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domingo, 24 de julho de 2016

MPF vai à justiça para fechar pousada que causa danos à terra indígena Munduruku

Pousada Ecolodge montou uma estrutura flutuante entre os rios Juruena, Teles Pires e Tapajós e tem havido seguidas invasões ao território dos índios

MPF quer o fechamento da pousada flutuante na Barra de São Manoel, entre o PA e o MT. Foto: divulgação Ecolodge

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública  pedindo o fechamento da Pousada Ecolodge, que funciona na confluência dos rios Juruena, Teles Pires e Tapajós, em Jacareacanga, na divisa entre o Mato Grosso e o Pará e tem causado danos e impactos na Terra Indígena Munduruku. A pousada é um flutuante que funciona como ponto de apoio para turistas que fazem a prática da pesca esportiva na região. 

A ação é resultado de denúncias dos próprios indígenas, que consideram a pousada Ecolodge uma das ameaças à integridade do território Munduruku. De acordo com as denúncias, apesar do flutuante que serve como pousada estar localizado fora da terra indígena, é constante a entrada de turistas e funcionários da pousada no interior da terra, sem autorização. Para o MPF, as invasões violam a integridade e colocam em risco os índios. 

“A terra extrapola a esfera privada, pois trata-se de exploração para sobrevivência física e cultural. Assim, toda a área utilizada pelos índios em qualquer manifestação cultural, os locais de caça, pesca e cultiva, ou seja, todas as atividades de manutenção de sua organização social e econômica são essenciais, de modo que nenhum interesse econômico particular se sobrepõe aos direitos garantidos pela ordem interna e internacional aos grupamentos indígena”, lembra a ação, assinada pela procuradora da República Janaina Andrade, de Itaituba.

O processo tramita na Justiça Federal de Itaituba e pede ainda indenização de R$ 1 milhão por danos causados aos indígenas pela Pousada Ecolodge. O dinheiro da indenização, caso a Justiça condene a Ecolodge, devera ser revertido para o programa de proteção territorial do povo Munduruku.

Íntegra da inicial

Fonte: Ministério Público Federal no Pará - Assessoria de Comunicação

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A volta ao mundo de Kátia Abreu com dinheiro público

'Época' diz que Kátia Abreu levou namorado a 9 países e servidor público ficou um total de 3 meses fora do local de trabalho

A  revista Época  deste final de semana traz a reportagem "O roteiro do charme", na qual conta o que chama de "as românticas missões parlamentares" da senadora Kátia Abreu (PMDB) a nove países na companhia do namorado, o servidor público Moisés Pinto. A matéria assinada pelo jornalista Marcelo Rocha afirma que o namorado da parlamentar, que até abril trabalhou no gabinete dela, foi dispensado de registrar presença no trabalho em 12 ocasiões para acompanhar Kátia em viagens internacionais.

Época diz que Moisés viajou com Kátia a nove países entre fevereiro de 2012 e abril de 2014. "No total, foram quase três meses de ausência", afirma a revista. Segundo ela, nesse período o casal visitou, entre outros destinos, Washington e Boston, nos Estados Unidos; Frankfurt, na Alemanha; Xangai e Pequim, na China; Lima, no Peru; e Bruxelas, na Bélgica.

O servidor público e namorado da senadora tocantinense passou a assessorá-la no Senado a partir de 2011. Ainda conforme Época, nos últimos anos, Moisés também exerceu o posto de presidente do instituto CNA, da Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora entre 2008 e abril deste ano, quando se afastou para buscar a reeleição no Senado. O instituto, de acordo com a revista, é responsável por pesquisas e estudos de agronegócios.

Regime especial de frequência
Época informou que procurou por Moisés, mas o servidor público não quis prestar esclarecimentos. A CNA, disse a revista, também não se manifestou. Já a assessoria de Kátia disse ao impresso que Moisés acompanhou a senadora em diversas atividades externas e, por isso, esteve submetido a "regime especial de frequência". "Todas as viagens foram realizadas sem ônus para o Senado, e os pedidos de afastamento foram formalizados em estrito acordo com as regras estabelecidas pela Mesa Diretora", disse o gabinete de Kátia à Época.

Ainda conforme nota da assessoria da senadora para a revista, "as atividades exigidas do servidor enquanto no exerício de suas funções no Senado foram plenamente desenvolvidas, com denodo e competência, sendo total sua dedicação e disponibilidade para as tarefas que lhe foram cometidas".

A assessoria da parlamentar também destacou que, "desse modo, é possível atestar que qualquer atividade que o servidor tenha desenvolvido em paralelo a sua cessão ao Senado em nada interferiu ou prejudicou suas tarefas junto ao gabinete".

E a revista "interpretou" o significado da nota: "A assessoria de Kátia quis dizer que ele trabalhou normalmente", afirma a reportagem.

Suspeitas antigas de proveito próprio
Na reportagem, Época afirma que "são antigas as suspeitas de que Kátia usa o dinheiro da CNA em proveito próprio". Conforme a revista, primeiro ela foi acusada de usar a confederação, da qual era diretora em 2006, para bancar sua campanha ao Senado. Nas eleições de 2010, lembrou o impresso, nova acusação: desta vez, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou favorável à cassação do mandato do deputado Irajá Abreu (PSD), filho da senadora, por receber recursos supostamente ilegais por meio da CNA para a sua campanha.

O parecer da PGE diz que Kátia, então presidente da CNA, "enviou boletos de cobrança sem registro, no valor de R$ 100 cada um, para mais de 600 mil produtores rurais de todo o País, solicitando seu pagamento como forma de doação a campanhas eleitorais de candidatos afins ao setor agropecuário".

Conforme Época, mais de R$ 700 mil foram arrecadados, e o caso tramita desde o ano passado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Sorriso Colgate
Em março deste ano, a senadora foi alvo de outra matéria negativa de repercussão nacional. Esta foi resultado de um levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo dos senadores, ex-senadores e seus dependentes que utilizam o plano de Saúde do Senado para fazer despesas que incluem implantação de próteses dentárias com ouro e até sessões de fonoaudiologia para melhorar a oratória e driblar a timidez. Ressaltou o impresso paulista: tudo a custo zero, totalmente pago pelo contribuinte. Conforme a reportagem do jornal, que cita vários parlamentares, Kátia gastou R$ 45.350 com tratamento dentários em 2010 e 2013.

De acordo com o levantamento, o gasto de Kátia foi o terceiro maior valor - ela só perdeu para Pedro Simon (PMDB-RS), que torrou R$ 62.793 dos contruintes para cuidar dos dentes, e para Fernando Collor (PTB-AL) e sua mulher, que deixaram os sorrisos mais bonitos por R$ 71 mil dos cidadãos brasileiros.

Para se defender, a senadora enviou nota à imprensa afirmando que os reembolsos legais de R$ 45.350, referentes a despesas que teve com atendimento odontológico, estão previstos dentro do Plano de Saúde do Senado Federal. Kátia ainda disse que fez uso de "apenas 45% do valor legal previsto", que é de R$ 25.998,96. Segundo a parlamentar, ela utilizou os recursos nos exercícios de 2010/2011/2012 e 2013.

A senadora explicou que o reembolsos são estabelecidos "legalmente no que determina o Ato da Comissão Diretora nº 09/1.995, do Senado Federal, alterado pelo Ato da Comissão Diretora nº 13/2012, que dispõe sobre a assistência à saúde prestada aos senadores e seus dependentes e aos ex-senadores e seus cônjuges, incluindo nos serviços contemplados a assistência odontológica".

Clique aqui para ler a reportagem completa da revista Época desta semana

Fonte: Do blog Cleber Toledo via Brasil 247

Leia também: Kátia Abreu declara R$ 4 milhões; filho Irajá, R$ 5,7 milhões - Por Blog Outro Brasil

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ibama fecha pousada no interior de Terra Indígena Kayabi


Numa ação denominada “Soberania Nacional”, o Ibama fechou no último dia 20 de setembro uma pousada que funcionava no interior da Terra Indígena Kayabi, entre os municípios de Paranaíta(MT), Apiacás (MT) e Jacareacanga (PA).

Nesta segunda, 25, a coordenação da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Colíder (650 km ao Norte de Cuiabá), informou que a Pousada Rio Cururu "explora e ludibria os índios", para conseguir manter irregularmente sua estrutura dentro dos limites da terra indígena.

O administrador da pousada, Alex Porto, disse que o local funciona há um ano e que possui uma autorização da Funai para atuar dentro da TI. 

Em Colíder, a Funai é coordenada pelo índio kayabi Pitu Yamarô, que negou a existência do documento que autorize o funcionamento da pousada.

“Ocorre que os proprietários oferecem dinheiro e favores aos índios, que vivem em uma situação de vulnerabilidade. Sem dinheiro, sem trabalho na cidade e apoio. Eles possuem a terra, mas não têm como cuidar delas. Hoje não é como antigamente, quando eles viviam apenas da caça e da pesca. Eles não conseguem trabalho na cidade, por dificuldades no idioma e também por preconceito. E acabam aceitando esse tipo de situação; na verdade, eles são explorados. A Funai nunca permitiu a instalação da pousada”, disse o servidor Henrique Camargo.

“Não estamos ilegais, a Funai autorizou o funcionamento da pousada. Temos o apoio dos índios, também. Alguns até moram na pousada, possuem casas aqui. Damos remédios e fornecemos o apoio que o Governo não dá”, disse o administrador ao MidiaNews, por telefone.

Segundo Porto, o empreendimento também conseguiu um alvará de funcionamento, expedido pela Prefeitura de Jacareacanga. 

“Temos o alvará, e mostramos toda a documentação para os agentes do Ibama, mas eles não aceitaram e fecharam a pousada. Agiram com truculência com os turistas que estavam aqui, e os multaram em R$ 5 mil, cada um”, disse.

O administrador ressaltou que os pacotes turísticos são para a prática da pesca esportiva. No site da pousada são valorizados os atributos do Rio Cururu, para a prática do “esporte”.

O site da pousada está registrado no nome de Joel Datena, que é filho do apresentador da TV Bandeirantes, José Luiz Datena. A administração da pousada negou que Joel Datena seja sócio no empreendimento.

Joel seria “apenas um parceiro” na divulgação, por apresentar o programa "Coração de Pescador", transmitido pela Rede Band e pelo canal Terra Viva.

Fonte: MidiaNews

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Hotel da Amazônia vai indenizar índios exibidos a turistas


A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo do River Jungle Hotel (Ariau Amazon Towers) e manteve decisão que reconheceu a existência de vínculo de emprego entre o hotel e um grupo de índios que, por cinco anos, ficou à sua disposição para realizar apresentações para os turistas. As apresentações eram pagas pelos hóspedes, e o valor cobrado era controlado pelo hotel, que vendia pacotes turísticos que incluíam várias “atrações”, entre elas visitas às malocas. 

A ação civil coletiva foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho da 11ª Região (MPT-AM) e pelo Ministério Público Federal. De acordo com procedimento administrativo instaurado pela Procuradoria da República no Amazonas, o grupo de 34 índios (entre adultos, adolescentes e crianças) da etnia tariano foi contatado em dezembro de 1998 por um representante do hotel para, mediante remuneração, fazer apresentações de rituais indígenas para os turistas ali hospedados. O local das apresentações ficava a oito minutos de “rabeta” (barco com motor de popa) da sede do hotel. 

Para chegar até o local, os índios iam de barco com motor de popa fornecido pelo hotel até o Km 37 da estrada Manaus-Manacaparu, onde pegavam um ônibus até o município de Cacau Pereira e, dali, uma balsa até Manaus. Segundo o Ministério Público, o hotel vendia as apresentações em forma de pacote, no valor de 25 dólares por pessoa. A remuneração dos índios, segundo os autos, era um rancho que às vezes mal alimentava o grupo e, mais tarde, um “cachê” de R$ 100 por apresentação, a ser dividido entre os índios adultos. 

Ainda de acordo com os depoimentos, no início, as apresentações eram feitas no meio da mata, sem estrutura. O cacique tariano acabou convencendo a empresa de que o grupo não poderia ficar abandonado no meio da mata, esperando os turistas, e o hotel então forneceu material para que eles próprios construíssem malocas. 

Nas três ou quatro apresentações semanais, os índios, por determinação do hotel, deviam oferecer comidas e bebidas típicas e o “manono”, cachimbo usado nos rituais sagrados. O material usado nos rituais - folhas de palmeiras, cipó, pau-brasil, sementes, bambu, etc. – eram trazidos pelo próprio grupo, que deveria estar sempre pronto para as apresentações, a qualquer hora do dia e início da noite, inclusive aos sábados e domingos. 

Em 2003, um relatório de viagem elaborado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), em viagem aos rios Cuieiras e Ariaú, constatou as dificuldades vividas pelas comunidades locais – pobreza, falta de escolas para as crianças etc. A partir do relatório, a imprensa de Manaus noticiou os fatos, e o hotel, depois de convocar os índios para uma reunião, dispensou-os sem nenhuma forma de compensação trabalhista. 

Dano moral 
Os depoimentos colhidos pela Funai e pelo MPT revelaram diversas situações constrangedoras às quais o grupo era submetido. Segundo os indígenas, muitas vezes os turistas tentavam tocar nos seios das mulheres. No contato com os hóspedes, não podiam falar português, e eram proibidos de circular na área do hotel. Eram, ainda, submetidos a condições degradantes: segundo os depoimentos, a alimentação era feita dos restos da comida do hotel, “muitas vezes podre, o que ocasionava muitas doenças nas crianças”. Quando não havia apresentação, o grupo também não recebia a comida do hotel. “Eles dão arroz, feijão e macarrão, mais ou menos cinco quilos de cada item, para o grupo todinho, para a semana inteira”, disse uma das índias ouvidas pela Funai. 

Na ação civil pública, o MPT pediu o reconhecimento da relação de emprego entre os índios e o hotel, com o pagamento de todas as verbas trabalhistas devidas durante o período em que durou a relação entre eles (de 1998 a 2003), e indenização por dano moral no valor de R$ 250 mil, pelos constrangimentos e pela utilização indevida da imagem dos indígenas em campanhas publicitárias, sem a sua autorização. 

A Vara do Trabalho de Manacapuru reconheceu o vínculo empregatício e condenou o hotel ao registro nas carteiras de trabalho e ao pagamento das parcelas trabalhistas, indenização substitutiva ao seguro-desemprego e indenização por danos morais ao grupo tariano no valor de R$ 150 mil, sendo R$ 50 mil pelo uso da imagem e R$ 100 mil pelo sofrimento, subordinação e dependência. 

A condenação foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/AP), que entendeu presentes os requisitos caracterizadores do vínculo e a total dependência dos índios em relação ao hotel, de quem recebiam diesel, alimentos e condução conforme a conveniência do hotel, em situação que “beirava o trabalho escravo”. Rejeitado seu recurso de revista, o hotel interpôs o agravo de instrumento ao TST para tentar reverter a condenação. 

Legitimidade do MPT 
No agravo, a defesa do hotel questionou, em preliminar, a legitimidade do Ministério Público para representar em juízo o grupo de indígenas, que, segundo ela, têm, de acordo com o Estatuto do Índio (Lei nº 6001/1973, artigo 2º, inciso I) e Estatuto da Funai (Decreto nº 4645/2003, artigos 2º, inciso I, e 3º), de ser representados pela União. representação definida em lei, o Estatuto do Índio). O relator, porém, observou que a argumentação confundia legitimidade ativa e capacidade processual. 

Ele ressaltou que, no caso, os indígenas eram interessados, e não autores da ação, tornando-se irrelevante a discussão sobre quem deveria representá-los em juízo. “Trata-se de ação civil pública ajuizada em litisconsórcio pelo MPT e pelo Ministério Público Federal em defesa de interesses individuais homogêneos, no regular exercício de suas atribuições institucionais”, afirmou. O ministro lembrou também que, nos termos do artigo 129, inciso V, da Constituição da República, cabe ao Ministério Público “defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas”. 

Contestação 
Sobre o primeiro tópico da condenação, a defesa do hotel alegou a ausência de subordinação necessária para se estabelecer o vínculo de emprego e de um elemento, a seu ver, “importantíssimo” – a “vontade de ser empregado”. A relação teria ocorrido “casualmente” a pedido dos próprios índios – que podiam ir e vir livremente e vender seus produtos de artesanato. Questionou, também, a condenação por dano moral sustentando que não havia comprovação de eventual repercussão negativa da publicação das fotografias em diversas revistas. 

O relator do recurso na Turma, ministro Lelio Bentes Corrêa, afirmou que, tendo o Regional registrado a presença dos elementos caracterizadores da relação empregatícia (pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e subordinação), além da presença de poderes típicos de empregador, “premissas fáticas imutáveis”. Com relação à indenização, Lelio Bentes observou que “os danos morais decorreram não só do uso indevido da imagem, mas também do sofrimento impingido ao grupo indígena a partir da exploração do trabalho em condições precárias”. O valor fixado baseou-se, segundo ele, em “longa e minuciosa fundamentação” que observou os critérios de razoabilidade e de proporcionalidade diante da gravidade das ofensas, da condição do ofendido e da capacidade financeira do ofensor, como prevê o artigo 944 do Código Civil. 

Por unanimidade, a Turma negou provimento ao agravo. 

Processo: AIRR-85640-46.2005.5.11.0201 

Fonte: TST - Autoras: Lourdes Côrtes e Carmem Feijó. Fotografia não incluída na matéria original.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dilma manda ministro do Turismo passear

Pedro Novais, desta vez não conseguiu se segurar!

Depois de pagar uma governanta e um motorista para sua esposa fazer compras com dinheiro público, o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), entregou o cargo a pedido da presidente Dilma Rousseff. 

Novais é o quinto ministro de Dilma a cair em 9 meses de governo. Possui ligações com a big family Sarney. Resistiu no cargo mesmo depois do escândalo gerado pela Operação Voucher, que prendeu o secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa e outras 38 pessoas envolvidas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

De que lado eles sambam...


Em nota divulgada nesta segunda-feira, 15, pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, o partido expressa “solidariedade ao companheiro” Mário Augusto Lopes Moysés, preso na última terça-feira, 9, na Operação Voucher da Polícia Federal (PF). Ex-secretário executivo do Turismo e ligado à senadora Marta Suplicy, ele é suspeito de participar de esquema de desvio de verbas públicas no ministério.

Leia à seguir a íntegra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE
O Partido dos Trabalhadores manifesta sua solidariedade ao companheiro Mário Moysés, que, sem qualquer prova ou indício de que tenha cometido, corroborado ou participado de irregularidades, ficou preso indevidamente, tendo sua honra e dignidade atingidas, inclusive com a exposição pública e ilegal de fotos relativas ao dia da prisão.
O PT sempre apoiou, apóia e continuará apoiando todo tipo de investigação que tenha por objetivo coibir a corrupção, preservar o interesse público e punir aqueles que, comprovadamente, cometeram ilegalidades.
Mas não se pode aceitar operações como a que levou à prisão de Mário Moysés e outras pessoas. Se há suspeitas e denúncias, estas tem de ser rigorosamente apuradas em obediência às normas do estado democrático de direito.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT


domingo, 14 de agosto de 2011

Frases


“Qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar”.

Trecho da nota divulgada neste sábado (13 de agosto) pela Associação dos Delegados da Polícia Federal em respostas às críticas ao uso de algemas na prissão dos acusados de fraudes no Ministério do Turismo (“Operação Voucher").

Entre os críticos estão o líder do governo no Congresso, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso (PT) e a presidente Dilma Roussef.

Leia toda a nota AQUI!

A presidente também declarou neste sábado que estava “indignada” com o vazamento das fotos dos presos para a imprensa, assim como o governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB) fez declarações no mesmo sentido.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Empresa dos EUA vendia sexo na Amazônia, diz Polícia Federal

Luciana Coelho e Kátia Brasil*

Uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia está sendo investigada sob suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil.

A Wet-A-Line Tours é alvo de um processo no Estado da Geórgia, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal "The New York Times".

A agência também está sendo processada no Brasil, assim como a Santana Ecofish Safari, parceira que organizava passeios em Manaus.

Segundo investigações da Polícia Federal, ao menos 15 meninas foram vítimas de estupros e aliciamento nas viagens promovidas pelo proprietário da agência norte-americana, Richard Schair.

A empresa, segundo a investigação, utilizava iates luxuosos, camuflados de pesca esportiva para estrangeiros.

"O pacote incluía o turismo sexual", afirma o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.

As meninas são da cidade de Autazes, a 118 km de Manaus, e eram aliciadas, segundo a polícia, para participar dos passeios pesqueiros.

Além de Schair, são réus na ação penal José Lauro Rocha da Silva, proprietário da agência de turismo brasileira, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva.

O processo do caso está em segredo de Justiça no Brasil.

Em seu site, o grupo norte-americano de ativismo feminino Equality Now afirma que o processo nos EUA foi aberto em junho por quatro meninas, todas de origem indígena, que dizem ter sido forçadas a se prostituir quando tinham menos de 18 anos --a mais jovem tinha 12 anos.

A Equality Now afirma que elas alegam ter sido "vendidas como prostitutas". "No barco, teriam recebido bebida alcoólica e drogas e forçadas a praticar atos sexuais".

O grupo diz que é a primeira ação a usar a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico Humano para pedir compensação às supostas vítimas.

OUTRO LADO

O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações, segundo o jornal "The New York Times", que publicou ontem reportagem sobre o caso.

Schair negou envolvimento com a prostituição infantil nos depoimentos à Polícia Federal. A Folha não conseguiu localizar o empresário.

A reportagem tentou contato com os advogados dos outros réus na ação brasileira --José Lauro Rocha da Silva, da agência Santana Ecofish Safari, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva--, mas não teve sucesso até a conclusão desta edição.

O empresário norte-americano tenta suspender temporariamente o processo que corre em seu país.

*Fonte: Folha Online

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Turismo em Santarém

No blog do Jeso, na postagem Tire proveito, prefeita!, fiz o seguinte comentário:

Estive neste mês no Rio e em Fortaleza de férias. A publicidade sobre Santarém realmente é uma das melhores: está em aeroportos com gigantecas fotos de apresentações culturais e de Álter-do-Chão; em programas de TV que mostram a Floresta Nacional do Tapajós e o chamado turismo de aventura; em inserções comerciais do Ministério do Turismo, enfim em muitos espaços físicos e midiáticos.

O lamentável nesta história não é somente a prefeita não “tirar proveito”, mas a ausência de qualquer investimento em melhorias reais da cidade e atraia turistas que venham e voltem. E melhorias não são viadutos que soterram igarapés ou passarela que levam pedestres do nada ao lugar nenhum. É sanear a cidade, despoluir o rio, retirar aquele mostrengo da Cargill que tapa o pôr-do-sol (entre outras barbaridades que eles fazem); valorizar o conjunto arquitetônico histórico; sinalizar ruas e monumentos; tapar os buracos; arborizar, enfim, promover uma série de melhorias para a população, maior merecedora disto tudo. Assim, o turista também se sente merecedor. Estas tarefas, digamos assim, cabe ao poder público. Mas há outras tarefas e outros atores com papel também a desempenhar.

O turista que vem a cidade irá gostar se ser maltratado pela poluição visual e sonora do centro da cidade, promovida por comerciantes e seus comerciários mal pagos, mal preparados e em números insuficientes para fazer um bom atendimento? Ou será que o turista irá gostar de vê a sujeira no rio da “Pérola do Tapajós”? E o que dizer dos hotéis da cidade, com baixa capacidade de hospedagem, que com qualquer eventozinho estão lotados, isso sem falar também no péssimo atendimento e higiene, com boas exceções. O que dizer da falta de estruturada e total amadorismo para promover roteiros nas redondezas? Eu mesmo, morando aqui a três anos, tenho enorme dificuldade para ir, por exemplo, ao Lago da Maicá, aqui do lado. Cadê as entidades do chamado sistema “S” (Sebrae, Sesi, Senai...) para também ser indutoras do turismo? Cadê os incentivos para as manifestações culturais? Cadê o mínimo de infra-estrutura nas praias? Cadê a cultura de “tratar bem” ou invés de “explorar esse otário”?

E estou falando na política de atração do verdadeiro turismo, e não de incentivo à prostituição que é o que se tornou o litoral do Nordeste brasileiro, infelizmente, acompanhado ainda da especulação imobiliária que está destruindo comunidades e paisagens inteiras. Um bom turista que vem querendo conhecer a floresta, os rios e o povo da Amazônia, que goste de ser bem recebido, que fale bem e cuide da cidade para outros que venham também e que volte.

Se até mesmo o nosso potencial natural é constantemente ameaçado pelo desmatamento, as hidrelétricas e hidrovias, a pesca predatória... A propaganda é bem-vinda, mas sem uma política de turismo servirá apenas para visitas extemporâneas e os daqui não vão tirar o seu bom proveito, e nem quem vier de fora.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Álter-do-Chão é a melhor praia do Brasil, diz The Guardian

O Jornal inglês The Guardian publicou hoje uma lista das supostas 10 melhores praias do Brasil.

Em primeiro lugar aparece a praia Alter do Chão, próximo de Santarém, no Pará, que desbancou paraísos incontestes como Fernando de Noronha e Jericoacoara e tradicionais praias do Rio de Janeiro e da Bahia. A praia vencedora, que fica à beira do rio Tapajós, foi escolhida por Tom Phillips, correspondente do Guardian no Brasil. A reportagem do Guardian reconhece a dificuldade de escolher a melhor praia do Brasil - que tem 8 mil quilômetros de costa e milhares de praias voltadas ao Atlântico - mas não se furta de atribuir a Alter do Chão o título de melhor praia, classificando-a como a "resposta da selva ao Caribe". Próximo de Santarém, o lugar só se transforma em praia de agosto a janeiro, época de vazante do Tapajós. Quando o volume de água do rio baixa, ficam expostas centenas de faixas de areia.
A lista das dez mais inclui:
1 - Alter do Chão, Pará
2 - Fernando de Noronha, Pernambuco
3 - Praia do Toque, Alagoas
4 - Taipus de Fora, Bahia
5 - Caraíva, Bahia
6 - Arpoador, Rio de Janeiro
7 - Lopes Mendes, Rio de Janeiro
8 - Praia da Fazenda, São Paulo
9 - Bonete, São Paulo
10 - Lagoinha do Leste, Santa Catarina