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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

“Dilma pode se irritar.”, diz ministro do Itamaraty a servidores.


Em reunião a portas fechadas com a direção do sindicato dos servidores das relações exteriores (SindItamaraty), nesta sexta-feira, 07 de novembro,  o ministro Luiz Alberto Figueiredo advertiu para o risco de “irritar Dilma” o protesto o atraso na liberação do auxílio-residência para aqueles que trabalham no exterior, benefício que se encontra em atraso há mais de dois meses. Segundo o ministro-chanceler, uma vez irritada, Dilma pode cortar de vez o auxílio.

Mesmo com a “ressalva” do chanceler, nesta segunda-feira, 10 de novembro, enquanto Dilma almoçava com 32 novos embaixadores, servidores protestaram contra o engessamento da carreira, o sucateamento do Itamaraty e o atraso no pagamento do benefício.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Nota: “Por que estamos paralisados?”


Neste dia 04 de agosto, os Engenheiros Agrônomos da Superintendência Regional do Incra de Santarém voltam a paralisar suas atividades. Muitos de nossos colegas e o público que depende de nosso trabalho devem se perguntar: Por que eles estão novamente parados? Infelizmente, este é o nosso único recurso para fazer valer nossos direitos e conquistas e motivos para tal ato não faltam.

Redução salarial
Entre julho de 2010 e dezembro de 2013, os Engenheiros Agrônomos do Incra tiveram reajuste salarial zero. Em 2012, após mais de cem dias de greve, a categoria nacionalmente sequer conseguiu acordar com o governo a reposição das perdas inflacionárias para o período, aumentando ainda mais as distorções salarais com outras carreiras de órgãos similiares ao Incra.

Somente ao final de 2013, o governo concedeu  um reajuste em torno de 15%, fracionado em duas vezes para os servidores da ativa, com impacto apenas nas gratificações de desempenho. Para aposentados e pensionistas, o valor do reajuste foi ainda menor, dado que estes só recebem metade do valor da gratificação de desempenho recebida pelos servidores ativos. Este acordo salarial foi materializado pelo governo por meio de uma medida provisória.

Mas, até este pequena conquista, que sequer repõe a inflação e não corrige as distorções, foi destruída pelo governo Dilma Rousseff.  Durante a discussão da medida provisória no Congresso Nacional, parlamentares aprovaram alterações no texto proposto pelo governo, visando equiparação salarial de todos os servidores do Incra com os servidores da área ambiental (Ibama e outros).

Mas, logo depois, mostrando o seu total descomprisso com a reforma agrária, a presidente petista Dilma Rousseff vetou esta mudança e consequentemente, nem a “equiparação com o Ibama” nem os 15% parcelados passaram a vigorar. Este problema se agravou ainda mais, já que o governo federal condicionou o retorno do valor dos salários ao patamar de dezembro de 2013 à aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015 pelo Congresso.


Os Engenheiros Agrônomos do Incra tiveram então seus salários reduzidos, passando a ganhar o que ganhavam em julho de 2010, uma defesagem salarial de 04 anos. É isso mesmo! Depois de quatro anos e num governo que se diz dos “trabalhadores”, trabalhadores do Incra tiveram seus salários reduzidos.
Ausência de segurança no trabalho

Outra demanda história dos Engenheiros Agrônomos do Incra e negligenciada pelo governo é a questão de segurança no trabalho. É obrigação de todo empregador, inclusive do Estado, fornecer equipamentos de segurança e prevenção de acidentes aos seus trabalhadores quando estes estão expostos a situação de risco. Apesar disto e de inúmeros documentos, paralisações, demandas judiciais e reuniões da categoria exigindo apenas o cumprimento da lei, até hoje o Incra se nega a cumpri-la. Por isso, os Engenheiros Agrônomos decidiram: não fazem trabalho que os expõe a riscos sem o fornecimento de equipamento de segurança individual, que são essencialmente os trabalhos de campo (EPI).

No útlimo dia 04 de junho, até um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público do Trabalho visando assegurar o fornecimento desses equipamentos o Incra se negou a assinar, mesmo com inquéritos civis abertos em cincos estados.  Em reunião, o próprio Diretor Nacional de Gestão Administrativa do Incra admitiu, em ofício, que existe a solicitação e que esta não foi atendida por falta de "rubrica orçamentária".  Procuradores do Incra em Brasília chegaram a afirmar junto ao Ministério Público do Trabalho que o órgão está "voluntariamente" providenciando o fornecimento dos equipamentos e que em 40 anos de existência, nunca houve um acidente de trabalho no Incra!


Por isso, além da paralisação, neste 04 de agosto a categoria formalizará junto ao Ministério Público do Trabalho  em Santarém uma denúncia contra o Incra.

Assédio por meio de avaliações
Se todas estas questões que afetam nacionalmente a categoria já não fossem suficientes, localmente a falta de vontade e o despreparo de alguns chefes nomeados se somam a este quadro de desvalorização do trabalho. Crescem nos útlimos dias os casos de promoção de assédio moral contra servidores por meio de mecanismos de avaliação de progressão funcional e de estágio probatório, além de agressões morais contra servidores por meio de piadas e insinuações.

Não tendo competência nem qualificação técnica para tocar os trabalhos da Superintendência, estes chefes de ocasião tentam se utilizar do mecanismo de assédio e desquafilicação da categoria junto ao público para justificar a paralisia geral do Incra, causada não pelos servidores em geral, mas pelo governo e seus lacaios locais. Além disto, buscam por meio do mecanismos das avaliações, responsabilizar alguns  servidores por aquilo que esses chefes não são capazes de fazer ou não têm “tempo” para se dedicar.

A categoria unida se solidariza com estes servidores, inclusive os não pertencentes à nossa carreira, e já está tomando as devidas providências em cada caso.

Por tudo, isso estamos paralisados nesta segunda-feira.


Leia também: Servidores do Incra em Santarém protestam contra redução salarial – Por G1 Santarém e região

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Corte de ponto de servidores do Incra que protestaram em Petrolina foi ilegal e inconstitucional, afirma TRF

Corte de ponto em Petrolina foi persecutório e arbitrário, diz Justiça. TRF acata pedido liminar em Mandado de Segurança e suspende o corte

Nesta quarta-feira, 27/11, a juíza Thalynni Maria de Lavor Passos, do Tribunal Regional Federal da 5a. Região, deferiu pedido liminar em um Mandado de Segurança impetrado pelos Engenheiros Agrônomos do Incra Emerson Alencar, Renato Faccioly, Sérgio Feitosa, Marcos Vianna, José Antonio Moura e Silva e Luiz Nali, lotados em Petrolina - PE, impedindo o corte de ponto desses servidores.

O presidente do Incra ordenou ao superintendente regional, Vitor Hugo da Paixão Melo, que cortasse os pontos dos PFAs que seguraram faixas no evento Semiárido Show, em 29 de outubro, durante sua fala, ainda que eles tenham sido autorizados a estar lá. O superintendente regional foi obediente à ordem do presidente e justificou o corte afirmando que os PFAs "não utilizaram o tempo para a finalidade determinada e sim para outra atividade de cunho corporativo que, ao nosso ver, gerou constrangimento à Direção do Incra".


Veja aqui a notícia e o documento que ordenou o corte.

Em sua decisão, a juíza afirma que "não há dúvidas, portanto, que o ato administrativo em questão vai de encontro às garantias constitucionais de liberdade de associação e de expressão, bem como aos princípios da motivação e razoabilidade, que devem reger todos os atos administrativos (art. 5.º, IX e XVII c/c art. 37, todos da Constituição Federal)".

Ao comentar o argumento da Superintendência, a juíza ainda acrescenta que "a própria fundamentação da autoridade coatora apresentada no memorando que determinou o corte do ponto dos impetrantes, ao afirmar que a atitude destes gerou "constrangimento à direção do Incra", evidencia o caráter eminentemente persecutório, desarrazoado, arbitrário da decisão e completamente distante dos princípios democráticos que regem a administração pública brasileira".

"O que se observa, sem muita dificuldade, é que a conduta dos impetrantes, foi sentida como uma crítica à atual administração, que, em retaliação, resolveu pelo desconto do período da manhã do dia em apreço, como se os impetrantes não tivessem estado à disposição do serviço", completa.

Com esta decisão, os Peritos agora impetrarão uma segunda ação, desta vez para reparação de danos morais sofridos com a perseguição política explícita da atual administração. Muito mais que uma vitória pela suspensão do corte do ponto, a decisão do judiciário nesse caso representa uma vitória da democracia e da atividade sindical; é a avaliação do Delegado Sindical do SindPFA na SR, Renato Faccioly, que foi um dos PFAs envolvidos no protesto.

Veja aqui, na íntegra, a decisão da juíza no Mandado de Segurança.


Fonte:  SindPFA

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Irritado com protesto, Presidente do Incra determina corte de ponto de servidores

Ação foi represália à abertura de faixas durante sua fala em evento na cidade de Petrolina

Na manhã do dia 29 de outubro, o presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes, esteve em Petrolina - PE, para participar da abertura da Feira da Agricultura Familiar do SemiáridoShow, evento promovido pela Embrapa. Aproveitando sua presença, os Peritos Federais Agrários da unidade confeccionaram duas faixas e marcaram sua presença, demonstrando a indignação de toda a categoria com os rumos da instituição e com o descaso para com os PFAs. 

No momento em que o mestre de cerimônia anunciou a fala de Guedes, os profissionais abriram as faixas, silenciosamente. Visivelmente irritado com o protesto e incomodado com a movimentação dos participantes do evento em registrá-lo e até em apoiá-lo, Guedes falou por menos de dois minutos e se retirou. Veja aqui a notícia da ação dos PFAs e as faixas. 


Como é praxe dessa gestão da Autarquia, Guedes recorreu ao assédio moral para repreender os manifestantes. O presidente do Incra ordenou ao superintendente regional, Vitor Hugo da Paixão Melo, que cortasse os pontos dos PFAs que seguraram faixas no evento, ainda que eles tenham sido autorizados a estar lá.
Na superintendência, o gestor conversou com os PFAs e confirmou a ordem e o corte. Outros servidores que também estiveram presentes no evento não tiveram o ponto cortado; veja abaixo o memorando comunicando o corte. O SindPFA denunciará o assédio moral aos órgão competentes.

Observação: Conforme o documento abaixo, de autoria do Superintendente Regional do Incra me Petrolina, a medida do corte do pontos dos servidores decorre como punição pelos mesmos “não utilizarem o tempo para a finalidade determinada e sim para outra atividade de cunho corporativo” gerando “constrangimento à Direção do INCRA”. O documento confirma que os servidores tinham autorização para estarem no evento, ou seja, o corte não ocorre pela ausência dos servidores ao local de trabalho, mas por eles protestarem silenciosamente no local onde o Presidente do Incra se encontrava.

(Clique no documento para ampliá-lo)

As informações são do SindPFA.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Embrapa: "A vida não é experimento"

A notícia de que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) irá confrontar levantamentos elaborados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e de que já concluiu a reanálise de estudos demarcatórios feitos pela Funai em 15 locais do oeste paranaense, atestando que em algumas delas a presença indígena seria a nova estratégia do governo federal para agradar os setores ruralistas.
Apresentada sempre como uma empresa pública “ científica”, a Embrapa tem como missão “viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura”.

Um vídeo-documentário produzido pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF), denúncia violações de direitos trabalhistas e assédio moral e científico praticados pela empresa pública brasileira. 

O vídeo “A vida não é experimento” foi lançado no último dia 26 de abril e não teria agradado a direção da Empraba, que estaria tentando impedir o lançamento e divulgação do documentário, que está logo abaixo:

Grato a Aluísio Silva pela sugestão. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Presidente do Incra recolhe orçamento de SRs “rebeldes” e ameaça dirigentes regionais que não reprimem grevistas


A manobra do presidente do Incra de afirmar ao Comando Nacional de Greve que defenderia junto ao governo a proposta de aproximação com a equiparação salarial com o Ministério da Agricultura, pauta do movimento de greve,  foi derrubada na própria mesa de negociação deste domingo.

Mas, Carlos Guedes de Guedes, petista da tendência Democracia Socialista. inaugurou uma nova etapa na relação com os servidores ao colocar seguranças para impedir o protesto de grevistas do Incra contra o corte de ponto e efetuou o corte de salários de mais de setenta servidores da sede da autarquia em Brasília.

Nos estados, os planos de Guedes de cortar o salário dos servidores nas 28 Superintendências Regionais em greve naufragaram por essencialmente dois motivos. O primeiro, foi o trancamento das SR pelos grevistas nos dias em que o corte poderia ser operado. O segundo, foi a reação contrária da maioria dos Superintendentes e Chefes, que se recusaram a cortar os salários dos grevistas.

Como represália, no dia 23 de agosto, o novo presidente do Incra enviou Memorando a todas as SRs determinando medidas punitivas aos dirigentes regionais do Incra. Entre elas, está a proibição de deslocamento dos Superintendentes para fora de sua jurisdição sem a prévia e expressa autorização do próprio presidente do Incra; proibição de concessão de diárias para servidores em greve mediante comprovação via apresentação da folha de ponto e ainda “o recolhimento dos recursos orçamentários e financeiros, inclusive no que se refere aos créditos das Superintendências Regionais que se encontram fechadas.”

Guedes determina ainda que qualquer justificativa para o não recolhimento dos recursos deve vir acompanhada das medidas tomadas contra os grevistas.

As punições e ameaças de Guedes contra os dirigentes regionais do Incra encontram-se no Memorando Circular da Presidência do Incra n° 40 e pode ser lido na íntegra AQUI. 

Na sexta-feira, o Superintendente do Incra em Santarém que estava na condição de interino, foi exonerado sem que ninguém tenha sido nomeado para o cargo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ceará: Trabalhadores rurais de multinacional do agronegócio deflagram greve


Mais de 300 trabalhadores rurais da empresa multinacional Delmonte Fresh Produce deflagraram greve no início da manhã de segunda-feira, 25 de junho, em Limoeiro do Norte, Ceará. A região da Chapada do Apodi é um grande polo do agronegócio no estado, especialmente na produção de frutas. Acampados em frente à empresa, os funcionários reivindicam direito a pagamento de horas "in intineres" (condução de casa ao trabalho) e alimentação, e ainda denunciam sofrerem assédio moral.

A direção da empresa disse lamentar a ação grevista do que seria uma minoria dos trabalhadores, uma vez que a categoria já estava em fase de negociação da convenção trabalhista entre empregados e empregadores.
Caminhões que fazem o escoamento dos produtos para exportação ficaram retidos na empresa, gerando alguns momentos de tensão durante a aproximação de veículos que queriam romper o cerco.

De que lado eles sambam?

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Ceará (Fetraece), ligada à Contag, confirma a negociação, na qual duas pautas já tinham sido encaminhadas ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas apesar de, e por isso, a greve já nascer "fraca",declara que a entidade atuará em defesa dos trabalhadores. A greve tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Limoeiro do Norte, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da CSP-Conlutas.

Os trabalhadores grevistas disseram que, na semana passada, já tinham levado as reivindicações para a direção da empresa que, ainda segundo eles, teriam se recusado a receber o documento de greve, enviado na última quinta-feira. Sem uma resposta da empresa, os funcionários decidiram cruzar os braços, gerando paralisação em setores como colheita e empacotamento. Outra reclamação é a falta de alimentação para os trabalhadores. Eles levam uma marmita com o almoço feito na madrugada, para ser consumido várias horas depois.

O diretor jurídico da Delmonte, Newton Assunção, disse lamentar uma ação grevista justo quando já existe negociação entre as partes.

"Consideramos legítima toda e qualquer reivindicação por melhorias para trabalhadores, mas essa ação de um movimento paredista é abusiva, pois já estamos em negociação na convenção", afirma. A negociação é uma mesa com as partes representadas por Fetraece e Faec.

*Com informações do Diário do Nordeste (Melquíades Júnior)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ANDES-SN solicita do ministro Mercadante apuração de denúncias na Ufopa

A diretoria do ANDES-SN protocolou esta semana no Ministério da Educação uma carta em que pede a apuração de denúncias contra o reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará, José Seixas Lourenço Filho. O pedido destaca dedos de memorial, organizado por professores da Ufopa, que aponta indícios de irregularidades administrativas praticadas pela reitoria da universidade, como a compra superfaturada de terrenos e equipamentos. “Considerando a gravidade da denúncia, solicitamos atenção desse ministério e celeridade na apuração dos fatos”, cobra a carta.

De acordo com o memorial, há indícios de superfaturamento, em cerca de R$ 1,8 milhões, na compra de 13 equipamentos de laboratórios. Também há problemas na aquisição de terrenos pela Universidade. Um deles encontra-se em litígio com a Prefeitura Municipal de Santarém, que o havia desapropriado por um valor de R$ 300 mil. A Reitoria pagou pelo mesmo a quantia de R$ 1,2 milhão.

No início deste mês, um grupo de professores da Ufopa entregou ao secretário de Educação Superior, Amaro Lins, um dossiê com as acusações contra o reitor José Seixas. Lins garantiu aos professores que mandaria ainda neste mês uma equipe do MEC para averiguar as denúncias. Disse, também, que seria pedida uma auditoria nas contas da Ufopa.

Antes de assumir a Ufopa, José Seixa foi reitor indicado, durante a ditadura militar, da Universidade Federal do Pará. Depois assumiu cargos do Museu Emílio Goeldi e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. “Em todos os lugares por onde passou, ele teve problemas com suas contas apontados pelo Tribunal de Contas da União. Mesmo assim, foi escolhido pelo ex-ministro Haddad para ser reitor pro-tempore da Ufopa”, critica o professor Aguinaldo Rodrigues Gomes, do programa de História e Geografia da Ufopa.

Assédio moral
O reitor também é acusado pelos professores da instituição de fazer moral contra aqueles que denunciam as irregularidades. O caso mais emblemático foi o do professor Gilson Costa, que teve de responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Como não foi possível ser comprovado nada no PAD, o reitor transferiu o professor para a UFPA, mesmo sem este ter solicitada a transferência.
As denúncias contra José Seixas também foram feitas ao Ministério Público Federal em Santarém, que ficou de instruir uma representação e encaminhar o caso à Polícia Federal. 


Fonte: Andes-SN 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Servidores do IBAMA denunciam pressões de Governo Federal por Licenças de obras do PAC


Em carta divulgada no dia 31 de maio, servidores do Ibama, Instituto Chico Mendes (ICMBio) e Ministério do Meio Ambiente (MMA) denunciam as situações de assédio moral e falta de autonomia que sofrem para que grandes projetos de infraestrutura sejam aprovados sem os devidos requisitos ambientais e sociais exigidos pela lei.
Eles afirmam que situações graves já se tornaram cotidianas, como por exemplo, a alteração de pareceres, diminuição e retirada de condicionantes de licenças ambientais e a articulação para que vistoriais e autuações não sejam realizadas.
Segundo a carta, o objetivo do manifesto é “ revelar a todo o país, neste momento em que ele está no foco da questão ambiental, qual é a realidade que vivemos: desvalorização completa, falta de recursos, e constante pressão para validar um projeto político e econômico, que mascarado de desenvolvimento e economia verde, distribui, de forma injusta, mais degradação e desastres ambientais”.
Leia abaixo o manifesto:
Nós, servidores do IBAMA, ICMBio e MMA, queremos DENUNCIAR a pressão que estamos sofrendo diariamente em nosso cotidiano frente à política de aprovação desenfreada de grandes projetos em nosso país.
Estamos vivendo um momento crucial na área ambiental. Visando o avanço desses grandes projetos e do agronegócio, diversas leis ambientais estão sendo modificadas e aprovadas sem ampla discussão e sem embasamento científico, com interesses puramente econômicos, sem considerar de fato a questão socioambiental.
O avanço do capital em detrimento dos aspectos socioambientais está ocorrendo numa velocidade sem precedentes, e assistimos a isso percebendo, infelizmente, a passividade de quem dirige nossos órgãos.
Dentro desse contexto, nós, que trabalhamos diretamente com a análise técnica desses processos, com fiscalização, e com a gestão de áreas protegidas impactadas por eles, estamos vivendo uma situação de assédio moral e falta de autonomia para atuarmos como se deve, com critérios técnicos e defendendo os interesses da sociedade.
O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, articulado com a Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana – IIRSA, chegou trazendo inúmeros projetos de infra-estrutura por todo o país e, juntamente com eles, a obrigatoriedade da emissão de licenças ambientais que validem tais obras em prazos mínimos. Sem a real estrutura e tempo suficiente para análises adequadas, o servidor se vê sem os instrumentos necessários para a tomada de decisões sérias, que envolvem manutenção e preservação da vida de fauna, flora, populações tradicionais…vidas.
Além de todos esses problemas estruturais e técnicos, soma-se a pressão de: alterar pareceres, diminuir e retirar condicionantes de licenças, evitar vistorias e autuações, e diversas violações ao bom e devido cumprimento do exercício legal de nossas atribuições. Por fim, é recorrente que os gestores desconsiderem recomendações dos técnicos e adotem posturas e decisões contrárias. Situação gravíssima que se tornou cotidiana, embora até este momento, velada.
Questionamos a atuação da cooperação internacional no Ministério do Meio Ambiente e a forma como os organismos internacionais interferem na gestão do órgão. Também apontamos a direção privatista que MMA vem assumindo, esvaziando agendas de participação e controle social e estreitando laços com o setor privado, o que contraria o interesse público que o órgão deve defender.
Discutimos exaustivamente esta realidade no V congresso da ASIBAMA, que ocorreu em maio deste ano, no Rio de Janeiro, cidade que abrigará a Rio +20 e a Cúpula dos Povos, evento em contraposição. Todas as unidades da federação brasileira estiveram presentes no congresso e o que se ouviu dos servidores de todos os órgãos citados foi muito semelhante, demonstrando que não são casos isolados.
Portanto, decidimos não mais calar diante de tais absurdos, e revelar a todo o país, neste momento em que ele está no foco da questão ambiental, qual é a realidade que vivemos: desvalorização completa, falta de recursos, e constante pressão para validar um projeto político e econômico, que mascarado de desenvolvimento e economia verde, distribui, de forma injusta, mais degradação e desastres ambientais.
Pedimos o apoio de todos aqueles que temem pelo retrocesso ambiental pelo qual estamos passando, para que juntos possamos realmente contribuir com o Brasil, esse país que é formado por pessoas, matas, animais, rios, e inúmeras riquezas naturais que merecem ser defendidas.
Rio de Janeiro, 31 de maio de 2012

domingo, 10 de abril de 2011

Moção de Repúdio*

A Executiva Estadual da CSP Conlutas  Pará - Cental Sindical e Popular,  vem por meio deste repudiar o ataque autoritário e arbitrário contra o servidor e professor da UFOPA Gilson Costa, afastado de suas funções por questionar a forma como vem se construindo o projeto de universidade no Oeste do Pará. 

Entendemos este ato como uma clara ação de retaliação e criminalização dos que não compactuam com com as ações da administração superior na figura do Sr. Seixas Lourenço.É um ataque aos direitos democráticos, a liberdade de manifestação e sobretudo a defesa da universidade verdadeiramente publica, gratuita e de qualidade.

Chamamos todas as entidades, movimentos sociais e organismos que lutam pelos direitos humanos e pela democracia a rechaçarem tal atitude ditadora da reitoria a exigirem a retirada imediata do processo impetrado contra o professor Gilson.

Belém, 08 de abril de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ufopa: professores repudiam perseguição.

Presidente de Sindicato apóia atos autoritários da reitoria, rompe com a base e renuncia. 
Durou pouco o reinado do braço direito da reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará no movimento docente. Em assembléia geral realizada na noite de terça-feira (23 de março), Carlos França renunciou ao cargo de presidente do Sindicato dos Docentes da Ufopa. 

Foi uma assembléia com forte presença de professores, sendo a primeira da categoria desde que a chapa “Alternativa Moderada” assumiu o comando do sindicato, nas eleições de dezembro de 2010. A própria realização da assembléia só foi possível graças a uma mobilização de base, que exigiu da diretoria a convocação. Esta mobilização teve inicio em plenária do “Movimento Uofpa Livre”, formada por estudantes, professores e técnicos administrativos que se opõem ao modelo acadêmico imposto pela reitoria ao conjunto da comunidade universitária. A assembléia também contou com forte presença de ativistas do movimento estudantil, do DCE da Ufopa e de vários coletivos estudantis (Anel, Romper o Dia, Práxis).

Desde o inicio, o ainda presidente do sindicato tentou impor a burocratização. Conduzindo os trabalhos da mesa, Carlos França tentou manobrar para que não fosse acrescida à pauta da assembleia um ponto para tratar da perseguição da reitoria ao professor Gilson Costa e aos técnicos administrativos e estudantes que participaram do protesto contra a ausência de democracia na universidade, ocorrida no dia 18 de setembro (Veja em Ufopa: Reitor se irrita com protesto e interrompe aula inaugural).

O até então presidente havia enviado para todos os professores, usando o correio eletrônico do sindicato, a exigência para o reitor punir o professor de sua própria base. Confira em WikiLíngua: Correio eletrônico de Carlos França.

A assembleia não só aprovou a inclusão do ponto de pauta, como antecipou para ser o primeiro a ser tratado. Numa reação desesperada, o presidente do Sindicato argumentou que a entidade não existia e que a assembleia não tinha legitimidade mudar a pauta.

Um membro da diretoria se propôs para substituir o presidente da mesa, sendo ovacionado pelos presentes.  Apesar disto, o presidente continuava fazendo intervenções sem se inscrever e negava-se a encaminhar a votação de moção e ameaçou renunciar à presidência do SINDUFOPA, talvez esperando a implosão da assembléia.


 Os professores aprovaram a moção de solidariedade ao professor Gilson Costa, vítima de perseguição política do reitor nomeado Seixas Lourenço (Veja em Enquanto isto, na Universidade Operacional, instala-se a inquisição!) e aos técnicos e estudantes envolvidos em duas sindicâncias.  Deliberou-se também a exigência da imediata anulação do processo administrativo disclipinar contra o professor e das sindicâncias e que a diretoria do sindicato e uma comissão de professores devem procurar o reitor para entregar a moção.  

Carlos França se retirou  para não continuar vê os seus pares votando democraticamente.  Saiu lentamente,  ignorado por todos, recebendo apenas um tchauzinho de um outro colega. O líder sindical que outrora pedia moderação e apontava que o papel de um sindicato seria construir creches, saiu desmoralizado.

Outros encaminhamentos
No ponto sobre a Estatuinte, a categoria vetou a participação de qualquer professor com cargo de confiança, ficando fora desta comissão a Profª Terezinha Pacheco e o Profº Clodoaldo, sendo este ultimo acusado de golpe contra a categoria pelo Profº Dr. Hélio Moreira, por se lançar ilegitimamente presidente da estatuinte em um fórum inadequado de representação.

“Vivenciamos, na Ufopa, um período de despotismo e temos um despota travestido de Reitor por tempore em seu comando“, declarou o Professor Hélio Moreira, momento antes de ser eleito novo presidente da Estatuinte. Outros três professores foram escolhidos como titulares e mais quatro suplentes.


O REI-tor da Ufopa sofreu duras derrotas. Porém, foi no mínimo constrangedor vê professores aliados ao projeto imposto pela reitoria em nenhum momento intervirem para defender o que está sendo feito ou mesmo fazer a defesa da punição do professor Gilson Costa e dos estudantes e técnicos. Seixas não estava presente, mas ao mesmo tempo focou sozinho naquela assembléia.

WikiLíngua: Correio eletrônico de Carlos França

Correio eletrônico de Carlos França, então presidente do SINDUFOPA, amplamente divulgado para os professores logo após a protesto na “aula magna” no Campus-Hotel Bullevard:

Em 20 de março de 2011 21:04, ++ SINDUFOPA ++ escreveu:

Prezados Professores e Professoras da UFOPA, e todos que tiveram e estão tendo contato com a construção da nossa Universidade.

As palavras abaixo são de minha inteira responsabilidade e não foram discutidas com os colegas de diretoria do SINDUFOPA.    Espero que compreendam e nos ajudem a consolidar a UFOPA com respeito, luta,  proposta e sem precisar manipular alunos para fazer barulho e desrespeitar um  MOMENTO ÍMPAR da primeira aula magna da UFOPA.


A DERROTA QUE A  “DEMO     CRACIA “ IMPÓS A UFOPA
Mais uma vez os alunos do DCE foram usados como massa de manobra por um docente que não tem a mínima condição de liderar qualquer movimento e se coloca como “libertador” das amarras que impedem a criação da Universidade dos sonhos, pela ótica dos revoltados que já nem podem mais ser chamados revolucionários, ainda que pejorativamente, pois revolucionários têm planos B, C e D e desconfiometro para saber quando a situação não é favorável.  Quiseram falar para um grupo que os abafou com vaias e mesmo assim gritaram por democracia.  Nos meus 20 anos de ensino superior, foi o movimento mais SEM NOÇÃO que já vi até hoje.  Me preocupo com um DCE que não tem a menor condição de respeitar a sua classe e ainda pleiteia participar de uma ESTATUINTE que regerá a nossa UFOPA. que o maior líder deles “pertence” a categoria dos docentes e que por rejeição não consegue mobilizar os colegas e precisa dos Estudantes para continuar o seu ego de mudança sem proposta, dignidade e respeito pelos profissionais e alunos que querem a UFOPA e não um lunático a ditar regras e arrebanhar os jovens de boa vontade.

ACADÊMICOS QUE REALMENTE SE IMPORTAM COM A CONSOLIDAÇÃO DA UFOPA, PRECISAM TER DIGNIDADE E BOM SENSO PARA ORGANIZAR A CATEGORIA ESTUDANTIL.  UM DCE QUE PRECISA DE UM  docente PARA COMANDÁ-LO E ACEITA NUMA BOA,  NÃO PODE REPRESENTAR A CLASSE ESTUDANTIL DE FORMA ALGUMA.   O  MOMENTO EXIGE ELEIÇÕES URGENTES PARA O DCE,  POIS OS QUE LÁ  ESTÃO PEDEM ELEIÇÕES DIRETAS JÁ PARA REITOR E DESCONHECEM QUE ISSO SO ACONTECERÁ COM UM ESTATUTO FORTE E CONSTRUIDO PELAS TRÊS CATEGORIAS:  DOCENTES,  TÉCNICOS E DISCENTES.   OS DOCENTES JÁ DETECTARAM O LARANJA PODRE, OS TÉCNICOS ESTÃO COM UMA FORTE ORGANIZAÇÃO E OS DISCENTES DESORGANIZADOS E COLHEDORES DE LARANJA DESCARTADA.....   QUE PENA DA UFOPA E DOS QUE TERÃO QUE TIRAR LEITE DE PEDRA PARA CONSOLIDA-LA DIANTE DOS INTRANSIGENTES E QUE NÃO APRENDERAM QUE O NOSSO DIREITO DEVE CAMINHAR EM PARALELO COM OS DIREITOS DO PRÓXIMO.  

Na última sexta(19/03/2011), pela primeira vez senti PENA da UFOPA, ao assistir a patética cena de 30 alunos da UFPA/Santarém, tentando chamar atenção desesperadamente e clamando por democracia.  Como se não bastasse a entrada transloucada com lenços, que deveriam ter ficado na boca o tempo todo, faixas e cartazes dizendo que não querem Universidade do Futuro e outras pérolas...  Este grupo teve a audácia de vaiar o Prefeito de Belterra, um homem de fala humilde, mas cheio de sabedoria e respeito por tudo que estava acontecendo por ali, tentaram vaiar alguns diretores de centro que não passam as mãos e nem compactuam com as reivindicações absurdas e infundadas e para coroar a falta de respeito com os calouros da UFOPA, alunos antigos e todas as autoridades presentes (Deputado, Secretários (as) de educação de Santarém e Juruti, Reitor e vice- reitora, Pró-reitores, Diretores de Institutos, corpo docente da UFOPA e o ilustríssimo palestrante Prof Dr Armando), impediram a realização do evento que foi cancelado para preservar a integridade de todos e principalmente deles que estavam em minoria absurda se compararmos com os 800 calouros que aguardavam ansiosamente pela aula magna.

Quando viram com não seriam ouvidos, uns mais exaltados METERAM AS MÃOS NOS EQUIPAMENTOS DE VÍDEO E TELÃO E NESTE MOMENTO TIVE QUE AGIR COM ENERGIA E DEFENDER A EQUIPE DE JORNALISMO DA UFOPA E OS QUE ESTAVAM TRABALHANDO POR ALI.

A  minha tristeza não acaba por ai,  pois imagino que novamente a DIREÇÃO DA UFOPA NÃO REPUDIARÁ O PÍFIO PAPEL DE UM DOCENTE CONCURSADO, QUE RECEBE UM SALÁRIO DE DOUTOR PARA EDUCAR E NÃO  TEVE O MÍNIMO DE RESPEITO COM O PALESTRANTE E MUITO MENOS COM OS CALOUROS QUE VAIARAM O TEMPO TODO.  ESTE COLEGA ENVERGONHA A NOSSA CATEGORIA E A FALTA DE ATITUDE DA DIREÇÃO DA UFOPA, TAMBÉM NOS ENVERGONHA. NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE ESTE CIDADÃO AGIU CONTRA A UFOPA E SE CONTINUAR SENDO IGNORADO, APRONTARÁ MAIS AINDA E CAUSARÁ DESCONFORTO NOS QUE HONRAM SEUS COMPROMISSOS PROFISSIONAIS E OS TERMOS QUE ASSINARAM AO INGRESSAR NO QUADRO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL.
TODOS SABEM QUE DEFENDO A UFOPA E SEMPRE DEFENDEREI, MAS SE OS QUE DEVERIAM DEFENDÊ-LA CONTINUAREM EM ESTADO CONTEMPLATIVO DIANTE DO CAOS, SEM DIVULGAR UMA NOTA SE QUER DE REPÚDIO, SEM IMPEDIR QUE CONTINUEM SEMEANDO CINZANA EM CIMA DOS SONHOS QUE SONHEI E PUDE VER NOS OLHOS DE CENTENAS DE CALOUROS, TEREI QUE REVER MEUS CONCEITOS E AS MINHAS BANDEIRAS DE LUTA.

Sinceramente e muito envergonhado,
Prof  Carlos França – Presidente do SINDICATO dos  DOCENTES DA UFOPA

SINDUFOPA - SINDICADO DOS DOCENTES DA UFOPA

WikiLíngua: Correio eletrônico de Doris Faria

Abaixo, o correio eletrônico da Sra. Doris Farias,ligada à reitoria da Ufopa. Este documento foi amplamente divulgado para os professores e estudantes, logo após a publicação da Ufopa: matéria na 'Época' 

O documento além de mostrar como a reitoria intervem no movimento docente e estudantil, revela as "concepções educacionais" da dirigente.
De: Andrei Morais <andreimor@yahoo.com.br>
Assunto: Resposta ao artigo da revista Época
Para: "Gilson Costa" <amazongil@yahoo.com.br>
Data: Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011, 12:55

Caro Prof. Gilson Costa,

Meus colegas, já ví este filme antes, inúmeras vezes...

Acompanho o ensino superior praticamente desde que nasci pois sou filha de professores universitários e tenho hoje mais de 60 anos. Sou professora aposentada da Universidade de Brasília, aonde assisti o último espetáculo, apesar dos revézes, de como os combates a um governo têm início e usam de todas as artimanhas para macular os projetos realizados, com foco local.

Não vou falar dos processos mais antigos, que aconteceram antes dos anos 90. Restrigo-me, a partir de então, a três grandes projetos das universidades federais que mudaram o rumo de nossa história, aumentando significativamente seus compromissos acadêmicos e sociais e que foram amplamente combatidos por forças representantes de interesses oposicionistas mais imediatistas:

i. o combate feito ao ensino noturno nas universidades federais na década de 90;
ii. o ataque ao ensino a distancia no início dos anos 2000;
iii. e, agora, o embate promovido com a expansão das universidades públicas, recentemente focalizado no REUNI e atualmente, na criação das novas universidades.

Em todas as situações, ditados por políticas reacionárias, partido(s) de oposição política trataram de combater projetos governamentais - seja a nível federal, seja local, às reitorias das universidades! Ora um, ora outro, a estratégia continua sendo a repetição de táticas de grupos que não conseguem trazer qualquer coisa mais propositiva.

Agora temos o eixo PSTU-PSOL - que controla as associações de docentes e está se fortalecendo junto ao movimento estudantil - a comandar os ataques a qualquer projeto de expansão das universidades públicas, seja por invasões de reitorias, seja por alianças táticas com a direita reacionária, seja pela adoção (temporária) de critérios meritocráticos, mas que jamais cheguem a implicar em produtividade acadêmica, processos de avaliação e outros procedimentos que redundem em mais trabalho ou em falta de retribuição pecuniária. ETC...

Não que eu ache que um PSOL decida elejer os "Collors" da vida; que haja associação com os "DEMs" no Congresso, como na luta contra políticas afirmativas; ou PSTUs usando os mesmos argumentos acadêmicos dos clássicos direitóides da educação...Não creio que haja consciência histórica pois os interesses são imediatistas "se hay gobierno soy contra", não importa o que se faça ou proponha!

O caso da UFOPA é o mais recente e também emblemático: professores recém admitidos, com a missão de implantar um desses partidos no interior da Amazônia, começam a aglutinar docentes e alunos ao projeto. Daí para as etapas seguintes é só um passo: presidência de estatuinte, de sindicato a ser acoplado, grandes confusões na instituição, ofensas, agressões, tudo associado a conquistas, passo a passo, no projeto que não é só seu, é uma estratégia de combate local e nacional, juntando para o mesmo ataque tanto uma reitoria com a missão da criação, quanto um governo que realiza a estratégia de romper com a ligação das universidades públicas com o projeto histórico de poder das elites econômicas neste país. Ser protagonista de uma reportagem em veículo destes interesses não é qualquer novidade. Tampouco que este(s) professore(s) em nada vieram contribuindo para o aperfeiçoamento de qualquer dos processos vivenciados: só crítica, ameaças, agressões, nada propositivo, nenhuma idéia, nenhuma análise mais atualizada, nada, nada!

Só mesmo a reação local poderá calar estas bocas cheias de vermes, estas mãos tão inúteis, estas idéias tão mofadas! Na UFOPA isso já começou, com a derrota deste grupo, tanto para a estatuinte quanto para o sindicato. Mas ainda falta mais! E o que não fizerem os servidores da instituição universitária, juntamente com os alunos realmente dedicados à formação acadêmica - com ou sem apoio de reitoria - ninguém mais fará! Trata-se da vida deles, de seus projetos profissionais, seus sonhos, suas realizações existenciais. Sem isso sossobrarão no desencanto com a Academia, com a região, com o país, com suas próprias vidas...

Quanto ao orgão da mídia que divulga estes tipos de interesse, deveria efetivar a regra número um da boa imprensa, a de ouvir todas as partes! Eles perderam a oportunidade de ver e divulgar o quanto há de dedicação à qualificação e inovação acadêmica nas novas universidades deste país. Perderam o senso histórico, a visão de como este país tem se desenvolvido, inclusive em suas universidades! Busquem qualquer uma das histórias locais, todas partiram de grandes dificuldades e vêem conseguindo melhorar. Ainda assim, o mais importante continua acontecendo (e eles não estão percebendo): apesar das grandes deficiências físicas, os docentes - mestres e doutores como nunca dantes - estão dando suas aulas e realizando suas pesquisas por todos os cantos desta nação, efetivando os primeiros passos para o país realmente assumir seu compromisso maior com qualificação do ensino superior público! Alguns cães estão ladrando, mas a caravana da educação, especialmente superior, está avançando e, também como nos casos passados das ofertas de ensino noturno, bem como da modalidade a distância, a expansão das vagas públicas está ocorrendo. O Brasil vai deixar de ser o penúltimo lugar do continente americano em oferta de oportunidades de qualificação universitária para seus jovens, queiram ou não alguns partidos políticos mais reacionários, alguns especialistas mais conservadores, alguns docentes mais raivosos, alunos mais ruidosos ou algumas publicações mais comprometidas com interesses de elites nada qualificadas...    
Não esmoreçamos, não desanimemos com os "Gilsons" de nossas vidas, miremos na finalidade maior, olhemos para nossos alunos, sonhemos com nossos ideais, realizemos nosso belo projeto!

Sempre

Dóris Faria
Centro de Formação Interdisciplinar
UFOPA

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ufopa: professores repudiam perseguição.

Durou pouco o reinado do braço direito da reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará no movimento docente. Em assembléia geral realizada na noite de ontem (23 de março), Carlos França renunciou ao cargo de presidente do Sindicato dos Docentes da Ufopa. A assembléia aprovou ainda moção de solidariedade ao professor Gilson Costa, vítima de perseguição política do reitor nomeado Seixas Lourenço (Veja em Enquanto isto, na Universidade Operacional, instala-se a inquisição!) e aos técnicos e estudantes envolvidos em duas sindicâncias. 

A categoria vetou a participação de qualquer professor com cargo de confiança na Estatuinte da Ufopa e trocou todos os membros docentes desta comissão. 

Mais detalhes ainda hoje aqui no blog.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Capítulo II: os servidores precisam ser defendidos!

A carta acima foi divulgada pelos servidores, sendo que mais de quarenta trabalhadores a subscrevem. Por conter os equívocos narrados, estes acabaram sendo usados como desculpa para atos do Superintendente local do Incra,que passou a ameaçar “inquirir sobre a autoria da mesma”, ao mesmo tempo em que promete “interpelar os que o caluniaram, difamaram.”

Para o mandatário local, apesar do número considável de assinaturas, 3 ou 4 servidores é que fizeram a carta e os que assinam são contra a reforma agrária e aliados do agronegócio que querem acabar com o INCRA, com sua gestão e com a reforma agrária, velho jargão utilizado para quem não tem argumentos para as críticas centrais.

Não é a primeira vez que os servidores do Tocantins elaboram documentos similar. Outra tentativas foram ignoradas, havendo até um ex-diretor que se recusou a receber qualquer documento de servidores, alengando que isso não era "praxe".

Assim ao invés de tolerar a livre reflexão dos servidores sobre a missão institucional da autarquia, trabalho realizado por estes servidores, a reflexão contida na carta sobre a atual conjuntura tornou-se coisa dos inimigos: da reforma agrária, de sua gestão e do INCRA, escamoteando assim o pedido e o clamor central da carta.

Indepedentemente de equívocos de opinião, os servidores não podem ser perseguidos pelo que escreveram. Nem que fosse um texto de apologia ao agronegócio, o que não é. Apesar do digamos, "ato falho", os colegas tem todo o direito de escrever o que querem como associação ou grupos de servidores ou mesmo individuamente, Além disto, não podemos esquecer que são trabalhadores que estão sendo assediados pelo patrão.

Por tudo isso, é necessário assegurar a defesa dos 3,4 ou 40 servidores do Incra de Tocantins, pois os algozes da contra-reforma agrária do governo lulista são apenas a outra face da mesma moeda do governo do agronegócio.

terça-feira, 30 de junho de 2009

É hora de "relinchar"....


No último dia 23 os servidores do Incra do Tocantins foram convocados para uma reunião em que estaria presente o presidente da autarquia, Rolf Hackbart. Mas, como de costume, o presidente enviou um de seus diretores para fazer as “honras” da presidência. Deste vez, foi enviado o Sr. Raimundo João, que na página do Incra na internet aparece como “Diretor de Programas”.

No evento, que até o momento não ficou claro o que era, compuseram a mesa o Superintendente Regional José Roberto e os "representantes" dos servidores: o Diretor da Região Norte da Cnasi, Raimundo Oliveira e o presidente da ASSINCRA-TO, o Engenheiro Agrônomo Tiago Melo.

A “reunião” teve início e mostrando que apesar de convidados, os servidores deveriam apenas mostrar subserviência. Ignorou-se que naquela unidade do Incra como em outras tantas do Brasil, há enormes problemas de gestão, inclusive com assédio moral contra os servidores.

Ao se questionar sobre esse assunto, o “Diretor de Programas” saiu-se com essa:

“- Assédio Moral? Creio que não exista já que andei pelo prédio e todos trabalhavam tranqüilos em suas BAIAS!!!!"

Segundo o Dicionário Aurélio BAIA é um substantivo masculino e significa "boxe para os cavalos". Provavelmente o Incra do Tocantins ainda não é um estábulo ou algo do gênero e nenhum eqüino por lá deve estava, o que demonstra o grau de ofensa do Diretor.

Ainda no alto de sua arrogância, Raimundo João (que já foi diretor da confederação de associações do Incra), negou-se a receber um documento assinado por 30 servidores da SR-26, em que pediam atenção da presidência do órgão para problemas internos enfrentados pelos servidores. A justificativa: “É política do órgão não receber documentos com críticas à instituição e seus gestores".

Diante de tanta prepotência resta aos servidores do Incra reagirem contra o diretor metido a cavaleiro ou ficarem “relinchando”.
*Com informações do blog-irmão: Azul Marinho com Pequi

sábado, 2 de agosto de 2008

BNB mantém inquérito judicial para demissão de diretor da AFBNB

Realizou-se na última sexta-feira, dia 25 de julho, mais uma audiência na Justiça do Trabalho referente ao processo movido pela direção do Banco do Nordeste contra o funcionário Wagner Fernandes, lotado em Quixeramobim-CE. Wagner é diretor da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) e delegado sindical de sua unidade.

A última audiência foi convocada pela própria Justiça do Trabalho visando um acordo entre as partes. Porém, mais uma vez a direção do BNB se negou a aceitar a “carta de esclarecimentos” redigida pelo funcionário e adicionada aos autos do processo como forma de se chegar a um acordo.

Essa atitude demonstra mais uma vez o caráter de perseguição política contra um funcionário que milita nos movimentos sociais, como na oposição bancária do Ceará e na AFBNB. A forma truculenta com que vem agindo a direção do BNB é um sintoma que, infelizmente, relembra os velhos tempos de perseguição e tentativa de amordaçamento do funcionalismo.

O funcionário foi assistido pelo advogado Tarciso José da Silva, tendo em vista que o Sindicato dos Bancários do Ceará renunciou a defesa do trabalhador.

Fonte: Associação dos Funcionários do BNB através da CONLUTAS.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Servidor do Incra é denunciado por racismo

A auxiliar administrativa Rosina de Almeida Paiva do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Pontes e Lacerda denunciou o chefe da unidade, José Augusto, pelo crime de racismo. Junto de duas testemunhas, a servidora registrou um boletim de ocorrência no dia 23 de julho, quando foi iniciado o inquérito.

Rosina é diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT) e quer entoar sua indignação para que mais pessoas tenham coragem de denunciar esse tipo de crime: "Os trabalhadores dos setores públicos e privados não podem se sentir reféns da situação em que são vítimas. É preciso ter coragem".

O fato ocorreu no dia 14 de julho, quando num desentendimento no ambiente de trabalho Rosina ouviu ofensas do tipo "negrinha" e também alguns palavrões. Além disso, ela contou que o preconceito é estendido para todos os negros, já que ela também ouviu José Augusto se referir a população local como "essa negaiada do Incra".

Através do advogado Alan Braga e do Sindsep-MT, a auxiliar administrativa se sustenta no fato de que racismo é crime previsto na Constituição Federal de 1988, no qual não cabe fiança e não prescreve nunca. O sindicato orienta que a pessoa que se sentir vítima discriminação racial deve procurar uma testemunha e dirigir-se a um Distrito Policial, narrar o ocorrido à autoridade e fazer um Boletim de Ocorrência ou um Termo Circunstanciado. Também poderá procurar o representante do Ministério Público para que, se confirmado o crime de racismo, ingressar com as medidas legais cabíveis.

Desde a agressão moral que sofreu, Rosina encontra-se em depressão e passa por tratamentos médicos, conforme relatou. Abatida, ela disse que sempre lembra da cena em que foi agredida e a frase ouvida: "Sua negrinha, não quero ver mais sua cara aqui. Você vai sumir daqui porque quem manda no Incra sou eu.Vou colocar você à disposição da superintendência, não quero ver mais sua cara por aqui".

Apesar do grau de subordinação, tanto vítima quanto indiciado são servidores concursados do Incra. O Sindsep-MT recebe inúmeras denúncias anônimas de trabalhadores vítimas desse e de outros tipos de assédio moral em seus locais de trabalho e para isso coloca à disposição seu departamento jurídico.

Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=269907