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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Falece um símbolo da queda da ditadura brasileira


Morreu no último sábado (11), aos 41 anos, Rachel Clemens Coelho, símbolo da luta contra a ditadura militar (1964-1985) quando tinha apenas cinco anos. Em setembro de 1979, Rachel se recusou a cumprimentar o então presidente João Baptista Figueiredo (1979-1985), no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, que visitava a capital mineira para lançamento do carro a álcool. Ela morreu de parada cardíaca. Deixou uma filha, Clara.

Ao dirigir o cumprimento para a menina, ela o rejeitou e permaneceu de braços cruzados. O pai de Rachel era funcionário do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) de Minas Gerais, tinha sido convidado para o almoço e levado a filha ao evento. A imagem do fotógrafo Guinaldo Nicolaevsky, militante de oposição ao regime militar, foi publicada por diversos jornais e revistas no Brasil e no exterior.

Fonte: Jornal Metro

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Apoiadores de Dilma tentam criar imagem de candidata indigenista e ambientalista


A entrada em cena da candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência e o seu crescimento nas pesquisas eleitorais fizeram com a equipe de campanha da candidata e presidente Dilma Rousseff (PT) partissem para o ataque para a desconstrução da imagem da ex-ministra do Meio Ambiente.  A ofensiva resultou numa pequena queda de Marina nas pesquisas, suficiente para um cenário mais favorável à Dilma no primeiro turno e de empate de Dilma com Marina no segundo turno. 

Mas, para além da demonização de Marina, parece que os apoiadores de Dilma resolveram agora dar um verniz verde ou uma tintura de jenipapo para a candidata petista. Pelas redes sociais, Dilma tem sido pintada como uma candidata ligada às causas ambientais e indígenas, mais vistas como próximas de Marina, ainda que para ambas esta imagem esteja muito mais na esfera do imaginário do que no mundo concreto.

Dilma indígena
Ainda que a palavra “indígena” nem apareça no programa da candidata Dilma Rousseff e seu governo tenha suspendido a demarcação de terras indígenas em todo país, atendendo a interesses de setores ruralistas, a criação de uma Dilma defensora desta causa tem sido sempre evocada nas redes sociais, embora nem sempre com a adesão esperada de simpatizantes, acabando resultando, às vezes, no inverso: o surgimento da crítica à política indigenista da petista.

Um exemplo disto ocorreu no Facebook: a famosa foto da então guerrilheira Dilma Rousseff ganhou colares de sementes e um cocar de penas da apoiadora Maria Rejane Reinaldo. Logo após a publicação, a “guerreira indígena Dilma” , logo ganhou um comentário da seguidora Kalu Chaves:  “Mas a Dilma não entende nada de índio, menina!” . A autora da ilustração responde com um “ririririrririririrri”.


Já uma foto da Presidente com lideranças, durante uma única reunião com indígenas durante todo o seu mandato, ocorrida durante as mobilizações de junho e julho de 2013, acabou sendo usada por suposto “Comitê Indígena Dilma Presidente”, com se fosse um material de campanha. Sônia Guajajara, da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), uma das lideranças presentes na foto retrucou: “E não faço parte de comitê nenhum!!! Essa reunião aí aconteceu em outro contexto e não comercial pra campanha!!!”


Socioambientalistas da Dilmal
O esforço para criar uma imagem verde de Dilma prosseguiu no último fim de semana, com um evento de supostos socioambientalistas com a presidente Dilma, com a presença de Leonardo Boff.  Na “foto oficial” do evento, vinculada na propaganda de apoiadores da candidata, aprecem a Ministro do Meio Ambiente Izabella Teixeira, o ministro licenciado da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho e a ministro do desenvolvimento social e combate a fome, Thereza Campello. 

A ausência de figuras de peso para além de Leonardo Boff e ministros e a falta de intimidade desses com tema acabaram gerando uma irônica  fotografia no evento, em que o nome da candidata à presidência formado pelas letras das camisas aparece como Dilmal.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Nota: “Por que estamos paralisados?”


Neste dia 04 de agosto, os Engenheiros Agrônomos da Superintendência Regional do Incra de Santarém voltam a paralisar suas atividades. Muitos de nossos colegas e o público que depende de nosso trabalho devem se perguntar: Por que eles estão novamente parados? Infelizmente, este é o nosso único recurso para fazer valer nossos direitos e conquistas e motivos para tal ato não faltam.

Redução salarial
Entre julho de 2010 e dezembro de 2013, os Engenheiros Agrônomos do Incra tiveram reajuste salarial zero. Em 2012, após mais de cem dias de greve, a categoria nacionalmente sequer conseguiu acordar com o governo a reposição das perdas inflacionárias para o período, aumentando ainda mais as distorções salarais com outras carreiras de órgãos similiares ao Incra.

Somente ao final de 2013, o governo concedeu  um reajuste em torno de 15%, fracionado em duas vezes para os servidores da ativa, com impacto apenas nas gratificações de desempenho. Para aposentados e pensionistas, o valor do reajuste foi ainda menor, dado que estes só recebem metade do valor da gratificação de desempenho recebida pelos servidores ativos. Este acordo salarial foi materializado pelo governo por meio de uma medida provisória.

Mas, até este pequena conquista, que sequer repõe a inflação e não corrige as distorções, foi destruída pelo governo Dilma Rousseff.  Durante a discussão da medida provisória no Congresso Nacional, parlamentares aprovaram alterações no texto proposto pelo governo, visando equiparação salarial de todos os servidores do Incra com os servidores da área ambiental (Ibama e outros).

Mas, logo depois, mostrando o seu total descomprisso com a reforma agrária, a presidente petista Dilma Rousseff vetou esta mudança e consequentemente, nem a “equiparação com o Ibama” nem os 15% parcelados passaram a vigorar. Este problema se agravou ainda mais, já que o governo federal condicionou o retorno do valor dos salários ao patamar de dezembro de 2013 à aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015 pelo Congresso.


Os Engenheiros Agrônomos do Incra tiveram então seus salários reduzidos, passando a ganhar o que ganhavam em julho de 2010, uma defesagem salarial de 04 anos. É isso mesmo! Depois de quatro anos e num governo que se diz dos “trabalhadores”, trabalhadores do Incra tiveram seus salários reduzidos.
Ausência de segurança no trabalho

Outra demanda história dos Engenheiros Agrônomos do Incra e negligenciada pelo governo é a questão de segurança no trabalho. É obrigação de todo empregador, inclusive do Estado, fornecer equipamentos de segurança e prevenção de acidentes aos seus trabalhadores quando estes estão expostos a situação de risco. Apesar disto e de inúmeros documentos, paralisações, demandas judiciais e reuniões da categoria exigindo apenas o cumprimento da lei, até hoje o Incra se nega a cumpri-la. Por isso, os Engenheiros Agrônomos decidiram: não fazem trabalho que os expõe a riscos sem o fornecimento de equipamento de segurança individual, que são essencialmente os trabalhos de campo (EPI).

No útlimo dia 04 de junho, até um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público do Trabalho visando assegurar o fornecimento desses equipamentos o Incra se negou a assinar, mesmo com inquéritos civis abertos em cincos estados.  Em reunião, o próprio Diretor Nacional de Gestão Administrativa do Incra admitiu, em ofício, que existe a solicitação e que esta não foi atendida por falta de "rubrica orçamentária".  Procuradores do Incra em Brasília chegaram a afirmar junto ao Ministério Público do Trabalho que o órgão está "voluntariamente" providenciando o fornecimento dos equipamentos e que em 40 anos de existência, nunca houve um acidente de trabalho no Incra!


Por isso, além da paralisação, neste 04 de agosto a categoria formalizará junto ao Ministério Público do Trabalho  em Santarém uma denúncia contra o Incra.

Assédio por meio de avaliações
Se todas estas questões que afetam nacionalmente a categoria já não fossem suficientes, localmente a falta de vontade e o despreparo de alguns chefes nomeados se somam a este quadro de desvalorização do trabalho. Crescem nos útlimos dias os casos de promoção de assédio moral contra servidores por meio de mecanismos de avaliação de progressão funcional e de estágio probatório, além de agressões morais contra servidores por meio de piadas e insinuações.

Não tendo competência nem qualificação técnica para tocar os trabalhos da Superintendência, estes chefes de ocasião tentam se utilizar do mecanismo de assédio e desquafilicação da categoria junto ao público para justificar a paralisia geral do Incra, causada não pelos servidores em geral, mas pelo governo e seus lacaios locais. Além disto, buscam por meio do mecanismos das avaliações, responsabilizar alguns  servidores por aquilo que esses chefes não são capazes de fazer ou não têm “tempo” para se dedicar.

A categoria unida se solidariza com estes servidores, inclusive os não pertencentes à nossa carreira, e já está tomando as devidas providências em cada caso.

Por tudo, isso estamos paralisados nesta segunda-feira.


Leia também: Servidores do Incra em Santarém protestam contra redução salarial – Por G1 Santarém e região

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Túnel do Tempo

Porto Seguro, Bahia, abril de 2000
Manifestação: “Brasil Outros 500”
Presidente: Fernando Henrique Cardoso (PSDB)

Brasília, maio de 2014
Manifestação: Mobilização Nacional Indígena
Presidente: Dilma Rousseff (PT)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fotógrafos registram desmatamento da Amazônia brasileira



Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da agência Reuters, viajaram pela Amazônia registrando diversas formas de desmatamento: extração ilegal de madeira, queimadas, garimpos, a expansão da pecuária e das monoculturas de grãos na região Oeste do Pará foram registradas em imagens de Santarém, Uruará, Novo Progresso, Castelo dos Sonhos (distrito de Altamira, na região da BR-163) e Morais de Almeida (distrito de Itaituba). Há ainda fotografias de outras regiões e registram a construção de hidrelétrica no rio Teles Pires, a invasão de terras indígenas e fornos para a produção de carvão.


Parte deste registro pode ser visto AQUI.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Quem te viu, quem te vê...


Lula, o PT e aliados fazem “abração” contra a privatização da Petrobras. Fotografia da campanha presidencial de 1989.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

No Facebook...

Fotografia: Marciane Tapeba
Manifestação indígena durante a fala de Dilma Rousseff na 2ª Conf. Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário/ Brasília 17.10. 2013

Leia: Dilma ouve queixas por mais creches e demarcações

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Na madrugada: indígenas montam acampamento na Esplanada dos Ministérios

Fotografia: Mídia Ninja
Cerca de 1.000 indígenas de várias partes do país e de diversas etnias e territórios iniciam montagem de acampamento em frente ao Congresso Nacional na madrugada de terça (01° de outubro).

A atividade faz parte da Semana de Mobilização Indígena que conta com atividades em todo o país


Acompanhe por AQUI.

domingo, 8 de setembro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Greenpeace promove ato contra Shell em GP da Fórmula 1


Durante o Grande Prêmio (GP) de Fórmula 1 realizado no último domingo, 25 de agosto, o Greenpeace realizou várias ações de protesto contra a multinacional Shell que realiza perfurações de petróleo na região do Ártico.

Os ativistas apresentavam um logo modificado da empresa e realizaram voos de parapentes durante a prova, substituição da marca ao longo da pista abriu uma faixa diante da principal arquibancada e na hora da largada e ainda conseguiram deslocar um banner movido a controle a remoto diante do pódio de premiação, onde além do campeão da prova, Sebastian Vettel, estavam executivos da Shell, maior patrocinador do GP da Bélgica. 

Veja as fotos abaixo:




Saiba mais na página do Greenpeace

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Exclusivo: identificados os vândalos que veem destruindo tudo

Fotos obtidas por nossas equipes de reportagem nas principais cidades do país identificam os vândalos, um pequeno grupo infiltrado, que vem promovendo atos de vandalismo e todo tipo de baderna. Eles usam máscaras na época das eleições, depois, nada escapa da sua fúria: comunidade são removidas, museus e escolas destruídas, hospitais já foram seriamente danificados, muitos deles repassados para grupos privados. Uma verdadeira depredação do patrimônio público. Cidadãos de bem repudiam esse tipo de atitude.



Se você encontrar qualquer uma dessas pessoas na rua, cuidado!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

“Tsunami”: Manifestações chegam ao interior e fora do Brasil

A onda de manifestações de brasileiros chegou nesta terça-feira, 18 de junho, a várias capitais e cidades do interior do país. Pelo mundo, brasileiros protestaram nos últimos dias em dezenas de cidades dos EUA, Canadá, Austrália, Europa e América Latina. Enquanto isso, em sete capitais é anunciada a promessa para redução da tarifa dos transportes públicos: Porto Alegre, Cuiabá, Recife, João Pessoa, Manaus, Natal e Vitória. Nesta quarta, o protesto +Pão, – Circo! agita Fortaleza, na hora do jogo da seleção brasileira pela Copa das Confederações. O Governo Dilma anunciou que enviará homens da Força Nacional de Segurança para o Distrito Federal, Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte, sedes da Copa, para tentar conter as manifestações durante os jogos do evento. Nesta quinta, 20 de junho, atos nacionais deverão agitar centenas de cidades pelo país.

Fortaleza, Ceará (19 de junho)

Foto: Lucas Borges
Foto: TV Verdes Mares
Florianópolis, SC (18 de junho). No interior do estado, há registros de protestos ainda em Chapecó, Joaçaba e Balneário Camburiú. Prefeitos de Joinville e Blumenau, anunciam redução no valor das passagens urbanas.

São Gonçalo, região metropolitana do Rio
Foto: G1
Juazeiro do Norte, Ceará: Após redução de salários dos professores municipais, prefeito da cidade é cercado por milhares de manifestantes dentro de uma agência bancária por mais de 7 horas. No interior do Ceará, há registros de protestos em Iguatu e Itapipoca
Foto: Agência Miséria


Arapiraca, Alagoas
Foto: TV Gazeta
Rio Branco, Acre
Foto: Rayssa Natani/G1
Santa Cruz de La Sierra, Bolívia
Foto: Flávia Souza
Londres: protesto de 2 mil brasileiros contou com apoiadores da Turquia, país que também vive uma onda mobilizações. 
Foto: Bruna Rocha

Barcelona

Portugal: protestos em Lisboa, Porto, Faro  e Coimbra
Foto: Movimento Alternativa Socialista