Os irmãos Nivaldo Batista Cordeiro e Jesser Batista Cordeiro, membros do Acampamento 10 de Maio, de Alto Paraíso do Oeste, Rondônia, desapareceram no dia 24 de abril. Dois dias depois eles foram encontrados mortos no Rio Candeias.
sábado, 7 de maio de 2016
Dois sem terra são assassinados em Buritis (RO)
Os irmãos Nivaldo Batista Cordeiro e Jesser Batista Cordeiro, membros do Acampamento 10 de Maio, de Alto Paraíso do Oeste, Rondônia, desapareceram no dia 24 de abril. Dois dias depois eles foram encontrados mortos no Rio Candeias.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Presidente de associação rural é assassinado em Rondônia
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Camponês é morto em acampamento em interior de Alagoas
Elias era casado, pai de seis filhos e membro da Liga dos Camponeses Pobres - LCP, atualmente dirigia uma ocupação em uma área pertencente a Usina Utinga Leão, região conhecida popularmente como Lageiro.
A LCP denuncia que o crime aconteceu a mando de latifundiários da usina a qual Elias coordenava a ocupação. O delegado Ivanildo de Brito, da delegacia de Messias começou as investigações nesta quinta-feira ouvindo a esposa da vítima.
"Elias foi covardemente assassinado. Há tempos que a Liga dos Camponeses Pobres e outros movimentos camponeses vinham denunciando os abusos por parte dos “vigilantes” da usina Utinga Leão, de jogarem pedras nos barracos dos camponeses, de insultá-los e de realizar constantes ameaças de morte. Tudo acontecia e acontece orquestrado pelos latifundiários donos da Utinga Leão, fazem isto para intimidar as dezenas de famílias que hoje habitam e produzem nas terras que a Usina não consegue mais produzir." disse o representante da LCP.
Após o depoimento da esposa da vítima, o delegado regional de Messias também terá essa outra linha de investigação.
Fonte: Correio do Povo (AL)/Blog Militante do Campo
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Dirigentes da LCP são seqüestrados e torturadas até a morte em Rondônia

Saiba mais: Terror no campo tem aval de Luiz Inácio
Jornal “A Nova Democracia”
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Os palestinos da Amazônia
Por Latuff *
A convite do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO), passei uma semana na companhia de lavradores nos acampamentos da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), no interior do estado de Rondônia. Nestes meus dias ao lado dos aldeões, tive a honra de comer de sua comida, participar de suas conversas, de sua rotina, tomar conhecimento de suas necessidades, de suas demandas e seus sonhos. Povo forte, que sofre o diabo, mas que não tem medo dele.
Por duas vezes passei a noite numa cabana de palha, onde vivem seu Abel e sua esposa Zilda. Reservaram uma cama pra mim, me receberam com todo carinho e gentileza. Mesmo na simplicidade daquela choupana, havia uma extrema preocupação em me agradar, na melhor tradição de hospitalidade do homem do campo. Acordava-se bem cedo, ainda escuro. "Bom dia, dormiu bem?". Escova de dentes na mão, rumo ao rio que beira a cabana. No moedor a manivela, os grãos de café eram preparados para o desjejum. O leite fervia no fogão a lenha. A mesa posta, os copos, os talheres, o silêncio era discretamente interrompido tanto por mim quanto pelos pássaros. Daqui a pouco seu Abel já estava seguindo para a roça, pra cortar lenha, pra capinar a terra, irrigar as mudas, trabalho árduo para transformar seu pequeno pedaço de selva em lar. Os lavradores humildes precisam de bem pouco para viver uma vida digna, e nem mesmo isso lhes é permitido. Com o argumento do combate ao desmatamento, o IBAMA persegue e aplica multas altas aos que vivem da agricultura de subsistência, usam da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança e mesmo tropas do Exército para sufocar as comunidades, como no caso de Rio Pardo, onde barreiras foram erguidas nas entradas e saídas, pessoas e veículos revistados, postos de combustível do acampamento removidos, um rigor que não tem sido aplicado aos latifundiários, que transformam vastas extensões de floresta nativa em pasto ou monocultura.
Leia tudo: Opinião: Os palestinos da Amazônia (Andes-SN)
*Latuff é cartunista.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Na Agência Amazônia
Epaminondas Henk, de Porto Velho
A Liga dos Camponeses Pobres (LCP) denunciou nesta quarta-feira que três camponeses foram assassinados a tiros, numa emboscada, quinta-feira, dia 20, em União Bandeirantes, a 175 quilômetros de Porto Velho. Evandro Dutra Pinto, Edmilson Gomes de Oliveira e Adauto da Silva Filho teriam sido mortos supostamente por pistoleiros a serviço de latifundiários da região.
Segundo a LCP, testemunhas afirmam ter visto uma caminhonete Frontier preta rondando, à noite, a linha onde ocorreu a tocaia.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Acampados denunciam violência em Rondônia
LCP denuncia envolvimento de policiais com jagunços em reintegração de posse no acampamento Nova Conquista.Os fazendeiros obtiveram na Justiça a reintegração de posse da área. De acordo com a nota, os camponeses foram rendidos, obrigados a sentar no chão com armas apontadas para a cabeça. “Um dos policiais tirou fotos de todos e os que resistiam eram espancados com tapas no ouvido e empurrões. Um dos acampados perguntou aos policiais se tinham ordens para agirem daquela forma, e eles responderam que faziam do jeito deles e que todos que estavam ali eram bandidos”.
A LCP afirma ter informações de que o fazendeiro Luiz Carlos Garcia, “Luiz da Dipar”, e Odailton Martins, a quem atribui a “chefia da pistolagem”, passaram cerca de 450 alqueires de terras para um sargento da PM em Jaci-Paraná, a fim de que retirasse as famílias da área ocupada.
Ainda conforme o movimento, os policiais teriam levado do acampamento roupas, remédios, receitas, bolsas, máquina fotográfica, uma moto, um motoserra e até bíblias.
“Todos foram humilhados com palavrões, principalmente após terem sido levados algemados ao camburão.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Em Rondônia surge nova UDR.
A Univram, segundo o parlamentar, foi criada por um grupo de Rondônia, para, segundo eles “defenderem seus legítimos interesses, cansados de serem expulsos de suas terras por esses denominados movimentos sociais”.
Para o deputado, a entidade surge em resposta a ação predatória do Incra e Ibama, órgãos governamentais que têm estimulado a invasão, criado áreas de conservação sem o menor critério técnico e social, e reconhecida incompetência quando se trata de regularização fundiária, gerando o caos e todos os vícios, como a corrupção e a violência no campo.
“Em Rondônia prospera a má gestão desses importantes órgãos do Governo Federal, que não tenho duvida em dar lhes o crédito pela existência de movimentos de pessoas que se intitulam “sem terra” para promoverem invasões e destruições em propriedades privadas, a exemplo da tal ‘Liga dos Camponeses Pobres’ que pregam a violência e a luta armada, que já foi objeto de denúncia das autoridades do Poder Judiciário e do Executivo do meu Estado”, pontuou Amorim.
Fonte: O Observador
sábado, 2 de agosto de 2008
Justiça liberta seis camponeses no Sudoeste do Pará, mas dois outros são assassinados.
Relatório do Núcleo dos Advogados Povo (NAP), entidade que apóia camponeses, quando ocorreram as prisões dos seis, o fazendeiro Genuíno chegou ao local num carro particular, acompanhado de três policiais militares, dos quais os camponeses reconheceram dois: sargento Wilson e soldado Almir. “Entraram nas casas arrombando as portas, atirando e batendo nos moradores. Durante toda a ação o latifundiário permaneceu armado, intimidando os camponeses e dando ordens diretas aos policiais", denuncia o NAP.
O clima de violência na região continua. Edivaldo Sousa do Nascimento, 39 anos camponês e moto-taxista conhecido pelo apelido de “Bagaceira”, foi morto no dia 24 de julho com seis tiros de revólver. No ano passado, ele era um dos acampados na Fazenda Forkilha, em Santa Maria das Barreiras (PA). Coincidência ou não, outro camponês conhecido por “Foguinho” também fora assassinado com seis disparos. Dias antes de ser executado, Edivaldo contou aos companheiros que dois homens em motos tipo Bross cor preta o perseguiram. “Sonhava e lutava pela terra. Deixou viúva e filhos”, lembra nota da LCP (Liga dos Camponeses Pobres).
A nota atribui à governadora Ana Júlia Carepa (PT) a responsabilidade pela situação de violência na região. “Ela conseguiu ser mais violenta contra o movimento camponês que o responsável pela chacina de Eldorado dos Carajás, (governador) Almir Gabriel”.
Fonte: Agência Amazônia.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
LCP denuncia massacre de camponeses em Rondônia
Os jagunços e policiais cercaram o acampamento e foram atirando em todos que ali se encontravam. Segundo informações passadas por um camponês que conseguiu escapar, cerca de 15 pessoas incluindo uma mulher grávida, foram assassinadas brutalmente e outras apanhadas como reféns. Vinte motos e todos pertences dos acampados foram queimados.
A Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia (LCP) - vinha denunciando há várias semanas a preparação de um massacre de camponeses sem-terra naquela região do estado.Toda a campanha orquestrada pela grande imprensa de Rondônia e do país,em especial o jornal Folha de Rondônia e a revista Isto È, em que acusava a LCP e os camponeses daquela região de ser “guerrilheiros”, “ligados as FARC”, sendo esses mesmos órgãos de imprensa apresentavam os pistoleiros dos latifundiários como “trabalhadores”.
Tudo isso era para tentar justificar este massacre que estava em adiantada preparação conforme denunciamos inúmeras vezes. Esta imprensa é culpada pelo sangue derramado destes camponeses.
Tão logo ocorreu o massacre ligamos para a Policia Federal que disse apenas que isso não era de sua jurisdição e não podia fazer nada.O secretário de segurança pública César Pizzano disse que para ir no local onde estavam os mortos “precisava de um boletim de ocorrência primeiro”?!!. Isso mostra a cumplicidade destes órgãos neste massacre sendo que os mesmos há pouco também acusavam os camponeses de “guerrilheiros”.
A liga dos camponeses não descansará enquanto os responsáveis por este massacre não forem punidos e a terra destes camponeses não for cortada.
Fonte: Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia.

