Mostrando postagens com marcador Geraldo Alckmin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geraldo Alckmin. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O longo dia seguinte


Por Eliane Brum*

A escassez de água em São Paulo é o rei nu das eleições de 2014. No momento em que a maior cidade do país se transforma num cenário de distopia, o processo eleitoral chegou ao fim sem nenhum debate sério sobre o meio ambiente e o modelo de desenvolvimento para o Brasil

Chegamos ao dia seguinte sem que o futuro tenha sido de fato disputado. Se a eleição de 2014 foi a mais acirrada das últimas décadas, não só pelos candidatos, mas pelos eleitores, terminou sem debate. Não havia adversários nem nos estúdios de TV, onde os candidatos rolavam ora na lama, ora na retórica mais medíocre, nem nas redes sociais, elas que se tornaram as ruas realmente tomadas pela militância. Havia apenas inimigos a serem destruídos. As fraturas do país dizem respeito bem menos à pequena diferença entre a vencedora e o derrotado – e bem mais a uma fissura entre o país que vivemos e o país inventado. Não como uma fabulação, que é a matéria de qualquer vida. Não como uma utopia, que é onde se sonha chegar. Mas como um deslocamento perverso da realidade, uma cisão. Só essa desconexão pode explicar como a maior cidade do país transformava-se num cenário de distopia durante o primeiro e o segundo turnos eleitorais sem que em nenhum momento o meio ambiente e o modelo de desenvolvimento tenham entrado na pauta com a seriedade necessária. Chegamos ao dia seguinte como parte dos moradores de São Paulo: olhando para o céu à espera de que uma chuva venha nos salvar. E é com essa verdade profunda que temos de lidar.

Leia tudo na coluna quinzenal de Eliane Brum para  o sítio do jornal El País

sexta-feira, 29 de março de 2013

Contra armas não há argumentos

Mundurukus - Foto: Telma Monteiro
Por João Rafael Diniz*

Num texto publicado em NOV 2011 no site Viomundo, o professor Pablo Ortellado analisa o que nas suas palavras seria a "cortina de fumaça" constituída em torno da temática da segurança pública dentro da Universidade de São Paulo.

Naquele momento, estava em curso uma escalada crescente de militarização e presença policial ostensiva dentro da campus Butantã, na capital paulista, supostamente em razão da falta de segurança do local (muito amplo e ermo à noite) e a ocorrência de um caso de tentativa de roubo seguido da morte de um estudante de biblioteconomia, em pleno estacionamento.

Preocupado com a “retórica do medo” e as reais intenções da reitoria em utilizar a força policial para a repressão do movimento estudantil e sindical dentro da universidade (o que depois efetivamente ocorreu), Ortellado expõe em seu texto a questão que considera principal: a USP é a mais antidemocrática das universidades paulistas, e argumenta:

Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidavam a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade – de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.

Para ele, a ausência de canais para a participação da comunidade acadêmica na vida da universidade, e a forma institucional arcaica e excludente com que a reitoria concentra o poder, acabam por empurrar os setores não alinhados ao grupo dominante para a ação extra-institucional, via de regra violenta – “simplesmente por falta de opção”, acrescenta.

A investida da Força Nacional de Segurança Pública, esta semana, contra a terra indígena dos Munduruku, a fim de garantir a atuação de 80 técnicos responsáveis pelos primeiros levantamentos de impacto ambiental dos projetos de barramento no rio Tapajós, guarda uma relação direta com o estreitamento do campo político dentro da USP, ou mesmo com o conturbado panorama social da Florença medieval.

Na última década de governo petista, assistimos de perto a extinção dos canais legítimos para participação da chamada “sociedade civil” na definição dos rumos da política nacional nos seus variados setores. Quem se apresentava como promessa de governo mais democrático e aberto à participação popular acabou se transformando em fiel defensor do latifúndio, do capital financeiro, e dos interesses dos grandes grupos econômicos.

O caminho iniciado por Lula, e aprofundado por Dilma, se vale da popularidade para justificar a atuação surda no planejamento e execução das políticas de Estado, como se o resultado eleitoral e os eventuais índices de aprovação fossem sinônimo de um cheque-em-branco dado pelo povo ao governo, para atuar da maneira que achar mais conveniente, e onde bem entender. O exemplo mais bem acabado dessa realidade é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O processo em curso, que compreende os projetos de barramento nos rios Xingu, Tapajós, e dezenas de outros, mas também os grandes corredores de exportação de soja, e a viabilização da mineração em áreas indígenas (mesmo à revelia da vontade dos povos), assume o modus operandi padrão de desconsiderar por completo os interesses e visões de mundo das populações que terão suas vidas diretamente comprometidas pelas obras e projetos. Vozes dissonantes são ignoradas, ou por vezes caladas, enquanto a locomotiva do progresso segue rasgando seu caminho.

A chegada da Força Nacional de Segurança Pública à cidade de Itaituba, no oeste do Pará, é o sintoma evidente e atual do estreitamento político no campo de debate sobre os rumos do país e do futuro das regiões, a partir da perspectiva das populações diretamente interessadas e afetadas pelas propostas. Nos próximos dias, uma nação de quase dez mil indígenas Munduruku terá seu território invadido por tropas federais, a fim de levar a cabo trabalhos técnicos que são o primeiro passo palpável da destruição de seu modo de vida.

Tal como os guelfos ou gibelinos de Florença, os Munduruku estão excluídos do campo de decisão sobre o destino de suas próprias vidas e dos caminhos da política estatal. Não há diálogo possível nem capacidade alguma de influência sobre o que está para acontecer com o rio que lhes é essencial para a existência enquanto povo.

Na ausência de um campo democrático para o diálogo inter-povos sobre o futuro do Tapajós e da política de desenvolvimento nacional, restará aos Munduruku atuar do lado de fora do jogo institucional estabelecido, ou seja, no campo da violência. Para Dilma restarão duas opções: ou tenta corromper as lideranças indígenas com o caixa-forte do Estado, ou constitui pra si um corpo militar de intervenção interna, capaz de garantir pela força a prevalência do interesse central sobre os povos ameaçados. O recentes decreto presidencial 7.957/2013 e a Portaria MJ 1.035/2013 são o primeiro sinal de qual decisão foi tomada.

*Mestrando em Geografia pela USP.
@joaoninguem

sábado, 15 de setembro de 2012

Frases


"Quem não reagiu está vivo”.  Disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao ser questionado sobre os nove mortos e mais de dez baleados numa ação da Rota, no fim da tarde de 11 de setembro, em Várzea Paulista (SP). Os mortos eram oito acusados de compor um "tribunal" do crime organizado que julgava um homem acusado de estupro, que também morreu.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Morre morador do Pinheirinho espancado pela PM



Manifestantes de vários movimentos sociais protestaram nesta terça-feira, 17, em frente ao Tribunal de Justiça, no centro da capital paulista, para denunciar que a justiça não é neutra, tem lado. Até hoje, 16 anos após as mortes de 19 sem terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, ninguém foi preso pelos assassinatos. Na semana passada, a repressão policial à desocupação do Pinheirinho fez mais uma vítima. Ivo Teles dos Santos, de 69 anos, que havia sido brutalmente espancado por policiais militares no momento da reintegração de posse do terreno, em 22 de janeiro, faleceu em função das seqüelas da violência a que foi submetido. A afirmação é do coordenador geral da ocupação, Valdir Martins, o Marrom. 

Ouça no  Jornal Brasil Atual a reportagem de  Lúcia Rodrigues
.

sábado, 10 de março de 2012

Relatório sobre desocupação do Pinheirinho tem 1.800 denúncias de violações de direitos humanos

Flavio Forner/BBC

Bruno Bocchini*

O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Condepe) divulgou  um relatório com mais de 1.800 denúncias de violações de direitos humanos que teriam ocorrido em janeiro, durante a ação de reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, interior paulista.
O relatório, que deverá ser publicado até o fim deste mês, inclui também denúncias sobre fatos ocorridos nos dias seguintes, quando os moradores foram levados para abrigos temporários. A assessoria de imprensa do governo do estado informou que o governador Geraldo Alckmin só vai se pronunciar quando receber oficialmente o relatório do Condepe.
O documento diz que houve violência da Polícia Militar de São Paulo e da Guarda Municipal de São José dos Campos durante a reintegração, tanto na área da ocupação quanto nos bairros vizinhos. O major Marcel Soffner, da Comunicação Social da Polícia Militar, informou que a corporação só se manifestará após o recebimento oficial do relatório.
O conselho recebeu 1.876 denúncias de ameaças e humilhações aos moradores do Pinheirinho por policiais e guardas municipais, de demolição de casas antes da retirada dos bens, de agressão física e de morte de animais, entre outras. Foram ouvidas 634 pessoas que, após a desocupação do terreno, foram levadas a abrigos provisórios.
Conforme o relatório, a ocupação do Pinheirinho era “eminentemente familiar”, com forte presença de crianças e adolescentes – 677 na faixa etária até 11 anos. Neste caso, diz o documento, um dos efeitos foi quebra do vínculo das crianças e adolescentes com a escola e a creche, o que gerou confusão nos primeiros dias nos alojamentos para onde foram levadas as famílias. Nos quatro abrigos temporários, o Condepe registrou a presença de 1.069 crianças e adolescentes e de 50 idosos.
O conselheiro Renato Simões, relator do caso no Condepe, disse que o objetivo do trabalho é “dar voz às vítimas e cobrar do Ministério Público, da Defensoria Pública e de outros órgãos do estado as providências”. O documento será entregue à Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, à Defensoria Pública, a órgãos do governo do estado e do município de São José dos Campos e ao Congresso Nacional.
Em nota, a prefeitura de São José dos Campos diz que os ex-moradores do Pinheirinho foram acolhidos da melhor maneira possível, considerando-se o caráter emergencial e as dimensões do caso. “Todos foram abrigados em ginásios esportivos [cerca de 1.200 pessoas] e receberam colchões, kits de higiene, roupas íntimas, três refeições por dia, atendimento médico e assistência social.” De acordo com a prefeitura, o conselho tutelar fez diversas visitas aos abrigos e não encontrou irregularidades no acolhimento das crianças.
A prefeitura informou que cedeu vans para levar as crianças à escola das crianças e que providenciou acompanhamento médico para os idosos. “Hoje todas as famílias deixaram os abrigos e já receberam a segunda parcela do aluguel social”, diz a nota.
*Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pinheirinho: Alckmin e Nahas devem ser presos, afirma procurador


O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe afirma que o governador Geraldo Alckmin, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e Naji Nahas devem ser presos pelos crimes cometidos contra a humanidade no Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
O jurista, que já ocupou o cargo de procurador geral do Estado na gestão do governador Mário Covas, considera que o Tribunal Penal Internacional tem de expedir mandado de prisão contra os três. Ele analisou a documentação sobre o processo de falência da empresa Selecta do megaespeculador Naji Nahas e descobriu que toda a ação para expulsar milhares de pessoas no dia 22 de janeiro do Pinheirinho, quando a Tropa de Choque da PM invadiu a área, serviu única e exclusivamente para beneficiar o megaespeculador. Entrevista à repórter Marilu Cabañas, da Rede Brasil Atual.
Confira a entrevista AQUI!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A culpa é do estagiário


Uma manifestação contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) por causa da reintegração de posse do Pinheirinho rendeu a demissão de quatro estagiários da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) no último dia 30 de janeiro.

O órgão, vinculado à Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional do estado, recebeu a visita surpresa do governador no último dia 26. Segundo contam os demitidos, uma dezena de estagiários do prédio localizado na Avenida Cásper Líbero, em São Paulo (SP), manifestaram-se de forma espontânea contra a presença de Alckmin no local.

Aos gritos de “Pinheirinho” e “Assassino”, os manifestantes conseguiram ser ouvidos pelas pessoas que estavam na calçada do prédio, onde o governador pousava para as fotos e se preparava para deixar o local. “Mais pessoas foram às janelas, mas supostamente só os estagiários do 7º andar foram vistos gritando”, conta Wallace de Andrade, um dos demitidos.

“A nossa intenção era de que o governador soubesse que lá havia pessoas que estavam indignadas com o que estava acontecendo, mas a gente não combinou nada”, explica Mona Perlingeiro, outra demitida.


Os gritos causaram alvoroço entre supervisores e a diretora executiva do órgão, Felícia Reicher Madeira. Segundo os demitidos, Felícia, que é mulher do ex-deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB), disse que ficou chocada com o ato dos estudantes. “Ela perguntava: ‘Por que vocês estão chamando Geraldo Alckmin de assassino? Ele é uma pessoa maravilhosa’”, conta Mona.

“As pessoas que estavam na sala no momento em que a diretoria chegou era muito maior que nós quatro. Tinha umas dez pessoas lá, e a maioria havia se manifestado”, afirma a estagiária, que busca saber por que apenas ela e os três colegas foram demitidos.

Por meio da assessoria de imprensa, a Fundação Seade informou que “as decisões foram tomadas com base no campo estritamente administrativo” e que “o fato de qualquer transeunte ser ofendido por pessoa ligada à Fundação, a partir de suas dependências, é motivo de desligamento”.

*Com informações do Brasil de Fato.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pinheirinho: vítima confirma abusos sexuais cometidos por PMs na desocupação


A tvfolha publicou um vídeo com entrevista a uma das jovens do Campo dos Alemães que foi abusada sexualmente pela Rota de São Paulo durante a noite do primeiro dia da invasão ilegal do Pinheirinho pela Polícia Militar.
O video foi gravado pela ocasião do início das investigações por parte da própria polícia que foi provocada pelo Senador Eduardo Suplicy. Durante a entrevista a garota fala que foi levada à viatura e que o policial cutucava sua cabeça com o revolver perguntando "Deus faz, a mãe cria e a Rota faz o quê?", ao que ela teve que responder "A rota mata, senhor".


Leia também: As mentiras de Aloysio

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pinheirinho: Entidade que defende desalojados angolanos envia documento à embaixada do Brasil


A associação OMUNGA - uma organização não governamental angolana de promoção e proteção dos Direitos Humanos e que atua contra o desalojamento de pessoas e demolições de casas – enviou uma Carta Aberta à Embaixada do Brasil em Luanda, capital de Angola.

No documento, a entidade declara “que com enorme preocupação  tomou conhecimento e acompanhou a acção do desalojamento forçado de 6000 pessoas (embora algumas reportagens, entrevistas e vídeos apontem para cerca de 9000) do Pinheirinho, em São José dos Campos, a 22 de Janeiro de 2012.”

A carta é assinada por José António Martins Patrocínio: “o Governo federal tem que usar de suas prerrogativas e desapropriar o terreno, devolvendo-o para os moradores do Pinheirinho”.

A associação OMUNGA solidariza-se com as vítimas desta ação policial e solicita a tomada de medidas de compensação devidas às mesmas bem como a responsabilização dos seus autores.

Tucano convoca militantes para 'defender' Alckmin de protesto


Um membro da executiva municipal do PSDB de São Paulo convocou mais de 800 filiados do partido na zona leste da cidade a "defender" o governador Geraldo Alckmin de manifestantes neste sábado, quando ele cumprirá agenda na região.

"Vamos todos pra lá, tucanada. Bateu, levou e não tem conversa", afirma Edson Marques, o tucano que assina o e-mail.

Ele compara Alckmin a Covas. "Foi assim que acabamos com a patifaria contra o Covas em 2000. Nos juntamos, mobilizamos a velha e aguerrida tropa de choque e partimos pro pau", descreve o militante no e-mail.

A mobilização é uma resposta aos protestos organizados nas últimas duas semanas contra ações do governo no Pinheirinho, em São José dos Campos, na cracolândia e na USP (Universidade de São Paulo).

Segundo Marques, tucanos do Jardim Helena souberam que integrantes do PSTU, PSOL e PT organizavam protesto para a agenda amanhã. "Eles podem protestar, mas não vamos permitir que encostem um dedo no nosso governador. Se o fizerem, terão resposta a altura", disse.

O presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, disse que o e-mail enviado por Marques não representa a posição do partido. "É uma manifestação pessoal dele. Somos contra qualquer tipo de incitação à violência. Não queremos esse tipo de coisa", afirmou.

Fonte:Folha (imagem não contida na matéria original)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Senador Eduardo Suplicy denuncia violência sexual cometida pela PM no Pinheirinho

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou nesta sexta-feira (3), em discurso no plenário do Senado, que houve abuso sexual por parte de policiais militares na ação de desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos. O senador disse ter obtido as informações acompanhando o depoimento das vítimas ao Ministério Público do Estado de São Paulo nesta quarta (1º).


Veja a fala do Senador:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Solidariedade ao Pinherinho continua


Nesta quinta-feira, 02 de fevereiro, um ato de caráter nacional irá se solidarizar com as famílias do Pinheirinho em São José dos Campos.

A violência com que os moradores do Pinheirinho (SJC/SP) foram tratados pelas tropas de choque não deixou indignado somente o povo brasileiro. Manifestações de repúdio à desocupação arbitrária e à violência desferida a mando dos governos municipal de São José dos Campos e estadual de São Paulo, de Geraldo Alckmin vem ocorrendo em diversos países.

Ativistas e organizações tem organizado manifestações, muitas delas na frente das embaixadas brasileiras em seus respectivos países. Já ocorreram protestos na Alemanha, Espanha, Italia, França, Paraguai, Argentina, Portugal, EUA, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Ucrania, Rússia, El Salvador, Costa Rica, Japão, Haiti, Venezuela, Honduras, e ainda aguardamos mais manifestações de repúdio à violência contra os moradores do Pinheirinho e a exigência de que haja a desapropriação do terreno de onde foram expulsos e que este volte para as suas mãos.

No Brasil, a CSP-Conlutas, em conjunto com outras centrais sindicais, Sindicatos e organizações do Movimento Popular, está convocando um grande ato em solidariedade aos desalojados do Pinheirinho. A manifestação será nesta quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital Paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já confirmaram presença.

Desde a violenta desocupação do terreno, especialistas formadores de opinião, representantes dos Direitos Humanos e artistas demonstraram seu apoio ao Pinheirinho. Manifestações também ocorreram em diversas regiões do país em repúdio a ação truculenta da polícia e em solidariedade aos desalojados.


Com informações da CSP-Conlutas.

PSDB e 'Veja': Eles estão descontrolados



São Paulo, 28 de janeiro, inauguração do Museu de Arte Contemporânea. O Secretário de Cultura do estado e nome mais cotado pelo PSDB como candidato à prefeitura da capital em 2102, Andrea Matarazzo, põe o dedo na cara da estudante Arielli Tavares, militante da ANEL.

O motivo: no local ocorria mais um protesto contra o massacre da PM de Geraldo  Alckmin no Pinheirinho e pelas recentes ações desta mesma polícia na USP e na Cracolândia. Alckmin, que era esperado no evento, nem apareceu

.

Mais o despreparo do Secretário, não é exclusividade dele. No mesmo dia, a revista Veja, através de seu colunista Reinaldo Azevedo, revelava a suposta identidade da manifestante: “Quem é aquela mulher (…) cordata, suave, pronta para o diálogo? (…) É Rafaela Martinelli, aluna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e moradora do Crusp. É publicidade que ela queria, não? Aqui está”.

A farsa de Veja e Reinado Azevedo foi desmontada pelo blog Desculpem a  nossa Falha, que fez uma entrevista com Arielle que pode ser lida aqui.

Veja abaixo, um vídeo do episódio:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem ganhou com o massacre do Pinheirinho



Marrom e Guilherme Boulos* escrevem texto que esclarece alguns porquês do massacre.

Há poucos meses atrás, em setembro, as manchetes dos jornais de São José dos Campos estampavam a notícia de um acordo para regularizar o bairro do Pinheirinho. Após sete anos, as 1.600 famílias dessa comunidade teriam sua situação de moradia resolvida. O secretário estadual de habitação e representantes do Ministério das Cidades vistoriaram pessoalmente a área para fechar o acordo. Houve muita festa entre os moradores.

Quatro meses depois, em 22 de janeiro, a polícia militar de São Paulo – a mando do governador e legitimada pelo Tribunal de Justiça – inicia uma operação de guerra, que terminou com o despejo da comunidade, dezenas de presos e feridos e 7 desaparecidos. Um massacre do Estado contra trabalhadores que queriam apenas o elementar direito de permanecer em suas casas. Quanto à dimensão e covardia das agressões nem é preciso insistir, pois as imagens que circularam nos jornais e na internet falam por si. A questão é: como se deu esta reviravolta?

A movimentação que levou o Pinheirinho da regularização ao despejo teve três atores principais: o Judiciário paulista, a prefeitura do município e o Governador Geraldo Alckmin. A sintonia desta orquestra macabra varreu todas as tentativas de acordo e solução negociada ao problema dos moradores.

E contou ainda com a silenciosa e discreta omissão do Governo Federal. “Em nome do pacto federativo”... Que pacto? Aquele que os tucanos e o TJ rasgaram ao desconsiderar a corajosa decisão da Justiça Federal, que impedia a desocupação? Pois é, porque havia uma decisão judicial do TRF a favor dos moradores do Pinheirinho. De fato, percebemos nossa ingenuidade em acreditar que decisões judiciais sejam cumpridas, quando favorecem os mais pobres e prejudicam gente como Naji Nahas, dono-grileiro do terreno do Pinheirinho.

Mas o que unia aqueles que trabalharam em favor do despejo? A juíza de São José, Marcia Loureiro, foi uma combatente incansável: validou e revalidou liminares, recusou-se a receber autoridades e representantes dos moradores, dentre outras proezas. Se houvesse um “Prêmio Naji Nahas” certamente seria ela a ganhadora deste ano. Tem lá os seus interesses, que infelizmente não temos provas suficientes para expô-los. Acusar sem provas? Pois é, o judiciário brasileiro é aquele em relação ao qual Paulo Maluf costuma orgulhar-se de não ter qualquer condenação. Bom bandido é aquele que não deixa rastro.

A juíza Marcia Loureiro contou com a aprovação irrestrita do presidente do TJ, desembargador Ivo Sartori, que autorizou a PM a “reprimir força policial federal que eventualmente se opusesse à ação”. Ambos pertencem ao Tribunal que está assolado de denúncias de corrupção, super-salários e sonegação fiscal por parte de vários de seus desembargadores. Que moral e legitimidade têm eles para definir o destino de famílias trabalhadoras brasileiras?

Encontraram, porém, ombro amigo no governador e no prefeito de São José, ambos do PSDB. Vale lembrar, o mesmo partido do então governador do Pará que, em 1996, ordenou o massacre de Eldorado dos Carajás. Articularam e autorizaram a operação de guerra que, na calada da noite, tomou de assalto o Pinheirinho. O que ganharam com isso? A resposta está na lista de seus financiadores de campanha, recheadas de empreiteiras, incorporadoras, especuladores imobiliários e das empresas de Naji Nahas – que, junto com Daniel Dantas, esteve na vanguarda das privatizações do governo tucano de FHC.

Assim, o que uniu os agentes que trabalharam pelo despejo do Pinheirinho foi a prestação de um valioso serviço ao capital imobiliário. Essa ocupação representava uma verdadeira pedra no sapato, não apenas de Nahas, mas dos “empreendedores” imobiliários de São José dos Campos. Está localizada numa região de expansão imobiliária, onde ainda restam muitas áreas vazias, sob um forte assédio de construtoras e incorporadoras. Ora, nem é preciso dizer que pobres morando no entorno desvalorizam os futuros empreendimentos, em especial os condomínios para alta renda.

Por isso, o despejo do Pinheirinho era uma reivindicação antiga do capital imobiliário daquela região. Permitiria não só liberar a própria área da ocupação, como também valorizar as áreas dos bairros vizinhos. E principalmente no atual momento, em que São José passa por um processo especulativo de valorização de terras inédito, por ter sido contemplado pelo “Pacote Copa-2014”, por meio do trem bala, que passará por esta cidade.

Convenhamos então que nem o governador Alckmin, nem o prefeito Cury, nem mesmo os honoráveis magistrados do TJ-SP poderiam negar um pedido tão importante de amigos tão valiosos. A presidenta Dilma, que também teve sua campanha eleitoral fartamente financiada por construtoras, nada fez para impedir. Poderia ter desapropriado o terreno, mas não o fez. As cartas estavam marcadas.

Os editoriais de grandes jornais se apressaram em condenar os invasores de terra alheia e atribuir o conflito a interesses de partidos radicais, que teriam contaminado os pobres moradores. É preciso recordar àqueles que concordam com estes argumentos que a imensa maioria das periferias urbanas brasileiras resultou de processos de ocupação.

Pela inexistência de política pública para a moradia, parte expressiva dos trabalhadores brasileiros nunca tiveram outra alternativa. Pretendem então despejar dezenas de milhões de famílias que vivem em áreas ocupadas?

Além disso, não é demais lembrar que a idéia dos “maus elementos radicais manipulando uma massa ingênua” foi o argumento preferido da ditadura militar para desqualificar os movimentos de resistência. Parte da tese conservadora de que o povo brasileiro é naturalmente pacato e resignado, só se movendo por influência externa.

Suponhamos, porém, juntamente com a Secretária de Justiça de São Paulo, Heloísa Arruda, que declarou que “a legalidade está acima dos direitos humanos”, que os “invasores” tivessem mesmo que ser despejados. Mesmo neste cenário, a questão poderia ter sido conduzida de forma muito diferente.

Basta tomarmos um exemplo recente, que ocorreu em Taboão da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. No início de 2011, foi determinado o despejo de uma área ocupada por 900 famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. 

Encarregado de fazer a desocupação, o Coronel Adilson Paes exigiu simplesmente que a lei fosse cumprida para os dois lados: exigiu do Poder Público a garantia de um local de alojamento para as famílias despejadas, bem como todos os meios necessários para o tratamento humano daquelas pessoas.

Logo após, por algum motivo obscuro, o Coronel Adilson foi afastado do comando do batalhão. Mesmo assim, sua postura foi suficiente para permitir que houvesse uma solução pacífica e negociada neste caso. Não estranharemos se o Coronel Messias, que comandou com mão de ferro e uma boa dose de sadismo, a operação de guerra do Pinheirinho receber – não um afastamento – mas alguma medalha ou promoção ao Comando Geral da polícia militar. É assim que as coisas funcionam.

É triste constatar que o que ocorreu no Pinheirinho não foi um fato isolado. Trata-se de expressão de uma política, conduzida pela especulação imobiliária e seus amigos no Estado, que coloca a valorização das terras e os lucros com os empreendimentos bem acima da vida humana. Este processo, aliás, tem se tornado cada vez mais cruel com as obras da Copa do Mundo 2014. Infelizmente, outros Pinheirinhos virão.

*Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, militante da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos e da CSP Conlutas. Valdir Martins (Marrom), liderança da comunidade do Pinheirinho (MUST), militante da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos e da CSP Conlutas.

A mídia e o Pinheirinho


Décadas depois, setores da chamada 'grande mídia' reeditam o macarthismo
Diego Cruz*
Neste momento, a reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP) já foi finalizada. As casas e barracos, assim como as igrejas, padarias e bares daquele bairro que abrigava 9 mil pessoas, já foram reduzidas a pó pelas retroescavadeiras da massa falida da Selecta. Foi o desfecho para o brutal despejo desencadeado por 1800 homens da Polícia Militar na manhã do dia 22 de janeiro.

Mas para a retaguarda da Tropa de Choque, os trabalhos estavam apenas começando. A chamada grande imprensa, com honrosas exceções, volta agora suas armas aos ex-moradores e às lideranças da ocupação, em uma ação orquestrada de criminalização do movimento por moradia. Em uma linguagem macartista que faz lembrar a famigerada Doutrina de Segurança Nacional dos tempos da ditadura, setores da mídia culpam supostas lideranças ‘radicais’, em especial o PSTU, pela violência que marcou a operação de despejo.

Em editorial publicado no dia 26 de janeiro intitulado ‘Operação Pinheirinho’, o jornal Folha de S. Paulo faz uma incrível inversão dos fatos para atribuir ao partido a violência cometida contra os moradores. Segundo o jornal ’à frente da ocupação - uma favela com cerca de 6.000 pessoas – encontravam-se militantes esquerdistas vinculados a organizações sindicais e ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, o PSTU’. Mais à frente, o editorialista sentencia: ‘não há dúvidas de que esses líderes desejavam o confronto. Não interessam ao PSTU soluções reais para as carências habitacionais dos pobres’.

Argumento semelhante foi utilizado pelo colunista Elio Gaspari no dia anterior. No artigo ‘Pinheirinho a estratégida da tensão’, o articulista acusa uma suposta ‘intransigência’ do movimento dos moradores do Pinheirinho em negociar a compra do terreno com os proprietários. Editorial do Estado de S. Paulo, o segundo maior jornal do estado, também acusa o PSTU de forma semelhante. Segundo o jornal, o PSTU “que prega a substituição do Estado capitalista pelo " marxismo revolucionário" (sic) apostaria no confronto com a polícia como forma de obter vantagem política.

Ataques com o mesmo conteúdo foram reproduzidos em vários outros veículos país afora, tanto na mídia impressa quanto televisiva ou na Internet. O Jornal Nacional chegou a afirmar que existia uma ‘Cracolândia’ no Pinheirinho.

Os fatos sonegados
Desde de seu início, em 2004, a ocupação do terreno que mais tarde viria a ser o Pinheirinho contou com o apoio incondicional do PSTU, assim como de outros movimentos sociais e sindicatos, principalmente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. E, desde aquele momento, a luta principal das centenas de famílias sem-teto foi a regularização do terreno e a desapropriação da área para a construção das moradias. Não o confronto com a polícia.

Inúmeras campanhas e atos públicos contra as sucessivas liminares de reintegração expedida pela Justiça foram organizados, assim como reuniões com a prefeitura, o governo do Estado e Federal, a fim de se chegar a uma solução para o caso. O que a imprensa não faz questão de informar é o fato de que, em meados de 2011, pouco antes de a juíza Márcia Loureiro ressuscitar uma liminar de seis anos antes e mandar a polícia despejar os moradores, as negociações para a regularização da área já estavam avançadas. Mas para certos jornais, isso não existiu. Centenas de famílias simplesmente brotaram da terra, ‘invadiram’ um terreno particular e agora resistiam a uma ordem da Justiça.

As imagens da pequena tropa improvisada com barris cortados, capacetes de motoclicista e pedaços de pau rodaram o mundo. O que boa parte da imprensa chamou de ‘incitação à violência’ de radicais era, na verdade, a intenção legítima dos moradores defenderem suas próprias casas, fruto de oito anos de trabalho. E para isso trabalhadores como pedreiros, carpinteiros, catadores de lixo e donas de casa se viram obrigados a se travestirem de verdadeiros guerreiros. Pinheirinho foi comparado a uma Sparta moderna ou uma Canudos do Século XXI. Mas essa imprensa não concebe a possibilidade de os trabalhadores se levantarem e defenderem seus direitos. Isso é “vandalismo”.

No fatídico dia da desocupação, os principais veículos de comunicação só chegaram ao local após a enorme repercussão que o caso começou a tomar nas redes sociais. A enorme e desesperada campanha da semana anterior contra a ordem de reintegração, posta em marcha pelo PSTU e diversos outros partidos como o PSOL e parlamentares do PT, assim como sindicatos e movimentos sociais, foi solenemente ignorada.

Até mesmo a imprensa internacional se assustou com o descaso da mídia tupiniquim ao massacre que se desenrolava em São José dos Campos. O britânico Guardian chegou a destacar em matéria sobre a desocupação que ‘durante todo o dia, a mídia corporativa do Brasil, que tem ligações históricas ao partido no poder, tanto em nível estadual e local, relatou a história em tons suaves manchetes destacando uma van incendiada enquanto relevava as casas das pessoas em chamas’.

A censura seletiva da PM e da prefeitura
Durante a ação de reintegração, enquanto a Polícia Militar cometia os mais diversos abusos contra os moradores, a imprensa era impedida de se aproximar do local onde ocorriam os confrontos. Ao não ser a TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba. Com colete à prova de bala usada em situações de guerra, a repórter teve acesso exclusivo à ocupação no momento em que os policiais invadiam o terreno. As imagens trazem à mente os repórteres ‘embutidos’ (embedded) que ficaram polêmicos no Iraque ao atuarem como uma espécie de porta-voz dos marines direto do front.

Por incrível que pareça, tal censura em meio a uma verdadeira crise humanitária não causou maiores indignações à dita grande imprensa. Assim como a restrição imposta pela prefeitura para a entrada de repórteres nos precários abrigos públicos em que os moradores desalojados eram amontoados. Dias depois da desocupação, a PM finalmente permitiu que os repórteres conferissem a situação no Pinheirinho. Mas devidamente acompanhados e proibidos de conversarem com os moradores, como fazem ditaduras em situações de conflito. E tudo parecia normal.

Os grandes jornais que se gabam de seu ‘jornalismo investigativo’, aliás, nem se deram ao trabalho de procurar saber como um terreno público que deu origem ao Pinheirinho foi grilado para depois parar nas mãos do megaespeculador Naji Nahas.

As redes sociais e da imprensa alternativa
Se o crime cometido contra o Pinheirinho ganhou toda essa repercussão, causando uma comoção em todo o país e até fora dele, foi por causa das redes sociais e do trabalho de jornalistas independentes e ativistas solidários aos moradores. Imagens das agressões gratuitas da Polícia Militar só viraram notícias após serem amplamente divulgadas pela Internet. Foi através da cobertura alternativa aos grandes meios que os moradores puderam dar sua voz. Foram os ativistas que filmaram o momento em que, por exemplo, a PM atacava os próprios abrigos da prefeitura, transformados em verdadeiros campos de concentração.

As imagens e relatos divulgados pela rede desmoralizaram o comando da Polícia Militar, o prefeito Eduardo Cury e o próprio governador Geraldo Alckmin, em sua versão de que a reintegração de posse havia se dado de forma “pacífica”. E foi através desses meios por fora do mainstream que se estabeleceu uma verdadeira rede de indignação e solidariedade aos moradores. Atos públicos foram organizados em várias regiões em uma velocidade recorde. Em poucas horas, Pinheirinho havia deixado de existir para se tornar um símbolo.

A reintegração do Pinheirinho deixa várias lições. Mostra de forma contundente uma Justiça e um governo comprometidos com a especulação imobiliária. Revela uma polícia brutal contra os pobres. E mostra uma imprensa monopolizada e financiada pelas grandes empreiteiras através de anúncios e para quem mobilização popular, resistência e partidos de esquerda ainda são sinônimos de crime e vandalismo.

PS: Não citamos a revista Veja pois procuramos nos deter nos exemplos de veículos jornalísticos.

Publicado originalmente no sítio do PSTU

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Chupa esta manga, Geraldo Alckmin

Na entrega do "Prêmio Governador do Estado 2011", Marco Dutra e Juliana Rojas, diretores do filme 'Trabalhar Cansa' leem manifesto contra a reintegração do Pinheirinho no Palácio dos Bandeirantes. Na plateia estava o governador do estado e alvo das críticas, Geraldo Alckmin (PSDB). 


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

No aniversário de São Paulo, prefeito Kassab recebe chuva de ovos em protesto contra repressão no Pinheirinho



A missa de aniversário da cidade de São Paulo foi sucedida de um protesto de centenas de pessoas contra a ação policial promovida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, interior do estado.


Com a ausência do governador, sobrou para o prefeito Gilberto Kassab uma chuva de ovos.



Veja no vídeo abaixo:



Depois do episódio:
Dilma recebe medalha e ressalta generosidade de SP

Toninho Ferreira (advogado dos moradores do Pinheirinho) x Major da PM de Alckmin


No programa Tema Quente do dia 24 de janeiro de 2012, Kennedy Alencar recebeu, ao vivo, o major da Polícia Militar Marcelo Soffner, porta-voz da corporação e o advogado dos moradores de Pinheirinho, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho.

Os convidados debateram a ação policial de reintegração de posse de uma área ocupada desde 2004, no bairro Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, interior paulista.