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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Enquanto isso: Paraenses terão aumento de 34% nas contas de energia

A partir desta quinta-feira, 07 de agosto, os consumidores de energia paraenses irão pagar 34,34% a mais pelo valor da energia elétrica. O reajuste foi aprovado no último dia 05 de agosto pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Anaeel. Este é o maior percentual de reajuste já autorizado desde que a concessionária Central Elétricas do Pará (Celpa) foi privatizada em 1998 e um dos maiores reajustes já dado esse ano em todo o país. 

Segundo estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio (DIEESE/PA) , este é o décimo quinto reajuste de energia elétrica da distribuidora desde a privatização, e já acumula um percentual de mais de 400,00% de reajuste, contra uma inflação que no mesmo período não chega a metade deste percentual.

Para Roberto Sena, supervisor técnico do DIEESE/PA, na prática serão dois reajustes. O primeiro na conta direta dos consumidores residenciais pelo uso da energia e o segundo no repasse para os preços pelo setor empresarial (grandes consumidores), que também tiveram reajustes de cerca de 36,41%.

Em 2013, os Ministérios Públicos Federal e Estadual do Pará conseguiram uma decisão judicial para obrigar o Grupo Rede a assegurar a continuidade dos serviços de distribuição de energia no Estado e a assumir dívidas feitas pela Celpa, que integrava o grupo.  Saiba mais AQUI

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Fizeram um “gato” em Belo Monte

Uma rede de postes e fios que fornece energia aos canteiros de obra da hidrelétrica de Belo Monte foi construída sem qualquer autorização do Ibama, órgão que licenciou a obra. A  notícia de O Globo diz que o órgão ambiental foi surpreendido pelo “gato” da grupo Norte Energia, responsável pela usina, e que a área técnica recomenda a penalização do grupo com nova multa, além dos R$ 7 milhões já aplicados em julho pelo Ibama à Norte Energia, por descumprimento de condicionantes.

Motivado por representação do Instituto Socioambiental, o Ministério Público Federal no Pará abriu procedimento para colher informações com a Norte Energia e a Centrais Elétricas do Pará (Celpa) sobre a construção das linhas de transmissão.

Ainda segundo a matéria, parte da linha de transmissão foi instalada pela Celpa, com autorização da Secretaria de Meio Ambiente do Pará e não do Ibama que havia “expressamente bloqueado” a instalação. Procurada, a Celpa informa que a Norte Energia atendeu às condições para instalar a linha e que a responsabilidade pela situação junto a órgãos ambientais é do consórcio Belo Monte. Em relatório ao Ibama, a Norte Energia informou que a Celpa instalou essa parte da linha por interesse próprio, “para escoar energia para as futuras localidades que eventualmente se instalarão ao longo da Transamazônica”.

ATUALIZANDO A NOTÍCIA (26 de agosto de 2013, as 12h15min):
Em nota encaminhada ao blog, a empresa Norte Energia contesta as informações. Confira na íntegra:
Nota

A Norte Energia S.A., empresa responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, informa que as obras e a utilização da rede de distribuição de 34,5 kV que abastece o empreendimento estão dentro da legalidade e em total conformidade com os órgãos de fiscalização e licenciamento.

O desbloqueio da referida rede foi confirmado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em maio deste ano com base no fato de que a maior parte da área utilizada para instalação da rede está dentro de áreas denominadas “de servidão”, já licenciadas para outros empreendimentos, como a BR-230, rodovia Transamazônica.

Ressalte-se que a rede de distribuição de 34,5 kV é a mesma que será utilizada pelas Centrais Elétricas do Pará (Celpa), por meio de doação feita pela Norte Energia, para abastecer famílias de agricultores de comunidades no entorno de Belo Monte
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Leia ainda sobre Belo Monte:

terça-feira, 20 de março de 2012

Direção do Sindicato dos Urbanitários do Pará quer apoio de raposa para cuidar de galinheiro


A notícia está no Diário do Pará  desta terça-feira, 20 de março. 


A direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Pará, também chamado de Sindicato dos Urbanitários, esteve com o senador Jader Barbalho, em Belém, para discutir a crise na Celpa. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial no final do mês passado.

A direção do sindicato tem a posição de federalização da Celpa, ou seja, a Eletrobras deve assumir todo o prejuízo gerado pelo Grupo Rede.  No dia 06 de março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) iniciou os tramites jurídicos para cassar a concessão dos controladores da Celpa sinalizando que a Agência deve intervir na empresa.

Enquanto isto...
Para Paulo Braga, da Oposição “Altenativa Urbanitária”, ligada à CSP-Conlutas, “... esta intervenção deverá manter o caráter privado da empresa e prepará-la para ser novamente vendida. O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, foi muito claro quando reafirmou em entrevista ao site Terra, no dia 08 de março, que a estatal não esta se envolvendo nos problemas da Celpa, sendo que em outras oportunidades ele já havia declarado que a proposta de federalização da CELPA não esta colocada.”

A situação financeira da Rede Celpa tem gerado grande preocupação nos trabalhadores da empresa. Há atrasos de salários e ameaça de demissões e calote em empresas prestadores de serviços que possuem um grande número de tercerizados.

“Os trabalhadores da Celpa estão sendo punidos sem receber seus salários. O pedido de recuperação judicial do Grupo Rede significa o fracasso da gestão privada e, na prática, representa uma manobra dos chefes da Celpa para dar um calote nos trabalhadores e nas empresas prestadoras de serviço, que por sua vez deixam de pagar os trabalhadores terceirizados”, afirma panfleto da Oposição.

Para o grupo de oposição, a federalização pode ser uma armadilha para novamente privatizar a Celpa. O grupo defende a reesteatização da empresa de distribuição de energia e mobiliza por greve por tempo indeterminado dos(as) trabalhadores(as) da CELPA e terceirizados(as), pelo pagamento dos passivos e dos salários dos terceirizados e pela garantia de emprego!

Para esta semana, uma paralisação da categoria foi aprovada.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Privatizada, Celpa está a beira da falência


Empresa foi privatizada em 1998 sob argumento de que o serviço iria melhorar e tarifa baixar.

Responsável pelos serviços de distribuição de energia no estado do Pará, a Celpa informou nesta terça-feira (28) que deu entrada no pedido de recuperação judicial. O grupo Rede Energia, ao qual a Celpa pertence, tenta colocar a empresa à venda desde o fim de 2011 em razão de problemas financeiros. Somente a curto prazo, a empresa deve 1,4 bilhão de reais e de longo prazo também no mesmo valor.

Outra informação importante noticiada pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), “o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da Celpa e do imperativo de proteger a continuidade dos serviços públicos por ela prestados”.

Privatizada em junho de 1998 sob argumento de melhoria nos serviços, a Celpa apresenta péssimos serviços prestados a população e a ausência de investimentos para melhoria do sistema de distribuição de energia, chegando a empresa a figurar em último lugar no ranking das 64 empresas distribuidoras de energia no país.

Isto se reflete na falta constante de energia elétrica, equipamentos sucateados, falta de equipamentos apropriados para os trabalhadores desempenharem suas tarefas, demissão em massa, terceirização de atividades-fim, falta de treinamento, acidentes, adoecimentos, sobrecarga de trabalho, reclamação da população e prejuízos para a economia do Estado.

Para Paulo Braga, da oposição sindical “Alternativa Urbanitária” (Sindicato do Urbanitários do Pará – STIUPA) e militante do PSTU, o pedido de concordata da Celpa é mais uma forma da Rede Energia continuar saqueando os consumidores de energia elétrica.

“Com a privatização, só o Grupo Rede  foi beneficiado, pois, na prática, tomou um empréstimo de aproximadamente 450 milhões de reais. Por outro lado,  os controladores en transferiram da CELPA para outras empresas do grupo R$ 224,9 milhões entre 1998 e 2002.  Em contrapartida,as dividas com fornecedores acumuladas no mesmo período de R$ 188,3 milhões destas empresas foram transferidos para a CELPA, ou seja, o Grupo Rede  transfere o dinheiro da Celpa para as outras empresas do grupo e em troca devolve as dívidas destas para serem assumidas pela Celpa. E, por outro lado, a população o que tem ganhado? Péssimos serviços, descaso total no atendimento ao consumidor, apagões constantes, um verdadeiro descaso. O que deveria ser feito agora era a reestatização da Celpa e deixar o Grupo Rede pagar suas próprias dividas”, afirma Paulo Braga.