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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Servidores do INCRA e MDA se solidarizam com trabalhadores rurais que ocupam sede dos órgãos

Os trabalhadores rurais ligados a CONAFER, MLT, MST, MBST e FERAESP, que ocupam desde madrugada de segunda-feira (19) o edifício Palácio do Desenvolvimento, sede do INCRA e das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), bloqueando inicialmente o prédio e depois mantendo desde a tarde desse dia um acampamento no seu entorno, receberam sob forma de nota pública a solidariedade dos servidores do dois dos órgãos agrários.

As direções das três entidades associativas dos INCRA e MDA, a ASSEMDA (Associação Nacional dos Servidores do MDA), a ASSERA/Br (Associação dos Servidores da Reforma Agrária de Brasília) e a CNASI (Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA), em nota pública manifestaram apoio as reivindicações e pedem das negociações efetivas das direções dos órgãos federais com esses movimentos sociais do campo. 
As associações entendem inclusive que "enquanto não houver uma Reforma Agrária de verdade, os movimentos sociais se sentirão obrigados a agir inclusive dessa maneira". 

Destacam que no centro das reivindicações dos movimentos está "tão somente que o INCRA e o MDA cumpram sua missão institucional: o acesso à terra e condições de produção aos trabalhadores na agricultura familiar".  E que "somente é possível o cumprimento dessa pauta por meio da (re)estruturação do INCRA e MDA, valorização e ampliação do seu corpo de servidores, desbloqueio e aumento dos recursos orçamentários dos seus programas e políticas e melhoria das condições físicas dos dois órgãos".

Veja a íntegra da Nota Pública conjunta no sítio da Anota. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sede do Incra é desocupada. Servidores se solidarizam com movimento

Agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) do Distrito Federal desocuparam no último dia 19 a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Brasília. Durante três dias, o órgão foi ocupado por centenas de pessoas que tinham com pauta a retomada na criação de assentamentos e investimentos em infraestrutura em projetos já criados.

Veja AQUI

A saída do prédio ocorreu  após ação de reintegração de posse movida pelo Incra contra os agricultores e teve a intermediação de um defensor público. “A juíza nos notificou novamente, dando prazo até as 18h. O defensor público que nos representou na ação conversou com ela e, nessa conversa, ela teria sinalizado que se cumpríssemos com esse segundo compromisso, a multa seria desconsiderada”, explicou Francisco Lucena, coordenador-geral da Fetraf-DFE, em declaração à Agência Brasil.

Mesmo com a desocupação, não houve avanço nas negociações. Para continuar pressionando o governo, os agricultores montaram acampamento na área externa ao redor da sede do Incra e esperam para essa segunda, 22 de julho, uma reunião com representantes da Secretaria-Geral da Presidência.

Em solidariedade ao movimento, entidades sindicais e associações ligadas a servidores do Incra e do Mistério do Desenvolvimento Agrária divulgaram uma “Nota Pública Conjunta” de solidariedade que pode ser lida na íntegra a seguir:

 Todo apoio a luta d@s companheir@s da FETRAF!

Vimos a público manifestar o apoio à luta das companheiras e companheiros da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Distrito Federal e Entorno – FETRAF-DFE, que desde o dia 17 de julho ocupam o Edifício Palácio do Desenvolvimento, sede nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA e da maioria das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA. As reivindicações apresentadas pela FETRAF-DFE pedem tão somente que o INCRA cumpra sua missão institucional: liberação do Crédito Instalação, Assistência Técnica as famílias assentadas e o acesso a terra para 3.000 famílias acampadas na região.

O bloqueio da aplicação dos recursos do Crédito Instalação foi uma decisão unilateral da Direção do MDA/INCRA, impactando diretamente milhares de famílias assentadas que têm este crédito como a principal política de apoio a sua estruturação na terra. Em que pese à necessidade de aperfeiçoar os procedimentos e a forma de aplicação dos recursos do Crédito Instalação, no intuito de evitar desvios, a sua suspensão de forma generalizada prejudica de sobremaneira o público da Reforma Agrária. É sabido que a Direção do MDA/INCRA tem uma proposta de modificação geral na lógica dos Créditos a serem repassados para as famílias assentadas. Mas a interrupção do Crédito Instalação não pode ser usada como um meio de garantir apoio a esta mudança.

Além do mais, há recursos na União para os créditos, e a proposta de modificação da forma de liberação não pode ser subterfúgio para escamotear o bloqueio de quase 1/4 do orçamento do INCRA e MDA para que o Governo Federal alcance o superávit primário, enquanto o mesmo libera bilhões em créditos subsidiados e desoneração de impostos aos megaempresários e pague meio trilhão de reais em juros da dívida aos banqueiros.
Nas últimas 3 semanas a direção nacional e regional da FETRAF tentaram negociar com o presidente do INCRA e o ministro do Desenvolvimento Agrário sendo ignorados, e as poucas e vagas promessas feitas ao movimento foram sistematicamente descumpridas pelos gestores dos dois órgãos. E após tantos dias de mobilização em frente à Superintendência Regional do INCRA no DF e Entorno, as/os agricultores familiares, sem nem mesmo os créditos que têm direito, muitos dos quais já realizaram as respectivas despesas, foram empurradas a uma situação difícil.

Pedimos aos gestores do MDA/INCRA que realmente abram ao diálogo efetivo com a FETRAF e atenda suas reivindicações, pois sua pauta é mais do que legítima, e necessária para que a Política de Reforma Agrária e valorização da Agricultura Familiar avance no Distrito Federal e Entorno. De nossa parte nos colocamos a disposição no que pudermos contribuir com o processo de negociação. Pois entendemos que a luta d@s companheir@s da FETRAF por uma verdadeira Reforma Agrária e desenvolvimento rural sustentável e solidário está diretamente relacionada com a luta d@s servidores do MDA/INCRA, que há muito reivindicam a mais recursos para os programas, valorização de seu trabalho e melhores condições de trabalho!

Brasília, 19 de julho de 2013

Associação Nacional dos Servidores do MDA – ASSEMDA
Associação dos Servidores da Reforma Agrária de Brasília – ASSERA/Br
Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA – CNASI
Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais - CONDSEF
Central Sindical e Popular - Conlutas no Distrito Federal e Entorno - CSP-Conlutas/DFE

segunda-feira, 11 de março de 2013

Incra promete exonerar Superintendente que assentou preso suspeito de assassinato de extrativistas

A promessa de exoneração do Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá, Edson Luiz Bonetti, é até agora a resposta mais imediata ao assentamento de Antônia Nery de Souza e seu marido, José Rodrigues Moreira, no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta-Piranheira. José Rodrigues Moreira está preso acuado de ser o mandante do assassinato do casal extrativista José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo em maio de 2011.


A promessa de demissão veio do Presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes: "Por menos do que isso, três superintendentes foram exonerados há menos de um mês", teria declarado Guedes ao jornal O Liberal. Veja AQUI.

Edson Luiz Bonetti é Engenheiro Agrônomo formado pela UFPA e não era servidor efetivo do Incra. É Superintendente Regional desde setembro de 2011, havendo anteriormente ocupado também o cargo de Ouvidor Agrário Regional na mesma Superintendência.

Na época em que assumiu a Superintendência, Bonetti foi denunciado pela Associação dos Servidores da Reforma Agrária (Assera) por ter sido assentado pelo Incra e vendido o lote no Projeto de Assentamento Cabanos, em Eldorado dos Carajás, tendo sido excluído do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Na ocasião, o superintendente informou que em setembro de 2004, depois de ter sido aprovado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) para uma vaga no Curso de Agronomia, passou a frequentar a universidade em Marabá. "Por conta disso, tornou-se impossível executar as atividades agropecuárias no lote a mim destinado, fato que ocasionou a minha desistência do lote, que foi devidamente entregue à diretoria da associação, sem qualquer remuneração, para que eles o repassassem a outra família sem terra", disse Bonetti, que frisou estarem os documentos comprobatórios da desistência nos arquivos da Associação que representa o assentamento.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De olho no lote...

A seguinte notícia encontra-se no blog da Cnasi (Confederação Nacional das Associações de Servidores do Incra).

Superintendente em Marabá vende lote e é excluído da Reforma Agrária, afirma Assera do Sul do Pará.

De acordo com o informativo interno da Assera Sul do Pará, em Marabá, novo superintendente do Incra na Regional, Edson Luiz Bonetti, foi excluído do Programa Nacional de Reforma Agrária em 06/01/2009 por transferência do domínio sem anuência do Incra, ou seja, porque vendeu o lote. Bonetti era assentado no Projeto de Assentamento Cabanos.
A publicação questiona qual a moral que o superintendente tem para mandar fiscalizar lotes, se ele mesmo está irregular, pois vendeu sua área sem anuência do Incra.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Retirantes...

Depois de sair da Sala da Cidadania onde o cheiro da fossa estourada está insuportável (Veja em E todo fim de tarde...) e da Sala da Câmara Técnica onde não cabe ninguém, os servidores do Incra de Santarém conseguiram hoje realizar mais uma Assembléia Geral no Setor de Crédito! 

Na pauta, o processo de regulamentação das gratificações e a situação do Incra a nível nacional e local.

terça-feira, 9 de março de 2010

Greve: justiça encerra processo que pretendia criminalizar dez servidores de Santarém

Após 3 anos, a Justiça Federal chegou a uma conclusão no processo movido pela Superintendência Regional do Incra em Santarém contra servidores do órgão. A ação era contra dez servidores que integravam o Comando de Greve local em 2007, entre eles, esse blogueiro.

O processo foi movido pelo Superintendente Regional na época, Pedro Aquino de Santana, que pediu a desobstrução das dependências do Incra, a citação e a responsabilização dos servidores. A justiça federal determinou de imediato, em caráter liminar, a reintegração de posse do prédio. O pedido incluía ainda forte esquema policial para reagir a uma possível resistência por parte dos grevistas (vê INCRA: Reintegração truculenta em Santarém, publicado no blog Molotov na época).

Aliás, esse parece ser o único processo de reintegração de posse que Pedro Aquino moveu na sua gestão, apesar da região ter um longo histórico de grilagem e apropriação de terras públicas.

Mesmo depois do encerramento da greve, o processo correu e estava para ser emitida a sentença quando as entidades dos servidores, Assera, SINTSEP-PA e Assinagro, requisitaram ao atual Superintendente, Luciano Brunett, a suspensão da ação.

O superintende encaminhou o pedido dos servidores através da Procuradoria Regional em 2009 informando que “o prédio já foi desocupado e a autarquia desenvolve suas atividades normalmente”, mas havia ainda dúvidas se o juiz determinaria alguma sentença e se cobraria as custas processuais.

No último dia 01 de fevereiro, foi publicada a sentença com a extinção do processo sem resolução do mérito e sem custas e honorários advocatícios.

A decisão foi do juiz José Airton de Aguiar Portela e o número do processo na justiça federal é 2007.39.02.000731-0.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quatro anos do assassinato de Dorothy Stang

NAS TERRAS DO BEM-VIRÁ

Sinopse

Em busca da terra prometida, milhares de "severinos" deixam suas casas e seguem rumo à Amazônia. A única coisa que carregam: a esperança. O longa metragem "Nas Terras do Bem-Virá" costura vários casos de conflitos envolvendo esses "severinos", que caíram no trabalho escravo, que perderam suas terras, que foram assassinados e viram assassinar seus líderes. Casos de um povo que cansou de migrar em busca da sobrevivência e decide lutar para conseguir um pedaço de terra, deixar de ser escravo e manter viva a última grande floresta tropical do planeta.

Gravado em 29 cidades de cinco estados do Norte e Nordeste brasileiro, o documentário, realizado por Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri, aborda entre outros assuntos, o modelo de colonização da Amazônia, o massacre de Eldorado do Carajás, o assassinato da missionária Dorothy Stang e o ciclo do trabalho escravo.


Exibição


NESTA QUINTA-FEIRA (12/02), PONTUALMENTE ÀS 16 HORAS NA SALA DA CÂMARA TÉCNICA (3º PISO)
Promoção: Assera

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Por que choras Maria?

Em decisão apertada, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro de candidatura da prefeita reeleita de Santarém, Maria do Carmo Martins e a tornou inelegível. Os ministros do TSE acolheram por 4 votos a 3, recurso do Ministério Público Eleitoral que questionava que Maria do Carmo deveria se afastar do Ministério Público Estadual, de onde é servidora, para concorrer à reeleição.

Maria do Carmo ainda pode recorrer, mas restam dúvidas quanto à possibilidade de diplomação (amanhã) e quanto à necessidade ou não de novas eleições em Santarém, se confirmada a setença.

A gestão de Maria do Carmo em Santarém que é do PT, está bem longe de está ao lado dos trabalhadores. Seu primeiro mandato teve inúmeras denúcias de corrupção. A prefeitura possui uma enorme folha de servidores terceirizados e precarizados. A prefeita lançou em 2007 um manifesto de apoio à manutenção da multinacional Cargill em Santarém, mesmo com todas as conseqüências ambientais e fundiárias que esta multinacional trouxe à região.

No ano passado, a prefeita declarou na imprensa local que a obra de um viaduto era o maior sinal de “desenvolvimento” da cidade. No dia da inauguração, um forte esquema de seguranças privados e não-uniformizados reprimiu com violência integrante de movimentos sociais, estudantes e servidores do Incra em greve.


Apesar de tudo isso, creio que o mérito de eleger a prefeita coube ao povo de Santarém, e não cabia o TSE retirá-lo. Mas, Brasil é Brasil e aqui se faz e aqui se paga, dizem os ditados populares.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Relato das Atividades em Santarém

Em Santarém o Dia Nacional de paralisação contou com forte adesão, com praticamente toda a Superintendência aderindo ao movimento, inclusive chefes, terceirizados e estagiários. Até as 10 horas da manhã foi feito o bloqueio de portões, com som explicando para a população os motivos da paralisação e duas faixas penduradas no prédio, um delas dizendo “Lula não cumpre acordos: Incra paralisado”. As 10 horas os servidores se reuniram em Assembléia e elegeram o delegado sindical do Incra (SINTSEP). Com segundo ponto de pauta, os servidores discutiram intensamente o Seminário proposto a SR30 e 7 sugestões foram tiradas a ser encaminhadas em reunião da Assera e Assinagro com o Superintendente do Incra em Santarém na próxima segunda-feira.
À tarde, os servidores fizeram um debate sobre as carreiras, a situação da Cnasi e Assinagro e realizado um retrospecto da última greve aos novos servidores egressos no Incra.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Servidores do Incra iniciam pressão pela assinatura de Medida Provisória

Capitaneados pela Assinagro (Associação dos Engenheiros Agrônomos do Incra) e por diversas associações dos servidores, o dia 29 de abril será marcado por paralisações no órgão responsável pela Reforma Agrária.

Os servidores do Incra fazem parte do conjunto de mais de 800 mil servidores que aguardam o cumprimento de acordos fechados na Campanha Salarial de 2007. Passado quase um ano, dois termos de acordos foram assinados e o compromisso de reestruturação de carreiras a partir de 1° de março de 2008 não saiu do campo das promessas.

A CONDSEF publicou no seu sítio que “o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, comunicou à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) que a proposta contendo reajustes para mais de 800 mil servidores deve seguir para o Congresso Nacional até terça-feira, dia 29”.

Contudo, a nota não explicita se o envio será por meio de Medida Provisória ou Projeto Lei. No segundo caso, a medida poderia demorar meses e até anos para ser votada e se aprovada, entrar em vigor. Neste sentido, a pressão maior é pela assinatura de uma Medida Provisória, que entre em vigor a partir de sua publicação.

Neste sentido, o dia 29 de abril servirá de alerta para o governo para que cumpra os compromissos assinados e envie ao congresso nacional uma MP o mais rápido possível.

Estão previstas atividades até o momento em 20 Superintendências capitaneadas pelos Engenheiros Agrônomos e em várias SR`s, em conjunto com os servidores: Maranhão, Minas Gerais, Acre, Marabá, Paraíba, Brasília, Rio Grande do Norte e outras.

Em Santarém, Assembléia Geral do conjunto dos servidores referendou a posição da Associação dos Agrônomos, decidindo aderir à paralisação.

No dia 29 haverá atividades durante o dia inteiro, alertando a população da falta de compromisso do governo.


Fonte: Assinagro e Lista dos Servidores do Incra

domingo, 27 de abril de 2008

Servidores do Incra se mobilizam para Dia Nacional de Paralisação

Passado quase 1 ano do início da última greve no Incra e mais de 9 meses da suspensão da mesma o governo ainda não cumpriu a sua parte nos acordos firmados para a suspensão do movimento.

A promessa de uma Medida Provisória para reajuste salarial nos próximos três anos não saiu do papel.

A direção da Assinagro deu o pontapé, sinalizando a próxima terça-feira (29 de abril) como Dia Nacional de Paralisação de Advertência ao governo.

No Maranhão em Assembléia conjunta Assincra/Assinagro deliberaram pela paralisação total no dia 29/04 com fechamento da sede. Será organizado café da manhã do lado do prédio com a participação de todos os servidores.

Em Santarém, foi retirado em Assembléia Geral da Assinagro, por unanimidade, paralisação para o dia 29 com trancamento dos portões. A diretoria da Assera sinalizou em reunião encaminhamentos no mesmo sentido e estará realizando AG no dia 28 para apreciação da proposta pelo conjunto dos servidores

Em Minas Gerais também haverá assembléia marcada pra terça-feira. A proposta inicial é uma articulação com os movimentos sociais, com os estudantes e outros órgãos como atividade de paralisação.

No Rio Grande do Norte a representação da Assinagro comunicou: "A Assinagro está sugerindo uma Paralisação de Advertência para o dia 29/04, o que já foi aprovado pelos agrônomos aqui em Natal.". A Assincra local aguarda posicionamento das demais associações.

Em Marabá, os Agrônomos da SR-27 decidiram aderir à paralisação no dia 29, assim como no Acre. Em ambos os casos há mobilização para adesão dos demais servidores.

Na sede em Brasília ficou decidido um café da manhã, entre os Engenheiros Agrônomos da Sede e da SR/DFE-28. Posteriormente, equipes irão fazer um trabalho político junto aos parlamentares no Congresso Nacional, principais Movimentos Sociais, Direção do Incra e MDA.

Destoando deste movimento, CNASI e CONDSEF preferem dar mais tempo ao governo. No último informe da Assinagro, ficou bem claro que estas entidades preferem não mobilizar as suas bases. Diz o texto: “Esclarecemos, inicialmente, que tentamos, há aproximadamente duas semanas atrás, articular junto a CONDSEF, para que ela iniciasse um movimento das categorias que estão incluídas no pacote de reajuste do governo, com uma reunião das lideranças das categorias para tirarmos uma posição conjunta. Infelizmente não conseguimos sucesso nesta tentativa. Por este motivo tivemos a iniciativa de iniciarmos este movimento”, diz em nota vinculada na página de entidade.

Fontes: Assinagro, Lista dos Servidores do Incra.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Nota de movimentos sociais e entidades contra o retorno de dirigentes do Incra de Santarém

O sítio Notapajós, da rede Tapajós de rádio e tv, publicou a "Nota à Sociedade" da Associação dos Servidores da Reforma Agrária (Assera - Oeste do Pará) divulgada no dia de ontem. Com o título "Incra: servidores pedem 'reforma agrária verdadeira'", o sítio http://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=13157 disponibilizou para o grande público o texto integral da nota que também está neste blog.

Também ontem começou a circular uma nota de várias entidades da região que criticam a decisão do juiz Ney Bello, do TRF da 1a região, em Brasília. A nota pede ainda: "moralização da Reforma Agrária, que os retornados sejam definitivamente afastados da direção do órgão e que se nomeie uma coordenação responsável e isenta."

A nota está assinada pela Frente em Defesa da Amazônia (FDA), Fetagri-Baixo Amazonas, CPT, Sindicato dos Trabalhadores de Santarém, Assera e outra entidades, sendo encaminhada à Presidência da República, ao Ministro do Desenvolvimento Agrária e ao Ministério Público Federal.

A seguir, a nota na íntegra:

"Movimentos sociais protestam e dizem não ao retorno da equipe dirigente do INCRA em Santarém

'Se juízes e desembargadores saíssem de seus gabinetes uma vez ao ano
para ver a realidade da Amazônia certamente teriam
julgamentos mais isentos e objetivos'

Entre a realidade da vida e o tribunal ou seu equivalente, de um juiz, há uma distância muito grande. Por isso, nós da sociedade civil organizada ficam escandalizados com decisões esdrúxulas de juízes contradizendo sentenças de seus colegas mais próximos da realidade. O caso do imbróglio do Incra no Oeste do Pará é um exemplo dessa distância.

Depois que o Ministério Público Federal fez longa, lenta e rigorosa investigação e ter constatado várias irregularidades, na forma como a superintendência do Incra vinha realizando uma avalanche de 99 assentamentos em 2 anos e meio; depois de o juiz federal em Santarém e o juiz federal em Altamira acatarem esses resultados e afastarem os principais responsáveis do órgão; também, depois de exigirem avaliação criteriosa de cada um dos assentamentos, então chega outro juiz federal, lá de Brasília e concede uma ação cautelar com efeito suspensivo, determinando os afastados retornarem a seus cargos na Superintendência do Incra. Ele levou em consideração que: "Impende ressaltar que a atuação do INCRA na região é fundamental para a tentativa de restauração da ordem pública, na medida em que promove a necessária regularização fundiária e apazigua os ânimos dos movimentos sociais, razão pela qual a decisão ora recorrida está a fomentar as incerteza fundiárias da região – o que poderá trazer conseqüências desastrosas para toda a sociedade".

Nós, de várias organizações da sociedade civil não concordamos com tal afirmação. Os ânimos nossos estão inflamados e com incertezas exatamente por causa da má administração do grupo que foi afastado pela justiça federal.

Ora, a denúncia do MPF justamente revelou que é a superintendência do Incra que estava criando caos entre assentados abandonados na floresta, pelo conluio da direção do Incra com madeireiros, criação de assentamentos fantasmas, etc. Foi exatamente a má condução dos assentamentos que levou dois juízes da região, o de Santarém e o de Altamira a suspenderem 99 assentamentos e afastamento para bem do serviço público, de cinco dirigentes da Superintendência.

O que se pode concluir dessa nova sentença do juiz de Brasília? Que a investigação realizada pelo M.P.F. era imperfeita? Que as sentenças dos juízes federais de Santarém e Altamira foram negligentes e injustas? Que 29 equipes comandadas pelo superintendente substituto estão provocando o caos aos assentados e ditos clientes de reforma agrária? Que o substituto era incompetente?

O mais grave do julgamento, é que a defesa dos afastados foi feita pelo próprio Incra e não por iniciativa dos afastados, o que é uma conivência institucional com o esquema de "reforma agrária" para atender madeireiros e grileiros.

O que se sabia, por afirmação do superintendente substituto, era que muita coisa estava errada nos assentamentos iniciados em 2005 e 2006. Se o juiz de Brasília leu tudo o que o MPF e Juízes daqui produziram, por que foi aceitar a argumentação suspeita da defesa institucional do Incra?

Diante da má condução dos assentamentos aqui na região, mesmo que a tradição jurídica do Brasil pregue que decisão de juiz não se contesta, mas se cumpre, nós membros de vários movimentos sociais de Santarém e Oeste do Pará recusamos decisões que percebemos serem injustas e lesivas, justamente aos assentados de reforma agrária, como também causando desconfiança da isenção sobre um caso amplamente pesquisado pelo MPF e comprovadas irregularidades, causadoras de prejuízos financeiros e sociais, com risco de fato, de provocar um caos entre os clientes de reforma agrária frustrados pelos desmandos da superintendência afastada.

Por tudo isso, protestamos contra a última decisão do juiz federal de Brasília, Ney Bello e em nome da paz social e correto funcionamento da Superintendência do Incra no Oeste do Pará e pela moralização da Reforma Agrária, que os retornados sejam definitivamente afastados da direção do órgão e que se nomeie uma coordenação responsável e isenta.


Assumem este protesto e denúncia as seguintes instituições e entidades do movimento social:
CITA – Conselho Indígena Tapajós/Arapiuns
ASSERA – Associação dos Servidores da Reforma Agrária/Oeste do Pará
GDA – Grupo de Defesa da Amazônia
FDA – Frente em Defesa da Amazônia
UNECOS – União das Entidades Comunitárias de Santarém
UES – União dos Estudantes de Santarém
PASTORAL SOCIAL
CEAPAC – Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária
STTR – Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém.
CPT - Comissão Pastoral da Terra, da diocese de Santarém
FETAGRI – Federação Estadual dos Trabalhadores na Agricultura, Baixo Amazonas
Instituto Manancial de Santarém
AMDS – Associação das Mulheres Domésticas de Santarém

Nosso endereço de contato: Travessa Assis Vasconcelos 432, bairro Aldeia – Santarém, Pará Cep. 68.048.150 – Fax 093 3523 2685; fones – 093 3522 1777 e 35231066. Nomes de contato: Gilson Rego e Enoy Sena"

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

NOTA À SOCIEDADE

A Assera divulgou hoje a seguinte nota:


ASSERA
Associação dos Servidores da Reforma Agrária do Oeste do Pará
CNPJ: 08.876.859-0001-70
_________________________________________________________

NOTA À SOCIEDADE


Em 03 de dezembro de 2007.

“Fizeram logo um projeto, sem ninguém testemunhar,
Pro dragão tirar madeira e toda a mata derrubar!
No lugar que havia mata, hoje há perseguição!
Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar?”
(Vital Farias: Saga da Amazônia)

A Associação dos Servidores da Reforma Agrária do Oeste do Pará – Assera vem mais uma vez se pronunciar sobre o processo de condução de Reforma Agrária executado pela SR30 do Incra, em especial os últimos acontecimentos de afastamento e retorno de dirigentes desta instituição.

A maioria dos servidores se mantém afirmando que o papel do Incra na região deve se voltar para o atendimento das populações que ocupam as terras públicas ou delas foram expulsas, cumprindo assim a sua missão institucional. Defendemos ainda que os trabalhos executado pela autarquia se balizem pela legalidade, pelo zelo com o bem público (incluindo a terra e o próprio Incra), com planejamento e qualificação dos servidores. Qualquer processo a ser desencadeado pelo Incra neste sentido terá total apoio dos servidores, pois seguir este rumo é imprescindível.

Da mesma forma, o inverso também é verdadeiro. Não nos submeteremos às mais variadas formas de coação, distorção, calúnias, ameaças e ilegalidades das quais já fomos vítimas. Os servidores ingressos no último período nesta instituição aprenderam à duras penas que ou a SR30 busca uma intervenção neste sentido ou continuará em curso ações que criaram problemas insanáveis como homologação de beneficiários em desacordo com as normas legais, e dilapidação do patrimônio público em benefício de madeireiras. Questões como esta podem comprometer a destinação de terras públicas bem como desmoralizar o processo de reforma agrária na região em um futuro bem próximo, visto que o órgão que deveria zelar pela destinação adequada da terra tem entre os seus dirigentes pessoas que são as primeiras a realizar todo tipo de improbidade, como acusou o MPF.

Contudo, exigir que o órgão em que trabalhamos cumpra a sua missão e se volte à população que mais dele precisa só nos trouxe problemas nos últimos meses. Estranhamente, para alguns dos dirigentes do Incra no Oeste do Pará a legalidade é subversiva e os “subversivos” devem ser “enquadrados”. Não é à toa o quadro em que se encontram vários colegas, afastados por licença médica devido a toda forma de pressão e ameaça a que somos submetidos, situação que repudiamos veementemente.

Também é estranho o total descompasso entre as declarações provindas da direção nacional do Incra e a realidade da SR30. Se tudo é legítimo e as ações planejadas serão continuadas como afirmou em nota pública, como se justifica a formação de mais de vinte equipes e o gasto anunciado de 3 milhões para sanar exatamente o que deixou de ser feito nos últimos dois anos. Tudo isto aparenta que existem na verdade duas SR30: uma que está na cabeça e nos discursos dos dirigentes do Incra e a outra, concreta.

Mais estranho ainda é que para tentar sanar o que foi feito ponham-se em curso um novo corre-corre semelhante ao ocorrido nos finais do ano de 2005 e 2006, com novos atropelos, falta de planejamento e orientação adequada aos servidores, como se em poucos meses fosse possível sanar os enormes equívocos cometidos.

Por tudo isto, reafirmamos ser preciso mais que uma mudança de dirigentes ou de cargos. O que a SR30 precisa é definir como prioritária a correta destinação de terras públicas, a implementação e a consolidação de um verdadeiro processo de reforma agrária que de fato atenda as necessidades dos trabalhadores que dela precisam.