão do reitor José Januário de Oliveira Amaral e pedem a saída dele. O conflito se intensificou depois que a Polícia Federal foi chamada para conter os protestos e prendeu um professor.

A 3 mil quilômetros de Porto Velho, alunos da Universidade de São Paulo (USP) entram hoje no terceiro dia de greve, depois de ocuparem a reitoria por uma semana, e reivindicam a retirada da Polícia Militar do campus. Os estudantes pedem também a saída do reitor, João Grandino Rodas.

Em comum, os protestos nas duas universidades públicas mostram a União Nacional dos Estudantes (UNE) marginalizada na mobilização dos estudantes. Comandada há 20 anos pelo PCdoB, em parceria com o PT, a maior entidade estudantil do país não foi protagonista. As duas greves têm em suas lideranças jovens descolados da política partidária -, como o Movimento Estudantil Popular Revolucionário, em Rondônia, e o Movimento Negação da Negação, em São Paulo, - ou organizados em torno de bandeiras de partidos como PCO, PSTU e PSOL.

Professor de antropologia da federal de Rondônia e integrante do comando de greve, Adilson Siqueira comenta: "A UNE nem apareceu por aqui. Eles são governo." Siqueira relata problemas nos campi e diz que os alunos do curso de Medicina têm de limpar o laboratório de anatomia, já que faltam funcionários. O vestibular para alguns cursos, como engenharia elétrica e veterinária, foi suspenso, devido à falta de estrutura dos laboratórios. A Controladoria-Geral da União apontou indícios de irregularidades em licitações, apuradas pelo Ministério da Educação.

Os alunos pedem anonimato. Integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Alcides (não divulgou o sobrenome) diz que existe um "processo de criminalização e perseguição". Procurada, a reitoria não se manifestou até o fechamento desta edição. A instituição divulgou um texto informando que 95% dos pedidos dos grevistas foram cumpridos.

Na análise do sociólogo Renato Cancian, doutor e pesquisador da Universidade Federal de São Carlos, a UNE se "esvaziou" na mobilização dos estudantes por não se "atualizar". "Trata-se de um aparelhamento político de uma organização que em épocas passadas representava os estudantes, porque foi capaz de articular reivindicações que tinham conexão com os problemas da universidade", afirma. "Não há nenhum projeto educacional de âmbito nacional adotado pelo governo federal que tenha nascido ou tenha sido desenvolvido pela UNE", diz Cancian.

O controle da UNE pelo PCdoB e a aproximação com o governo federal a partir da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, fizeram com que um grupo de estudantes deixasse a entidade e formasse a Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre! (Anel). Ligada ao PSTU, a entidade concentra sua atuação nas universidades federais do Rio de Janeiro, do Pará e do Rio Grande do Sul. " A UNE foi se burocratizando e perdeu a legitimidade nas universidades públicas", opina a estudante da UFRJ Clara Saraiva, dirigente da Anel. "Vimos problemas recentes no Ministério do Esporte e a UNE não fez uma manifestação contrária às denúncias de corrupção. Falta independência", diz.

O grupo Oposição de Esquerda preferiu manter-se na UNE, mas de forma crítica ao comando do PCdoB-PT. Esses alunos afirmam ter influência em importantes universidades públicas como a Universidade de Campinas (Unicamp), USP, a estadual de Maringá e as federais fluminense, do Paraná e do Ceará. Representante do movimento, a estudante Carolina Filho, de 24 anos, defende a autonomia em relação ao governo. "É uma entidade importante porque articula nacionalmente os estudantes, mas não pode se adequar às políticas do governo", diz Carolina, coordenadora do diretório central dos estudantes da Unicamp. " A UNE se tornou correia de transmissão do PCdoB. Apoia o Código Florestal, o Prouni, o Enem", afirma.

O PCO, que apoiou a ocupação da reitoria na USP, participa do Congresso da UNE, mas não tem dirigentes na entidade. "Nem queremos ter", diz Natalia Braga da Costa Pimenta, da juventude da sigla. "A entidade está distante da base", diz.

Os três movimentos, contrários ao comando do PCdoB na UNE e à proximidade com o governo federal, apontam críticas ao Prouni, programa de concessão de bolsas pelo governo em universidades pagas. "Isso fortalece a iniciativa privada. O governo deve investir na ampliação de vagas nas universidades públicas", diz Carolina, da Oposição de Esquerda. Eles são contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por o considerarem um sistema excludente de acesso à universidade.

A associação do PCdoB ao governo federal tem deixado o partido fora dos DCEs das grandes universidades, como mostra levantamento feito pelo Valor nas 20 grandes instituições de ensino superior do país. Apenas na Universidade Paulista (Unip) o presidente do DCE é do PCdoB.
(Clique na figura para ampliá-la)

Mesmo com a perda de protagonismo, o PCdoB continua a dominar a eleição na UNE. O presidente, Daniel Iliescu (PCdoB), foi eleito com 75,4% dos votos em chapa com PT de vice e composta por PSB, PDT e PPL.

Segundo um dos coordenadores do movimento estudantil do DEM, João Victor, o PCdoB começou a perder a eleição para os diretórios das principais universidades e focou as menores. "Usam as faculdades pequenas, do interior, que não tinham representação estudantil forte, para tirar delegados e levar ao congresso da UNE", afirma. "Aconteceu em instituições de Minas Gerais porque está crescendo uma reação nas universidades maiores contra a partidarização do movimento estudantil."

Para a eleição da UNE, as instituições podem enviar um representante com direito a voto a cada mil estudantes. "O DCE deveria fazer uma eleição para definir os delegados, mas esse é um processo burocrático e poucos fazem. O PCdoB aproveita e monta uma comissão de alunos para escolher os delegados, que, obviamente, são ligados ao partido", diz.

A União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, faz ponderações às críticas apresentadas sobre a suposta perda de representação para grupos mais à esquerda. "Não existe inflação de ideias radicais nas universidades", comenta Renata Petta, da UJS. Irmã do ex-presidente da UNE Gustavo Petta, considera que a independência do movimento estudantil está mantida. "Não deixamos de reclamar contra o governo". A UJS tem mais de 100 mil estudantes e é o principal foco de atuação do PCdoB entre os movimentos sociais. Renata Petta ressalta, no entanto, que nem todos os integrantes da UJS são filiados ao PCdoB.

O PT, que tem a vice-presidência da UNE, reforça: "Não é porque somos base do governo que não dialogamos", diz o secretário de Juventude petista, Valdemir Pascoal. Procurada diversas vezes, a UNE não se manifestou até o fechamento da edição.

A participação de partidos políticos nos diretórios estudantis nem sempre é bem delineada. Em vários casos, apenas uma parcela dos estudantes é filiada. Por estarem habituados ao embate de ideias, acabam tomando a frente no processo, o que cria a impressão de que todo o grupo tem orientação partidária. "É o que ocorre na UFRJ. Dos 60 integrantes do diretório, quatro são filiados ao PSTU ou PSOL. Mas a marca que fica é de uma gestão dessa vertente", observa o estudante Ediones Heringe, ex-dirigente da União Estadual dos Estudantes do Rio.

Para Heringe, "extirpar o movimento partidário das universidades virou uma tendência", o que já se reflete em instituições. Beneficiada pela fragmentação de grupos de esquerda que tradicionalmente presidiam o diretório estudantil da Universidade de Brasília (UNB), a chapa "Aliança pela Liberdade" conseguiu 22% dos votos e se elegeu na contramão do discurso corrente no meio universitário, pedindo maior presença da Polícia Militar no campus, estímulo a parcerias público-privadas para financiar pesquisas.

Caso semelhante deu-se na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, onde a chapa "Voz dos Estudantes" conquistou este ano o terceiro mandato consecutivo. "Chega uma hora que os estudantes se cansa do aparelhamento partidário desses grupos, de gente de fora decidindo a agenda do DCE", observa Luana Carvalho, da gestão.


*Publicado em 13 de novembro de 2011. A charge não faz parte da matéria original.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que os UNE


As assumir o Ministério dos Esportes hoje, o neoruralista Aldo Rebelo fez um discurso defendendo Orlando Silva, afastado após denúncias de corrupção e o partido de ambos, o PCdoB.

Aldo e Orlando são também ex-presidentes da União Nacional dos Estudantes, comandada há décadas pela União da Juventude Socialista (UJS), braço do PCdoB na juventude.

Aldo presidiu a UNE no período de 1980 a 1981. Já Orlando comandou a entidade mais recentemente, nos anos de 1995 a 1997. Ainda estão com cargos comissionados no Ministério, dois ex-presidentes da entidade, todos do PCdoB: Wadson Ribeiro (presidente da UNE entre 1999 e 2001) e  Ricardo Capelli (1997-1999).


Vale a leitura: PCdoB: da selva aos gabinetes de Brasília

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Longe dos 20mil, UNE faz marcha com Ministro dos Esportes




O que prometia ser uma marcha de 20 mil estudantes pela Esplanada dos Ministérios se transformou num ato de 5 mil, onde os pontos altos foram a presença da estudante chilena Camila Vallejo, da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile e do Ministro dos Esportes, Orlando Silva.

O ato que tinha como pauta o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, que 50% do fundo social do pré-sal sejam repassados somente para o ensino e que as taxas de juros brasileiras sejam reduzidas, saiu do banco central contado com apoio de sindicalistas da Força Sindical e da CTB e terminou em frente ao Congresso, com direito ao tradicional banho no espelho d’água.

Em frente ao Banco Central, ninguém menos que Orlando Silva, Ministros dos Esportes, ex-presidente da UNE e membro do PCdoB, saudou a manifestação.

Enquanto isto...

Uma onda de ocupações de reitorias se espalha pelo país. Já foram ou estão ocupadas nos últimos dias: Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal do Mato Grosso, Universidade Federal de São Paulo, Instituto Federal da Banhia e a  Universidade Estadual de Maringá. Nesta última, a ocupação foi batizada de Manuel Gutierreza, estudante chileno morto durante a greve geral da semana passada.


A precarização das condições de ensino, principalmente pela política do Reuni, é o motor das principais mobilizações.

sábado, 30 de julho de 2011

Os “melhores momentos” do 52º Congresso da UNE

Passados alguns dias do encerramento do congresso da União Nacional dos Estudantes, ocorrido nos dias 13 a 17 de julho em Goiânia, é possível encontrar no Youtube alguns vídeos dos momentos culminantes do evento.

Momento 1: Lula discursa no Congresso,  justifica a ausência de Dilma e agradece a UNE pelos serviços prestados. Petrobras, Caixa Econômica Federal e até o Ministério dos Transportes (o mesmo dos escândalos)  apoiaram a realização do evento.

Momento 2: A estudantes Dayana Roberta, da Universidade Federal do Maranhão, é agredida por mais de 30 homens e mulheres.  Entre os agressores, foram identificados bandidos que provocaram o quebra-quebra durante os lançamentos do livro “Honoráveis Bandidos” (que conta a história de José Sarney) no Maranhão.


Momento 3: Torcida organizada da UJS (União da Juventude Socialista), lidada ao PCdoB, ensaia a coreografia do “Você, você, você” a ser usada na votação de Daniel Iliescu para a presidência da entidade. Daniel, tem no currículo a ida ao Haiti para defender as tropas militares brasileiras que por lá estão.