Mostrando postagens com marcador CTB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CTB. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de março de 2015

Frases

"Defender a Petrobrás é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detêm tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior." 

Trecho do “Manifesto dos movimentos sociais sobre o 13 de março” , convocatória para manifestações em defesa do governo Dilma Rousseff (PT) assinada pelas direções da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre outros.

O documento afirma que estes movimentos atuam “em defesa da Petrobras”  e “dos trabalhadores, mas defende ainda as “empresas brasileiras” cujos donos foram ou estão presos na Operação “Lava Jato” da Polícia Federal e Ministério Público Federal, entre elas, a Camargo Correia que além dos escândalos da Petrobras, teria subornado partidos e políticos para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A vaca tussiu: Dilma e centrais sindicais ferram com o trabalhador


Contrariando o que disse durante a campanha eleitoral, quando afirmou que não reduziria direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa", o governo federal anunciou uma série de mudanças na legislação trabalhista e previdenciária que atacam frontalmente direitos conquistados para trabalhadores.

As medidas dificultam o acesso a benefícios foram anunciadas pelos Ministros da Casa Civil, Aluizio Mercadante, do Planejamento, Míriam Belchior e da Fazenda, Guido Mantega nesta segunda-feira, 29 de dezembro. O anúncio se deu logo após reunião dos ministros com centrais sindicais, entre elas a CUT, a UGT, NCST e a CTB.



O governo diz que espera economizar nos próximos anos 18 bilhões de reais pelo não acesso dos trabalhadores aos direitos. As medidas devem ser publicadas no Diário Oficial da União. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Aluízio Mercadante, “em sua maioria”, as mudanças seguem ao Congresso por Medida Provisória.

As restrições servem para todos os trabalhadores que ainda não acessaram os respectivos benefícios, ou seja, afetam diretamente a juventude e desempregados que nunca acessaram a formalidade.

Veja as principais mudanças:

Abono salarial: a carência para ter direito ao benefício será elevada de um mês para seis meses ininterruptos de trabalho. Além disso, o pagamento será proporcional ao tempo trabalhado no ano base, do mesmo modo como ocorre com o pagamento proporcional do 13º salário. Afeta diretamente os trabalhadores da iniciativa privada;

Seguro-desemprego: elevar de seis para 18 meses o tempo mínimo de trabalho para a primeira solicitação do seguro e para 12 meses na segunda solicitação. A partir daí, nas demais solicitações, volta a valer a carência de seis meses. A medida afeta diretamente jovens e pessoas que ainda não tiveram o primeiro emprego com carteira assinada;

Seguro-desemprego do pescador artesanal: os novos beneficiários terão que contribuir pelo menos durante 24 meses para a previdência, com três anos de "carência" para ter acesso ao benefício. Além disto, passa a ser vetado aos pescadores de forma cumulativa o acesso ao seguro-defesa e outros benefícios previdenciários como o auxílio-doença por acidente de trabalho. Além disto, o pescador passaria a ter que comprovar que vendeu pescados num período de 12 meses anteriores ao benefício. O valor do seguro-defesa é de 1 salário minimo e atende pescadores pobres que exercem atividade exclusiva e de forma artesanal, em períodos de restrição legal de pesca;

Pensão por morte: Aumenta o tempo mínimo de "carência" entre a data do casamento ou União estável e a morte do/a cônjuge do/a beneficiário/a para acessar o benefício e no mínimo 24 meses de contribuição à previdência para que a família do assegurado direito à pensão, exceto em casos de acidente de trabalho e doença profissional. Haverá ainda uma nova regra para o cálculo da pensão por morte, reduzindo o patamar dos atuais 100% do salário de benefício para 50% mais 10% para cada dependente (viúvo ou viúva e cada filho, por exemplo), até o limite de 100%. O governo também quer limitar os benefícios da pensão por morte para cônjuges jovens. Assim, a pensão só será vitalícia para pessoas com até 35 anos de expectativa de sobrevida. Para pessoas mais jovens, passa a valer uma tabela que reduz o tempo de recebimento da pensão. A medida afeta também os servidores públicos, assim como os da iniciativa privada.

Auxílio-doença: sobe de 15 para 30 dias o prazo de afastamento do trabalho a ser pago pelo empregador, antes do início do pagamento do auxílio via INSS.




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A turma da boquinha: Governo repassa R$ 138 milhões a centrais sindicais amigas


Não é só para grandes empreendimentos com questionáveis condições de trabalho do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) que está indo substancias valores do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT.

Cinco centrais sindicais embolsaram R$ 138 milhões referente ao chamado Imposto Sindical, entre janeiro e outubro deste ano. Até dezembro, a soma total pode chegar a R$ 160 milhões, dinheiro que sai do bolso do trabalhador e será repassado pelo governo federal à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores Brasileiros, União Geral dos Trabalhadores e Nova Central Sindical dos Trabalhadores .

O Imposto Sindical (legalmente chamado de “contribuição sindical) corresponde a um dia de trabalho e é descontado compulsoriamente de todo trabalhador com carteira assinada, mesmo que não seja filiado ao sindicato de sua categoria. No governo Lula, desde 2008, a partir da publicação da Instrução Normativa n° 1 do Ministério do Trabalho e Emprego, a cobrança da “contribuição” dos servidores e empregados públicos, medida que é questionada por vários sindicatos.

A cobrança foi criada em 1943, pela ditadura de Getúlio Vargas. Do total arrecadado, 60% são repassados aos sindicatos, 15% às federações, 5% às confederações e 20% ficam com o Ministério do Trabalho, para financiar programas como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que custeiam o seguro-desemprego, o PIS e programas de capacitação. Ultimamente, recursos do FAT veem sendo usado para financiar grandes obras públicas e privadas pelo país, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Também em 2008, o presidente Lula determinou que nada menos que 10% dos recursos repassados ao FAT fossem distribuídos às centrais sindicais, o que já totaliza 530 milhões de reis de lá pra cá.

A CUT, que na sua origem foi contra o imposto sindical e recentemente chegou a fazer um “plebiscito” sobre a questão, é a maior recebedora do fundo. Só este ano, foram 44,5 milhões de reais de recursos públicos que são destinados sem qualquer obrigatoriedade de prestação de contas e que cria um verdadeiro vínculo material de dependência entre os sindicatos e o Estado.

Apesar do discurso contrário ao imposto, a CUT não devolve um centavo dos recursos que recebe aos trabalhadores.  Sindicatos como Andes (professores universitários) e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), que também são contrários ao imposto, adotam outras posturas.

O Andes não só se recusa a receber o imposto, como nos casos de desconto compulsório do dia trabalhado do professor autoriza, por meio de edital publicado anualmente em Diário Oficial da União, orientações que permitem juridicamente ao Andes a devolução ao trabalhador da parte do imposto que caberia ao sindicato, conforme reza nosso estatuto. A entidade disponibiliza ainda no sítio do sindicato a opção de solicitação de devolução.

Já o SINDMETAL de São José dos Campos, chegou a entrar na justiça para não receber o imposto.  “Assim como a CSP-Conlutas, nosso Sindicato é contra a cobrança do Imposto Sindical e, em 1999, entrou na Justiça para não fazer esse desconto dos metalúrgicos. Desde então, cerca de R$ 30 milhões deixaram de ser descontados da categoria.”, afirma em seu sítio a entidade sindical.

“Aqui em nossa base continuamos resistindo ao Imposto Sindical, apesar do governo querer impor esse desconto. Somos contra, pois o Imposto Sindical tira a independência dos sindicatos, atrelando-os ao governo. Defendemos que os sindicatos e as centrais devem ter financiamento próprio, garantido pelos trabalhadores. Afinal, quem paga, manda”, defende o diretor do Sindicato, Adilson Carlos do Prado, o Turquinho.

*Com algumas informações do Andes e Sindmetal.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Servidor Público Federal: em 25 de abril, mostre sua força!


DIA NACIONAL DE LUTAS COM PARALISAÇÃO DE ATIVIDADES

Se há uma crise que preocupa e atinge gravemente a população brasileira esta não é a crise do capital econômico, mas sim a do serviço público. Precisando trabalhar cerca de quatro meses apenas para pagar impostos ao governo, o trabalhador não consegue ver a contrapartida na qualidade dos serviços que devem ser prestados pelo Estado. O excesso de problemas que afeta a população tem raiz na má administração do orçamento público.

Com recordes de arrecadação o governo ainda não foi capaz de trazer as melhorias urgentes nos serviços prestados à sociedade. Em plena campanha pela valorização dos serviços públicos, servidores de 31 entidades nacionais têm encontrado dificuldades em avançar nas negociações com o governo. Sempre com um discurso de austeridade imposto pela crise internacional, até o momento o governo tem dito NÃO a todas as demandas urgentes apresentadas pelos servidores para garantir melhorias e consequentemente qualidade no atendimento público.

Mas o governo da presidenta Dilma Rousseff tem mostrado de que o problema em não atender as demandas do setor público não está no apregoado clima de austeridade trazido pela crise, mas sim em suas prioridades. Entre 2011 e 2012 o governo já concedeu ao empresariado aproximadamente R$ 155 bilhões em isenção fiscal. Enquanto isso, no mesmo período, retirou das áreas sociais mais de R$ 105 bi.

Tratados até agora com descaso no processo de negociações com o governo, os servidores públicos precisam reagir e lutar se quiserem ver atendidas suas demandas mais urgentes. Demandas que são a ponte para se alcançar as melhorias de que o setor público tanto necessita. Por isso, NO DIA 25 DE ABRIL, quarta-feira, TODOS os servidores e servidoras do Brasil DEVEM PARTICIPAR DO DIA NACIONAL DE LUTAS COM PARALISAÇÃO DE ATIVIDADES. A categoria conta com o APOIO DA POPULAÇÃO nesse momento, pois essa é uma luta necessária para que o governo respeite não só os trabalhadores do setor como toda a sociedade que depende desse trabalho para obter atendimento público de qualidade à que tem direito.

Basta de descaso. Mais do que nunca é importante reativar os fóruns estaduais e federais de unidade entre as categorias de servidores. É hora de ampliar a unidade entre os setores de todas as esferas. Trabalhadores do Executivo, Legislativo e Judiciário precisam se unir. Servidor (a), no dia 25 de abril faça sua parte. Mobilize-se em seu local de trabalho. Reforce essa luta. Você que paga impostos, apoie essa causa, ela também é sua!

UNIDADE POR UM SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE

ASSIBGE-SN –ANDES-SN – ANFFA-SINDICAL – ASFOC – ASMETRO-SN – CTB – CUT – CONDSEF – CNTSS – CONFELEGIS – CSP-CONLUTAS –FASUBRA – FENALE – FENALEGIS – FENASPS – FENAJUFE – FENASTC – FENAPRF – MOSAP – PROIFES – SINAL – SINAIT – SINAGÊNCIAS –SINTBACEN – SINASEFE – SINDLEGIS –SINDIFISCO NACIONAL –SINPECPF – SINDIRECEITA – SINASEMPU – UNACON-SINDICAL

terça-feira, 6 de março de 2012

Servidores se reúnem para discutir previdência privada e direito de greve




Mais de cem servidores públicos federais se reuniram neste sábado (3) para debater a privatização da previdência pública e o direito de greve no setor público no Seminário organizado pela Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (Cnesf).

O encontro faz parte da agenda de mobilização dos servidores públicos, que já deram início à campanha salarial de 2012. No domingo, a Cnesf realizou a plenária nacional da entidade para organizar as próximas ações em relação à da campanha salarial 2012 dos SPF e encaminhar os temas discutidos no sábado.

Previdência Complementar
Para fundamentar o debate sobre a criação da previdência complementar dos servidores foram convidadas a auditora federal Lucieni Pereira, 2ª vice-presidente do Sindilegis, e a professora Sara Granemann, da Seção Sindical da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Adufrj/Andes).

As palestrantes fizeram uma explanação sobre a privatização da previdência social, com a criação da Funpresp sob o aspecto político e jurídico. Explicaram ainda como a criação dos fundos de pensão para os servidores públicos afeta, não só aqueles que entrarem após a aprovação do projeto, mas também os que estão na ativa e os já aposentados. Ao final, fizeram um apelo às entidades para que fortaleçam a luta contra o PL.

Sara destacou que os fundos de pensão no país investem atualmente quase 50% do montante que arrecadam (R$ 350 bilhões, próximo ao orçamento da Seguridade) na compra de títulos do estado brasileiro, fazendo crescer exponencialmente a dívida brasileira.

Desta forma, os fundos são responsáveis, com outros capitais pela manutenção das taxas de juros do país. Caso os servidores públicos venham a aderir à previdência complementar, serão também responsáveis pelo desmonte do Estado brasileiro.

A professora lembrou ainda que, caso aprovada, a previdência complementar precisará de um quadro de 400 mil associados em cinco anos, para que possa levar recursos suficientes para o mercado. “Será desencadeada uma forte campanha de pressão pelo governo Dilma para que os atuais servidores públicos da ativa se filiem ao fundo”, alertou.

“A Previdência Social é o pacto mais belo que a classe trabalhadora conseguiu construir dentro da lógica do capital. Por isso, para os inimigos da classe trabalhadora, esse pacto precisa ser destruído economicamente e ideologicamente”, avaliou Sara.

A diretora do Sindilegis, Lucieni Pereira, apontou os aspectos jurídicos do projeto de lei que privatiza a previdência e contou aos presentes que uma ação de inconstitucionalidade já está sendo preparada, para caso o PL seja aprovado no Senado.

“Temos que tentar barrar o projeto no Senado ou conseguir com que os Senadores modifiquem o texto para que ele retorne à Câmara”, orientou.

Lucieni lembrou que só quem ganha acima do teto do INSS é que vai ter direito da contribuição patronal da União ao Funpresp. “Além disso, a previdência complementar é só para aposentadoria e pensão. Se um servidor ganha acima do teto do INSS e é afastado por problemas de saúde, ele passa a receber o valor do teto sobre o qual contribui como salário e não sua remuneração integral, como acontece atualmente. Ou seja, se o servidor recebe R$ 10 mil, irá ganhar menos de R$ 4 mil enquanto estiver afastado. Isso afeta tanto os novos quanto aqueles que já estão na ativa”, explicou.

A auditora reforçou ainda que enquanto na maioria dos países que adotam a previdência complementar, os benefícios são definidos, no Brasil apenas a contribuição será definida, e o trabalhador não terá como saber o quanto irá receber. “A Alemanha, por exemplo, foi contra esse modelo de contribuição definida”, observou.

Ela lembrou também que quase todos os países possuem esquemas garantidores que protegem os benefícios em caso de insolvência. “No Brasil, se o fundo quebrar o trabalhador vai rezar para que o governo injete dinheiro para resgatar a instituição, com medo de ficar sem sua aposentadoria. É um modelo draconiano”, ressaltou.

As falas das palestrantes foram saudadas pelos presentes. Muitos destacaram a qualidade das exposições, o que permite aos servidores rebater os argumentos dos burocratas do governo. Para Paulo Barela, coordenador da CSP-Conlutas, os servidores precisam se unir e atacar todas as frentes na luta contra a privatização da previdência. “A lógica do PL 1992 cumpre com um papel estratégico no capital, que é jogar para a classe trabalhadora a resolução da crise, como vem sendo feito na Europa e nos Estados Unidos”, destacou.

Direito de greve
No período da tarde, o professor Daniel Romero, do Instituto Latino Americano de Estudos Sócio Econômicos (Ilaese) apresentou as diferentes propostas em pauta que tratam do tema direito de greve no serviço público.

Segundo ele, o direito de greve é o mais importante da classe trabalhadora, pois é através dele que se conquista e garante outros direitos. “Assim como é importante para a classe trabalhadora, é importante para o capital regulamentar, institucionalizar esse direito para, na prática, impedir seu exercício”, observou.

Romero disse que tem se evidenciado no Brasil um fortalecimento da criminalização dos movimentos sociais e sindicais, com anuência dos governos ditos de esquerda. “Este governo não tem feito nada para desmontar esse caráter autocrático, ao contrário, tem reforçado. Se olharmos a história, esse caráter se fortalece nos momentos de maior crescimento econômico, era Vargas, governo Militar e a fase atual”, contou.

O professor explicou que isso se dá pelo caráter preventivo da burguesia, que prepara o país para uma radicalização da crise internacional, que possa atingir o país. “A burguesia é muito eficaz na desmobilização dos movimentos sociais”, ressaltou.

Ele apresentou as três propostas que estão em pauta na discussão do direito de greve, a construída pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), que proíbe o direito de greve, a do Ministério do Planejamento (em parceria com centrais sindicais como a Força Sindical e a CTB) e a do Ministério do Trabalho.

Para o representante do Ilaese, as três propostas são um retrocesso ao que já existe. “Na medida em que o governo estabelece o direito, ele cria exceções para regulamentar esse mesmo direito. Não creio que o executivo acolha uma dessas propostas, mas apresente um texto que seja uma mistura das três”, avaliou.

Na opinião de Romero, o movimento sindical tem que criar uma proposta alternativa que fortaleça a autonomia, a unidade e a negociação de trabalho com acordos coletivos.

Várias das falas dos participantes foram marcadas pela oposição à discussão do direito de greve uma vez que, na avaliação de muitos servidores, isso permite a institucionalização da greve, delegando ao estado a regulamentação de um direito dos trabalhadores.

Outra polêmica foi a discussão sobre o imposto sindical. Na opinião de João Paulo Ribeiro, diretor da Fasubra e coordenador da CTB, os sindicatos precisam de uma fonte fixa de financiamento e se o trabalho for feito de forma séria, não há porque não se estabelecer o imposto sindical também para os servidores.

A fala do representante da CTB foi combatida por muitos dos presentes. Reinaldo Barros, do Sindifisco-PA, classificou o imposto sindical como uma excrescência, que faz adormecer os diretores, que não precisam ir à base convencer os trabalhadores a se sindicalizar.

Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN, destacou que o imposto sindical serve para sustentar organizações cartoriais, que não se preocupam em organizar a base e fazer a luta dos trabalhadores.

“Se cairmos na esparrela de, em nome desse processo, aceitarmos retrocesso em nossas conquistas sindicais, e discutirmos unicidade e imposto sindical, estaremos reforçando o cartório que libera a carta sindical e não os sindicatos, que efetivamente fazem a luta dos trabalhadores”, observou o diretor do ANDES-SN.
Participaram do encontro  nove, das onze, entidades filiadas à Cnesf (CSP-Conlutas, CTB, ANDES-SN, Asfoc, Sinasefe, Fasubra, Fenasps, Sindifisco e Assibge) e também a Fenajufe.

No domingo, a plenária decidiu ampliar o trabalho nos estados entre os dias 12 e 16 de março e reforçar a mobilização para a Grande Marcha que acontece no dia 28 deste mês na capital federal, os trabalhadores deliberaram também pela reconstrução dos Fóruns Estaduais dos servidores públicos para articular as atividades.

As entidades dos SPF devem realizar nas próximas semanas assembleias, reuniões e debates sobre a necessidade de construir uma greve nacional dos servidores ainda no primeiro semestre de 2012, como instrumento de luta para rebater a intransigência do governo federal e o congelamento salarial.

Os delegados da Cnesf votaram também levar ao Fórum de Lutas dos SPF, que reúne 32 entidades dos servidores, a proposta de apresentar ao governo a reivindicação de um percentual de reajuste salarial, calculado com base na soma do índice inflacionário do ICV/Dieese mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Veja o calendário de lutas dos SPF:
1
2 a 16 de março - Jornada Nacional de Lutas nos estados;
28 de março - Grande Marcha Nacional em Brasília


Fonte: ANDES-SN

Aqui, nem pagando, bebê!


A Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) está com anúncios publicitários sobre a “unicidade sindical” em alguns dos principais blogs de política do país.



sexta-feira, 2 de março de 2012

Chapa da CSP-Conlutas vence eleições no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos


A Chapa 1, da CSP-Conlutas, venceu a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, com 57,68% dos votos válidos. A apuração terminou às 12h30 desta sexta-feira, dia 2, no ginásio da Escola Estadual João Cursino. A Chapa 2, da CTB, ficou com 42,32% dos votos.


Na apuração, o clima de euforia tomou conta do ginásio, entre militantes, trabalhadores e dirigentes sindicais, reforçando o caráter democrático da eleição. Todo o processo eleitoral, da coleta à contagem dos votos, foi realizado paritariamente por representantes das duas chapas.

A chapa 1 é encabeçada por Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, atual diretor do Sindicato e trabalhador da General Motors. A eleição teve uma das votações mais expressivas dos últimos anos, com a participação de 11.638 trabalhadores associados. A Chapa 1 saiu vitoriosa na ampla maioria das fábricas. Foram 6.551 para a Chapa 1 contra 4.806 para a Chapa 2. Foram registrados 1,11% de votos brancos e 1,13% de votos nulos.

Fonte: CSP-Conlutas

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Trabalhadores dos Correios atropelam direção e mantém greve


Em uma histórica rodada de assembleias em todo o país, trabalhadores em greve rejeitaram orientação da Fentect. A greve continua
Uma verdadeira rebelião de base. Foi isso o que aconteceu nesse dia 5 de outubro em todo o país durante a greve dos trabalhadores dos Correios. Enquanto fechávamos esse texto, pelo menos 25 dos 35 sindicatos que compõem a Fentect (Frente Nacional dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos) haviam rejeitado o acordo firmado entre a maioria do Comando Nacional de Greve e a direção da empresa. Para a proposta ser aprovado, teria que passar por pelo menos 18 sindicatos.

A proposta de acordo havia sido firmada entre a maioria do Comando de Greve (5 dos 7 membros) e a direção da empresa durante audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho nesse dia 4 de outubro em Brasília. O acordo reafirmava o desconto dos dias parados, o grande entrave das negociações nos últimos dias. Pela proposta, seis dias seriam descontados em 2012 e os 15 dias restantes através de trabalho extra nos finais de semana. 

Mesmo se comprometendo a não negociar os dias parados, a maioria da direção da Fentect aceitou o acordo e orientou os sindicatos a aprovarem o final da greve. Ligada à CUT e à CTB, esse setor queria acabar com a paralisação a fim de não desgastar ainda mais o governo. Mas não contavam com a força do movimento e o sentimento de indignação da base da categoria.

Dos 7 integrantes do Comando Nacional de Greve, só José Gonçalves de Almeida, o ‘Jacó’, da FNTC e Evandro Leonir da Silva, do MRL (corrente do Rio Grande do Sul) rejeitaram a proposta e orientaram os sindicatos a votarem a continuidade da greve. 

Os trabalhadores dizem ‘não’
Após a audiência do TST, grande parte da imprensa já comunicava o final da greve. No entanto, nesse dia 5, uma a uma, as assembleias foram rejeitando o desconto nos dias parados e aprovavam a continuidade da paralisação. ”Na assembleia de São Paulo o pessoal começou a gritar ‘a greve continua, a greve continua’ antes mesmo de começar, não queriam nem deixar os diretores falarem, para aprovarem logo a continuidade da greve”, relatou Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, membro da FNTC e da CSP-Conlutas. 

“Hoje foi um dia histórico, porque mostrou a força da categoria e dessa greve, e mostrou que mesmo com todos os ataques do governo , os trabalhadores não vão se curvar”, disse Geraldinho. A greve dos Correios começou com a intransigência do governo em negociar e a truculência, descontando os dias parados pela primeira vez na história da empresa e entrando na Justiça contra o movimento. Agora é a força do movimento que se impõe, rejeita o acordo rebaixado e atropela a direção majoritária da Fentect. 

“O desafio agora é a categoria se manter unida e fortalecer ainda mais a nossa greve, para que o governo se veja forçado a abrir negociação e para que tenhamos nossas reivindicações atendidas”, finaliza o dirigente.

Fonte: PSTU