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sexta-feira, 25 de março de 2011

WikiLíngua: Correio eletrônico de Carlos França

Correio eletrônico de Carlos França, então presidente do SINDUFOPA, amplamente divulgado para os professores logo após a protesto na “aula magna” no Campus-Hotel Bullevard:

Em 20 de março de 2011 21:04, ++ SINDUFOPA ++ escreveu:

Prezados Professores e Professoras da UFOPA, e todos que tiveram e estão tendo contato com a construção da nossa Universidade.

As palavras abaixo são de minha inteira responsabilidade e não foram discutidas com os colegas de diretoria do SINDUFOPA.    Espero que compreendam e nos ajudem a consolidar a UFOPA com respeito, luta,  proposta e sem precisar manipular alunos para fazer barulho e desrespeitar um  MOMENTO ÍMPAR da primeira aula magna da UFOPA.


A DERROTA QUE A  “DEMO     CRACIA “ IMPÓS A UFOPA
Mais uma vez os alunos do DCE foram usados como massa de manobra por um docente que não tem a mínima condição de liderar qualquer movimento e se coloca como “libertador” das amarras que impedem a criação da Universidade dos sonhos, pela ótica dos revoltados que já nem podem mais ser chamados revolucionários, ainda que pejorativamente, pois revolucionários têm planos B, C e D e desconfiometro para saber quando a situação não é favorável.  Quiseram falar para um grupo que os abafou com vaias e mesmo assim gritaram por democracia.  Nos meus 20 anos de ensino superior, foi o movimento mais SEM NOÇÃO que já vi até hoje.  Me preocupo com um DCE que não tem a menor condição de respeitar a sua classe e ainda pleiteia participar de uma ESTATUINTE que regerá a nossa UFOPA. que o maior líder deles “pertence” a categoria dos docentes e que por rejeição não consegue mobilizar os colegas e precisa dos Estudantes para continuar o seu ego de mudança sem proposta, dignidade e respeito pelos profissionais e alunos que querem a UFOPA e não um lunático a ditar regras e arrebanhar os jovens de boa vontade.

ACADÊMICOS QUE REALMENTE SE IMPORTAM COM A CONSOLIDAÇÃO DA UFOPA, PRECISAM TER DIGNIDADE E BOM SENSO PARA ORGANIZAR A CATEGORIA ESTUDANTIL.  UM DCE QUE PRECISA DE UM  docente PARA COMANDÁ-LO E ACEITA NUMA BOA,  NÃO PODE REPRESENTAR A CLASSE ESTUDANTIL DE FORMA ALGUMA.   O  MOMENTO EXIGE ELEIÇÕES URGENTES PARA O DCE,  POIS OS QUE LÁ  ESTÃO PEDEM ELEIÇÕES DIRETAS JÁ PARA REITOR E DESCONHECEM QUE ISSO SO ACONTECERÁ COM UM ESTATUTO FORTE E CONSTRUIDO PELAS TRÊS CATEGORIAS:  DOCENTES,  TÉCNICOS E DISCENTES.   OS DOCENTES JÁ DETECTARAM O LARANJA PODRE, OS TÉCNICOS ESTÃO COM UMA FORTE ORGANIZAÇÃO E OS DISCENTES DESORGANIZADOS E COLHEDORES DE LARANJA DESCARTADA.....   QUE PENA DA UFOPA E DOS QUE TERÃO QUE TIRAR LEITE DE PEDRA PARA CONSOLIDA-LA DIANTE DOS INTRANSIGENTES E QUE NÃO APRENDERAM QUE O NOSSO DIREITO DEVE CAMINHAR EM PARALELO COM OS DIREITOS DO PRÓXIMO.  

Na última sexta(19/03/2011), pela primeira vez senti PENA da UFOPA, ao assistir a patética cena de 30 alunos da UFPA/Santarém, tentando chamar atenção desesperadamente e clamando por democracia.  Como se não bastasse a entrada transloucada com lenços, que deveriam ter ficado na boca o tempo todo, faixas e cartazes dizendo que não querem Universidade do Futuro e outras pérolas...  Este grupo teve a audácia de vaiar o Prefeito de Belterra, um homem de fala humilde, mas cheio de sabedoria e respeito por tudo que estava acontecendo por ali, tentaram vaiar alguns diretores de centro que não passam as mãos e nem compactuam com as reivindicações absurdas e infundadas e para coroar a falta de respeito com os calouros da UFOPA, alunos antigos e todas as autoridades presentes (Deputado, Secretários (as) de educação de Santarém e Juruti, Reitor e vice- reitora, Pró-reitores, Diretores de Institutos, corpo docente da UFOPA e o ilustríssimo palestrante Prof Dr Armando), impediram a realização do evento que foi cancelado para preservar a integridade de todos e principalmente deles que estavam em minoria absurda se compararmos com os 800 calouros que aguardavam ansiosamente pela aula magna.

Quando viram com não seriam ouvidos, uns mais exaltados METERAM AS MÃOS NOS EQUIPAMENTOS DE VÍDEO E TELÃO E NESTE MOMENTO TIVE QUE AGIR COM ENERGIA E DEFENDER A EQUIPE DE JORNALISMO DA UFOPA E OS QUE ESTAVAM TRABALHANDO POR ALI.

A  minha tristeza não acaba por ai,  pois imagino que novamente a DIREÇÃO DA UFOPA NÃO REPUDIARÁ O PÍFIO PAPEL DE UM DOCENTE CONCURSADO, QUE RECEBE UM SALÁRIO DE DOUTOR PARA EDUCAR E NÃO  TEVE O MÍNIMO DE RESPEITO COM O PALESTRANTE E MUITO MENOS COM OS CALOUROS QUE VAIARAM O TEMPO TODO.  ESTE COLEGA ENVERGONHA A NOSSA CATEGORIA E A FALTA DE ATITUDE DA DIREÇÃO DA UFOPA, TAMBÉM NOS ENVERGONHA. NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE ESTE CIDADÃO AGIU CONTRA A UFOPA E SE CONTINUAR SENDO IGNORADO, APRONTARÁ MAIS AINDA E CAUSARÁ DESCONFORTO NOS QUE HONRAM SEUS COMPROMISSOS PROFISSIONAIS E OS TERMOS QUE ASSINARAM AO INGRESSAR NO QUADRO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL.
TODOS SABEM QUE DEFENDO A UFOPA E SEMPRE DEFENDEREI, MAS SE OS QUE DEVERIAM DEFENDÊ-LA CONTINUAREM EM ESTADO CONTEMPLATIVO DIANTE DO CAOS, SEM DIVULGAR UMA NOTA SE QUER DE REPÚDIO, SEM IMPEDIR QUE CONTINUEM SEMEANDO CINZANA EM CIMA DOS SONHOS QUE SONHEI E PUDE VER NOS OLHOS DE CENTENAS DE CALOUROS, TEREI QUE REVER MEUS CONCEITOS E AS MINHAS BANDEIRAS DE LUTA.

Sinceramente e muito envergonhado,
Prof  Carlos França – Presidente do SINDICATO dos  DOCENTES DA UFOPA

SINDUFOPA - SINDICADO DOS DOCENTES DA UFOPA

WikiLíngua: Correio eletrônico de Doris Faria

Abaixo, o correio eletrônico da Sra. Doris Farias,ligada à reitoria da Ufopa. Este documento foi amplamente divulgado para os professores e estudantes, logo após a publicação da Ufopa: matéria na 'Época' 

O documento além de mostrar como a reitoria intervem no movimento docente e estudantil, revela as "concepções educacionais" da dirigente.
De: Andrei Morais <andreimor@yahoo.com.br>
Assunto: Resposta ao artigo da revista Época
Para: "Gilson Costa" <amazongil@yahoo.com.br>
Data: Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011, 12:55

Caro Prof. Gilson Costa,

Meus colegas, já ví este filme antes, inúmeras vezes...

Acompanho o ensino superior praticamente desde que nasci pois sou filha de professores universitários e tenho hoje mais de 60 anos. Sou professora aposentada da Universidade de Brasília, aonde assisti o último espetáculo, apesar dos revézes, de como os combates a um governo têm início e usam de todas as artimanhas para macular os projetos realizados, com foco local.

Não vou falar dos processos mais antigos, que aconteceram antes dos anos 90. Restrigo-me, a partir de então, a três grandes projetos das universidades federais que mudaram o rumo de nossa história, aumentando significativamente seus compromissos acadêmicos e sociais e que foram amplamente combatidos por forças representantes de interesses oposicionistas mais imediatistas:

i. o combate feito ao ensino noturno nas universidades federais na década de 90;
ii. o ataque ao ensino a distancia no início dos anos 2000;
iii. e, agora, o embate promovido com a expansão das universidades públicas, recentemente focalizado no REUNI e atualmente, na criação das novas universidades.

Em todas as situações, ditados por políticas reacionárias, partido(s) de oposição política trataram de combater projetos governamentais - seja a nível federal, seja local, às reitorias das universidades! Ora um, ora outro, a estratégia continua sendo a repetição de táticas de grupos que não conseguem trazer qualquer coisa mais propositiva.

Agora temos o eixo PSTU-PSOL - que controla as associações de docentes e está se fortalecendo junto ao movimento estudantil - a comandar os ataques a qualquer projeto de expansão das universidades públicas, seja por invasões de reitorias, seja por alianças táticas com a direita reacionária, seja pela adoção (temporária) de critérios meritocráticos, mas que jamais cheguem a implicar em produtividade acadêmica, processos de avaliação e outros procedimentos que redundem em mais trabalho ou em falta de retribuição pecuniária. ETC...

Não que eu ache que um PSOL decida elejer os "Collors" da vida; que haja associação com os "DEMs" no Congresso, como na luta contra políticas afirmativas; ou PSTUs usando os mesmos argumentos acadêmicos dos clássicos direitóides da educação...Não creio que haja consciência histórica pois os interesses são imediatistas "se hay gobierno soy contra", não importa o que se faça ou proponha!

O caso da UFOPA é o mais recente e também emblemático: professores recém admitidos, com a missão de implantar um desses partidos no interior da Amazônia, começam a aglutinar docentes e alunos ao projeto. Daí para as etapas seguintes é só um passo: presidência de estatuinte, de sindicato a ser acoplado, grandes confusões na instituição, ofensas, agressões, tudo associado a conquistas, passo a passo, no projeto que não é só seu, é uma estratégia de combate local e nacional, juntando para o mesmo ataque tanto uma reitoria com a missão da criação, quanto um governo que realiza a estratégia de romper com a ligação das universidades públicas com o projeto histórico de poder das elites econômicas neste país. Ser protagonista de uma reportagem em veículo destes interesses não é qualquer novidade. Tampouco que este(s) professore(s) em nada vieram contribuindo para o aperfeiçoamento de qualquer dos processos vivenciados: só crítica, ameaças, agressões, nada propositivo, nenhuma idéia, nenhuma análise mais atualizada, nada, nada!

Só mesmo a reação local poderá calar estas bocas cheias de vermes, estas mãos tão inúteis, estas idéias tão mofadas! Na UFOPA isso já começou, com a derrota deste grupo, tanto para a estatuinte quanto para o sindicato. Mas ainda falta mais! E o que não fizerem os servidores da instituição universitária, juntamente com os alunos realmente dedicados à formação acadêmica - com ou sem apoio de reitoria - ninguém mais fará! Trata-se da vida deles, de seus projetos profissionais, seus sonhos, suas realizações existenciais. Sem isso sossobrarão no desencanto com a Academia, com a região, com o país, com suas próprias vidas...

Quanto ao orgão da mídia que divulga estes tipos de interesse, deveria efetivar a regra número um da boa imprensa, a de ouvir todas as partes! Eles perderam a oportunidade de ver e divulgar o quanto há de dedicação à qualificação e inovação acadêmica nas novas universidades deste país. Perderam o senso histórico, a visão de como este país tem se desenvolvido, inclusive em suas universidades! Busquem qualquer uma das histórias locais, todas partiram de grandes dificuldades e vêem conseguindo melhorar. Ainda assim, o mais importante continua acontecendo (e eles não estão percebendo): apesar das grandes deficiências físicas, os docentes - mestres e doutores como nunca dantes - estão dando suas aulas e realizando suas pesquisas por todos os cantos desta nação, efetivando os primeiros passos para o país realmente assumir seu compromisso maior com qualificação do ensino superior público! Alguns cães estão ladrando, mas a caravana da educação, especialmente superior, está avançando e, também como nos casos passados das ofertas de ensino noturno, bem como da modalidade a distância, a expansão das vagas públicas está ocorrendo. O Brasil vai deixar de ser o penúltimo lugar do continente americano em oferta de oportunidades de qualificação universitária para seus jovens, queiram ou não alguns partidos políticos mais reacionários, alguns especialistas mais conservadores, alguns docentes mais raivosos, alunos mais ruidosos ou algumas publicações mais comprometidas com interesses de elites nada qualificadas...    
Não esmoreçamos, não desanimemos com os "Gilsons" de nossas vidas, miremos na finalidade maior, olhemos para nossos alunos, sonhemos com nossos ideais, realizemos nosso belo projeto!

Sempre

Dóris Faria
Centro de Formação Interdisciplinar
UFOPA