segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Uma data e muitos fatos: causas do fracasso das leis sobre reforma agrária
segunda-feira, 25 de março de 2013
Caros Amigos terá que explicar demissão de toda a redação ao MPT
A Revista Caros Amigos terá que prestar esclarecimentos ao Ministério Público do Trabalho, após dispensar toda a sua redação, que estava em greve, em protesto à redução de salários e a ameaças de demissão. A convocação foi feita depois de o diretor-geral do veículo, Wagner Nabuco, ter recusado o pedido de conversa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. A mesa-redonda será nesta quinta-feira, 28, ocasião em que a publicação deverá explicar as supostas irregularidades apontadas pelos 11 profissionais demitidos.
A crise envolvendo o veículo tornou-se pública no início do mês, quando a equipe paralisou os trabalhos e divulgou carta explicando os motivos da greve. O estopim teria sido a informação divulgada pelo diretor-geral de que, a partir de abril, a revista passaria por corte de 50% dos gastos. A redução representaria a demissão de cinco dos 11 contratados. “Com evidente aumento de trabalho sem compensação salarial”, reclamaram os jornalistas grevistas. Como justificativa à demissão, a revista alegou “quebra de confiança”.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Nota: Diretor da “Caros Amigos” demite equipe da redação em greve
O diretor-geral da revista Caros Amigos, Wagner Nabuco, chamou hoje (11/03/2013) a equipe de redação e anunciou que a empresa está demitindo todos os trabalhadores que se encontravam em greve desde sexta-feira, dia 08/03, alegando "quebra de confiança".
sábado, 22 de dezembro de 2012
Brasil: Devastação e resistência na Transamazônica
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Caros Amigos: Madeira em Tora, Ameaças a Granel
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Caros Amigos lança edição especial da esquerda
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Frases
“A divisão é um traço da época, que é de incerteza muito forte. Todo mundo está inseguro, o pobre, a classe média e o rico. Na era de incerteza é normal que um grupo vá para cá e o outro vá para lá...É normal que MST, CPT, MAB, MPA estejam divididos. Mas eu tenho a impressão que se tivermos uma candidatura unitária da esquerda, no primeiro turno esse grupo estará fechado conosco. No segundo turno, provavelmente tomarão posições eventualmente distintas. Isso se não formos para o segundo turno, o que é bem provável”. Disse em entrevista ao sítio da revista Caros Amigos o pré-candidato à presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, na primeira entrevista do especial “Eleições 2010”.Leia tudo em http://carosamigos.terra.com.br/
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Quem te viu, quem te vê....
Tida por uns como uma revista das mais sérias, uma espécie de anti-Veja, a revista Carta Capital vem algum tempo fazendo coro ao discurso conservador que pede a extradição do militante político Cesare Battisti para a Itália. O assunto volta às páginas da revista e à sua página na internet praticamente toda semana nos últimos meses. O tom das matérias é de um incondicional ataque a Battisti, muitas vezes com argumentos dos mais reacionários, como chamá-lo de terrorista.
A revista adotou esta posição de forma tão ferrenha que até um de seus maiores “desafetos”, o ministro e presidente do STF Gilmar Mendes, passou a ser elogiado, com direito a editorial de Mino Carta, o dono da revista:
“CartaCapital já foi muito crítica em relação a certos comportamentos do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Desta vez, louva-lhe a atuação no julgamento do Caso Battisti, de saída pelo voto de aprovação à impecável decisão do relator Cezar Peluso, e agora em virtu-de de uma entrevista à TV Educativa do Paraná que foi ao ar nestes dias.”
A abertura do editorial é reveladora: “CartaCapital já foi muito crítica em relação a certos comportamentos do ministro Gilmar Mendes..”. Já foi? Continuará sendo? Ainda veremos capa com Gilmar Mendes na capa vestido de coronel?Estranho essa verdadeira obsessão contra Battisti, capaz até de absorver o terrorista Gilmar Mendes. O que a move?
Leia:
O STF não é um clube recreativo
(Editorial da Carta Capital)
Bem mais coerente com sua linha editorial, o sítio da revista Caros Amigos publicou um bom artigo do jornalista Rui Martins, bem como a Carta de Cesare Battisti a Lula. leia
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Frases: Por que não sai a reforma agrária?
"Não se justifica num país, por maior que seja, ter alguém com 30 mil alqueires de terra! Dois milhões de hectares de terra! Isso não tem justificativa em nenhum lugar do mundo! Só no Brasil. Porque temos um presidente covarde, que fica na dependência de contemplar uma bancada ruralista em troco de alguns votos. (...) a questão da reforma agrária é condição de honra pra nós. Porque está na base da criação do PT."Luiz Inácio Lula da Silva - REVISTA CAROS AMIGOS - NOVEMBRO 2000
domingo, 3 de maio de 2009
Caros Amigos:"Somos todos palestinos"
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Hidrelétricas e os podres poderes
Quem vê a gana do governo Lula em barrar os rios da Amazônia deve suspeitar dos reais interesses por trás das grandes obras no Tocantins, Madeira, Xingu e Tapajós.Os conglomerados de mineradoras que se instalam na região amazônica e as siderúgicas previstas ou em funcionamento no Pará, Maranhão, Ceará e Pernambuco são hoje os maiores demandantes de energia elétrica, aliás, energia esta subsidiada pela nossa conta de luz. Estas indústrias estão sendo banidas da Europa pelo caráter altamente poluente e “descem” para a periferia do globo com apoio e orientação explícita do Banco Mundial.
Mas, a gana sobre recursos energéticos e sobre os rios brasileiros vai além e envolvem interesses que vão desde a clássica apropriação do Estado por velhos caciques da política brasileira até o processo geopolítico de integração subordinada na América do Sul, num clássico caso onde os interesses de dilapidação e expropriação convergem via capital.
Duas publicações em veículos alternativos da imprensa desde mês mostram isso claramente.
A primeira delas é a revista “Caros Amigos” que trás a matéria “Quem governa é o Lula, mas quem manda é o Sarney” do jornalista Palmério Dória. A matéria levanta as “peripécias” do ex-presidente Sarney e sua “big” família, trazendo “traquinagens” que vão do vazamento de informações da Polícia Federal, tráfico de influência, crimes do colarinho branco, fraudes na Sudam, dinheiro em paraísos fiscais e outros itens de um variado “currículo”.
Mas, chama atenção a atuação de Fernando Sarney, filho de Sarney investigado pela polícia federal por corrupção e remessa ilegal para exterior de dinheiro obtido de superfaturamento e desvio de obras de infra-estrutura em que o Ministério de Minas e Energia, controlado por Edson Lobão (ou seja, Sarney) seria o lócus privilegiado.
Diz trecho da matéria:
“O relatório dos delegados Marcio Adriano Anselmo e Thiago Monjardim Santos, enviado ao juiz Neian Milhomem Cruz no dia 18 de agosto, não deixa dúvidas: qualquer rolha de concreto, qualquer barragem nas hidroelétricas brasileiras paga pedágio a Fernando Sarney. Quando José Sarney faz um discurso no Senado, dizendo que Belo Monte, no rio Xingu, na terra dos caiapós, vai ser a redenção da Amazônia, pode ficar certo que muito antes que as comportas se fechem, a alegre turma de Fernando {Sarney} já entou em campo, faturando.

Em São Luis, com a calma de quem tece um colar de contas, made in caiapó, o historiador maranhense Wagner Cabral da Costa, autor de ‘Sob o Signo da Morte – O poder oligárquico de Victorino a Sarney, explica que nada disso ocorre por acaso.
‘Quando Sarney foi governador, a ditadura estava investindo forte em infra-estrutura no nordeste amazônico com a usina de Boa Esperança, no rio Parnaíba, entre o Maranhão e o Piauí, e com expansão das Centrais Elétricas do Maranhão. Então você tem um setor que passa a ter as indicações políticas do grupo’.
Estamos no Hotel Abeville, na avenida Castelo Branco, que vem da ponte José Sarney, ligação direta: quem garantiu Sarney governador lá na ditadura, em 1965, foi Castelo, o primeiro general de plantão. Wagner prossegue:
‘Na rodada seguinte de expansão, que é exatamente o programa Grande Carajás, ainda na ditadura, você tem a implantação da Vale do Rio Doce com o corredor de exportação, a implantação da hidroelétrica de Tucuruí, no Pará e a Eletronorte. Ou seja: vão construir a ponta de organização do setor, mas que é o lugar em que você pode trazer as construtoras, que vêm para o Maranhão para tocar as obras. Você tem o esquema das construtoras, das licitações pra conseguir esses contratos, e a contrapartida em termos de financiamento de campanha.
‘Mas também tem a questão da energia, que tem a ver com a Alumar, localizada na ilha de São Luís. O processo de fabricação da alumina consome muita energia, que é a energia subsidiada. Todos os contratos da Alumar foram negociados por agentes de Sarney. São contratos de 20 anos em que eles pagam 20% a 25% do preço que o consumidor comum paga na cidade. O primeiro contrato venceu há poucos anos e foi renovado por mais 20 anos por gente do Sarney’.
(...)"
A segunda publicação é a versão brasileira do francês “Le Monde Diplomatique” que trás como parte de um dossiê do papel imperialista do Brasil na América do Sul a matéria “Da Alca à IIrsa”. De certa forma, a matéria mostra que o discurso de “integração soberana” da América do Sul nada mais é que a continuidade da Iniciativa de Integração da Infraestrutura Sul-americada (IIRSA) gestado pelos governos banidos de Fujimori (Peru), Naboa (Equador), De La Rúa (Argentina), Bánzer (Bolívia) e não mais popular Fernando Henrique Cardoso, orientados pelo Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Ao mostrar que os 10 alvos prioritários do IIrsa estão sendo tocados via “Plano de Aceleração do Crescimento” – o PAC – a matéria foca-se no eixo do rio Madeira para usar exemplos de como o BNDES e grandes empreiteiras vem atuando.
Diz trecho da matéria:
“No livreto 'A integração sul-americana e o Brasil: o protagonismo brasileiro na implementação da IIRSA', publicado pela primeira vez em 2004, Carvalho mostra que o Estado brasileiro adotou uma postura de incentivar um tipo de integração física baseada na exploração da bacia amazônica, como estratégia central. De fato, quatro dos 10 eixos de projetos da IIRSA localizam-se nesta região, a começar pelo maior, o complexo hidroaquaviário-elétrico da bacia do rio Madeira. As obras também atingem Bolívia e Peru, países que estão sendo desconsiderados nos efeitos do barramento do rio, o maior contribuinte do Amazonas.
Os projetos que mais tarde se notabilizaram como obras, sob a rubrica IIRSA, começaram a ser planejadas ainda no início dos anos 1990 e foram introduzidas, governo após governo, no rol de projetos que viriam a conformar o modelo econômico nacional. Dos ENIDs ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras financiadas pelo poder central, no Brasil, levam a mesma marca. Nesse sentido, é exemplar, outra vez, o caso das usinas do rio Madeira – e o protagonismo que o BNDES assume em viabilizá-las.

Entre agosto e setembro de 2006, durante a campanha reeleitoral de Lula, uma vasta ação política e empresarial envolveu o BNDES, o IBAMA, Furnas, a Odebrecht e respeitados professores universitários: firmar um consenso sobre a necessidade de construir, no rio Madeira, em Rondônia, as bilionárias hidrelétricas Jirau e Santo Antonio. Lula reeleito, as usinas foram colocadas no coração do PAC.
Na época, afirmei que “o processo de fabricação do consenso quanto a Jirau e Santo Antonio configurou uma espécie de Operação Madeira, montada para viabilizar política e financeiramente a construção das enormes usinas, perto da fronteira com a Bolívia. Enquanto Lula e Alckmin se digladiavam diante dos holofotes, suas equipes incluíam nos programas de governo de ambos a construção de controversas usinas.”
Como se percebe, para os interesses por trás das grandes usinas hidroelétricas da Amazônia converge o que há de mais moderno e mais podre na estrutura capitalista brasileira e internacional. É a serviço destes interesses que agem os donos do poder no Brasil.
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Observação: a fotografia, a charge e o mapa que ilustram o texto acima foram retirados da internet e não fazem parte das matérias da "Caros Amigos" e do "Le Monde Diplomatique".
domingo, 2 de dezembro de 2007
Governo ajuda madeireiras a devastar a Amazônia
Ao detalhar como a criação de assentamento no Oeste do Pará foi orquestrada desde de 2004 como modelo de uma reforma agrária as avessas, Maurício Torres insere este processo no quadro histórico de grilagem de terras públicas e violência contra as populações locais que tanto assolam a região amazônica há décadas. A novidade, é o uso da Reforma Agrária, uma bandeira histórica dos trabalhadores rurais brasileiros, para beneficiar o agronegócio da madeira.
O escândalo já rendeu outras matérias em programas como o Fantástico e até na imprensa internacional, através do Jornal The Independent, com matéria publicada no Brasil pelo jornal Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u321618.shtml).
Também o Greenpeace, publicou um extenso relatório investigativo sobre a questão e que pode ser acessado no sítio http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/ministerio-aguarda-den-ncia-f
No âmbito judicial, 99 assentamentos criados neste processo foram interditados por irregularidades e 5 dirigentes da SR30 do Incra foram afastados:Pedro Aquino, superintendente do Incra em Santarém, além de Sílvio Carvalho, Bruno Kempner, Luis Edmundo Magalhães e Dilton Tapajós. O juiz determinou ainda a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de todos os acusados.
Segundo o Ministério Público Federal, “tais projetos não atendem a uma autêntica demanda de potenciais clientes da reforma agrária. São antes resultado da pressão do setor madeireiro junto a esferas governamentais, que vislumbram nos assentamentos um estoque de matéria-prima”. O MPF afirma ainda que a superintendência do Incra em Santarém foi utilizada “no intuito de inflar as metas anuais cumpridas de famílias homologadas em relações de beneficiários da reforma agrária. Tudo comandado pelo Superintendente Pedro Aquino e por outros servidores que se mobilizaram para que as metas – ainda que apenas aparentes – se realizassem”. Aquino teria pressionado os técnicos do órgão para que fossem realizados levantamentos de campo com práticas ilícitas. Muitos dos assentamentos criados existem apenas no papel e não contam com nenhum morador. (http://www.pa.trf1.gov.br/noticias/docs/Incra%20-%20afastamento%20de%20servidores.doc)
A seguir, um trecho da matéria:
“Em 2005, o Incra inaugura a Superintendência Regional de Santarém (SR-30) e inicia uma colossal criação de assentamentos. Pedro Aquino de Santana, o superintendente, alardeia ser conhecido por Lula pela alcunha de “o homem da reforma agrária”. A maioria dos assentamentos criados são da modalidade Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), que, entre outras particularidades, mantém no mínimo 80% do assentamento como área de uso coletivo e administrado por uma associação (teoricamente) formada pelos assentados.
Simultaneamente à produção em massa de assentamentos, os madeireiros voltam à cena como os grandes paladinos da reforma agrária. A imprensa local registra as mais curiosas declarações: “presidente do Sindicato de Indústrias Madeireiras do oeste do Pará (Simaspa) diz que o setor madeireiro é o maior interessado na implantação dos PDS”; “madeireiros concordam em abrir mão do direito às suas posses para a criação de PDS”; “madeireiros disponibilizam 100.000 hectares para a criação de PDS”; “Segundo o Simaspa, as indústrias madeireiras já passaram ao Incra as coordenadas para a implantação dos PDS”; (Jornal de Santarém e Baixo Amazonas, dez. 2005).A devoção dos madeireiros à causa da reforma agrária chega ao ponto desses abnegados oferecerem-se a dividir com o Incra os custos para criação de assentamentos. Segundo um servidor da SR-30 que pediu para não ser identificado, “para que as equipes fossem a campo fazer os trabalhos para criação de assentamentos, os madeireiros ofereciam e garantiam a verba para combustível, manutenção de veículos e mais o que fosse preciso”.
Por trás de tamanho altruísmo, ocultava-se um pacto que o geógrafo Ariovaldo Umbelino de Oliveira qualificou como “um uso criminoso da reforma agrária”: seriam usados assentamentos como área regularizada em termos fundiários para a extração de madeira. O governo federal conseguia a façanha de usar a reforma agrária para um fim diametralmente oposto: garantir a apropriação dos recursos pelo madeireiro, mesmo que isso viesse em prejuízo de camponeses sem-terra e povos da floresta.”
Há apenas uma lacuna temporal na matéria: o retorno das tais figuras afastadas. Através da decisão do juiz Ney Bello, da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região os acusados forma devolvidos aos cargos. Segundo o sítio do próprio Incra (www.incra.gov.br),o juiz tomou esta decisão com base em um recurso impetrado pela Procuradoria Especializada do órgão.
Fontes: Caros Amigos, Folha de São Paulo, Greenpeace, Incra, TRF.








