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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Heloísa Helena deve trocar PSOL pelo partido de Marina



Matéria da Folha afirma que Heloísa Helena vai entrar mesmo no partido que está sendo criado por Marina Silva. A aproximação, que já foi inclusive noticiada aqui no blog em junho , dá-se desde quando Heloísa quis ser vice de Marina nas eleições presidenciais do ano passado, mas a maior parte do PSOL vetou a ideia para lançar a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, em meio a denúncia de fraudes na convenção eleitoral e até de roubo do sítio do partido.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Juntas? Heloísa Helena quer ajudar movimento político de Marina


A vereadora de Maceió Heloísa Helena (PSOL) se dispôs a ajudar a ex-senadora Marina Silva em seu novo projeto político fora do PV. Pela amizade de longa data, Heloísa Helena chegou a se indispor com o PSOL em 2010 por defender o apoio do partido à candidatura de Marina à sucessão presidencial. Embora não confirme a intenção de deixar o PSOL, a vereadora deixa claro que quer estar próxima da antiga companheira do PT. 

"Caso ela resolva criar um movimento nacional que possa ou não culminar com a construção de um novo partido - e se ela quiser ou precisar da minha ajuda ou mesmo de militantes de qualquer partido ou sem partidos -, entendo que é legítimo que possamos democraticamente ajudá-la", admitiu.

Em entrevista por mensagem de texto, Heloísa Helena diz que vem mantendo contato com Marina e que sua relação com a ex-colega de Senado é de afeto e respeito político. "É absolutamente normal que conversemos sobre todos os assuntos", afirmou. A vereadora disse que pode colaborar com a construção de um novo partido, independentemente de continuar ou não no PSOL. "Muitas pessoas nos ajudaram com suas assinaturas e seu trabalho para a construção do PSOL mesmo sem total identidade ideológica conosco e sem compromisso preliminar com filiação ou militância - apenas por respeito às nossas histórias de vida e por compromisso democrático."

Aliados próximos de Marina afirmam que a retomada do Movimento Brasil Sustentável vem sendo discutida apenas com os companheiros do PV insatisfeitos com a sigla e que não há conversas formais com Heloísa Helena. Deste movimento político deve surgir um partido em 2013, cujas bandeiras para 2014 serão o verde e a cidadania. "Certamente a Heloísa Helena poderia dar uma grande contribuição neste processo", comentou João Paulo Capobianco, que foi coordenador da campanha de Marina Silva.

De acordo com Capobianco, Marina está mais preocupada em esclarecer os grupos da sociedade civil que a apoiaram em 2010 sobre sua saída do PV do que arregimentar nomes para um futuro partido. "A Heloísa Helena sempre foi muito próxima de Marina", desconversou Luciano Zica, que também está de saída do PV.

Heloísa Helena vem de um processo de desgaste dentro do PSOL, partido formado por dissidentes do PT em 2004. No ano passado, como presidente nacional da legenda, Heloísa Helena defendeu abertamente o apoio da sigla a Marina. Sua manifestação causou constrangimento no partido, que acabou escolhendo como candidato à Presidência da República Plínio de Arruda Sampaio. 

"Não vou negar a importância que Marina tem, não apenas pessoalmente, no meu coração, mas por ser a grande chance que o Brasil tem de promover um debate sério sobre o desenvolvimento econômico sustentável com responsabilidade social", defendeu Heloísa na época. Após o fracasso das negociações de apoio ao PV, Plínio derrotou o pré-candidato de Heloísa Helena (Martiniano Cavalcante) nas prévias e sugeriu na ocasião que Heloísa Helena deixasse a direção da sigla, uma vez que ela não apoiava o candidato de seu próprio partido. 

Passado o primeiro turno da eleição presidencial, a vereadora, que foi derrotada na disputa por uma vaga no Senado, comunicou seu afastamento da presidência do PSOL por "falta de identidade" com algumas posições da legenda, entre elas o apoio no segundo turno à presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 4 de março de 2011

O falante Greenhalgh: Lula como refém de Dilma e Heloísa Helena controlando o MST

Os últimos documentos revelados pelo Wikileaks mostram a facilidade com a qual os membros das embaixadas americanas têm acesso aos membros do governo, líderes de partidos e importantes figuras do meio empresarial e político do Brasil.

Um deles é o advogado e ex-deputado petista, Eduardo Greenhalgh que ficou conhecido ao atuar na defesa de vários presos políticos durante o regime militar (inclusive de Lula) e mais recentemente, como advogado do banqueiro Daniel Dantas, inclusive com denúncias de lobby junto ao governo do Pará, feito pela então governadora Ana Júlia Carepa (Veja em Carta Capital que trás "denúncias" de Ana Júlia).

O blog da jornalista Natalia Viana publicou esta semana que documentos de conversas em 2006 de Greenhalgh com representantes do governo dos EUA no Brasil.  

Chama atenção, além da desenvoltura do petista com os americanos, as teorias do mesmo em relação ao papel de Dilma junto ao governo Lula durante a crise do mensalão;  uma suposta influência do PSOL nos atos mais radicalizados do MST; a banalização do caixa dois nas eleições e a tese do crime comum no caso Celso Daniel.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Plínio: "neutralidade pela consolidação do socialismo"

Em entrevista exclusiva à Revista Fórum, Plínio de Arruda Sampaio reitera sua posição pelo voto nulo no segundo turno, fala sobre sua relação com Heloisa Helena e analisa as possibilidades de avanço do socialismo no cenário político brasileiro.

Plínio de Arruda Sampaio recebeu Fórum em sua casa para uma entrevista, em que o ex-presidenciável do PSOL falou sobre o segundo turno, sua relação com Heloisa Helena e as possibilidades que enxerga para o socialismo. Ele reafirmou sua opção pelo voto nulo, distintamente de membros de seu partido que optaram pelo voto em Dilma. "Proponho voto nulo porque acho que o importante na campanha eleitoral da esquerda é a conscientização. E nesse caso, preciso conscientizar a massa de que nenhum dos dois candidatos traz solução em hipótese nenhuma."

Leia a íntegra da entrevista abaixo.

Fórum - Qual a saída da esquerda para atingir um papel de protagonismo no processo político brasileiro. Por que, desta vez, não houve a reedição da Frente de Esquerda com PSTU e PCB como na eleição passada?
Plínio de Arruda Sampaio – A esquerda não tem condições de assumir um papel protagonístico a curto prazo. Isso só poderá ocorrer dentro de uma ou duas décadas, no mínimo. Ela está totalmente dividida e a população brasileira está totalmente extasiada diante de uma farsa. Isso é um problema de mentalidade, que não é fácil de mudar a curto prazo.
A reedição da Frente de Esquerda não foi possível primeiro porque o meu partido demorou muito para tomar a decisão sobre a candidatura e isso dá uma impressão de hegemonismo em relação aos outros partidos, o que é inaceitável. Sendo assim, eles não toparam, e até certo ponto eu os desculpo e os justifico. Mas foi um equívoco brutal, porque se tivéssemos estado unidos, o PSTU teria feito seu primeiro deputado federal. Foi um erro grave e pretendo ver se conseguimos mudar agora.

Fórum - O senhor falou em farsa...
Plínio de Arruda – É a farsa de que temos um Brasil melhorando, sólido e consolidado no exterior. Fui entrevistado por uma rede de televisão espanhola que ficou surpresa quando eu disse isso, pois o Lula era muito bem recebido nas esferas internacionais, o país tinha prestígio e não era mais considerado subdesenvolvido. Eu disse que era claro, porque nosso país tem o governante que o imperialismo pediu a Deus, porque ele cede tudo. Então ele (Lula) é louvado mesmo, pois é um bobão.
E aqui dentro, o homem que compra uma geladeira acha que virou de classe média e não está vendo que o filho dele está ultra mal educado. Não há escola que preste e o sistema de saúde é um horror. Então isso que é uma farsa.

Fórum - Qual é o legado que o PSOL deixa com essa participação nas eleições presidenciais?
Plínio – Eu acho que ele deixa um legado importante e isso está sendo reconhecido. Em 1998, propus ao Lula um discurso de campanha exatamente igual ao que fiz nessas eleições. Disse que naquele momento ele não tinha condições de ganhar nem de fazer uma política protagonística. Então, que aproveitasse o período eleitoral, onde nós tínhamos a televisão para fazer o debate, para dizer a verdade: o capitalismo não soluciona e a sociedade tem que ir para o socialismo. Falei também que ele não seria compreendido, pois se tratava de uma ideia nova que chocaria as pessoas. Mas na hora em que a sociedade verificasse as falácias do sistema, elas começariam a olhar para a nossa alternativa.
Na Segunda Guerra Mundial, quando Charles de Gaulle, general do exército francês, conclamou os franceses a derrotar os alemães, todos consideraram uma alternativa impossível e compraram a teoria do Marechal Pétan, que propôs acertar com os alemães para que o prejuízo sobre o país fosse menor. Se houvesse uma eleição no dia em que de Gaulle fez o apelo, perdia de longe. Ele ficou isolado com essa ideia. Mas na medida em que os alemães foram tornando insuportável a vida dos franceses, foi ficando claro que sua medida era necessária.
Mesma coisa o Churchill. Ele foi à Alemanha em 1933, onde viu a ascensão do Hitler. Então voltou para a Inglaterra e disse que o exército alemão estava se armando e iria investir contra seu país. Na Inglaterra, a tese do armamento não era aceita e ele perdeu todos os seus lugares no Parlamento e foi escamoteado de seu partido, até o momento em que ficou evidenciado que o Hitler ia atacar a Inglaterra. Ele conta em seu livro que, nessa hora, ficou ao lado do telefone porque sabia que o Rei ia chamá-lo para ser o primeiro-ministro do país.
Então disse ao Lula para ele plantar, que daqui a uma, duas, três eleições a sociedade estaria pronta para entendê-lo. E isso foi feito por nós só agora, numa circunstância mais difícil, porque o Lula é uma figura conhecida. Sou um político que venho de muito longe e já estou numa condição mais lateral, longe do foco da mídia. Mas está feito e daqui por diante nós vamos trabalhar isso.

Fórum - Como o senhor acredita que o partido pode reconstruir a ideia de socialismo no Brasil? Existe algum modelo que possa ser seguido?
Plínio – Esse é outro problema: não temos modelo, porque o modelo soviético, evidentemente, não podemos e não queremos reproduzir. Então temos que inventar um socialismo do século 21, com liberdade. Acho que a maneira de fazer isso é trabalhando pequenos núcleos de base, sem pressa de crescer. A revolução não é o partido que faz e sim o povo. E o faz de acordo com a sua hora e com seus movimentos internos, que dificilmente o político consegue captar.
As insurreições sempre surpreendem os políticos. Surpreendeu inclusive um homem atiladíssimo como Lenine, que não esperava pela erupção da Revolução Russa de 1917, e no entanto acabou como chefe de governo.Então esse é o desafio que está colocado para os partidos de esquerda: construir um movimento na base, pequeno e sem aspecto de massa. E quando houver uma explosão nós estaremos preparados para ter uma palavra.

Fórum - Como o senhor viu o afastamento de Heloisa Helena da presidência do PSOL? Como estão suas relações com ela hoje?
Plínio – Foi lastimável. Ela se apartou da base do partido, que votou em mim, e não soube reconhecer a derrota e passar por cima disso. Levou muito para o lado pessoal.
As minhas relações com ela são curiosas. Na campanha eleitoral fiz apelo em seu favor, de modo que eu não tenho nenhuma animosidade com ela. Não levo política para o lado pessoal nunca. Discordei de uma posição dela num episódio específico. Posso concordar com a Heloisa em dez mil coisas depois, mas isso vai ser decidido agora pelo diretório nacional do partido.
Fórum - O senhor fez várias declarações perto do fim do primeiro turno, inclusive no dia da votação, acreditando que haveria um segundo turno. No entanto, sua opção foi pelo voto nulo. Assim, como o senhor vê a importância de haver um segundo turno?
Plínio – Proponho voto nulo porque acho que o importante na campanha eleitoral da esquerda é a conscientização. E nesse caso, preciso conscientizar a massa de que nenhum dos dois candidatos traz solução em hipótese nenhuma. De modo que, se eu votar em um, estarei enfraquecendo todo o discurso de que nenhum dos dois candidatos defende os mesmos interesses que eu defendo.
Fórum - Como o senhor vê o predomínio das questões morais neste segundo turno? Isso representa um retrocesso no debate político?
Plínio – Isso representa um pedágio que estão pagando ao fundamentalismo religioso, ao atraso e ao patrulhamento das opiniões. É vergonhoso e lastimável. O Boechat (Ricardo Boechat, jornalista) chamou os dois de “idiotas” e acho que ele tem toda razão.
Fórum - Sobre a questão do meio ambiente, uma vez o senhor disse que a preservação da natureza não é concebível no modelo capitalista. Porque não é, e porque o socialismo permitiria isso?
Plínio – Esse é o meu grande debate com a Marina. Para o capitalismo, a maior prioridade é lucro. Os capitalistas defendem a natureza, têm código florestal, institutos. Mas na hora em que a defesa da natureza impede a acumulação de capital, a acumulação prevalece e a defesa da natureza não, tanto que a devastação contra o meio ambiente só aumenta.
Para nós, socialistas, a defesa da natureza é mais importante que a acumulação de capital. E numa contradição entre um sistema e outro, nós socialistas somos pela redução da acumulação de capital, defendendo a natureza.
Fórum - Após as eleições de 2010, o que, na sua opinião, deve mudar na estratégia do PSOL para as eleições municipais de 2012?
Plínio – Nós vamos estar na oposição. É difícil dizer isso agora, pois é preciso ver a conjuntura após a posse do novo governo. É a posse do novo governo que vai ditar para nós qual é a solução. Podemos partir só com a esquerda pura para fazermos mais um testemunho, ou podemos fazer alianças, dependendo sempre do critério de o que conscientiza mais o povo.Se a conscientização vislumbrar uma aliança com forças capitalistas nós faremos, porque aliança você não faz com um igual e sim com um diferente. Com um igual você faz sociedades, parcerias.
Quando o Mao Tse-tung raptou o Chiang Kai-chec (militar e político de um partido conservador na China), ele propôs para ele um acordo de juntos combaterem os japoneses e suspenderem as hostilidades entre os dois. Ninguém admitiu que um estava aceitando a tese do outro. Mesma coisa o Churchill, quando ele se aliou ao Stalin para deter o nazismo. Ninguém imaginou que um havia virado socialista e Stalin capitalista.
Então na eleição para a prefeitura, nós podemos fazer acordos, dependendo da análise da situação concreta que estiver posta na hora do processo eleitoral.
Fórum - O senhor esteve bastante presente na internet. Como o senhor avalia a importância da rede no processo eleitoral em geral?
Plínio – Acho que o Twitter substituirá a televisão como principal instrumento de propaganda política nas próximas eleições. É um instrumento extraordinário. Fiz uma videoconferência no Twitter para acompanhar o primeiro debate do segundo turno e 10 mil pessoas acompanharam e interagiram comigo, fazendo perguntas e participando. Não consegui fazer na campanha eleitoral nenhum comício com esse número de pessoas, pois o custo para se fazer um comício desse tamanho é brutal. E para a esquerda tem uma importância vital porque é de graça.
Com 140 toques dou a essência e remeto ao meu site, onde eu deposito um artigo sobre o assunto debatido. Muitas vezes as pessoas respondem na hora, sugerindo que eu mude algum argumento porque ele está ruim, e eu noto que está ruim mesmo e mudo na hora.
Fórum - Embora o senhor tenha optado pelo voto nulo, boa parte do PSOL optou pelo voto em Dilma no segundo turno. Existe possibilidade de se discutir um apoio a um possível governo petista?
Plínio – Não, em hipótese nenhuma. O PSOL estará na oposição ao PT. Não senti na reunião do partido nenhuma voz favorável à aliança. Isso é consensual e unânime no nosso partido.
Fórum - Nos debates eleitorais, o senhor optou por adotar uma postura combativa contra os dois principais candidatos. Por quê?
Plínio – Optei por dizer a verdade. Isso me colocou em antagonismo a eles e não fugi, muito pelo contrário. Procurei marcar essa diferença e isso criou o debate e acho que foi uma contribuição.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Heloísa Helena deixa presidência do PSOL

A vereadora de Maceió Heloísa Helena (PSOL), candidata derrotada ao Senado por Alagoas, anunciou esta quarta (20), por meio de nota divulgada por sua assessoria, seu afastamento da presidência nacional do seu partido. Na mensagem distribuída esta manhã, Heloísa Helena afirma que o anúncio apenas formaliza "o que de fato já é uma realidade há meses", referindo-se a decisões tomadas pelo Diretório Nacional do PSOL que alteraram as atribuições da presidência do partido.

Criticada por não apoiar ativamente o candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, depois que seu pré-candidato foi preterido nas prévias partidárias, a vereadora declara que sua decisão foi tomada em vista da "total falta de identidade" com as posições adotadas pelo partido na campanha eleitoral, cuminando com o apoio à candidatura à Dilma Rousseff no segundo turno.

Leia: "Comunicado de Afastamento da Presidência Nacional do PSOL

1. Agradeço a solidariedade de muitos diante da minha derrota ao Senado (escrevo na primeira pessoa pois sei, como em outras guerras ao longo da história já foi dito "A vitória tem muitos pais e mães, a derrota é orfã!"). Registro que enfrentei o mais sórdido conluio entre os que vivem nos esgotos do Palácio do Planalto - ostentando vulgarmente riquezas roubadas e poder - e a podridão criminosa da política alagoana. Sobre esse doloroso processo só me resta ostentar orgulhosamente as cicatrizes, os belos sinais sagrados dos que estiveram no campo de batalha sem conluio, sem covardia, sem rendição!

2. Comunico à Direção Nacional e Militância do PSOL a minha decisão de formalizar o que de fato já é uma realidade há meses, diante das alterações estatutárias promovidas pela maioria do DN me afastando das atribuições da Presidência. Como é de conhecimento de todas(os) fui eleita no II Congresso Nacional por uma Chapa Minoritária, composta majoritariamente pelo MES e Poder Popular (MTL), em um momento da vida partidária extremamente tumultuado que mais parecia a velha e cruel opção metodológica das lutas internas pelo aparato diante dos escombros de miserabilidade e indigência da nossa Classe Trabalhadora. Daí em diante o aprofundamento da desprezível carnificina política foi ora transparente ora dissimulado mas absolutamente claro!

Assim sendo, em respeito à nossa Militância e aos muitos Dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das Instâncias Nacionais (culminando com o apoio a Candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do Partido o meu afastamento e a minha permanência como Militante Fundadora do PSOL, sempre à disposição das nobres tarefas de organização das lutas do nosso querido povo brasileiro! Avante Camaradas!

Maceió, 19 de Outubro de 2010
Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

No sítio do Diário Liberdade: Em Lisboa com Valério Arcary

As circunstâncias levaram a que um companheiro galego do Diário Liberdade entrevistasse um destacado dirigente da esquerda revolucionária brasileira na capital de Portugal neste mesmo sábado.

Valério Arcary, reconhecido intelectual brasileiro, docente universitário em São Paulo e historiador especialista no papel das revoluções na História Contemporânea mundial, passou boa parte da sua juventude em Lisboa, onde viveu diretamente a Revolução dos Cravos e os anos que se seguiram ao 25 de abril de 1974.

Conhecedor e apoiante da luta independentista e revolucionária galega, o conhecido dirigente do PSTU do Brasil é colaborador habitual do Diário Liberdade, onde periodicamente publica artigos analíticos sobre a realidade brasileira com uma perspectiva marxista. Nesta ocasião, concedeu-nos uma entrevista na qual analisa os resultados das recentes eleições brasileiras e as perspectivas que se abrem para o Brasil, para a América Latina e também para a Europa, no quadro de uma profunda crise sistémica capitalista.

O lugar do encontro foi a bela Lisboa, aproveitando uma visita de Valério Arcary à Europa. No Jardim do Príncipe Real, perto do Bairro Alto da capital portuguesa, desenvolveu-se a nossa conversa, cujo conteúdo reproduzimos a seguir para as nossas leitoras e os nossos leitores:

Diário Liberdade - Começamos, Valério, por pedir que nos faça uma breve avaliação sobre os resultados do primeiro turno das eleições brasileiras.
Valério Arcary - A primeira coisa que há que dizer sobre estas eleições é que, seja qual for o resultado do segundo turno, e o mais provável é a vitória de Dilma, pois as pesquisas de hoje (dia 16) já indicam que ela tem uma vantagem em torno de dez milhões de votos em relação a Serra, 54% contra 46%... mas, como digo, seja qual for o resultado, não haverá surpresas nestas eleições: 'business as usual', ou seja, está tudo numa grande tranquilidade para os grandes monopólios, para os credores da dívida, para o sistema financeiro... está tudo dominado.
Porém, sim houve uma surpresa no primeiro turno, como foi a votação da Marina Silva, que obteve 20%.

DL - Como se explica o fenômeno Marina Silva?
Valério Arcary - Ela ocupou um espaço que demonstra a existência de um desgaste no período do governo Lula, que se manifesta através de uma candidata que faz um discurso com uma visibilidade como sendo de esquerda. É um discurso de regulação ambiental, que exige uma modernização do país, que aposta num Estado mais fiscalizador, que estabeleça limites para a ação das empresas. Assim, ela atraiu uma parte do eleitorado urbano jovem descontente com "a grande política", ou seja, PT e PSDB, o campo do centro-esquerda e centro-direita.

Marina atraiu uma parte desse eleitorado e, na reta final, ela deu um pulo de uma expectativa de 13 ou 14% para 20%, atraindo setores que podemos chamar de subproletariado, de fortes convicções evangélicas, que têm referências culturais inspiradas no pensamento mágico, na religiosidade popular ou "cristianismo de autoajuda", a partir da diabolização da questão do aborto.

Houve uma despolitização na reta final da campanha, "acusando" a candidata Dilma Rousseff de ser a favor da legalização do aborto. Este é, no Brasil, um tema muito pouco discutido, que nunca foi debatido nos meios de comunicação, nem as posições feministas tiveram acesso à televisão para poderem argumentar a favor da legalização do aborto como uma questão de saúde pública. Isso conseguiu desviar uma parte da votação para Marina Silva.

A oposição burguesa de direita que se apresentou através de Serra teve um triunfo parcial, que foi conseguir o segundo turno. O prestígio do governo e a força da máquina pública durante a campanha sugeriam, duas ou três semanas antes do primeiro turno, que Dilma Rousseff poderia vencer no primeiro turno, como já tinha conseguido a direita nos anos 90.

DL - E os resultados da esquerda revolucionária, como os avalia?
Valério Arcary - Surgiu uma oposição de esquerda no Brasil, através de um processo de reorganização que se expressa no plano sindical, popular, camponês, feminino, estudantil... e também política. O processo de fortalecimento social está sendo mais acelerado do que o fortalecimento da oposição de esquerda, mas ela existe e em 2006 conseguiu uns 7% através da candidatura de Heloísa Helena
.
Ocorre que nestas eleições não foi possível unificar a oposição de esquerda e surgiram quatro candidaturas (PSOL, PSTU, PCB e PCO). A Frente de esquerda atingiu em 2006 um resultado minoritário, mas não marginal. Aquela influência eleitoral de massas era em grande medida dependente da personalidade da candidata Heloísa Helena, que era senadora eleita pelo PT, com mandato de oito anos, o que lhe tinha dado uma presença nacional a partir do senado, que no Brasil é uma verdadeira "Câmara de Horrores", com escândalos de corrupção uns atrás dos outros.

Heloísa Helena conquistou assim uma visibilidade merecida em aquele ambiente, com um discurso democrático radical.

Porém, a apresentação de Marina provocou um giro na direção do PSOL e em Heloísa Helena, decidindo apoiar essa candidatura, que na verdade, apesar do seu discurso ambientalista, não é um partido verde como são os partidos verdes na Europa. Foi uma candidatura com o apoio de uma fração burguesa: o vice de Marina Silva foi um grande empresário da área dos cosméticos, dono do Grupo Natura. Ele financiou a campanha com alguns milhões de dólares e isso garantiu a Marina uma disputa menos desigual com as candidaturas de Dilma e de Serra.

Por outro lado, há que ter em conta que os meios de comunicação no Brasil são privados e controlados por umas poucas famílias desde há mais de 80 anos, carecendo de qualquer controlo e democratização apesar dos 25 anos passados desde o fim da ditadura. O Grupo Frias na Folha de São Paulo, o Grupo Mesquita no Estado de São Paulo, a família Marinho na TV Globo, o Grupo Sílvio Santos no SBT... é sempre assim e, a escala regional, em cada um dos estados, temos canais de televisão controlados da mesma maneira: a família Sarney (que controla o governo do Estado) no Maranhão, a família Collor (que já foi governador e presidente da República) em Alagoas... e o mesmo acontece na Bahía, no Rio Grande do Sul, no Paraná... pelo país todo afora.

Então, os meios de comunicação decidiram dar corda à candidatura de Marina Silva, o que significou presença diária no principal jornal da TV Globo, com audiência de 70%. Os outros candidatos foram ignorados, a não ser uma entrevista ao Plínio e um debate ao qual o PSOL foi convidado.

A esquerda não se unificou porque o PSOL manteve o apoio a Marina até que o PV de Marina recusou publicamente uma proposta de acordo, optando por uma coalizão no Rio de Janeiro entre o candidato do PV, Fernando Gabeira, ele sim histórico do Partido Verde, diferentemente da Marina, que vem da esqueda católica do Acre no interior do PT, com todos os candidatos da direita contra Sérgio Cabral, presidente estadual pelo PMDB (uma espécie de 'fraternidade de salafrários', o partido mais corrupto, formado por oligarcas e caciques regionais).

Isto pode parecer, para um leitor não brasileiro, um manicômio político, mas esta complexa arquitectura gera situações pitorescas como esta: um partido de esquerda socialista querendo apoiar uma candidata que veio da esquerda católica, que é antiabortista, através de um Partido Verde, que na Europa são predominantemente partidos urbanos associados a causas ambientalistas, mas que também defendem medidas de reforma dos códigos civis arcaicos como a legalização do aborto. Porém, Marina Silva é uma arqui-inimiga da pesquisa em células tronco, da legalização do aborto e defende posições abertamente reacionárias no plano dos costumes.

O apoio do PSOL a esse partido obrigou o PSTU a apresentar a pré-candidatura do operário metalúrgico e líder da Conlutas José Maria de Almeida. Levou também o PCB a apresentar a pré-candidatura de Ivan Pinheiro, ex-líder bancário e dirigente histórico do Partido Comunista.
A candidatura de Marina conseguiu ganhar uma parte do voto jovem urbano e parte do voto proletariado industrial contra a direita e também parte do voto do sub-proletariado.

DL - No segundo turno, as candidaturas de esquerda têm posições diferentes: o PCB e o PSOL pedem o voto contra Serra e o PSTU e o PCO chamam ao voto nulo. Que perspectivas se apresentam para uma eventual confluência das forças da esquerda?
Valério Arcary - Um grande partido de esquerda sem um acordo programático sobre o que significa a luta contra o capitalismo, inevitalvemente será um partido eleitoral. Não vejo porque nós estaríamos imunes às pressões oportunistas que levaram à degeneração do PT, nos convertendo em uma força eleitoral que funcione como esquerda do regime, da qual precisa o sistema democrático-liberal presidencialista que temos no Brasil, e não creio que na Europa seja diferente. O PT, que quando nasceu não era a esquerda do regime, foi se transformando nisso, a esquerda do "sim, senhor", a esquerda parlamentar, que quando não está no governo declara oposição, mas que deixa o governo governar.

Nós no PSTU não queremos um partido que seja de oposição nas palavras e de apoio à ordem nos atos. Portanto, não acreditamos que seja possível construir um partido comum com o PSOL e com o PCB. O fato de o próprio PCB chamar a votar em Dilma -e lembremos que o PCB chegou a participar no governo Lula no primeiro mandato, durante alguns anos- e o fato de o PSOL liberar o voto contra Serra, admitindo o voto em Dilma, demonstra que, do ponto de vista desses partidos, não há uma clareza estratégica de que o governo Dilma não merece a nossa confiança como o governo Lula não merecia nossa confiança.

Nós somos a favor de construir um bloco para a ação através dos instrumentos de luta que a classe trabalhadora já construiu no Brasil, que são os movimentos sociais e os sindicatos. E mais: estamos engajados para que a experiência da CSP-Conlutas, de unificação com os sindicatos independentes do governo, permita construir uma central sindical superior. A Central Sindical Popular, herdeira da Conlutas, que não foi possível fundar no Congresso de Santos, em junho de 2010, é, em nossa opinião, a prioridade da agenda da esquerda. É no interior dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos movimentos da juventude, no movimento estudantil, no movimento de mulheres, que nós temos que agir juntos, apoiados na experiência dos próprios trabalhadores, como agora acontece na greve dos bancários.

No terreno político, deve haver uma delimitação clara com o governo, seja ele qual for o eleito no segundo turno, embora muito provavelmente será o governo Dilma. Nós lamentamos que a Frente de Esquerda não tenha sido construída, evidentemente. A esquerda teve um resultado insatisfatório, menor que 1%. Nós fomos devorados pela pressão do voto útil na classe trabalhadora e do voto em Marina nos setores mais instruídos, que poderiam encontrar na esquerda socialista um ponto de apoio para as suas aspirações democrático-radicais.

DL - Pode haver avanços nessa via na confluência dessa esquerda socialista nos movimentos sociais depois da experiência de Santos?
Valério Arcary - Nós estamos convencidos de que sim, de que isso é possível chegarmos a um acordo para a unificação, tendo em conta que as lições de Santos são amargas. Todos cometemos erros: uns mais, outros menos, e o balanço pode não ser comum, mas a esquerda tem que olhar para a frente e não para trás. Não deve impor-se condição um acordo sobre o balanço dos erros e acertos no passado.

Diante do governo Dilma, que seguramente vai, no primeiro ano, tomar medidas duras de ajuste no orçamento, de corte nos gastos e políticas públicas, vai ser preciso a esquerda socialista ter a lucidez e a valentia de ser o ponto de apoio e ajudar os trabalhadores a enfrentar seus inimigos.

DL - No plano internacional, há consenso sobre o papel de vanguarda que está jogando a América Latina nas lutas dos povos contra o imperialismo e o capitalismo a nível mundial. Aí o papel do Brasil deverá ser fundamental para o triunfo revolucionário. É possível avançar para a via da revolução brasileira?
Valério Arcary - Nós pensamos que as ilusões e esperanças no governo Lula e no PT estão sendo desgastadas. O voto no PT já não é mais o que foi no passado. O PT, o Lula e a própria candidatura de Dilma ainda mantém uma enorme influência na classe trabalhadora, mas não há mais a mesma confiança.

Porém, a classe trabalhadora é prudente e cautelosa nas suas escolhas políticas, e preferiu votar em Dilma, confiando na indicação de Lula, com medo do retorno do que foi o governo Fernando Henrique, representado pela candidatura de Serra.

Nós estamos convencidos de que o governo Dilma vai acelerar a experiência, vai ser muito reacionário e o processo de reorganização sindical, que já mostra como muitos trabalhadores querem os revolucionários nos sindicatos, ainda que depois não votem neles nas eleições. Essa confiança sindical que já existe pode evoluir para uma confiança política, na medida que a experiência com o PT e com Dilma for mais rápida.

Pode se abrir um espaço político maior. 1% dá uma ideia falsa do que é a esquerda socialista no Brasil. Foi um resultado dramático, muito ruim, implacável -há que chamar as derrotas pelo seu nome e não diminuí-las nem iludir-nos-. Esta foi a derrota mais importante da esquerda socialista desde o fim da ditadura, mas foi uma derrota eleitoral, não é preciso exagerar.

Há que compreender por que os trabalhadores fizeram voto útil em Dilma, porque é que a juventude urbana fez voto em Marina, e há que, ao mesmo tempo, olhar para a frente com a cabeça erguida. Nossa influência política é maior do que os votos que tivemos, desta vez os trabalhadores não nos entregaram os seus votos, mas nós estamos convencidos que nas próximas lutas encontrarão os militantes do PSTU ao seu lado e caminharemos juntos.

DL - Olhando para o mundo e para a crise do sistema capitalista, acha que vão abrir-se espaços para avanços e mesmo para vitórias revolucionárias que permitam a humanidade caminhar em direção ao socialismo?
Valério Arcary - Nós, como marxistas, sabemos que, ao contrário do que diz a propaganda dos meios de comunicação, a crise do capitalismo tem flutuações, mas ela ainda não foi superada: não houve uma destruição de capitais suficiente que é a pré-condição para uma nova fase de expansão e de crescimento.

Isso significa que vão tentar destruir mais, como acontece na Grécia, como Sarkozy faz na França ou Zapatero no Estado espanhol e Sócrates em Portugal.

Começaram as reações: assistimos a grandes mobilizações na Grécia, a força da greve geral em França, com a adesão dos estudantes e a ameaça de um novo Maio de 68, e a força da greve geral no Estado espanhol, que foi das mais importantes dos últimos anos. O proletariado europeu colocou-se em movimento.

Ao contrário que outras correntes da esquerda mundial, nos no Brasil sempre tivemos muitas esperanças na classe trabalhadora europeia. Falo da classe operária industrial, do proletariado, dos setores médios com alta escolaridade, mas baixos salários ou estão diretamente no desemprego, falo da juventude precária... a sociedade europeia tem dentro dela forças sociais que podem ser liberadas, com uma enorme combatividade imanente, e isso é vital para o futuro da revolução mundial. Oxalá que o eixo latino-americano-europeu possa se unificar. É disso que se trata: o ataque é mundial e a resposta deve ser mundial. O que agora fazem na Europa é o que já fizeram ou tentam fazer em outras reuniões do mundo, como por exemplo na América Latina.

DL - Como bom conhecedor da realidade da Galiza, acha que as nações oprimidas têm um papel a jogar nessas lutas, no caso do continente europeu e, concretamente, no Estado espanhol?
Valério Arcary - Sim, eu acho que sim. No caso das nações oprimidas, como é o caso da Galiza, a construção de um bloco operário e popular, ou inclusive operário, democrático e popular, é fundamental para derrotar o capitalismo do Estado espanhol e a própria burguesia galega. A classe trabalhadora deve atrair os setores populares urbanos e no programa da revolução da Galiza, além dos interesses do proletariado, estão os interesses da nação. Esse bloco a que fiz referência será tanto maior quanto os trabalhadores conseguirem atrair a maioria dos setores médios para a defesa das suas reivindicações.

(Todo o material gráfico incluído nesta informação é trabalho próprio dos repórteres do Diário Liberdade, de reprodução livre, de preferência citando a fonte)


Textos recentes de Valério Arcary no sítio do
Diário Liberdade:
Anotações para um estudo histórico sobre o PT do Brasil

Menos pobre e menos atrasado, mas não menos injusto: diminuição do papel da educação como fator de mobilidade social

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A esquerda socialista em números

A esquerda socialista chegou a 1% dos votos válidos para a Presidência da República se somarmos os votos de Plínio de Arruda Sampaio (0,87%), José Maria Almeida (0,08%), Ivan Pinheiro (0,04%) e Rui Costa Pimenta (0,01%). Todos juntos totalizaram 1.038.518 votos.

O número é bem abaixo dos 6.575.393 (6,85%) de votos conseguidos com Heloísa Helena encabeçando a “Frente de Esquerda” com PSOL, PSTU e PCB em 2006. Lembrando que nas eleições deste ano Heloísa se recusou a disputar à Presidência da República e chegou a apoiar Marina Silva do PV, uma das razões apontadas para a não formação da chamada “Frente” nestas eleições.

Em 2010, com a disputa entre os três partidos individualmente mais o PCO, tem-se alguns fatos curiosos:

- O somatório de votos dos candidatos aos governos dos estados pelo PSOL é um pouco menor que a quantidade de votos recebidos por Plínio de Arruda Sampaio. Plínio recebeu 886.816 votos e os candidatos do PSOL aos governos estaduais receberam 777.636 votos. Lembrando que o PSOL tinha candidato a governo em todos os estados, a exceção de Tocantins e Amapá. Neste último o partido elegeu um Senador, com apoio do PTB;

O candidato a Presidência pelo PSTU, José Maria Almeida, teve uma votação bem abaixo do somatório dos candidatos aos governos estaduais pelo partido. Enquanto Zé teve 84.609 votos em todo o país, os candidatos a governador tiveram somados 179.571 votos, mais que o dobro. Para se ter uma idéia, só os votos de Cleber Rabelo no Pará e Ciro Garcia no Rio de Janeiro foram superiores à votação de Zé Maria em todo o país. O PSTU tinha candidatos em todos os estados, a exceção de Espírito Santo, Alagoas, Tocantins, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.


Fato semelhante ocorreu com Ivan Pinheiro do PCB que teve no total 39.136 votos. Por outro lado, os candidatos a governador do seu partido receberam no total 71.425 votos. O partido teve candidaturas em 15 estados, enquanto obviamente o candidato a Presidência podia receber votos em qualquer estado da federação.

Rui Pimenta do PCO teve em todo o país 12.206 votos. Um pouco mais que os 9.886 votos que os três candidatos ao governo estado que disputaram uma vaga pelo partido (12.206 votos no total). Em alguns estados, várias candidaturas destes partidos foram indeferidas por problemas burocráticos. Em São Paulo, foram cassadas até o momento as candidaturas do PSOL, do PSTU e do PCB por problemas relacionados aos candidatos a vice. O PT chegou a cogitar entrar com um recurso para validar os votos destas legendas, na esperança de reverter a vitória de Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, mas vendo que os votos não seriam suficientes para “salvar” Aluísio Mercadante, desistiu.

Também estão suspensas, mas podendo ainda ser validados, os votos do PSTU na Bahia e Rio Grande do Norte e do PCB em Pernambuco e Ceará.

Mas, independentemente desses votos, como se explica então as diferenças entre os votos para a Presidência destes partidos e a somatório dos votos para governadores, já que esse tipo de eleitorado costume ser mais coerente?

Em primeiro lugar é preciso reconhecer uma redução eleitoral significativa deste setor nas eleições presidências. Como Plínio de Arruda Sampaio foi o único nome com certo acesso a mídia, é natural que ele canalizasse mais votos que seu próprio partido nos estados. Um outro aspecto é que parece que Marina Silva equivocadamente canalizou os chamados votos críticos, que repudiavam a falsa polarização entre Dilma (PT) e Serra (PSDB). Ocupou certo espaço que em 2006 tinha sido da esquerda socialista.

Outro fator importante é que em vários estados disputavam e se polarizavam duas candidaturas da direita clássica (Rio e Minas, por exemplo), sendo uma delas apoiada pelo PT. Explica-se assim que parte minoritária do eleitorado mais crítico ou ainda próximo ao PT tenha votado em Dilma e em candidatos da esquerda socialista para não votar em ex-inimigos, agora “aliados históricos” da nova era petista.

Para além dos números e destas explicações, o próximo período com Serra ou com Dilma imporá a este setor novos desafios. Diante deles, resta saber que caminhos serão tomados, ou melhor, que caminho tomaremos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Fora

Quem também não foi eleita para o Senado foi Heloísa Helena que se negou a disputar a Presidência da República e apoiou a candidatura de Marina Silva, contra o candidato Plínio de Arruda Sampaio do seu partido.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

HH foge de Plínio Arruda

Heloísa Helena vem gravando pequenas participações em programas de candidatos do PSOL Brasil afora.

Até Jefferson Moura, inexpressivo candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, foi contemplado com um rápido vídeo.

Enquanto isso, Plínio de Arruda Sampaio segue sem qualquer manifestação de apoio daquela que ainda é a principal liderança do PSOL no país.

No blog Radar, de Lauro Jardim

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Heloísa Helena: Ex-senadora reafirma apoio a Marina Silva

Ao defender a candidatura da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República pelo PV, a presidente do Psol, Heloísa Helena (AL), causou constrangimento ao partido, que tem como candidato Plínio de Arruda Sampaio.

Heloísa Helena foi lançada na sexta-feira candidata ao Senado pelo Psol em Alagoas. “Todos sabem, porque não sou hipócrita nem dissimulada, que o meu partido tem um candidato”, disse a dirigente do Psol a repórteres que acompanharam o evento. “Mas eu não vou negar a importância que Marina tem, não apenas pessoalmente, no meu coração, mas por ser a grande chance que o Brasil tem de promover um debate sério sobre o desenvolvimento econômico sustentável com responsabilidade social”, ponderou.

No Twitter, o candidato a presidente Plínio Arruda Sampaio disse que, se tiver declarado apoio a outro candidato, Heloísa não pode continuar à frente do Psol. “A direção nacional se reunirá para discutir as declarações atribuídas a Heloísa Helena, que se especializa em criar constrangimentos ao Psol”, publicou o candidato, numa primeira mensagem. “Se Heloísa tiver declarado apoiar outra candidatura, não pode seguir na presidência do Psol por não defender a política do partido”, disse em outro comentário.

Peculiar
Ao comentar as declarações de ambos, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que Heloísa Helena precisa ser cobrada a manifestar apoio “de corpo e alma” ao candidato do partido, mas negou que houvesse espaço dentro da legenda para um possível movimento para tirá-la da presidência da sigla.

“A Heloísa é a Heloísa. É uma pessoa muito sentimental, visceral, e às vezes isso é prejudicial”, disse Alencar. “Heloísa tem uma personalidade absolutamente peculiar, por isso não devemos perder energia com isso. Ela foi eleita presidente por unanimidade, porque é a figura política mais forte do partido”, completou.

O Psol tentou negociar apoio à candidatura de Marina Silva à Presidência, mas as negociações foram interrompidas após Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio de Janeiro, ter fechado aliança com o PSDB e o DEM.

Fonte: O Povo (CE)


Leia ainda:
Heloísa Helena diz que foi usada pelo PSOL‎ (O Globo)

sábado, 12 de junho de 2010

Heloísa Helena: Marina é a “candidata do meu coração”


Em visita hoje à cidade de Maceió, a pré-candidata a presidência pelo PV, Marina Silva, estava acompanhada da ex-senadora e vereadora pelo PSOL, Heloísa Helena.

Ao ser questionada sobre seu apoio ao candidato do PSOL na disputa presidencial, Plínio de Arruda Sampaio, Heloísa disse que Marina é a "candidatura do meu coração". A presidenciável respondeu ao elogio. "Fizemos um esforço muito grande para que pudéssemos sair juntas nestas eleições. Não foi possível por conta das diferenças programáticas dos nossos partidos. Estamos juntas no coração", disse a candidata.

Pelo jeito, o bom e guerreiro Plínio de Arruda Sampaio realmente não vai contar com o apoio da beata Heloísa Helena, do seu próprio partido.

*Com algumas informações da UOL/Folha.

domingo, 18 de abril de 2010

“Ex-Frente de Esquerda” deve lançar três candidatos

Psol, PCB e PSTU devem ter nomes próprios em outubro

Em 2006, um setor da esquerda brasileira apresentou uma composição eleitoral que parecia tornar-se uma alternativa ao bloco hegemonizado pelo PT e pelo presidente Lula. Psol, PCB e PSTU uniram-se em torno da candidatura de Heloísa Helena. No entanto, desde a campanha até hoje, diversos problemas internos surgiram entre essas forças e a reedição da aliança em 2010 torna-se cada vez menos provável.

No Psol, Plínio e Babá defendem a aliança apenas com PSTU e PCB. Martiniano Alencar afirma que pode se aliar com esses partidos, mas não quer se limitar a ambos. Se no Psol parece ainda haver um desejo de aliança com esses partidos, fora dele o cenário é diferente.

O PSTU já lançou José Maria de Almeida como pré-candidato. Segundo a legenda, os diálogos entre membros do Psol e do PV precipitaram a decisão.

Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB, também aponta essas negociações como problemáticas. “Esta aproximação foi muito ruim, porque deixou exposto que o que predomina é a 'matemática eleitoral'. O raciocínio foi mais ou menos o seguinte: já que perdemos uma candidata com votos [Heloísa Helena], vamos procurar outra que nos ajude a eleger parlamentares. O problema é que Marina não tem nada de socialista. É uma figura digna, mas quer conciliar o inconciliável: meio ambiente com capitalismo”, relata.

Pinheiro considera difícil uma nova edição da frente e afirma que o partido já decidiu lançar uma pré-candidatura. “O problema não é o nome do candidato ou candidata [do Psol]. Está tudo errado. Primeiro tínhamos que discutir a política, a conjuntura nacional e internacional, o que nos une em termos táticos e estratégicos”, critica o dirigente.

Para o comunista, o Psol erra ao realizar uma discussão interna e posteriormente tentar impor um candidato aos demais partidos da frente. “Esta coligação nunca mais se reuniu. Nem para tentar uma posição comum no segundo turno de 2006 e nem para fazer um balanço! Não faz sentido agora um partido nos apresentar um candidato, por ele escolhido depois de um processo errático e dramático onde só se discutiram nomes, como se fosse também o nosso candidato”, avalia.

Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Frases

“Este conjunto de iniciativas espúrias tomadas pela insignificante maioria burocrática instalada no Diretório Nacional e em sua Executiva violaram definitiva e irreparavelmente a legitimidade e a legalidade da III Conferência Eleitoral Nacional do Partido Socialismo e Liberdade. Criou-se tal clima de animosidade que foi impossível realizar um evento unitário, no mesmo espaço físico, fracionando-o em dois atos separados. Ao nosso lado a Assembléia da Maioria dos Delegados Eleitos em profissão de resistência e de luta pelo resgate da democracia e da soberania da base partidária. Contra o partido os usurpadores em seu simulacro formal de conferência, instalada sem quorum por uma minoria de delegados.(...) Coerentes com nossa trajetória iremos, à luz do dia, fortalecer nossas posições junto ao povo na disputa eleitoral. Abraçaremos como tarefa nacional a eleição, para o Senado de Alagoas, de nossa amada liderança e companheira Heloisa Helena, da querida Luciana Genro para Deputada Federal no Rio Grande do Sul, de Janira Rocha e Roberto Robaina para Deputados Estaduais no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Assim como eles, nossos companheiros que são candidatos em todos os Estados, a Governador, a Senador, Deputado Federal e Estadual ocuparão a nova frente de batalha que decidirá os destinos do PSOL.” Disse em carta o ex-pré-candidato à Presidência do PSOL, Martiniano Alencar, sobre o clima vivido internamente pelo partido após a sua Conferência eleitoral.Alencar deixa explícito ainda que não apoiará a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, nome indicado pela conferência.


Leia toda a carta: Por que não sou mais pré-candidato à Presidência da República

sábado, 10 de abril de 2010

PSOL escolhe Plínio de Arruda candidato à Presidência

O ex-deputado e promotor aposentado Plínio de Arruda Sampaio foi escolhido pré-candidato à Presidência pelo PSOL em convenção no Rio de Janeiro neste sábado. "Um dos objetivos da minha candidatura é fazer um contraponto a esse consensual do Lula e do Serra de que as coisas estão melhorando", afirmou o candidato, citando as tragédias causadas pela chuva no Rio.

Dos 162 delegados eleitos, apenas 89 apareceram para votar. Também disputavam a indicação o presidente do PSOL em Goiás, Martiniano Cavalcanti, e o ex-deputado João Batista Araújo, o Babá. No entanto, no último momento os dois se retiraram da disputa.

O grupo de Cavalcanti, que era apoiado pela ex-senadora Heloisa Helena, não apareceu no congresso. "Amanhã é outro dia e vou tentar unificar o partido", disse Plínio, sobre o possível racha interno.

O encontro serviu ainda para discutir as candidatura aos governos estaduais e às casas legislativas. Mesmo ausente, uma indicação certa é de Heloisa Helena, que disputou a Presidência em 2006 ficando em terceiro lugar e deve tentar a volta ao Senado por Alagoas. O partido quer fechar ainda aliança com o PSTU e PCB.
Em janeiro, a Executiva Nacional do PSOL decidiu encerrar as conversas com o PV para possível apoio à candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC). Segundo a direção do partido, o principal motivo do rompimento foi a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.
Com 79 anos de idade, Plínio foi deputado federal por três vezes, tendo relatado o projeto de reforma agrária do governo João Goulart (1961-1964). Um dos fundadores do PT, ele foi candidato a governador de São Paulo em 1990 e em 2006, já pelo PSOL.


Fonte: Folha Online.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Fora do ar

E por falar em PSOL, os grupos da ex-senadora Heloísa Helena e da deputada Luciana Genro retiraram do ar quase todos os textos do sítio do partido. A disputa interna às vésperas da Conferência que definirá a estratégia do partido para as eleições deste ano está por trás da atitude.

Leia a nota de parte da direção do partido:
Nota do Diretório Nacional do PSOL à militância partidária: Rumo à conferência eleitoral!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A luta de classe dentro do PSOL

Por Mário Maestri

O editorial "Sinergia" do Correio da Cidadania, de 22 de janeiro, destaca a difícil situação da esquerda revolucionária brasileira, "reduzida a apenas três pequenos partidos com registro eleitoral" e a grupos sem os apoios para tal. Fraqueza que se agrava com a "conjuntura" nacional "extremamente adversa" aos trabalhadores, associada à "desorientação do movimento socialista" mundial. Lembramos apenas serem quatro os partidos revolucionários registrados, com o pequenino PCO.

Lembra o editorial que, diante dessa fragilidade, "a primeira idéia que surge é a unificação" dos "pequenos partidos", para intervenção potencializada. Aponta como bom sinal as negociações para a unificação das "centrais sindicais socialistas" (Intersindical e Conlutas). Ótimo augúrio, sobretudo se almejar a fusão de todas as sindicais, na luta pela centralização-concentração sindical dos trabalhadores como classe para si.

O editorial lembra como exemplo da possibilidade de se "marchar juntos" a frente eleitoral do PCB, PSOL e PSTU em 2006. Propõe que, mesmo já tendo o PSTU candidato próprio e o PCB discutindo semelhante iniciativa, as duas organizações não descartam reconstituir a composição eleitoral, sempre, é claro, em torno "de programa" e "carta eleitoral comum" condizentes.

A frente de 2006 foi enorme passo adiante, seguido de corrida para trás. Seria mais correto qualificá-la como "exemplo exitoso" quanto à unificação eleitoral, mas neto fracasso no relativo à utilização das eleições para a construção de programa e movimento unificador, política e organicamente, da esquerda revolucionária, dentro e fora das organizações citadas. O objetivo maior apontado pelo lúcido editorial.

A frente eleitoral sequer agitou programa operário para o Brasil. O núcleo da campanha lançou-se à caça ao voto, privilegiando a denúncia da corrupção, amealhando fortemente consensos opostos ao programa socialista. Sem unificação programática, não houve unificação orgânica, durante e após as eleições. Tratou-se de aliança transitória para superar as eleições, que aprofundou a difícil situação da esquerda.

Nem todos querem o mesmo
A imprescindível unificação político-organizacional da esquerda brasileira ocorrerá, caso ocorra, em torno de avaliação comum mínima da superação das contradições essenciais da sociedade nacional e internacional. Paradoxalmente, essa condição política essencial se encontra substancialmente satisfeita, no que se refere a uma enorme parte das organizações, dos movimentos e de militantes revolucionários esparsos do Brasil.


Atualmente, enormes parcelas organizadas e desorganizadas da esquerda socialista concordam sobre o caráter acabadamente capitalista do Brasil e sobre a necessária superação de suas contradições através da concretização simultânea das tarefas democráticas e socialistas, sob a direção da classe trabalhadora. Processo que as organizações de origem trotskista e o PCB definem como "revolução permanente".

Quais, portanto, as razões da atomização da esquerda socialista, que aprofundam a fragilidade de sua intervenção? Certamente para isso contribuem as fortíssimas idiossincrasias de origem, de organização e de direção, dificilmente superadas sem um forte impulso do mundo do trabalho. Porém, uma intervenção militante potenciada facilitaria a retomada da iniciativa social.


A difícil realidade que vivemos torna as eleições momento determinante para a construção de prática unitária, em torno da defesa de programa socialista para a população e para sua organização. Razão pela qual concordamos também com a preocupação registrada pelo editorial com a inútil transcorrência dos meses, sem avanço no necessário processo unitário e programático. Porém, cremos que tal demora não seja gratuita.

Nem todos os segmentos que se organizam hoje nos partidos assinalados comungam com o programa e a prática classista e socialista, não raro se mobilizando contra os mesmos, em forma mais ou menos patente. O que explicaria política e sociologicamente o fracasso na imposição de dinâmica socialista militante à campanha de 2006 e muitos dos entraves postos até agora a uma rápida conclusão da aliança eleitoral programática.

Leia todo o artigo em A luta de classe dentro do PSOL (Correio da Cidadania)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Azedou!

A aliança fechada por Fernando Gabeira com as bênçãos de Marina Silva no Rio de Janeiro entre PV, DEM e PSDB e o clima de implosão vivido pelo PSOL pelo apoio de amplos setores do partido à candidatura da senadora do Acre foram suficientes para por fim ao namoro entre os “verdes” e o partido da senadora Heloísa Helena.

Mas parece que a crise interna do partido veio para ficar diante do erro tático (não seria estratégico?) de parte significativa de sua direção.


Mais um!

E com o azedume no “caso de amor” PV-PSOL, a tendência “Movimento Esquerda Socialista” (MES) anunciou “o encerramento do processo de negociação com o PV em torno da pré-candidatura de Marina Silva à presidência da República” e “a apresentação do nome do filiado Martiniano Cavalcanti como pré-candidato à presidência da República”, segundo informa o blog Contraponto & Reflexão.

O MES é a tendência política da deputada federal Luciana Genro (RS) e Martiniano foi um dos defensores do patrocínio dada pela Gerdau às candidaturas do PSOL durante as últimas eleições municipais em Porto Alegre.

Com isso, o partido que não teria candidato agora tem três pré-candidatos à presidência da República: Plínio de Arruda Sampaio, o ex-deputado Babá, além do próprio Martiniano Cavalcanti que teria o apoio de Heloísa Helena.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PSOL examinará apoio a Marina Silva na próxima quinta-feira

A presidente do partido, Heloísa Helena, disse que tem conversado com a senadora sobre alianças nos Estados

Rosa Costa*


BRASÍLIA - A presidente do PSOL, ex-senadora e atual vereadora Heloísa Helena (AL), informou que somente na reunião de Executiva Nacional do partido, na próxima quinta-feira, 21, é será examinado oficialmente o apoio à provável candidata do PV à presidência da República, senadora Marina Silva. Heloísa lembrou que uma das condicionantes acertadas entre o PSOL e o PV para fechar esse entendimento seria que a candidatura não tivesse "atrelada" nos Estados a candidatos do PT, PSDB, PMDB e DEM.

A ex-senadora disse que vem conversando diariamente com Marina sobre essas alianças nos Estados. "Qualquer que seja a posição que o partido tomar, eu manterei minha relação de amizade, de profundo respeito pela Marina porque a conheço bem e tenho certeza de que ela será uma grande presidente do Brasil", disse Heloísa Helena. A ex-senadora não quis conversar sobre a situação no Rio, onde o PV sinaliza que caminhará para as eleições aliado ao PSDB e ao DEM.

*Fonte: Agência Estado