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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Marco Antônio Delfino: Clima de terrorismo impede demarcação de terras indígenas.


Em entrevista para o sítio do Instituto Humanitas Unisinos (IUH), o Procurador da República Marco Antônio Delfino sentencia: “A União tenta atender a todo mundo (produtores rurais e indígenas) ao mesmo tempo, mas não atende ninguém”, sustenta o procurador que defende ainda a execução da reforma agrária.

Ao defender as comunidades indígenas, o Ministério Público Federal não está apoiando um determinado grupo social em detrimento de outros, não se trata, simplesmente de defender uma causa, mas de garantir os direitos constitucionais. “É preciso que fique claro: o que o Ministério Público está defendendo é a Constituição Federal. A defesa das comunidades indígenas é igualmente um mandato expresso do Ministério Público Federal”, defende o procurador.

A pauta da demarcação de terras indígenas já é longa e há sete anos não avança em nada. “Desde 2008, há esse clima de terrorismo que impede que o processo de demarcação avance. O próprio governo federal recuou politicamente. Ele entende que politicamente não é uma briga que vale à pena de ser travada”, descreve.

Frente a esta queda de braço, onde de um lado estão as forças políticas amparadas pelo setores mais conservadores do Congresso e de outro os indígenas e os movimentos sociais, o governo parece se furtar ao debate. “O que vejo, infelizmente, é que a União fica numa posição extremamente cômoda. Há um compromisso político, mas com um determinado segmento. E aí se usa o eufemismo de que a demarcação vai avançar com responsabilidade ou acordo e, ao mesmo tempo, se faz compromissos com as lideranças indígenas de que irá cumprir seu papel”, aponta o procurador.

Com base em uma falsa “questão de fundo”, o Congresso empurra com a barriga a pauta indígena e mantém sua precária lógica de abordagem dos temas. “A grande questão é que o Congresso acaba entendendo o processo de demarcação sempre como o antagonismo de matéria e antimatéria. O processo de demarcação é sempre visto como um processo de destruição da produção”, explica Marco Antônio.

“A reforma agrária, tal como a questão indígena, tem que ter uma adequada atuação. Tem que ter recursos que sejam carreados de forma adequada para que a reforma venha a funcionar. (...) A Reforma agrária também é um mandamento constitucional, ela tem que ocorrer. Não é questão de acreditar ou não. Tem que ocorrer”, ressalta.


Confira a entrevista do Procurado Marco Antônio Delfino ao sítio do IUH.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não ao terrorismo contra os servidores


Por Maria Lucia Fattorelli*

Milhões de servidores públicos pertencentes a dezenas de diferentes categorias profissionais se encontram em movimento grevista há semanas. O salário já está congelado há alguns anos: sequer a reposição inflacionária tem sido paga. E o governo federal não admite a necessidade de rever essa injustiça, fazendo um verdadeiro terrorismo contra os servidores perante a opinião pública.

A manchete de capa do Jornal Valor Econômico de hoje repercute dados divulgados pelo governo, segundo os quais todas as reivindicações dos servidores custariam R$ 92,2 bilhões por ano, o que corresponderia a um aumento de 50% em relação à previsão de R$ 187,6 bilhões em gastos com pessoal para este ano, chegando-se a R$ 279,8 bilhões.

Considerando que a Receita Corrente Líquida do governo federal estimada para 2012 é de R$ 689,3 bilhões (Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Tesouro Nacional, de maio de 2012 – página 38), caso atendidas as reivindicações dos servidores, o valor divulgado pelo governo – de R$ 279,8 bilhões – corresponderia a 40,6% da RCL, percentual bem menor que o observado em 1995, no início do período FHC, de 56,2%.

A participação dos gastos com pessoal vem caindo de maneira expressiva – de 56,2% em 1995 para apenas 32,1% em 2011, conforme mostra o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento (pág 30), fruto do arrocho salarial que vem sendo imposto aos servidores públicos desde o Plano Real.

Cabe ressaltar que enquanto os salários dos servidores ficaram congelados durante anos, e vêm obtendo ultimamente reajustes esporádicos que sequer repuseram a inflação medida pelo IPCA, a dívida pública vem sendo atualizada mensalmente, por índice (IGP) calculado por instituição privada que indica a expectativa de inflação, geralmente bem superior ao IPCA. O “mercado” não precisa fazer greve e além da atualização privilegiada pelo IGP mensalmente, ainda é remunerado acima disso, pelos juros reais mais elevados do mundo.

A evolução dos dados demonstrada no gráfico abaixo denuncia o privilégio da dívida em detrimento dos reajustes salariais dos servidores, e dos investimentos em áreas essenciais como Saúde e Educação:

Orçamento Geral da União – Gastos Selecionados (R$ bilhões)

As reivindicações dos servidores são plenamente exequíveis, e representam uma pauta mínima de reivindicações, que sequer repõe as perdas históricas observadas a partir do Plano Real.

Enquanto o governo e a imprensa fazem um verdadeiro terrorismo diante da hipótese de gastar R$ 279,8 bilhões em 2012 com toda a folha de trabalhadores de todos os órgãos federais ativos, aposentados e pensionistas, nada se fala do gasto com a dívida pública, superior a R$ 2,1 bilhões POR DIA!

Em 2011 foram destinados R$ 708 bilhões para a dívida pública e em 2012, até 30 de junho, já foram gastos R$ 383 bilhões! O mais grave é que tal dívida nunca foi auditada; sendo inúmeros os indícios de ilegalidades e ilegitimidades desde os anos 70, quando se iniciou o atual ciclo de endividamento do Brasil e demais países da América Latina, vinculado ao financiamento da ditadura militar.

Auditoria Já!

*Publicado originalmente no sítio da Campanha da Auditoria Cidadã da Dívida.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Projeto de Lei quer punir ''terroristas'' e grevistas na Copa


“É a ditadura transitória da FIFA” diz presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, sobre projeto que corre no Senado

Andrea Dip*

Enquanto as atenções estão voltadas para o projeto de Lei Geral da Copa (2.330/11) que deve ser votado na Câmara na próxima terça-feira (28), os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PTB-BA) correm com outro Projeto de Lei no Senado, conhecido pelos movimentos sociais como “AI-5 da Copa” por, dentre outras coisas, proibir greves durante o período dos jogos e incluir o “terrorismo” no rol de crimes com punições duras e penas altas para quem “provocar terror ou pânico generalizado”.

O PL 728/2011, apresentado no Senado em dezembro de 2011, ainda aguarda voto do relator Álvaro Dias (PSDB-PR) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Se for aprovado, vai criar oito novos tipos penais que não constam do nosso Código Penal como “terrorismo”, “violação de sistema de informática” e “revenda ilegal de ingressos”, determinando penas específicas para eles. Essa lei – transitória – valeria apenas durante os jogos da FIFA.

Na justificativa da proposta, os senadores alegam que a Lei Geral da Copa deixa de fora a tipificação de uma série de delitos, necessária para “garantir a segurança durante os jogos”.

O projeto prevê ainda que quem “cometer crimes contra a integridade da delegação, árbitros, voluntários ou autoridades públicas esportivas com o fim de intimidar ou influenciar o resultado da partida de futebol poderá pegar entre dois e cinco anos de prisão”.

Para quem “violar, bloquear ou dificultar o acesso a páginas da internet, sistema de informática ou banco de dados utilizado pela organização dos eventos” a pena seria de um a quatro anos de prisão, além de multa. E para deixar a aplicação das penas ainda mais eficaz, o projeto prevê a instauração de um “incidente de celeridade processual” (art. 15), um regime de urgência em que a comunicação do delito poderia se dar por mensagem eletrônica ou ligação telefônica e funcionaria também nos finais de semana e feriados.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Paulo Martim Sampaio considera o projeto um “atentado contra o Estado Democrático de Direito”. “É um projeto de lei absurdo que quer sobrepor os interesses de mercado à soberania popular. Uma lei para proteger a FIFA e não os cidadãos e que, além de tudo, abre precedentes para injustiças por suas definições vagas”, diz o advogado.

Para Thiago Hoshino, assessor jurídico da organização de direitos humanos Terra de Direitos e integrante do Comitê Popular da Copa de Curitiba, a questão é ainda mais complicada. Ele acredita que a junção de tantos assuntos em um mesmo projeto é uma tentativa de aprovar leis antigas que endurecem principalmente a legislação penal: “É um bloco perigoso que viola garantias básicas da Constituição. E há sempre o risco de estas leis transitórias se tornarem permanentes. A legislação da Copa é, na verdade, um grande laboratório de inovações jurídicas. Depois o que for proveitoso pode permanecer. É mais fácil tornar uma lei transitória permanente do que criar e aprovar uma nova” explica.

Terrorismo
O que chama a atenção logo de cara no projeto de lei é a tipificação de “terrorismo”, que até hoje não existe no nosso código penal. No PL, ele é definido como “o ato de provocar terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo” com pena de no mínimo 15 e no máximo 30 anos de reclusão. Martim Sampaio diz que este é o artigo mais perigoso por não dar definições exatas sobre o termo: “Da maneira como está na lei, qualquer manifestação, passeata, protesto, ato individual ou coletivo pode ser entendido como terrorismo. Isso é um cheque em branco na mão da FIFA e do Estado”.

Documentos revelados pelo WikiLeaks revelaram a pressão americana para que o Brasil criasse uma lei para o “terrorismo”, principalmente para assegurar os megaeventos. No relatório de Lisa Kubiske, conselheira da Embaixada americana em Brasília, enviado para os EUA em 24 de dezembro de 2010, a diplomata mostra-se preocupada com as declarações de Vera Alvarez, chefe da Coordenação-Geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva do Itamaraty porque a brasileira “admite que terroristas podem atacar o Brasil por conta das Olimpíadas, uma declaração pouco comum de um governo que acredita que não haja terrorismo no País”.

Os banqueiros também pressionam o Estado a criar uma lei antiterrorismo há algum tempo. Também em 2010, a falta de uma legislação específica sobre terrorismo foi o principal foco em um congresso sobre lavagem de dinheiro e financiamento de grupos extremistas organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. A questão poderia custar ao Brasil a exclusão do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), órgão multinacional que atua na prevenção desses crimes.

Greves
O projeto de lei também mira reduzir o direito à greve, prevendo a ampliação dos serviços essenciais à população durante a Copa – como a manutenção de portos e aeroportos, serviços de hotelaria e vigilância – e restringe a legalidade da greve de trabalhadores destes setores, incluindo os que trabalham nas obras da Copa, de três meses antes dos eventos até o fim dos jogos. Se aprovado, os sindicatos que decidirem fazer uma paralisação terão de avisar com 15 dias de antecedência e manter ao menos 70% dos trabalhadores em atividade. O governo ainda estará autorizado a contratar trabalhadores substitutos para manter o atendimento, o que é proibido pela lei 7.283/1989 em vigor no país, que estabelece 72 horas de antecedência para o aviso de greve e não determina um percentual mínimo de empregados em atividade durante as paralisações.

Eli Alves, presidente da Comissão de Direito Trabalhista da OAB-SP, lembra que o direito à greve também é garantido na Constituição Federal e diz que a sensação que fica é a de que “o Brasil está sendo alugado para a FIFA, flexibilizando suas próprias regras para fazer a Copa no país”. Martim Sampaio lembra que as greves foram proibidas durante a ditadura militar: “A gente conquistou este direito com o fim da ditadura, muitas vidas foram perdidas neste processo. Não é possível que agora criemos uma ditadura transitória da FIFA”. E convoca: “O único jeito de não deixar esta lei ser aprovada é por pressão popular. A gente tem bons exemplos de que isso funciona como a da lei da ficha limpa. É preciso conquistar a democracia todos os dias”.

Fonte: Agência Pública via Diário Liberdade

domingo, 2 de outubro de 2011

Iêmem: em meio a intensos protestos, bombardeio dos EUA


A semana foi de intensos protestos do povo iemenita. Dezenas de milhares de pessoas protestaram em Sanaa, capital do país, contra o retorno do presidente Ali Abdullah Saleh que se encotrava Arábia Saudita.

No interior, um grupo tribal de oposição ao regime derrubou a tiros um avião de guerra e capturou o piloto.

Carregando bandeiras e fazendo sinais de paz, os manifestantes pediam a saída de Saleh e marchavam a partir da "Praça da Mudança" gritando "Morte, morte".

"A questão é, se não podemos viver uma vida decente e digna, preferimos morrer", afirmou Khaled al-Mandi.

Os manifestantes disseram estar cansados da crescente pobreza, corrupção e falta de lei em um país onde duas em cada três pessoas sobrevivem com menos de US$ 2 por dia.

O retorno de Saleh enfureceu muitos cidadãos que acreditavam terem visto o líder pela última vez quando uma tentativa de assassinato em junho o forçou a voar para a vizinha Arábia Saudita em busca de tratamento médico. Mas ele retornou a Sanaa na sexta-feira (23) "carregando a pomba da paz e o galho de oliveira".

Antes do retorno dele, manifestantes tentando expandir o acampamento precário em Sanaa foram pegos em uma batalha entre forças de Saleh e soldados leais a um general dissidente. Ao menos 100 pessoas, principalmente manifestantes, foram mortas.

Na sexta-feira, mais 18 pessoas teriam sido mortas em confrontos entre os manifestantes e forças de repressão.

Também na sexta-feira, um avião americano não tripulado bombardeou o local onde se encontrava Anwar al-Awlaki, norte-americano radicado no Iêmen e tido pela Agência Central de Inteligência (CIA), como o maior propagandista de ataques terroristas contra os EUA.

A Arábia Saudita e os Estados Unidos apoiaram Saleh no passado supostamente para conter um braço da Al Qaeda, mas a crescente falta de leis gera temores de uma guerra civil que pode sacudir uma das nações que mais produzem petróleo no mundo.

Os EUA teriam planos de instalar na Península Arábica uma base de operações com aviões não tripulados para agir, sobretudo, no Iêmen. O ataque foi comemorado pelo governo de Barack Obama como a segunda maior vitória neste ano, depois da morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em maio no Paquistão.

*Com informações de Agências de Notícias. 

domingo, 11 de setembro de 2011

Outras formas de vê o 11 de setembro dos EUA


O excelente blog Filmes Políticos disponibilizou para baixar quatro filmes dos eventos relacionados aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos.
São eles:
11 de Setembro (11’09”01): 11 curtas de 11 diferentes diretores de nacionalidades sobre o 11 Setembro de 2001 (http://twixar.com/m6e2QaDT8hU)

Fahrenheit - 11 de Setembro: Documentário de Michel Moore que mostra a relação dos Estados com a família Bin Laden, o papel desta nação na promoção do terrorismo e a retirada de direitos civis em nome da guerra ao terror (
http://twixar.com/mLjZTHFTmPqk)



Medo e Obsessão:  A história mostra como um veterano de guerra, depois do 11 de setembro, entra numa paranóia patriótica e xenófoba, (http://twixar.com/ABBI2FDkE6YAo)

September 11: Documentário dirigido por John Lynch para a BBC. (
http://twixar.com/0dcGMuqbLCd)

Os quatro filmes estão disponíveis através do modo Torrent. Para baixá-los, sugere-se o utorrent (
http://twixar.com/0imTjBbo
)

sábado, 10 de setembro de 2011

Os outros 11 de setembro

Pequeno trecho do documentário  Fahrenheit - 11 de Setembro  do cineasta Michel Moore, em que os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 são relacionados com o terrorismo de estado praticado pelos EUA ao longo dos anos em todo o mundo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bin Laden vivo e em Santarém!

Comenta-se a boca pequena que o terrorista Bin Laden realmente não teria morrido. Estaria na cidade de Santarém, com audiência marcada com a prefeita, Maria do Carmo Martins (PT).

Na pauta da reunião: como destruir uma cidade sem jogar uma única bomba! Uma verdadeira troca de experiências...

Esta também deixaria Hilary Cliton com a mão na boca!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Em defesa do santo direito à greve neste Natal

Por Leonardo Sakamoto*

Passamos horas na sala de embarque do aeroporto esperando Godot. E Godot parece nunca chegar.

Nessas horas, tenho a certeza que a Infraero resolve economizar até no ar condicionado.

A espera, o calor… O tumulto, o calor… A desinformação, o calor… A fome, o calor… Lembro quando, anos atrás, durante o ápice do caos aéreo, rolaram tapas entre passageiros e funcionários, entre passageiros e passageiros. Um funcionário-descontrolado chegou a tomar o celular de uma repórter-passageira que registrava um coronel-suado dando explicações. Sobre o que? Na época, não deu para ouvir. Muita gente…

Cansei de contar o número de vezes, nos últimos anos, em que me lasquei por conta dos grandes ou pequenos momentos de caos. Muita gente ao meu lado jogou videogame, Sudoku, navegou na internet, cochilou, namorou, comeu, reclamou, esperando Godot. E Godot nem tchum.

Paralelamente ao nosso desalento, pudemos constatar, o quanto a situação de aeroviários e controladores de vôo é desesperadora, com jornadas de trabalho que extrapolam o limite da regulamentação da profissão, sob imposição de pesado estresse e sofrendo pressão do patrão, de um lado, e dos passageiros, de outro. O setor cresce economicamente, nada mais justo que a remuneração também. Mas não é bem assim. (Como não estamos mais nos primórdios da revolução industrial, não faz mais sentido jogar tamancos – do francês, sabots – nas engrenagens para paralisar a produção e se fazer ouvir. Há formas mais modernas, mas com o mesmo efeito. A idéia da paralisação e da grave também é essa.)

Começam a chamar uma possível paralisação de aeroviários de terrorismo. Terrorismo não é parar de trabalhar. Terrorismo é fazer a população ficar contra um grupo de trabalhadores, enquanto se encobre as incompetências do setor privado, que cresce e não quer gastar para se adaptar a essa nova realidade, e do poder público, que acumulada inação na área por vários presidentes da República.

Durante anos, a “modernização” do sistema aéreo esbanjou dinheiro em piso de granito de aeroportos. À medida em que o capital fixo crescia (o visível, porque radar para eliminar “ponto cego” nem pensar), o capital variável (salários) continuava insuficiente para o nível de exigência das profissões.

Apóio os aeroviários e os controladores de vôo. Apóio os cobradores e motoristas de ônibus. Apóio os bancários e metalúrgicos. Apóio os garis. Apóio os residentes médicos. Apóio o santo direito de se conscientizarem, reconhecerem-se nos problemas, dizer não à exploração e entrar em greve até que a sociedade pressione e os patrões escutem.

Mesmo que isso torne minha vida um absurdo.

Mesmo que Godot nunca chegue.


*Publicado originalmente no blog do Sakamoto

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

WikiLeaks: Relatório aponta MST como entrave para EUA

Movimento prejudicaria criação de lei antiterrorista; para João Pedro Stedile, alvo dos estadunidenses são os movimentos sociais

Os últimos documentos apresentados pelo portal WikiLeaks sobre detalhes da política externa dos Estados Unidos apontam os movimentos sociais brasileiros, em especial o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como obstáculos para a criação de uma lei antiterrorista no país.


O documento teria sido elaborado em novembro de 2008 pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil na época, Clifford Sobel. O texto menciona o analista de inteligência estratégica na Escola Superior de Guerra André Luis Woloszyn (citado no documento como "Soloszyn").

Em conversa com Sobel, o analista disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "repleto de militantes esquerdistas que tinham sido alvos de leis da era da ditadura militar criadas para reprimir a violência politicamente motivada", dificilmente promulgaria uma lei que poderia enquadrar atos de grupos com os quais simpatiza, pois "não existe maneira de redigir uma legislação antiterrorismo que exclua as ações do MST".

Controle
Para o integrante da coordenação nacional do MST João Pedro Stedile, o relatório “revela, infelizmente, como o governo dos Estados Unidos continua tratando os países da América Latina, como meras colônias, que devem obedecer e serem orientados”.

Na avaliação do dirigente, ficou claro ainda que o alvo das leis antiterroristas que tentam ser impostas em vários países são as ações dos movimentos sociais que possam prejudicar interesses estadunidenses na América Latina.

“No passado eles criaram a paranoia da União Soviética, depois dos inimigos internos e, agora, querem transformar toda luta social em luta terrorista”, afirma.

Dilma
Os documentos também citam a presidenta eleita, Dilma Rousseff, que foi responsabilizada pelos Estados Unidos de "obstruir", quando era ministra, a aprovação de uma lei antiterrorista que havia sido recomendada por Washington.

Segundo os Estados Unidos, o governo brasileiro chegou a questionar os diplomatas estadunidenses e sua suposta política de luta contra o terrorismo. Além disso, um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão dependente da Presidência brasileira, "manifestou seu rechaço à posição estadunidense sobre o combate ao terrorismo no Brasil", afirmou um dos documentos publicados pelo WikiLeaks.

Algumas mensagens da embaixada estadunidense no Brasil indicaram, ainda, que a Polícia Federal brasileira "deteve terroristas islâmicos", mas que o governo brasileiro "procurou ocultar ou desvirtuar essa informação".

Desde domingo (28), o portal WikiLeaks já divulgou cerca de 250 mil documentos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos que revelam detalhes de políticas estadunidenses entre 1966 e fevereiro deste ano. De acordo com o WikiLeaks, esse é "o maior conjunto de documentos confidenciais a ser levado a público na história".

(Com informações de agências)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Brasileira que estava em navio atacado por Israel será deportada

A cineasta brasileira Iara Lee, que estava em uma das embarcações que seguiam para a Faixa de Gaza e foram atacadas por Israel, deve ser deportada para o Brasil. As autoridades israelenses disseram que, apesar do ataque, ela está em "boas condições de saúde".

Segundo autoridades israelenses, a cineasta se recusou a deixar o país voluntariamente. Mas, informações que circulam pela internet dão conta que apenas os militantes que assinam um termo se assumindo como terroristas tem os documentos e a saída do país liberados.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

EEUU confirma que está tramitando la instalación de base militar en Brasil

Quito, 05 Abr. ABN.- El secretario Adjunto para el Hemisferio Occidental de Estados Unidos (EEUU), Arturo Valenzuela, ratificó este lunes en Quito, Ecuador, que el gobierno norteamericano “está tramitando” la instalación de una base militar en territorio brasileño para supuestamente combatir el narcotráfico.

“Estados Unidos está tramitando como siempre lo hace, porque cuando uno tiene una relación fluida con otros países del mundo lo que uno busca es establecer acuerdos marcos de cooperación”, dijo a su salida de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales de Quito, donde ofreció una conferencia la tarde de este lunes, reportó la agencia Andes.

Tales declaraciones se corresponden con lo informado por el El diario brasileño O' Estado de São Paulo del pasado primero de abril, en el cual se señaló que EEUU ha comenzado las negociaciones con el Gobierno brasileño para crear en Río de Janeiro una base para vigilar el tráfico de drogas en la región, similar a las existentes en Key West (Florida) y en Lisboa, Portugal.

Valenzuela confirmó que los gobiernos de EEUU y Brasil adelantan las conversaciones para finiquitar el acuerdo que “es parte de la política ordinaria” de su país para “buscar establecer distintos marcos de acuerdos”.

Agregó que entre las cosas que se están tramitando también consta un acuerdo de seguridad con el país sudamericano, del que prefirió no comentar más porque “todavía se está tramitando”.

El jefe de la diplomacia estadounidense para América Latina descartó que esta negociación pueda generar una nueva polémica con la Unión de Naciones Sudamericanas, la cual criticó la instalación de siete bases similares en Colombia.“Nosotros explicamos muy bien las intenciones de la cooperación que tiene Estados Unidos con Colombia, en su momento, y creo que las explicaciones que dimos fueron aceptadas por la región.

Insistimos en asegurarnos de que todo el mundo entendiera de que era un acuerdo bilateral sin ninguna intención de extraterritorialidad”, expresó.

La nota de O' Estado de São Paulo refiere que al igual que las bases en EEUU y Portugal, la brasileña serviría para la cooperación multinacional contra el tráfico de drogas y el terrorismo.

Key West se encarga de vigilar Norteamérica y el Caribe, mientras que la base portuguesa, ubicada a orillas del río Tajo, ejerce control sobre el Atlántico Norte. La base de Río de Janeiro se haría cargo del Atlántico Sur.

Al frente de las conversaciones están el comandante Douglas Fraser, responsable de las operaciones del Pentágono en América Latina, y Nelson Jobim, ministro de Defensa brasileño.

El secretario de Defensa de Estados Unidos, Robert Gates, tiene programada una visita a Brasil a mediados de abril en la que tratará la cooperación estratégica militar entre ambos países.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) – Quito 05 abril

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cinismo

O Hamas é tido por Israel e pelos Estados Unidos como um grupo terrorista. Mesmo participando de eleições e elegendo parlamentareis, essa é a sua condenação: terrorismo.

Agora, quando Israel falsifica passaportes de pessoas inocentes, adentra em solo estrangeiro e assassina um dirigente do Hamas, isso se chama “escândalo”.

Entenda o caso:
Assassinato em Dubai: Interpol ordena captura de 11 suspeitos pela morte de líder do Hamas

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quem te viu, quem te vê....

Para exorcizar Cesare Battisti Carta Capital elgoia Gilmar Mendes

Tida por uns como uma revista das mais sérias, uma espécie de anti-Veja, a revista Carta Capital vem algum tempo fazendo coro ao discurso conservador que pede a extradição do militante político Cesare Battisti para a Itália. O assunto volta às páginas da revista e à sua página na internet praticamente toda semana nos últimos meses. O tom das matérias é de um incondicional ataque a Battisti, muitas vezes com argumentos dos mais reacionários, como chamá-lo de terrorista.

A revista adotou esta posição de forma tão ferrenha que até um de seus maiores “desafetos”, o ministro e presidente do STF Gilmar Mendes, passou a ser elogiado, com direito a editorial de Mino Carta, o dono da revista:

“CartaCapital já foi muito crítica em relação a certos comportamentos do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Desta vez, louva-lhe a atuação no julgamento do Caso Battisti, de saída pelo voto de aprovação à impecável decisão do relator Cezar Peluso, e agora em virtu-de de uma entrevista à TV Educativa do Paraná que foi ao ar nestes dias.”

A abertura do editorial é reveladora: “CartaCapital já foi muito crítica em relação a certos comportamentos do ministro Gilmar Mendes..”. Já foi? Continuará sendo? Ainda veremos capa com Gilmar Mendes na capa vestido de coronel?

Estranho essa verdadeira obsessão contra Battisti, capaz até de absorver o terrorista Gilmar Mendes. O que a move?

Leia:
O STF não é um clube recreativo
(Editorial da Carta Capital)


Bem mais coerente com sua linha editorial, o sítio da revista Caros Amigos publicou um bom artigo do jornalista Rui Martins, bem como a Carta de Cesare Battisti a Lula. leia

segunda-feira, 2 de março de 2009

No blog Bourdoukan...

A Farsa do 11 de setembro continua fazendo vítimas. Agora foi um professor francês da escola militar que foi demitido por afirmar em livro que o 11 de setembro foi planejado e executado pelos Estados Unidos e Israel.

Leia tudo em:
A farsa do 11 de setembro continua fazendo vítimas

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Opinião: O que é o Hamas?

Nunca vi o Hamas como mero fundamentalismo religioso ou grupo terrorista, apesar de toda a propaganda midiática dizer o contrário.

A penetração e base sociais que o Hamas possuem na Palestina não o encaixam no perfil social típico do terrorismo clássico: grupos fechados, clandestinos e apartados das massas. O Hamas possui lideranças públicas, uma rede de assistência social grande (em Gaza é quase exclusiva, dado o bloqueio imposto aos territórios palestinos) e força social capaz de mobilizar milhares e até de eleger parlamentares e ganhar eleições. Portanto, não se trata de um grupo isolado e sua derrota não se dará com prisões e assassinatos de lideranças ou da massa que o apóia.

Neste sentido, as ações terroristas do Hamas e de outros grupos islâmicos (não todos) pode ser configurado como uma forma de luta extrema e com apego religioso, num grupo sem Estado, sem exército e com armas precárias e cercado por um grande potencial militar e econômica que é o estado de Israel. Mas, é preconceito puro associar o islã ou a cultura árabe ao terrorismo ou uma “predisposição” religiosa.

Inúmeras culturas e religiões usaram métodos terroristas como forma de luta de classes, de libertação nacional ou mesmo em guerras, Aliás, foram os judeus os precursores do terrorismo no Oriente Médio, nos anos que antecederam a criação do estado sionista de Israel com bombas em locais públicos contra os árabes. Foram os judeus a usar, legitimamente neste caso, métodos terroristas de resistência contra os nazistas na II Guerra Mundial.

Um outro aspecto curioso do Hamas, é que, segundo historiadores, o mesmo teria sido criado como forma de esvaziar a Organização para a Libertação da Palestina – OLP, organização laica e que paulatinamente abandona a luta armada pelo teatro das negociações.

Ao abandonar a bandeira do Estado único e laico pela imposição de dois estados, uma árabe e outro judeu, a OLP, em especial o Fatah e Yasser Arafat, abriram o espaço político para o nascimento de grupo político que representasse o anseio das massas palestinas expulsas de suas terras, recuadas em territórios de Gaza e Cisjordânia ou expulsas para campos de refugiados nos países vizinhos. Esse grupo foi o Hamas.

Esse espaço ocupado resultou em forte pressão sob o Hamas depois que o mesmo ganhou legitimamente as eleições parlamentares em 2006, querendo moldá-lo. Caso esse processo realmente ocorra nos próximos anos, será inevitável o surgimento de outros grupos que ocuparão o espaço político das bandeiras de luta da massa palestina: retorno aos territórios ocupados, domínio sobre Jerusalém e o fim do Estado de Israel.

Portanto, o Hamas representa no momento, ainda que de forma distorcida, o apelo das massas palestinas pelo seu território. O fim do grupo não significará o fim deste apelo e Israel sabe bem disto e seu terrorismo de Estado funciona muito mais como uma forçada tentativa de recuo do Hamas do que a sua destruição. Contudo, a sua recusa somente o cacifam para continuar ocupando esse espaço.


Cândido Neto da Cunha

Leia ainda: Dize-me o que fazer com o Estado sionista que te direi quem és