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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Museu Nacional fecha as portas por falta de funcionários

Prestes a completar 200 anos, maior museu de história natural e antropológica da América Latina suspendeu as visitas do público. UFRJ, que administra o museu, não paga as empresas responsáveis por serviços de segurança e limpeza há três meses.
Por Carolina Carvalho*



Prestes a completar 200 anos, o Museu Nacional, maior museu de história natural e antropológica da América Latina, fechou as portas ao público por tempo indeterminado nesta segunda-feira. O motivo é a falta de funcionários das equipes de segurança e limpeza. A Universidade Federal do Rio de Janeiro, que administra a instituição, não paga as empresas responsáveis há três meses. Mesmo assim, os funcionários receberam os salários de outubro e novembro. No entanto, o de dezembro não foi depositado e o vale-alimentação e o vale-transporte não foram pagos. Jaçanã Nogueira, que trabalha na equipe de limpeza do museu há mais de vinte anos, disse que o pagamento costuma atrasar, mas essa é a primeira vez que a instituição precisa tomar uma medida drástica. 

Segundo a diretora do Museu Nacional, Claudia Rodrigues Carvalho, no período de férias, a exposição chega a receber cinco mil pessoas por dia nos fins de semana e mil pessoas por dia de segunda a sexta. Com o ingresso a seis reais, o museu arrecada pelo menos trinta mil por semana nesta época. Para ela, o prejuízo financeiro da suspensão das visitas é grave, mas a pior perda é para o patrimônio cultural da cidade.

O técnico em manutenção João Miranda veio de Natal, no Rio Grande do Norte, para visitar o Rio. Ele ficou frustrado ao se deparar com o aviso na porta do museu, nesta segunda-feira. 
- É uma decepção a gente vir de fora do Rio para visitar alguns pontos turísticos, chegar aqui e estar fechado. 

A equipe do Museu Nacional discute soluções para o problema e tenta uma reunião com a reitoria da UFRJ. Procurada, a universidade ainda não se pronunciou.

*Fonte: CBN

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Greve dos professores chega a UFRJ, UnB, UFF, Unifesp e outras


Chega a 47 instituições federais de ensino superior e mais de cinqüenta sessões sindicais  em greve em todo país. São 43 universidades e 4 institutos federais de educação em praticamente todos os estados, na maior greve da categoria desde 2001. Esta semana, quatro nas maiores universidades também iniciaram a paralisação por tempo indeterminado capitaneada pelo Andes.
A semana teve início com a adesão da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e todos os campi da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) na segunda-feira, 22 de maio. Na terça (23), foi a vez das Universidades Federais Fluminense e do Rio de Janeiro também pararem. No Rio, as quatro universidades federais existentes no estado aderiram ao movimento nacional. Também deliberaram pela greve, professores de cinco dos seis campi da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Alfenas, em Minas Gerais onde dez instituições federais de ensino superior estão paradas: UFTM, UFVJM, UFU, UFV, UFLA, UFJF, UFOP, UFSJ, CEFET-MG, IFSMG E UFA.


Em parte destas universidades que não estão em greve, a categoria se enfrenta com sindicatos ligados ao PROIFES, grupo criado pelo governo federal que é contra a greve.
Confira as universidades que já aderiram à greve dos docentes segundo o Andes e imprensa:
Norte:
Universidade Federal do Acre
Universidade Federal de Rondônia
Universidade Federal de Roraima
Universidade Federal do Amazonas
Universidade Federal Rural da Amazônia
Universidade Federal do Pará (Belém, Marabá e Altamira)
Universidade Federal do Oeste do Pará
Universidade Federal do Amapá
Universidade Federal do Tocantins

Nordeste:
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal do Piauí
Instituto Federal do Piauí
Universidade Federal do Semi-Árido
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal de Campina Grande (Campina Grande, Patos e Cajazeiras)
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal do Recôncavo Baiano
Universidade do Vale do São Francisco (Juazeiro)
Observação: Há movimentação para greve na Universidade Federal do Ceará e Universidade Federal da Bahia, mas direções dos sindicatos se posicionam contrários a deflagração do movimento (PROIFES).

Sudeste:
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri
Universidade Federal de Uberlândia
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal de Lavras
Universidade Federal de Ouro Preto
Universidade Federal de São João Del Rey
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
Universidade Federal de Alfenas
Universidade Federal de Juiz de Fora
Universidade Federal do Espírito Santo
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal Fluminense
Universidade Federal de São Paulo
Observação: Professores da Universidade Federal do ABC aguardam o fim de recesso para deliberar.

Sul:
Universidade Federal do Paraná
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Universidade Federal do Rio Grande
Universidade Federal do Pampa
Universidade Federal de Santa Maria
Observação: Professores da Universidade Federal de Pelotas estão em processo de deliberação.

Centro-Oeste:
Universidade Federal do Mato Grosso
Universidade Federal de Goiás (Catalão e Jataí)
Universidade de Brasília
Universidade Federal da Grande Dourados 


Leia também: Anel declara apoio à greve e convoca estudantes a se juntarem aos professores

quinta-feira, 17 de maio de 2012

No primeiro dia, Greve chega a 35 Universidades Federais

Na UFRRJ, Assembleia dos estudantes também deliberou pela greve.
No primeiro dia da greve nacional dos docentes das instituições federais de ensino superior (Ifes), pelo menos 35 universidades já haviam aderido ao movimento, entre elas, UFPA, UFPE, UFPR, Ufopa, UFPI, UFMA, Ufal, UFMT, UFRRJ, UFV, Ufla e Unirio.

Levantamento feito pelo blog Língua Ferina junto às páginas de internet das seções do Andes e nos veículos de imprensa de todos os estados, revela que várias instituições estão em processo de mobilização para a greve e com assembleias marcadas para os próximos dias, como é o caso da UFRJ, UnB, UFF, UFRR e Unir.

Ao contrário do Andes -Sindicato Nacional, o Proifes, entidade filiada à CUT e afinada ao governo federal, não deliberou pela greve.  Os sindicatos ligados ao PROIFES expressam a posição de aguardar as mesas de negociação, alguns com mobilização, outros não.

No caso da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará  ficou decidido esperar até o fim do mês de maio para tomar nova posição sobre a greve, apesar dos professores do Campus do Cariri, que está em processo implantação de uma nova universidade, ter delibado pela greve, à revelia da ADUFC.  

Na Bahia, outra 'rebelião' ocorre na Universidade Federal do Vale do São Francisco, que deflagrou a greve, enquanto na Universidade Federal da Bahia a direção do sindicato por meio do seu sítio diz que não não há “indicativo de paralisação ou greve e o corpo docente deve seguir com as atividades normalmente”.

Andes, Proifes e Sinasefe (sindicato de parte dos docentes dos institutos de educação técnica e tecnológica e dos demais trabalhadores desta rede) participaram de reunião com representação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) no último dia 15 de maio. O relatório desta reunião pode ser lido e baixado AQUI!

Confira o quadro abaixo (atualizado em 19 demaio de 2012, as 22:20h):
Assembleia da UFPA.
Norte:
Univ. Federal do Acre : Sem informação GREVE (21/05)
Univ.  Federal de Rondônia: INDICATIVO DE GREVE SEM DATA/ PARALISAÇÃO EM 17/05 GREVE (17/05)
Univ. Federal do Amazonas: GREVE [Manaus, Benjamin Constante, Parintins, Humaitá, Coari e Itacoatiara (17/05)]
Univ. Federal de Roraima: ASSEMBLEIA EM 17/05 GREVE (17/05)
Univ. Federal do Pará: GREVE [Belém (17/05); Marabá (17/05); Altamira]
Univ. Federal do Oeste do Pará: GREVE (17/05)
Univ. Federal Rural da Amazônia: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Amapá: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Tocantins: EM MOBILIZAÇÃO; ASSEMBLEIA EM 25/05

Assembleia na UFPE

Nordeste:
Univ. Federal do Maranhão: GREVE (21/05)
Univ. Federal do Piauí: GREVE (17/05)
Instituto Federal do Piauí: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Ceará: PROIFES ; Campus Cariri: GREVE (17/05) 
Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira: Sem informação
Univ. Federal do Rio Grande do Norte: PROIFES
Univ. Federal Rural do Semiárido: GREVE [Mossoró, Caraúbas, Pau dos Ferros, Angicos  (17/05)]
Univ. Federal da Paraíba : GREVE  (17/05)
Univ. Federal de Campina Grande: GREVE [Campina Grande; Patos; Cajazeiras (17/05)]
Univ. Federal de Pernambuco: GREVE (17/05)
Univ. Federal Rural de Pernambuco: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Alagoas: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Sergipe: GREVE (17/05)
Univ. Federal da Bahia: PROIFES
Univ. Federal do Recôncavo Baiano: Sem informação GREVE(18/05)
Univ. Federal do Vale do São Francisco: GREVE (15/05)


Sudeste:
Univ. Federal de Minas Gerais: Sem deliberação
Univ. Federal de Uberlândia: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Juiz de Fora: PARALISAÇÃO EM 17/05; GREVE (17/05) (21/05)
Univ. Federal de Ouro Preto: GREVE (17/05)
Univ. Federal de São João Del-Rey: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Viçosa: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Lavras: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Itajubá: AGUARDAR NEGOCIAÇÕES
Univ. Federal de Alfenas: GREVE (17/05)
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Triângulo Mineiro: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Espírito Santo: GREVE (17/05)
Univ. Federal do Rio de Janeiro: EM MOBILIZAÇÃO; PARALISAÇÃO EM 17/05
Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro:  GREVE (17/05)
Univ. Federal Fluminense: ASSEMBLEIA EM 17/05  GREVE (22/05)
Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro: GREVE (17/05)
Univ. Federal de São Paulo: ASSEMBLEIA EM 17/05/ GREVE [C. Diadema e Baixada Santista (17/05)]
Univ. Federal de São Carlos: PROIFES
Univ. Federal do ABC: Sem informação AGUARDA INÍCIO DO QUADRIMESTRE PARA DELIBERAR


Centro-Oeste:
Univ. Federal do Mato Grosso: GREVE [Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garça(17/05)]
Univ. Federal do Mato Grosso do Sul: PROIFES
Univ. Federal da Grande Dourados: GREVE (17/05)
Univ. Federal de Goiás: PROIFES - GREVE Campus de Catalão (18/05)
Univ. de Brasília: ASSEMBLEIA EM 18/05 GREVE (21/05)

Sul:
Univ. Federal do Paraná: GREVE (17/05)
Univ. Tecnológica Federal do Paraná: GREVE (17/05)
Univ. Federal da Integração Latino-Americana: Sem informação
Univ. Federal de Santa Catarina: Sem informação
Univ. Federal da Fronteira Sul: Sem informação
Univ. Federal do Rio Grande do Sul:  PROIFES 
Univ. Federal do Rio Grande:  GREVE (17/05)
Univ. Federal de Santa Maria: Sem informação
Univ. Federal de Pelotas: GREVE (A CONFIRMAR) EM MOBILIZAÇÃO
Univ. Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre: Sem informação
Univ. Federal do Pampa: GREVE [ Jaguarão, São Gabriel, Itaqui, Caçapava do Sul, São Borja, Santana do Livramento, Uruguaiana, Dom Pedrito, Bagé (17/05)]


*Observação: o levantamento acima está sujeito a revisão e atualização. Por isto, para esta postagem as mudanças serão registradas. Se houver algum erro, alteração ou complementação, por favor, me comuniquem pelas caixas de comentários ou pelo e-mail candinho1979@yahoo.com.br

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gestores de universidades federais são alvos de inquéritos


Fábio Fabrini*
 BRASÍLIA - Centros de excelência em formação profissional e pesquisa científica,  universidades federais têm construído, paralelamente, uma escola de impropriedades na gestão de recursos públicos. Reitores, pró-reitores e ex-dirigentes de, pelo menos, 16 instituições, em 13 estados, são alvos de processos administrativos, auditorias, inquéritos e ações na Justiça por deslizes que vão do favorecimento a parentes e amigos ao desvio de verbas. Só o Ministério da Educação (MEC) apura 23 casos, envolvendo gestores de oito federais, que, se forem considerados culpados, podem perder seus cargos ou, se já afastados, ficar proibidos de
voltar ao serviço público e ter as aposentadorias cassadas.
Na lista constam catedráticos que ganharam notoriedade recentemente, como o ex-reitor José Januário Amaral, que renunciou em meio a suspeitas de integrar um esquema de corrupção na federal de Rondônia (Unir). E outros que caíram em desgraça pública bem antes, casos de Timothy Mulholland, da Universidade de Brasília (UnB), envolvido em denúncias de irregularidades em fundações vinculadas à universidade; e de Ulysses Fagundes Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cujos gastos em viagens ao exterior foram o estopim de sua queda. Ambos saíram em 2008, mas ainda não receberam o veredicto do MEC, cujos processos disciplinares (PADs), não raro, são tão lentos que só acabam após os delitos prescreverem.
No Piauí, o reitor da UFPI, Luiz de Sousa Santos Júnior - campeão de PADs no MEC, com oito - acumula ações na Justiça por improbidade administrativa, além de inquéritos no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal que apuram seu envolvimento numa coleção de irregularidades. Numa das ações, ele é acusado pelo MPF de favorecer com 16 contratos, firmados sem licitação, o empresário Cândido Gomes Neto, apontado como controlador de três empresas de publicidade. Em outra, é responsabilizado por gastos abusivos com cartão corporativo, cuja soma alcança R$ 405 mil.
Lei de licitação pública burlada
A Procuradoria da República no Piauí quer multar o reitor por, supostamente, descumprir ordem judicial que o proíbe de firmar convênios com a Fundação Cultural e de Fomento a Pesquisa, Ensino e Extensão(Fadex), ligada à universidade, para obras e serviços sem previsão legal. E sustenta que a entidade tem sido usada por ele para driblar a exigência de contratar mediante concorrência pública. Empresas mantenedoras da Fadex, como a Construtora F. Ramalho, e que constam em seu estatuto, aparecem no Diário Oficial da União (DOU) também como beneficiárias de contratos da fundação e da UFPI.
Na UFPI, foi necessária a intervenção de procuradores da República até para que o nome de uma colega do reitor no Departamento de Química, posto como homenagem num prédio da universidade, fosse retirado.
Em representação, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação de Docentes (ADUFPI) pedem que o MEC apure a suposta concessão de bolsas, pela Fadex, a Santos Júnior e a uma de suas filhas. Ele nega.
País afora, também estão sob investigação casos de irregularidade em licitações e malversação de verbas na federais de Rio, Amazonas, Pará, Minas, Sergipe, Acre e Pernambuco. No Rio Grande do Sul, o ex-reitor da Universidade de Santa Maria (UFSM) é réu da Operação Rodin, da Polícia Federal, que apurou o suposto desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, por meio de fundações ligadas à universidade. Ele também é um dos investigados no controle interno do MEC. Em Pernambuco (UFPE), um dos alvos são contratações reiteradas das mesmas empresas para fornecer materiais de construção.
Em 23 de novembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou suspender licitação da federal de Juiz de Fora (UFJF) para ampliar o hospital universitário. A obra está orçada em R$ 136,8 milhões. Os motivos são um sobrepreço de R$ 15,7 milhões, apontado na auditoria, restrições à competitividade e indícios de conluio entre as únicas três construtoras que participaram da concorrência. Os preços apresentados por elas foram tão parecidos que a primeira classificada, com o maior desconto, tinha uma diferença de apenas 0,38% em relação ao valor de referência.
Na decisão, relatada pelo ministro José Múcio, o tribunal pede à PF e ao MPF que apurem o caso. E afirma que, embora tenha pedido correções no edital em ocasião anterior, a universidade não o fez.
No Rio, o TCU aplicou este ano multas de R$ 20 mil ao ex-reitor da UFRJ Aluísio Teixeira, e de R$ 5 mil à vice-reitora de sua gestão, Sylvia da Silveira Mello Vargas, por impropriedades em parceria com o Sindicato Nacional dos Oficiais de Marinha Mercante (Sindmar) para a instalação de um simulador aquaviário. Os recursos do projeto foram destinados por emenda da deputada Jandira Feghali (PCdoB). O equipamento foi instalado na entidade, presidida na época pelo marido da parlamentar, Severino Almeida Filho.
Segundo o relatório que embasou a decisão, a aquisição feriu a Lei de Licitações e foi direcionada ao Sindmar. Além disso, permitiu-se "o envolvimento da universidade em benefício de uma organização sindical". O equipamento, sustenta o tribunal, sequer era necessário à UFRJ. A reitoria nega irregularidades. Houve recursos ao acórdão, mas o tribunal manteve as multas e deu prazo para o pagamento.

Reitor da UFPI nega irregularidades em sua gestão
O reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Luiz de Sousa Santos Júnior, negou irregularidades em sua gestão e disse que as denúncias são ilações dos opositores, com motivações políticas: "A única pretensão dos denunciantes é criar embaraços para a
administração, quando apresentam diversas denúncias motivadas exclusivamente por sentimento político", afirmou, em nota.
Segundo o reitor, que estava em viagem na quinta e na sexta-feira e não respondeu a todos os questionamentos do GLOBO, a universidade cumpre determinação judicial de não celebrar acordos com a Fadex, sua fundação de apoio, em algumas hipóteses. Porém, a sentença não impede "a celebração em outros casos, legalmente permitidos". Não há ainda, conforme Santos Júnior, posicionamento na Justiça sobre suposto descumprimento da ordem, alegado pelo Ministério Público Federal.
O reitor explicou que o processo no qual é acusado de abuso de cartões corporativos está em fase de "juízo de admissibilidade". "Não houve desvio de valores nem má-fé, atestado pela própria Controladoria Geral da União (CGU)", sustentou.
A nota diz que a investigação sobre a participação de empresa do ex-coordenador de Comunicação da UFPI em licitação da universidade está sendo apurada pela universidade, por meio de processo disciplinar, e pela Polícia Federal, sendo necessário aguardar resultados para eventuais medidas judiciais e administrativas. E que, seguindo recomendação da Procuradoria da UFPI, será nomeada comissão para tocar também processo disciplinar sobre condutas do pró-reitor de Pesquisa, Saulo Brandão, acusado de favorecimento à frente da comissão que cuidava do vestibular.  Santos Júnior ressaltou que a Fadex tem personalidade jurídica própria e presta relevantes serviços à comunidade universitária. Ele negou acusações de favorecimento a uma de suas filhas com bolsas, exigindo "apresentação de provas que confirmem a leviana acusação". O reitor disse que a iniciativa de homenagear uma professora viva, dando seu nome a um prédio, foi da coordenadora do curso de Farmácia, que justificou sua atitude num memorando.
Já a UFJF informou, também em nota, que a licitação para ampliar o Hospital Universitário foi suspensa por ato da universidade após a apresentação das propostas, em 31 de outubro, tendo em vista o processo de verificação em curso no Tribunal de Contas da União (TCU). A eventual homologação, seguida da assinatura do contrato, só ocorrerá após sanadas as dúvidas sobre a conformidade, segundo a instituição de ensino.
O chefe de gabinete da Reitoria da UFRJ, Marcelo Land, disse que o Rio e o Brasil têm carência de mão de obra qualificada para trabalhar no setor marítimo, daí a necessidade de instalação do simulador aquaviário. Segundo ele, o Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante foi escolhido para receber o equipamento por uma questão estratégica, já que tem profissionais qualificados e expertise para fornecer os cursos: - Era questão de sinergia.
Land não esclareceu se outras entidades foram consultadas. Disse que não há pagamento à UFRJ por ceder o simulador, mas que alunos e pesquisadores da universidade o têm usado em pesquisas. Ele informou que está prevista a instalação de equipamentos dessa natureza pelo Sindmar na universidade:  - Fizemos cobrança disso (na última) segunda-feira.
A UFRJ informa que a decisão do TCU está sendo questionada. Por conta dela, suspendeu este ano os cursos no Sindmar e está cobrando prestação de contas à entidade.
Fonte: O Globo.com 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Estudantes da UFRJ ocupam reitoria


Julio Anselmo, do DCE UFRJ e da ANEL apresenta a proposta da Reitoria à Assembleia de Estudantes da UFRJ instituída durante ato que ocupou o Conselho Universitário na quinta-feira, 15 de setembro.