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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Frases II


A partir do momento que seja MTST, ABC, seja ZYH, que deixem o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, aí são atitudes criminosas que vão ser combatidas, assim como os crimes.

Do recém-nomeado ministro da Justiça no governo Michel Temer, Alexandre Morais, defendendo o combate ao que o jornal Folha de São de Paulo chama de “ação violenta de movimentos sociais”.

O Ministério da Justiça (e agora da Justiça e da Cidadania) tem entre suas atribuições “defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais”. Ao ministério estão subordinadas a Polícias Federal, Rodoviária e Ferroviária Federal e a Força Nacional de Segurança. 

Esta última, sumiu da estrutura surgida da reorganização  de ministérios, promovida por Michel Temer por meio da Medida Provisória n° 725/2015.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Governo petista do DF ataca e criminaliza o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto


O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto manifesta sua perplexidade diante da postura do Governo do Distrito Federal a respeito da Ocupação Novo Pinheirinho, em Ceilândia e vem por esta esclarecer os motivos do conflito ocorrido hoje no Palácio do Buriti:

1. A Ocupação Novo Pinheirinho iniciou-se no dia 21 de abril de 2012, com cerca de 400 famílias que buscam há 2 anos seu acesso a uma moradia digna em negociações com o GDF. Em setembro de 2011, o GDF comprometeu-se com 400 auxílios-aluguel para as famílias organizadas pelo Movimento em situação de alta vulnerabilidade social, além de levar adiante negociações para solução definitiva via Programa Minha Casa, Minha Vida. Seria aliás a primeira experiência do Programa no DF, que ainda não firmou sequer um convênio pelo mesmo. Após 2 meses, o GDF suspendeu o pagamento dos auxílios. Várias famílias, sem condições de pagar o aluguel, foram individualmente despejadas. Por conta disso, ocupamos a área da Terracap em Ceilândia.

2. Desde o princípio da ocupação, seguindo sua postura anterior, o GDF não ofereceu nada de concreto às famílias, a não ser o cadastramento nas eternas filas de sua Companhia de Habitação. Entrou ainda, por meio da Terracap, com ação de despejo contra a ocupação, que pode ser efetivada a qualquer momento. Ao melhor estilo do Governo tucano no caso do Pinheirinho, não negociou, pretende usar polícia para resolver problema social e, agora, passa a criminalizar o Movimento.

3. Pela falta de canais efetivos de negociação, o MTST realizou hoje, 3 de maio, uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo. Fomos recebidos com spray de pimenta e cassetetes pela Polícia, o que ocasionou um conflito, no qual uma porta do prédio foi danificada. Após o episódio, no qual 6 membros do Movimento ficaram feridos pela truculência dos policiais, o GDF comprometeu-se a receber uma Comissão do Movimento. No entanto, após quase 2 horas de espera, nos recebeu com um Coronel da PM ameaçando os coordenadores do MTST de prisão e agressão.  Soltou ainda uma nota criminalizando o Movimento e colocando-se como vítima do episódio.

4. Infelizmente, o que estamos vendo é a reprodução de práticas atrasadas e repressivas, curiosamente por parte de um Governo que se afirma democrático-popular. O MTST não se intimidará com as ameaças do GDF e permanecemos dispostos à negociação para solução do problema habitacional das famílias de Ceilândia. Para nós, a demanda destes sem-teto está acima de qualquer disputa política mesquinha e das acusações levianas que o GDF tem feito contra o MTST.

5. Por fim, deixamos claro que, se optar pela via armada para tratar um conflito social, as famílias da Ocupação Novo Pinheirinho resistirão. Não nos resta outra alternativa, pois não aceitamos a rua como destino. O próprio Ministério das Cidades protocolou hoje um pedido judicial de suspensão do despejo por 40 dias para viabilizar uma solução pacífica e negociada. Pedimos aos militantes do Partido dos Trabalhadores comprometidos com o movimento social e com o trato democrático à sociedade civil que busquem interceder junto ao GDF para evitar uma tragédia anunciada, além de tudo, protagonizada por um setor que muito nos surpreenderia se adotar tal postura.

COORDENAÇÃO NACIONAL DO MTST

Brasília, 3 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem ganhou com o massacre do Pinheirinho



Marrom e Guilherme Boulos* escrevem texto que esclarece alguns porquês do massacre.

Há poucos meses atrás, em setembro, as manchetes dos jornais de São José dos Campos estampavam a notícia de um acordo para regularizar o bairro do Pinheirinho. Após sete anos, as 1.600 famílias dessa comunidade teriam sua situação de moradia resolvida. O secretário estadual de habitação e representantes do Ministério das Cidades vistoriaram pessoalmente a área para fechar o acordo. Houve muita festa entre os moradores.

Quatro meses depois, em 22 de janeiro, a polícia militar de São Paulo – a mando do governador e legitimada pelo Tribunal de Justiça – inicia uma operação de guerra, que terminou com o despejo da comunidade, dezenas de presos e feridos e 7 desaparecidos. Um massacre do Estado contra trabalhadores que queriam apenas o elementar direito de permanecer em suas casas. Quanto à dimensão e covardia das agressões nem é preciso insistir, pois as imagens que circularam nos jornais e na internet falam por si. A questão é: como se deu esta reviravolta?

A movimentação que levou o Pinheirinho da regularização ao despejo teve três atores principais: o Judiciário paulista, a prefeitura do município e o Governador Geraldo Alckmin. A sintonia desta orquestra macabra varreu todas as tentativas de acordo e solução negociada ao problema dos moradores.

E contou ainda com a silenciosa e discreta omissão do Governo Federal. “Em nome do pacto federativo”... Que pacto? Aquele que os tucanos e o TJ rasgaram ao desconsiderar a corajosa decisão da Justiça Federal, que impedia a desocupação? Pois é, porque havia uma decisão judicial do TRF a favor dos moradores do Pinheirinho. De fato, percebemos nossa ingenuidade em acreditar que decisões judiciais sejam cumpridas, quando favorecem os mais pobres e prejudicam gente como Naji Nahas, dono-grileiro do terreno do Pinheirinho.

Mas o que unia aqueles que trabalharam em favor do despejo? A juíza de São José, Marcia Loureiro, foi uma combatente incansável: validou e revalidou liminares, recusou-se a receber autoridades e representantes dos moradores, dentre outras proezas. Se houvesse um “Prêmio Naji Nahas” certamente seria ela a ganhadora deste ano. Tem lá os seus interesses, que infelizmente não temos provas suficientes para expô-los. Acusar sem provas? Pois é, o judiciário brasileiro é aquele em relação ao qual Paulo Maluf costuma orgulhar-se de não ter qualquer condenação. Bom bandido é aquele que não deixa rastro.

A juíza Marcia Loureiro contou com a aprovação irrestrita do presidente do TJ, desembargador Ivo Sartori, que autorizou a PM a “reprimir força policial federal que eventualmente se opusesse à ação”. Ambos pertencem ao Tribunal que está assolado de denúncias de corrupção, super-salários e sonegação fiscal por parte de vários de seus desembargadores. Que moral e legitimidade têm eles para definir o destino de famílias trabalhadoras brasileiras?

Encontraram, porém, ombro amigo no governador e no prefeito de São José, ambos do PSDB. Vale lembrar, o mesmo partido do então governador do Pará que, em 1996, ordenou o massacre de Eldorado dos Carajás. Articularam e autorizaram a operação de guerra que, na calada da noite, tomou de assalto o Pinheirinho. O que ganharam com isso? A resposta está na lista de seus financiadores de campanha, recheadas de empreiteiras, incorporadoras, especuladores imobiliários e das empresas de Naji Nahas – que, junto com Daniel Dantas, esteve na vanguarda das privatizações do governo tucano de FHC.

Assim, o que uniu os agentes que trabalharam pelo despejo do Pinheirinho foi a prestação de um valioso serviço ao capital imobiliário. Essa ocupação representava uma verdadeira pedra no sapato, não apenas de Nahas, mas dos “empreendedores” imobiliários de São José dos Campos. Está localizada numa região de expansão imobiliária, onde ainda restam muitas áreas vazias, sob um forte assédio de construtoras e incorporadoras. Ora, nem é preciso dizer que pobres morando no entorno desvalorizam os futuros empreendimentos, em especial os condomínios para alta renda.

Por isso, o despejo do Pinheirinho era uma reivindicação antiga do capital imobiliário daquela região. Permitiria não só liberar a própria área da ocupação, como também valorizar as áreas dos bairros vizinhos. E principalmente no atual momento, em que São José passa por um processo especulativo de valorização de terras inédito, por ter sido contemplado pelo “Pacote Copa-2014”, por meio do trem bala, que passará por esta cidade.

Convenhamos então que nem o governador Alckmin, nem o prefeito Cury, nem mesmo os honoráveis magistrados do TJ-SP poderiam negar um pedido tão importante de amigos tão valiosos. A presidenta Dilma, que também teve sua campanha eleitoral fartamente financiada por construtoras, nada fez para impedir. Poderia ter desapropriado o terreno, mas não o fez. As cartas estavam marcadas.

Os editoriais de grandes jornais se apressaram em condenar os invasores de terra alheia e atribuir o conflito a interesses de partidos radicais, que teriam contaminado os pobres moradores. É preciso recordar àqueles que concordam com estes argumentos que a imensa maioria das periferias urbanas brasileiras resultou de processos de ocupação.

Pela inexistência de política pública para a moradia, parte expressiva dos trabalhadores brasileiros nunca tiveram outra alternativa. Pretendem então despejar dezenas de milhões de famílias que vivem em áreas ocupadas?

Além disso, não é demais lembrar que a idéia dos “maus elementos radicais manipulando uma massa ingênua” foi o argumento preferido da ditadura militar para desqualificar os movimentos de resistência. Parte da tese conservadora de que o povo brasileiro é naturalmente pacato e resignado, só se movendo por influência externa.

Suponhamos, porém, juntamente com a Secretária de Justiça de São Paulo, Heloísa Arruda, que declarou que “a legalidade está acima dos direitos humanos”, que os “invasores” tivessem mesmo que ser despejados. Mesmo neste cenário, a questão poderia ter sido conduzida de forma muito diferente.

Basta tomarmos um exemplo recente, que ocorreu em Taboão da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. No início de 2011, foi determinado o despejo de uma área ocupada por 900 famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. 

Encarregado de fazer a desocupação, o Coronel Adilson Paes exigiu simplesmente que a lei fosse cumprida para os dois lados: exigiu do Poder Público a garantia de um local de alojamento para as famílias despejadas, bem como todos os meios necessários para o tratamento humano daquelas pessoas.

Logo após, por algum motivo obscuro, o Coronel Adilson foi afastado do comando do batalhão. Mesmo assim, sua postura foi suficiente para permitir que houvesse uma solução pacífica e negociada neste caso. Não estranharemos se o Coronel Messias, que comandou com mão de ferro e uma boa dose de sadismo, a operação de guerra do Pinheirinho receber – não um afastamento – mas alguma medalha ou promoção ao Comando Geral da polícia militar. É assim que as coisas funcionam.

É triste constatar que o que ocorreu no Pinheirinho não foi um fato isolado. Trata-se de expressão de uma política, conduzida pela especulação imobiliária e seus amigos no Estado, que coloca a valorização das terras e os lucros com os empreendimentos bem acima da vida humana. Este processo, aliás, tem se tornado cada vez mais cruel com as obras da Copa do Mundo 2014. Infelizmente, outros Pinheirinhos virão.

*Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, militante da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos e da CSP Conlutas. Valdir Martins (Marrom), liderança da comunidade do Pinheirinho (MUST), militante da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos e da CSP Conlutas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Belém: Ato de solidariedade aos moradores do Pinheirinho

Abaixo, algumas fotografias do ato ato ocorrido nesta segunda-feira em Belém, em solidariedade aos moradores do Pinheirinho.






Estiveram no ato cerca de 60 pessoas, com falas de representações do PSTU, CSP-Conlutas, Anel, Sinditifes,  DCE UFPA, Sindicato da Construção Civil de Belém, Associação dos Empregados do Banco da Amazônia, MTST, Mandato do Deputado Estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) entre outros.


Veja como foram outros atos pelo país no sítio do PSTU.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Após marcha, MTST e outros movimentos de luta pela moradia ocupam o Ministério dos Esportes


Outro setor do movimento que realizou um ato específico após à Marcha, foram os movimentos de luta pela moradia. Foi ocupado o Ministério dos Esportes, que é comandado por Orlando Silva, do PCdoB.

O ato denunciou a expulsão de milhares de famílias pobres pelas obras da Copa nas principais capitais do país.


Nota do MTST

A frente de Resistência Urbana, da qual faz parte o MTST, acaba de ocupar, no dia 24/8, com 1200 pessoas o Ministério dos Esportes em Brasília (DF).

A principal bandeira do ato engloba os milhares de despejos nas metrópoles brasileiras em que os megaeventos esportivos (Olimpíadas e Copa do Mundo) ocorrerão.

Estima-se que 70 mil famílias já foram despejadas nos últimos meses: trabalhadores e trabalhadoras que além de dificilmente conseguirem frequentar os inacessíveis e luxuosos jogos, terão suas casas e vidas demolidas em virtude da ganância do grande capital.

O movimento posiciona-se a favor do esporte, mas veemente contra a lógica excludente e avassaladora que tem sido produzida a partir dele.

As mobilizações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas, que conta com greves, mobilizações e ocupações por todo o país no mês de Agosto.

MTST! A LUTA É PRA VALER!

Leia também aqui no blog:  A Copa do Mundo já tem seus derrotados

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Professores das Universidades Federais aprovam indicativo de greve e outros setores também vão à luta


Os representantes do Setor as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN aprovaram, por unanimidade, indicativo de greve nacional. A decisão foi tomada no sábado (13/8), na reunião do Setor, que contou com a participação de 38 docentes, de 27 seções sindicais. Durante a última semana, os professores das Ifes realizaram assembleias nas universidades para avaliar a proposta apresentada pelo governo no dia 9/8, que compreende a incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas) ao vencimento básico (VB) e a disposição de tratar a correção das distorções no enquadramento dos docentes, eventualmente ocorridas no momento da criação da classe de professor associado. 

O Setor indicou ainda nova rodada de assembléias gerais das seções sindicais, de 17 a 19 de agosto, tendo como pontos de pauta a avaliação do resultado da mesa de negociações agendada com Ministério do Planejamento para 15/8 e o debate a respeito da data para o início da greve nacional da categoria. Uma nova reunião do Setor das Ifes está convocada para o dia 20/8, na sede do ANDES-SN.

Outras lutas.
A Fasubra realizou na última semana um acampamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde reuniu mais de 1300 TAE de todo o país. Os trabalhadores fizeram uma série de atos em frente ao Ministério da Educação (MEC) e do Planejamento (MP) para tentar sensibilizar o governo a retomar as discussões em torno da pauta de reivindicações da Fasubra. Dirigentes da entidade e membros do CNG foram recebidos pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que reafirmou seu papel de mediador e se comprometeu a conversar com Miriam Belchior, do MP, no sentido de tentar reabrir as negociações entre a Fasubra e o governo, interrompidas desde o início da paralisação em 6 de junho. 
No caso dos institutos federais de ensino, escolas federais e militares, a página do SINASEFE informa que em pelo menos 40 unidades e 136 campi estão em greve.
No período de 17 a 26 de agosto, deverão ser intensificados atos locais e nacionais na Jornada Nacional de Lutas , que está unificando várias entidades sindicais, estudantis e populares do país. No dia 24, ocorre uma marcha à Brasília.
As entidades dos trabalhadores ligados à educação, movimentos sociais, Anel e outros setores do movimento estudantl lançarão em Brasília no dia 25, a campanha   “A Educação não pode esperar! 10% do PIB Já! Não ao PNE do governo”.
Além das entidades da educação, no serviço público federal há mobilização para participação na Jornada Nacional de Lutas nos trabalhadores da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Associação dos Servidores do IBGE, Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social  (FENASPS) e Condsef.
Deverão participar ainda as categorias com campanha salarial neste início de semestre: metalúrgicos de várias regiões, bancários, petroleiros e setores da educação pública estaduais e municipais, alguns ainda em greve como no Ceará e Minas Gerais.
Participam ainda da jornada o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Movimento Terra e Liberdade (MTL), que intensificarão as ocupações de terras e terrenos urbanos neste período.
*Com informações do ANDES-SN, CSP-Conlutas, SINASEFE e FENAJUFE.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Congresso da ANEL prepara campanha contra o PNE

Quase dois mil estudantes se reuniram entre os dias 23 e 26 de junho em Seropédica para o I Congresso da Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre. O congresso contou com a participação de estudantes de 23 estados, dos DCEs (Diretório Central dos Estudantes) da UFRJ, UFRR, UFRS, UEC, entre outras. Outros setores do movimento estiveram presentes, como o ANDES-SN, o MST, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). 

Os dois eixos principais do congresso foram a luta contra o novo Plano Nacional de Educação do governo e a reivindicação de que 10% do PIB sejam investidos na educação.
Os delegados aprovaram uma ampla campanha pelos 10% do PIB, com a realização inclusive de um plebiscito sobre o tema, idéia que já vem sendo construída em parceria com o ANDES-SN. A resolução chama a UNE para participar da campanha.

Fonte: Aduff Seção Sindical/ANDES

Veja abaixo alguns momento do Congresso da Anel:

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Anapu: Entidades homenageiam Dorothy e apóiam resistência


O ato público de homenagem a irmã Dorothy Stang e de solidariedade àqueles que continuaram a sua luta em Anapu ocorreu no início da tarde do dia 12 de fevereiro, no Centro de Formação São Rafael, local onde a missionária foi enterrada.

As caravanas presentes vieram de várias partes do estado do Pará. Belém, Ananideuma, Castanhal, Capitão Poço, Santarém, Altamira, Paragominas, Concórdia do Pará, Uruará foram algumas cidades citadas como presentes no evento, além de uma delegação do Maranhão, uma estudante de Goiás e ainda missionárias americanas da congregação de Notre Dame de Namur, da qual fazem parte outras missionárias que atuam na região, inclusive Dorothy. 

O ato teve início com a fala da Superintendente do Incra de Santarém, Cleide Souza, que reafirmou os compromissos assumidos na audiência pública ocorrida no último dia 25 de janeiro 

A dirigente anunciou que esteve em reunião com a Direção do Incra em Brasília que disponibilizou recursos para a imediata construção de guaritas de segurança nas principais entradas do assentamento, uma das principais pautas das famílias que estão acampadas no PDS Esperança. 

A Senadora Marinor Brito (PSOL-PA) fez inicialmente uma fala de homenagem à Dorothy Stang para em seguida fazer um duro discurso contra a ingerência de políticos ligados ao Partido dos Trabalhadores na região. Marinor fez referência direta à governadora Ana Júlia Carepa, lembrando que por diversas vezes equipes de fiscalização ambiental e de segurança não foram enviadas para Anapu por interferência direta da petista, o que permitiu o crescimento da extração ilegal de madeira e o clima de violência. 

Mary Cohen, representando a OAB no ato, lembrou os processos de prisões, ameaças e criminalização de lideranças e movimentos sociais em todo o estado do Pará.

Diversas entidades sindicais e movimentos sociais se sucederam em falas de homenagem, solidariedade e denúncias. Estiveram presentes a Central Sindical e Popular Conlutas; o Sindicato da Construção Civil de Belém; o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade; o Movimento Xingu Vivo para Sempre; a União das Entidades Comunitárias de Santarém; a Federação das Associações de Moradores e Comunitárias de Santarém; a Consulta Popular; o Movimento de Atingidos por Barragens, o Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns; Núcleo de Assessoria Jurídica Popular “Cabano”; a Comissão de Justiça e Paz da CNBB Regional Norte II; a Prelazia do Xingu; o Movimento Mulher; o PSTU e o PSOL.

O movimento estudantil esteve em peso com estudantes de várias partes do estado e de várias entidades: a Associação Nacional dos Estudantes-Livre; a União dos Estudantes de Santarém; o DCE da Universidade Federal do Oeste do Pará e diversos Centros Acadêmicos da Universidade Federal Rural da Amazônia. 

Depois de encerrada a seqüência de intervenções, houve um ato simbólico em volta do túmulo de Dorothy, seguido de plantio de mudas na área do centro de formação. 

As atividades da noite incluíram um jantar comunitário e uma festa dançante chamada “Forró da irmã Dorothy”. Apesar de soar estranho para alguns, as pessoas que conviveram com a missionária afirmam que mesmo nos momentos mais difíceis, Dorothy demonstravam muita alegria e fazer uma festa é uma das melhores formas de lembrá-la. 

Entenda a situação acompanhando o marcador

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Brasil: Entidades sindicais, populares e estudantis protestam em frente à embaixada francesa e entregam manifesto


Ativistas marcaram audiência para conversarem com embaixador francês

Enquanto os trabalhadores e a juventude francesa tomam as ruas do país contra os ataques à Previdência do governo Sarkozy, no Brasil ativistas dos movimentos populares, sindicais e estudantis não se limitam às mensagens de solidariedade e realizam manifestações em defesa do povo francês.

Na tarde desse dia 21 de outubro, cerca de 200 manifestantes se reuniram em frente à embaixada da França em Brasília para fazer coro às exigências dos manifestantes daquele país.

Grande parte dos ativistas havia vindo do ato que aconteceu em defesa do Andes-SN, contra a ingerência do governo nos sindicatos. Foram quatro ônibus vindos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Bahia e Pará. Uma comissão formado por Camila Lisboa, da ANEL-Livre; Moacyr Lopes, da Intersindical; e Paulo Barela, da CSP-Conlutas, apresentaram à embaixada um manifesto assinado pelas entidades.

O texto denuncia a reforma de Sarkozy e se solidariza com a luta do povo francês. O MTST também marcou presença no protesto.Na ausência do embaixador, o manifesto foi recebido por seu secretário e a sua assessoria. Apesar disso, a comissão marcou uma audiência com o representante da embaixada para o próximo dia 4 de novembro.

“Além de nos posicionarmos contra a reforma que tira direitos dos trabalhadores, denunciamos a repressão que o governo está implementando contra o movimento, sobretudo contra os estudantes”, disse Camila Lisboa.
Fonte: PSTU/Fotografias: Andes e CSP-Conlutas

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Minha Casa, Minha Luta!

Travamentos de estradas, ocupações e protestos marcam luta contra despejos. O MTST bloqueou as principais Rodovias e Avenidas das regiões Sul e Sudeste na manhã desta quarta-feira (22)

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) realizou na manhã desta quarta-feira (22) o travamento de inúmeras das principais Rodovias da região Sul e Sudeste. A ação também construída pela CSP-CONLUTAS, faz parte da campanha Nacional Contra Despejos promovida pela Resistência Urbana – Frente de Movimentos Populares, integrada pelo MTST. Esta é uma jornada que expressa a ação concreta da CSP-CONLUTAS em apoiar setores além do movimento sindical e consolida o caráter Sindical e Popular da Central.

Ações nos estados:
São Paulo – No Estado São Paulo houve o travamento de cinco das principais Rodovias. Em Campinas, as ações começaram por volta 8h com o travamento da Rodovia Santos Dumont. Cerca de 400 pessoas bloquearam a pista por aproximadamente uma hora.
A Rodovia Anhanguera foi bloqueada por 1h40 por cerca de 400 pessoas.
O travamento no Rodoanel Oeste contou com cerca de 350 pessoas, organizadas pelo MTST, que bloquearam a pista nos dois sentidos. A Força Tática, da Polícia Militar, chegou ao local, mas não houve conflitos.
Na Rodovia Régis Bittencourt, a pista foi travada por mais de 300 pessoas; a ação durou cerca de 1h15.
Na Raposo Tavares a ação começou às 10h com a participação de cerca de 300 pessoas.

Minas Gerais - A principal via de acesso de Belo Horizonte, o Anel Viário, foi bloqueado por cerca de 3 horas. Houve grande repercussão na grande imprensa. A ação contou com a participação de 400 pessoas. Houve adesão das comunidades próximas reivindicando passarelas.

Paraná – O MTST fez o travamento da Avenida Rui Barbosa, no trecho de São José dos Pinhais. A ação iniciada às 8h30 teve a participação de cerca de 200 pessoas.

Jornada foi iniciada nas regiões Norte e Nordeste - As ações ocorreram nas regiões Norte e Nordeste nos dias 20 e 21 de setembro.

No Amazonas, duas grandes avenidas foram bloqueadas nesta segunda-feira. A Avenida Brasil com cerca de 250 pessoas organizadas pelo MTST e a Avenida Distrito Industrial com cerca de 300 pessoas organizadas também pelo MTST e pelo Movimento das Áreas de Risco. No Pará foi travado o principal Porto da cidade. Houve truculência da polícia e uma companheira do MLP (Movimento de Luta Popular) chegou a ser presa. Nesta terça feira (21) as ações se localizaram na região Nordeste. Nos estados da Bahia, de Pernambuco entre outros.

Luta contra despejo – As mobilizações que se estendem pelo país estão dando resposta à ofensiva do capital imobiliário no Brasil e à brutalidade das ações de despejo que ocorrem e se intensificarão devido à Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016.

A Jornada Nacional Contra os Despejos defende a garantia de moradia digna para todos, sem despejos e remoções; o combate à repressão e à criminalização da pobreza; uma política de desapropriações de imóveis vazios e medidas de combate à especulação imobiliária; além de exigir a construção de moradias populares e uma reforma urbana voltada à classe trabalhadora.

Seguem os links da repercussão até o momento na grande imprensa:

São Paulo:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/09/apos-manifestacoes-rodovias-de-sp-sao-liberadas.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/grupo+de+semteto+interdita+rodovias+em+sao+paulo/n1237781824053.html

http://noticias.r7.com/transito/noticias/grupo-de-sem-teto-bloqueia-rodoanel-em-osasco-20100922.html

Minas Gerais:
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=95088

http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/v/manifestacao-provoca-congestionamento-no-anel-rodoviario-de-belo-horizonte/1341930/#/MGTV1/20100922/page/1

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2010/09/22/interna_gerais,181221/sem-terra-e-moradores-do-buritis-fecham-o-anel-rodoviario.shtml

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto interdita as duas pistas do Rodoanel trecho Sul em São Paulo

Foram mais de 15 km de congestionamento no trecho sul do Rodoanel, em virtude do bloqueio do MTST

Os cerca de 600 sem-teto organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)ocuparam ontem as duas pistas do Rodoanel sentido sul. As duas faixas da pista, no km 45, foram bloqueadas por barricada, feita com pneus e madeiras. O congestionamento chegou a 15 KM nos dois sentidos.

O protesto foi contra o despejo da Ocupação Che Guevara, em Taboão da Serra (região metropolitana de São Paulo), que conta com cerca de 900 famílias e está com uma liminar de reintegração de posse.
O MTST cobra do governo estadual de José Serra a desapropriação do terreno, de 86.000 m2, para viabilização da construção de um conjunto habitacional no local.

Além disso, o movimento exige o cumprimento imediato de compromissos assumidos em 2007 pelo governo com o MTST para garantia de moradia as milhares de famílias nos municípios de Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra. Em três anos de negociações, as obras nem sequer foram licitadas.

Segundo a integrante do MTST, Vanessa de Souza os manifestantes decidiram se retirar do local, pois o protesto, que durou cerca de três horas, já causou o impacto desejado e chamou a atenção das autoridades. " Nossa manifestação foi positiva, os órgãos responsáveis já entratram em contato com o movimento e marcaram uma reunião", disse.

*Com informações do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto/Conlutas/Uol

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nota oficial da Conlutas sobre os acontecimentos dos Congressos da Conlutas e do Conclat

O Conclat – Congresso Nacional da Classe Trabalhadora – aglutinou 4.000 participantes, dos quais 3.180 delegados/as, com uma representação de base dos sindicatos de cerca de 3 milhões de trabalhadores/as. A Conlutas era a organização com maior representatividade. Nosso Congresso contou com 1.800 delegados/as.

O que era para ser uma grande vitória do processo de reorganização, infelizmente, se transformou numa derrota, pela decisão do bloco Intersindical/Unidos/MAS de se retirar do Congresso depois de perder a votação do nome da nova entidade.

Toda a programação do Congresso foi garantida: do ato político de abertura, passando pela defesa das teses em plenário, trabalhos em grupo até a plenária final de votação das resoluções. O Congresso deliberou sobre os principais temas em discussão: Conjuntura e plano de ação, caráter, composição e funcionamento da Central.

A última votação importante, antes da eleição da Secretaria Executiva, era a definição do nome da nova central. Após um intenso debate acerca das propostas apresentadas, sagrou-se vencedora a proposta do nome da nova central ser “Conlutas/Intersindical – Central Sindical e Popular” apresentada pelo MTL e defendida pela Conlutas.

Na votação, essa proposta obteve cerca de 2/3 dos votos. O resultado foi acatado publicamente pelos demais setores. Tudo isso está filmado e estará disponível nos próximos dias na internet.
No entanto, depois desta votação, a Intersindical decidiu abandonar o Congresso, no que foi seguida pelas delegações do MAS – Movimento Avançando Sindical – e pelo agrupamento “Unidos Pra Lutar”.

Uma prática inaceitável
O Conclat só foi convocado porque a Intersindical e demais setores envolvidos no debate da reorganização concordaram em chamar um CONGRESSO DELIBERATIVO, que decidisse pelo voto dos delegados/as as polêmicas que não se resolvessem entre as organizações envolvidas no processo.

Essa decisão foi tomada, por unanimidade, no Seminário Nacional realizado em novembro de 2009, na Quadra dos Bancários, em São Paulo.

Sem essa condição não seria possível chamar o Congresso, pois polêmicas tão ou mais importantes que a do nome ainda estavam pendentes, tais como o caráter e a composição da Central, o formato e funcionamento da direção.

Durante todo o período anterior, a Comissão pela Reorganização/Coordenação pró Central funcionou tendo por base o acordo político. Esgotada essa fase, de acúmulo nos debates e conhecimentos das distintas opiniões, convocou-se o Congresso para que a base decidisse tudo o que não foi possível resolver por consenso.

A ruptura do Congresso pelo bloco Intersindical/Unidos/MAS, então, só se explica porque esses setores não aceitam que a base decida as polêmicas que as direções não foram capazes de resolver, e querem impor, por acordo entre as correntes, as suas posições por sobre o que a base decide. Isso evidentemente seria um retrocesso inaceitável.

Nenhuma entidade que sirva à luta dos trabalhadores funciona em base a esse critério, pois, desta forma, nossa Central deixará de ser um instrumento de aglutinação e de luta dos trabalhadores/as e passará a ser um fórum de discussão permanente entre dirigentes, sem serventia para a luta e a defesa dos trabalhadores/as.

Entendemos que todos os esforços devem ser feitos para que os/as companheiros/as do bloco Intersindical/Unidos/MAS revejam suas posições e se incorporem à nova central criada no Conclat. Esforços podem e devem ser feitos para aparar as arestas e diferenças menores. No entanto, o respeito à democracia operária deve presidir o funcionamento da entidade e a relação entre os setores envolvidos.

É inconcebível que a cada vez em que se encontrem em minoria num debate os dirigentes se levantem, se retirem das discussões, ou simplesmente abandonem a organização. Nenhuma organização séria, para a luta dos trabalhadores, poderia ser construída em base a este critério.

O Congresso se restabeleceu com a maioria ainda presente e concluiu o processo de constituição da nova Central, elegendo uma Secretaria Executiva Provisória, conformada praticamente por consenso, para encaminhar as resoluções aprovadas no Congresso.

A Secretaria (conformada por representantes de diversas entidades como a Conlutas, MTL, MTST, dentre outros) se reunirá nos próximos dias e certamente adotará resoluções buscando restabelecer a unidade e o respeito às decisões coletivas tomadas no Congresso, bem como tomará em suas mãos o encaminhamento do plano de lutas aprovado e a organização da nova Central fundada no Conclat.

São Paulo, 8 de junho de 2010.
Coordenação Nacional de Lutas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nova central de trabalhadores será criada em 2010


Entidades definem Congresso para reorganizar movimento sindical

Por Otávio Nagoya*

Durante os dias 01 e 02 de novembro, mais de mil trabalhadores reuniram-se na sede do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, durante o Seminário de Reorganização Sindical. O principal tema foi a unificação de diversos setores sindicais em uma única central. Estavam presentes entidades representativas dos trabalhadores, entre elas Conlutas, Intersindical, MTST, MTL, entre outras. Ao final do encontro, os participantes decidiram pela realização de um Congresso para oficializar uma nova central sindical. O Congresso da Classe Trabalhadora foi marcado para os dias 03, 04 e 05 de junho de 2010.

O debate sobre a reorganização do movimento sindical é antigo. Teve início em 2005, porém, foi em 2009, durante o Fórum Social Mundial que houve avanço em torno de um calendário unificado. Segundo José Maria de Almeida, o Zé Maria, da coordenação nacional da Conlutas, “a chegada do Lula à presidência e o apoio direto da CUT ao governo levou à necessidade de se criar uma alternativa. Isso gerou uma crise entre a atuação dos dirigentes e as necessidades da base”.

No primeiro dia do seminário discutiu-se a conjuntura do país, e entre os temas tratados foram a crise econômica mundial, o processo de criminalização do movimento sindical, além de avaliações sobre o governo Lula. Todas as falas apontaram para a necessidade da unidade e do fortalecimento da classe trabalhadora. No dia seguinte, definiu-se a data do congresso e a comissão gestora da nova central.

Foi nesse contexto político que todos os presentes aplaudiram de pé a decisão de criar uma nova central. “Tal construção pode potencializar o enfrentamento ao capital e ao neoliberalismo e estanca a fragmentação que a esquerda socialista vem enfrentando. Estamos bastante otimistas, mesmo sabendo das dificuldades do processo de unificação. Temos certeza que essa central fará história no Brasil”, disse Jorge Luís Martins, o Jorginho, da Intersindical.

Juntamente com os sindicatos, setores do movimento popular também participarão da nova central. Para Helena Silvestre, coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), “tanto os movimentos sindicais, quanto os populares são parte da classe trabalhadora que sofreu uma precarização terrível. Assim, a participação dos movimentos populares [na Central] é um ganho no sentido da capacidade de representar os problemas da classe conjuntamente, dando uma resposta a tudo que o capitalismo produziu sobre nossas organizações”.

Um impasse que ainda não foi resolvido diz respeito à participação de estudantes na nova central. Zé Maria afirma que “a Conlutas é a favor da presença de todas as formas de luta dos oprimidos na sociedade. Achamos que além dos sindicatos, movimentos populares, lutas contra as opressões, os estudantes também devem estar presentes”. A Intersindical tem outra opinião: “nós entendemos que o movimento estudantil é um setor policlassista e transitório, assim os estudantes devem ser tratados na central como juventude trabalhadora”, afirma Jorginho.

Porém, a divergência não será um problema para a unificação dos setores. A decisão sobre a participação dos estudantes será votada pela base dos trabalhadores no Congresso que será realizado em junho de 2010. Na mesma data, os trabalhadores poderão escolher a nova direção da central.

Ao final do seminário, o entusiasmo era visível entre os participantes. “Esse momento tem uma importância histórica. Aqui se cria a possibilidade de superar a fragmentação das organizações da classe trabalhadora no campo da esquerda, aqueles setores que são oposição ao governo Lula”, afirmou Zé Maria.

Para Helena, a iniciativa tem potencial para intensificar o processo das lutas populares. “Se a gente consegue alcançar mais lugares com um programa só, potencializa o efeito de nossas idéias na base, com disputa ideológica, e isso ajuda a não cria mais confusão na cabeça do povo com a fragmentação”, afirma.

Em todas as intervenções, ficou explícito que a necessidade da reorganização está diretamente relacionada com o atual momento do sindicalismo brasileiro. Jorginho acredita que “as centrais sindicais que existem hoje, infelizmente, cederam à lógica neoliberal. Entendemos que essa nova central vai abrir uma resistência a esse processo de cooptação do governo”. Nos últimos meses, as greves gerais decretadas em diversos setores, como nos correios, nos bancos e no INSS, foram reprimidas violentamente. Durante o seminário foram relatadas novas formas de criminalização, como o interdito proibitório, que torna ilegal as greves antes mesmo de serem iniciadas.

Confira as resoluções definidas no Seminário de Reorganização Sindical:
1. Realização de um Congresso Nacional da Classe Trabalhadora - Conclat para a fundação de uma central de trabalhadores em 4,5 e 6 de junho de 2010.

2. Formação de uma Comissão Provisória, com integrantes de 8 organizações, que terá por tarefa organizar os critérios de participação e eleição de delegados sendo: 9 da Intersindical, 9 da Conlutas, 2 MTL, 2 do MAS, 2 da Refundação Comunista, 2 da Pastoral Operária, 2 do Bloco Unidos para Lutar (bloco CST e FOS, que é da parte da Conlutas, mas que reivindicou representação própria e não como parte da Conlutas), 2 do MTST.

3. Os critérios serão aprovados, bem como a estrutura do congresso em Plenária a ser realizado no Fórum Social Mundial.

4. Aprovado a proposta do MTST para definição de critérios de participação de trabalhadores organizados pelo movimento popular.

5. Votarão no Congresso os trabalhadores organizados em sindicatos, em minorias dos sindicatos, na porcentagem de sua representação, oposições sindicais, com base na votação obtida nas últimas eleições e ainda os trabalhadores organizados pelo movimento popular, não admitindo dupla representação.

6. Acertado que o Congresso Nacional de fundação da Central decidirá através de votos dos trabalhadores eleitos em assembléias, em critérios a ser definido, as questões sobre o caráter e natureza da central e ainda em que caso venha a aprovar a participação de estudantes e movimento de opressões esta representação será apenas simbólica, não ultrapassando de 5% a representação de todos os setores, não permitida nenhuma possibilidade de dupla representação.

7. O nome da Central será definido no Congresso de fundação.

8. Como pontos de partida são incorporados os 20 pontos de concepção sindical definidos no Seminário de abril de 2009.

Saiba mais:

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Carta ao Presidente Lula

Segue abaixo a “CARTA AO PRESIDENTE LULA” assinada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e sobre o acampamento em frente ao apartamento do presidente em São José dos Campos, São Paulo.

CARTA AO PRESIDENTE LULA

Estamos aqui porque não temos casa para morar. Representamos milhares de famílias que estão em luta por uma moradia digna. Muitos de nós estão ameaçados de despejo, outros esperam há anos a construção de casas que foram prometidas. Temos participado de negociações e mais negociações, sem que haja solução para nosso problema.

Quando foi lançado o Programa “Minha Casa, Minha Vida” pensamos que seria enfim a oportunidade de conseguirmos nossas casas. Mas o que temos visto nos desanima. As construtoras, que tanto já ganharam em cima de nosso suor, só têm apresentado projetos para pessoas de renda média e alta. As 400 mil casas que foram prometidas para as famílias que, como nós, recebem menos de 3 salários mínimos, representam apenas 6% do déficit habitacional nessa faixa. Sem contar que já há mais de 2 milhões de cadastrados no país; e isto apenas considerando os municípios que abriram inscrição. Assim, vemos nosso sonho cada vez mais distante. E, o que é pior, despejos cada vez mais próximos.

Representamos 1.400 famílias da Comunidade Zumbi dos Palmares, em Sumaré, que estão com o despejo marcado para daqui a poucas semanas, sem que o poder público ofereça qualquer alternativa. Representamos 2.000 famílias da Comunidade Anita Garibaldi, em Guarulhos, que convivem com o fantasma do despejo e não encontram perspectiva para regularização do assentamento. Representamos 160 famílias da Comunidade Carlos Lamarca, em Osasco, que há sete anos esperam suas casas, sendo jogadas de um canto a outro como animais. Representamos ainda milhares de famílias das Comunidades João Cândido, Chico Mendes e Silvério de Jesus, espalhadas por Taboão, Itapecerica da Serra, Embu e Zona Sul de São Paulo, que há vários anos esperam o cumprimento de acordos firmados para terem acesso a suas casas. E estes não são todos os casos. Nossos irmãos de Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Belém (PA), dentre outros, têm convivido com o descaso dos despejos.

Já estivemos ao longo destes anos inúmeras vezes na Caixa Econômica Federal e no Ministério das Cidades, além de Governos Estaduais e Prefeituras. Nada se resolveu. O que temos recebido de mais concreto são despejos. Por isso, hoje estamos aqui, acorrentados, num pedido ao Presidente Lula para que resolva essa situação, para que nos ajude a evitar os despejos e conseguir nossas casas.

MORADIA SIM, DESPEJO NÃO!
São Bernardo do Campo, 8 de julho de 2009.
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TETO (MTST)
Coletivo de Comunicação - MTST www.mtst.org