O caráter burguês da revolução democrática não deixava, porém, prever que classes deveriam realizar as tarefas desta revolução e que forma tomariam então, as relações entre as classes. Era esse, no entanto, o ponto de partida de todos os problemas estratégicos fundamentais. (Trotsky, in “A Revolução Permanente”).
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Egito: Tarefas pendentes, revolução permanente...
O caráter burguês da revolução democrática não deixava, porém, prever que classes deveriam realizar as tarefas desta revolução e que forma tomariam então, as relações entre as classes. Era esse, no entanto, o ponto de partida de todos os problemas estratégicos fundamentais. (Trotsky, in “A Revolução Permanente”).
domingo, 1 de abril de 2012
Noventa anos de comunismo no Brasil
Por
Mário Maestri*
Em
25 de março de 1922, era fundado, em Niterói, no Rio de Janeiro, o Partido
Comunista Brasileiro. O pequeno grupo de nove delegados – sobretudo operários e
artesões –, representando pouco mais de 70 militantes, de diversas regiões do
Brasil, dimensionava os limites orgânicos do movimento nascente. A ideologia
anarco-sindicalista e a escassa formação marxista dos novos comunistas
demarcavam igualmente a fragilidade política do movimento em formação.
Entretanto,
foi enorme o sentido simbólico daquela reunião. Sob o impulso da Revolução de
1917, pela primeira vez em uma nação ainda essencialmente rural e profundamente
federalista, os trabalhadores expressavam em forma clara e explícita a vontade
de organizar-se em partido para a luta pela construção de uma sociedade
nacional e internacional sem explorados e exploradores.
As
celebrações essencialmente genealógicas que acabamos de viver do transcurso em
questão registram fortemente os impasses e a debilidade do comunismo no Brasil,
noventa anos após a reunião histórica.
Já
sem quaisquer raízes com os princípios que nortearam os primeiros anos do
comunismo no Brasil e no mundo, o Partido Comunista do Brasil (PC do B),
produto da cisão de 1960, procura registrar burocraticamente os laços
organizacionais que o ligariam àquele movimento primordial, no momento em que
participa com destaque da gestão governamental do país em favor do grande
capital, sendo regiamente remunerado por tal ação.
O
pequenino Partido Comunista Brasileiro (PCB), glorioso resgate da rendição
incondicional empreendida pelo PPS, em 1992, realiza meritório esforço de
“reconstrução revolucionária”, fortemente dificultada pelo resgate acrítico de
passado que materializou, por longas décadas, a negação radical dos princípios
consagrados pela revolução soviética. Homenagem e tributo ao pesado lastro do
passado que determinam, comumente, a ação do presente.
Uma
enorme parte da história do comunismo no Brasil e no mundo está marcada
indelevelmente pela sombra sinistra do stalinismo, excrescência política da
imensa capa burocrática que expropriou o poder político dos trabalhadores, em
processo que levaria a URSS, a China, os países do Leste Europeu, à crise e à
restauração capitalista. Processo que determina, hoje, mais e mais, o destino
da sociedade cubana.
Através
do mundo, os comunistas que se organizaram contra a colaboração de classe e em
defesa do internacionalismo, da revolução socialista, da democracia leninista
etc. foram expulsos dos partidos comunistas, caluniados, perseguidos e, não raro,
eliminados fisicamente. Na URSS, na China, na Espanha etc., os comunistas
revolucionários vitimados pelos stalinistas se contam às dezenas de milhares.
O
gráfico Joaquim Barbosa, Rodolfo Coutinho, Manoel Medeiros, Mario Pedrosa,
Fúlvio Abramo, Lívio Xavier, Aristides Lobo, Manoel Medeiros, João da Costa
Pimenta, Hermínio Sacchetta foram alguns das centenas de destacados e dedicados
militantes comunistas, alguns deles fundadores do PCB, que enfrentaram, em
diversas épocas, a luta pela reconstrução revolucionária do comunismo no
Brasil, então sob a férrea hegemonia liquidadora stalinista.
Em
geral, essa luta empreendida nas mais difíceis condições foi dada através de
grupos ligados à Oposição de Esquerda, animada por León Trotsky, igualmente
expulso da URSS, perseguido e vilmente assassinado pelos esbirros do
stalinismo. Nossa saudação a todos aqueles comunistas revolucionários
brasileiros, nesta data que é de tantos e, sobretudo, deles.
O
caráter restrito das celebrações da fundação do movimento comunista no Brasil,
em 1922, é um enorme depoimento de sua atual fragilidade organizacional e
político-ideológica. Fragilidade extensiva àqueles que reivindicam filiação
orgânica direta ou apenas político-ideológica ao ato inaugural do comunismo no
Brasil.
*Mário
Maestri é sul-rio-grandense, historiador e comunista sem partido. Publicado
originalmente no Correio da Cidadania.
Leia também: O
trotskismo no Brasil
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Uma velha história
A origem e a trajetória de um grupo estudantil de Belém no final do regime militar e como este acabou sendo o precursor do trotskismo no Pará é o centro do empolgante texto de Sebastião Vilhena que se encontra em seu blog, na postagem Trotskismo em Belém: do GREMPS à Convergência Socialista. Parte final
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Caiu a ficha de James Petras?
Defensor de Hugo Chávez até um dia desses, o respeitado intelectual marxista americano, James Petras, atacou duramente os trotskistas venezuelanos e o PSTU brasileiro ao final do ano de 2007.
Numa entrevista numa rádio uruguaia, Petras afirmou na época que o PSTU do Brasil trabalha na Venezuela junto com “os estudantes financiados pelo imperialismo”. Depois agregou: “temos documentos da agência de ajuda internacional em que reconhecem dar 213 mil dólares aos estudantes treinados nos Estados Unidos que voltam e semeiam a luta nas ruas, etc. Com esta gente trabalham os trotskistas, os setores aliados ao PSTU”. (Veja a notícia da época AQUI! )
As acusações se deram em meio a grandes mobilizações estudantis que naquele momento sacudiam as universidades públicas venezuelanas. Os protestos foram duramente reprimidos pela polícia e ocorreram às vésperas do referendo sobre mudanças constitucionais que permitiam a reeleição infinita de Chávez.
Agora, passados quase quatro anos das acusações nunca provadas, James Petras sai com um artigo que está circulando em vários meios alternativos, acusando o governo Chávez de “uma guinada à direita”.
“De acordo com este giro à direita, o regime de Chávez cumpriu as petições de Santos [Presidente da Colômbia] de deter guerrilheiros das FARC e do ELN, bem como um destacado jornalista esquerdista, e extraditar para um Estado que detém o pior historial de direitos humanos nas Américas desde faz mais de duas décadas em termos de tortura e assassinatos extrajudiciais. Esta viragem à direita tem um caráter ainda mais ominoso se se considerar que a Colômbia tem mais de 7.600 presos políticos, dos quais 7.000 são sindicalistas, camponeses, indígenas, estudantes, isto é, não combatentes. Ao ceder às demandas de Santos, a Venezuela nem sequer seguiu os protocolos estabelecidos pela maioria dos governos democráticos, e não exigiu qualquer garantia contra a tortura e de respeito de um processo judicial correto. Por outra parte, quando algumas vozes críticas assinalaram que estas extradições sumarias violam os próprios procedimentos constitucionais da Venezuela, Chávez lançou uma feroz campanha de calúnia contra seus críticos, os qualificando de agentes do imperialismo envolvidos em um complô para desestabilizar seu regime”, diz trecho do artigo de Petras, que omite que até um dias desses ele fazia parte deste coro de desqualificação daqueles que faziam críticas à esquerda à Chávez.
Veja todo artigo em A guinada à direita de Chávez: realismo de Estado contra solidariedade internacional no sítio do Diário Liberdade.
Numa entrevista numa rádio uruguaia, Petras afirmou na época que o PSTU do Brasil trabalha na Venezuela junto com “os estudantes financiados pelo imperialismo”. Depois agregou: “temos documentos da agência de ajuda internacional em que reconhecem dar 213 mil dólares aos estudantes treinados nos Estados Unidos que voltam e semeiam a luta nas ruas, etc. Com esta gente trabalham os trotskistas, os setores aliados ao PSTU”. (Veja a notícia da época AQUI! )
As acusações se deram em meio a grandes mobilizações estudantis que naquele momento sacudiam as universidades públicas venezuelanas. Os protestos foram duramente reprimidos pela polícia e ocorreram às vésperas do referendo sobre mudanças constitucionais que permitiam a reeleição infinita de Chávez.
Agora, passados quase quatro anos das acusações nunca provadas, James Petras sai com um artigo que está circulando em vários meios alternativos, acusando o governo Chávez de “uma guinada à direita”.
“De acordo com este giro à direita, o regime de Chávez cumpriu as petições de Santos [Presidente da Colômbia] de deter guerrilheiros das FARC e do ELN, bem como um destacado jornalista esquerdista, e extraditar para um Estado que detém o pior historial de direitos humanos nas Américas desde faz mais de duas décadas em termos de tortura e assassinatos extrajudiciais. Esta viragem à direita tem um caráter ainda mais ominoso se se considerar que a Colômbia tem mais de 7.600 presos políticos, dos quais 7.000 são sindicalistas, camponeses, indígenas, estudantes, isto é, não combatentes. Ao ceder às demandas de Santos, a Venezuela nem sequer seguiu os protocolos estabelecidos pela maioria dos governos democráticos, e não exigiu qualquer garantia contra a tortura e de respeito de um processo judicial correto. Por outra parte, quando algumas vozes críticas assinalaram que estas extradições sumarias violam os próprios procedimentos constitucionais da Venezuela, Chávez lançou uma feroz campanha de calúnia contra seus críticos, os qualificando de agentes do imperialismo envolvidos em um complô para desestabilizar seu regime”, diz trecho do artigo de Petras, que omite que até um dias desses ele fazia parte deste coro de desqualificação daqueles que faziam críticas à esquerda à Chávez.
Veja todo artigo em A guinada à direita de Chávez: realismo de Estado contra solidariedade internacional no sítio do Diário Liberdade.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Lembranças de Leon
O único sobrevivente da família do revolucionário Leon Trotsky está no Brasil. Trata-se de Esteban Volkov, neto do revolucionário russo e curador do museu Trotsky em Coyoacán, no México. Volkov vem a convite da Editora e Livraria Marxista e com o apoio de diversas entidades do movimento operário brasileiro, para ministrar conferências públicas sobre a atualidade da obra e a vida de seu avô, Leon Trotsky.Saiba mais: AQUI!
Leia ainda no Diário Liberdade: A luta da família de Trotsky: Entrevista com Esteban Volkov
E por falar em Trotsky, uma dos membros do triunvirato da família Chagas Daniel, a companheira Talitta do blog Enquanto eu tomo meu café, andou remoendo lembranças com o leão bolchevique.
Confira em Leon
terça-feira, 8 de março de 2011
Frases
“Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução.”Leon Trotsky, demonstrando que o Dia Internacional da Mulher foi o estopim da primeira Revolução Russa de 1917. A greve das operárias têxteis radicalizou-se contra a fome, o regime czarista e a participação do país na Primeira Guerra Mundial. Até então o Dia da Mulher tinha datas distintas em cada país europeu.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A crise de direção
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
2011 começa com Revolução!

A onda revolucionária que varre o mundo árabe tem a novidade do uso e bloqueio da internet, mas deixa em aberto outras questões de outras revoluções, tão trabalhadas pelo trotsquismo:
- Os elos mais fracos da cadeia: a crise econômica nos centros do sistema irão se manifestar apenas na chamada "periferia"?
- Fevereiros e Outubros: As revoluções políticas na Tunísia e Egito se transformarão em revolução social?
- A via democrática: A via eleitoral e a democracia burguesa continuarão a ser estanques do aprofundamento da democracia operária e popular?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Os cem anos da ex-trotskysta Rachel de Queiroz
Ontem se completou o centenário de nascimento de Rachel de Queiroz, escritora cearense, famosa por obras regionalistas como “O Quinze” (sobre a lendária seca de 1915), “Três Marias”, “Memorial de Maria Moura”, “João Miguel” e outras envolvendo quase sempre envolvendo temáticas do semi-árido nordestino.Tornou-se reconhecida aos vinte anos (1930), logo após a grande repercussão de “O Quinze”. O livro tem forte influência de sua vida pessoal. Mesmo de família rica e descendente de José de Alencar, migrou em 1917 para o Rio de Janeiro e no ano seguinte para Belém devido a fortes secas que atingiram o Ceará na segunda metade da década de dez do século XX.
Ainda na juventude, retornou a Fortaleza em 1919 e dez anos depois ingressou na organização “Bloco Operário e Camponês”, grupo que daria origem ao Partido Comunista do Brasil no Ceará.
Em 1933 começa a ter dissenções com a direção do PCB e se aproxima de Lívio Xavier, intelectual cearense que divulga as ideias de Trotsky no Brasil, e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre.
Esse grupo fundou a Liga Comunista Internacionalista (Brasil) ligada à Oposição de Esquerda Internacional, dirigida por Leon Trótski, sendo a primeira organização trotskysta brasileira, primeiro como fração do PCB, depois como organização própria.
Em 1937 foi presa em Fortaleza acusada de ser comunista. Teve seus livros pessoais queimados e tida como persona non grata.
Após um longo período sumida da vida política nacional mas com atividades literárias, reaparece em 1964 dando apoio ao golpe militar e ao general Castelo Branco, seu amigo de infância.
Sempre interregoda em entrevistas sobre essa contradição em sua vida, Rachel de Queiroz respondia que não se arrependia de nada, nem da militância trotskista, nem do apoio a Castelo Branco que ela distinguia do regime militar.
Além da contribuição literária, transformou a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, em reserva particular do patrimônio natural, com grande riqueza ambiental e cultural do semi-árido.
Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos.
domingo, 17 de outubro de 2010
Um arquivo da revolução

O “Archivo León Trotsky”, lançado em maio de 2009, pela Revista de Teoria e Política Internacional “Marxismo Vivo”, tem o objetivo de reunir e tornar público documentos de organizações revolucionárias.
Essa página começou disponibilizando a seus visitantes os arquivos de uma das correntes do movimento trotskista, fundada pelo revolucionário argentino, Nahuel Moreno. Porém, a perspectiva é que outros arquivos se somem permanentemente. Deste modo o Archivo León Trotsky poderá converter-se no Arquivo da Revolução.
Atualmente constam 3.630 documentos acessíveis ao público. Entretanto, é um número irrisório em relação aos cerca de 100.000 documentos que já deverão ficar à disposição. Se trata de textos, gravações e imagens que nunca foram divulgados, ou que foram há décadas atrás.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Um fantasma ronda o velho stalinista

A atual e profunda crise do capital financeiro atinge em proporções rápidas e catastróficas o mundo da produção, com quebras de empresas e demissões em massa para os trabalhadores. Muitos estão a comparar a atual crise com a de 1929, que penduraria até os anos quarenta, tendo na II Guerra Mundial uma trágica saída.
Talvez esse fenômeno esteja a assustar velhos stalinistas que parecem buscar em calúnias imputadas à Trotsky a responsabilidade pela adesão ao imperialismo e ao capitalismo parasitário de toda uma geração de militantes de partidos comunistas no centro e na periferia do globo.
Neste sentido, um recente artigo do jornalista e militante do Partido Comunista Português Miguel Urbano chama atenção. Urbano se diz surpreendido com a permanência das idéias “trotskistas” nos dias atuais, que seriam mantidas por uma combinação de intelectuais e jovens pequenos-burgueses.
Mas, o cerne do argumento é que o “trotsquismo” (expressão criada por Stálin) só se manteria nos dias de hoje graças ao capitalismo, que daria sobrevida a uma “excrescência ideológica” para se contrapor as “grandes conquistas soviéticas”!
Talvez esse fenômeno esteja a assustar velhos stalinistas que parecem buscar em calúnias imputadas à Trotsky a responsabilidade pela adesão ao imperialismo e ao capitalismo parasitário de toda uma geração de militantes de partidos comunistas no centro e na periferia do globo.
Neste sentido, um recente artigo do jornalista e militante do Partido Comunista Português Miguel Urbano chama atenção. Urbano se diz surpreendido com a permanência das idéias “trotskistas” nos dias atuais, que seriam mantidas por uma combinação de intelectuais e jovens pequenos-burgueses.
Mas, o cerne do argumento é que o “trotsquismo” (expressão criada por Stálin) só se manteria nos dias de hoje graças ao capitalismo, que daria sobrevida a uma “excrescência ideológica” para se contrapor as “grandes conquistas soviéticas”!
Seria uma ironia esse ataque a um dos maiores teóricos da crise capitalista exatamente neste momento?
A seguir, os links do artigo de Miguel Urbano e dois artigos em resposta, dos brasileiros Mário Maestri e Álvaro Biachi.Apontamentos sobre Trotsky — O mito e a realidade
Miguel Urbano Rodrigues - publicado no sítio Resistir
Por que o espectro de Trotsky ronda o mundo?
Mário Maestri – publicado no Correio da Cidadania.
Antitrotskismo: manual do usuário
Álvaro Biachi – publicado no sítio do PSTU
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