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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Manifestantes protestam contra presença militar do Brasil no Haiti

O Fórum Social Mundial Temático da Bahia foi palco hoje (29) de protestos contra a presença militar brasileira no Haiti.

Ativistas do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) organizaram uma manifestação em frente à praça Campo Grande, em Salvador.

De acordo com o secretário-executivo da Conlutas, Paulo Barela, o ato foi realizado em defesa da autodeterminação do povo haitiano e contra o envio de tropas ao país. "A reconstrução do Haiti deve ser entregue ao povo haitiano, às organizações de trabalhadores e de classes", explicou.

Segundo ele, os ativistas que fizeram o protesto hoje já eram contra a presença militar brasileira e de qualquer outro país no Haiti antes das catástrofes naturais. "Eles os haitianos não precisam de tropas, precisam de médicos, remédios, comida", alegou Barela. A manifestação teve a participação de jovens estudantes e provocou congestionamentos no centro da capital baiana, já que ocorreu no horário de maior trânsito.

O PSTU, a Conlutas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e a organização Intersindical estão arrecadando R$ 100 mil para enviar ao país arrasado pelo terremoto do dia 12 de janeiro. "Não é apenas para a reconstrução das casas, mas também para ajudar a reerguer as organizações do país", contou Barela.

Hoje de manhã, duas ativistas estenderam uma grande faixa na Universidade Católica de Salvador, onde ocorria o credenciamento para o fórum. A faixa dizia "solidariedade sim, ocupação militar não". De acordo com uma delas, Maria Célia Adelino, "o Haiti já se reergueu sozinho uma vez, após sua revolução contra os franceses, no século 19", e será capaz de fazer isso novamente.

Fonte e foto: Agência Brasil

Leia ainda: O Haiti existe?(Frei Betto) - Adital

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009: As mais comentadas

Trago as postagens mais comentadas em 2009. Tenho clareza que o público que passa por este blog gosta mais de ler e se informar do que comentar. Mesmo assim, esta ferramenta cresceu muito o seu uso neste ano, com comentários me fazendo inclusive mudar conteúdos de matérias e outros que acabaram virando postagem.

Muitas postagens, inclusive de coisas importantes e até divulgadas com exclusividade passaram batidas por aqui, sem nenhum comentário. Outros textos, alguns bem despretensiosos, passaram a ser comentados por dias e dias, principalmente quando envolve assuntos mais locais, pessoais, brincadeiras ou polêmicas. Coisas dos leitores...

As postagens mais comentadas não foram as melhores em minha avaliação, com algumas exceções. Ao todo e até esta postagem, foram realizados 733 comentários no ano de 2009 no “Língua Ferina”, numa média aproximada de 1 comentário a cada duas postagens.

Alguns comentários tiveram que ser deletados por atacarem a honra de pessoas. Apesar disto, ainda não cedi à tentação de vetar anônimos ou de moderar os comentários, pois a maior parte das pessoas que cometam, usa desta estratégia mais para fazer brincadeiras do que qualquer ameaça ou atitude ilícita. Porém também não posso descartar esta hipótese se as coisas mudarem de rumo...

Segue a lista das postagens mais comentadas aqui em 2009:

Natal sem luz...: a simples notícia da ausência de um enfeite de Natal numa sala serviu para uma polêmica que iniciou engraçada e terminou com troca de acusações.30 comentários

Boatos e notícias sobre a saída do atual Superintendente do INCRA em Santarém motivaram vários comentários que iam da especulação à gaiatice:

A pergunta que não quer calar com 17 comentários

Chefão dos madeireiros quer a cabeça de Superintendente do Incra em Santarém com 11 comentários


Vedete da “regularização fundiária” é campeã do desmatamento: os comentários aqui foram uma espécie de primeiro round da postagem mais comentada.11 comentários


"CGU no Incra" gera polêmica com 10 comentários : uma postagem sobre outra postagem: Vinda da CGU é parte de processo por improbidade. Que gerou 8 comentários


"Álter-do-Chão é a melhor praia do Brasil, diz The Guardian": O título dado pelos gringos à praia fluvial santarena deixou alguns preocupados e outros com uma pontinha de inveja. Detalhe: no momento da escolha a praia estava completamente submersa pela cheia do rio Tapajós. Rendeu 8 comentários


Há 3 anos...: Meus três anos de Incra foi saudado com 8 comentários

A viagem de meu patrão para Bélgica foi divulgada em Brunet em 'Climaxi' rendeu também 8 comentários

O bloqueio do rio Arapiuns e a queima de duas balsas carregadas de madeira extraída da Gleba Nova Olinda, em Santarém, trouxeram debates sobre legalidade e defesas de indígenas e da madeira em duas postagens:


Gleba Nova Olinda: MPF quer reunião entre comunitários e governo teve 7 comentários

Comunitários do Arapiuns se mobilizam e apreendem balsas com madeira teve 7 comentários

Incra é "latifúndio" de Diárias, diz jornal – O Correio Braziliense trouxe a matéria e eu a reproduzi provocando 7 comentários de bom nível.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os maiores fiascos de 2009...

1) A Conferência (Cimeira) sobre o clima em Copenhague: esperado como um grande acordo global para reduzir a emissão de gases que provocaria o aquecimento global, a Conferência acabou se tornando um fiasco principalmente pela atuação dos EUA e da China. Até o aquecimento global também saiu arranhado, com o vazamento de correios eletrônicos de um cientista do IPCC que insinuava que os números eram forjados, tese levantada anteriormente pelo Eng. Agrônomo Paulo César Martins;

2) A campanha de 1 bilhão de árvores de Ana Júlia: desmoralizada diante dos recordes seguidos de desmatamento e de sucessivos escândalos na área ambiental, a governadora do Pará Ana Júlia Carepa (PT) lançou no início do ano a campanha para o plantio de 1 bilhão de árvores para “salvar a Amazônia”. Diante dos baixíssimos números de árvores plantadas, o governo passou a contabilizar florestas artificiais de eucalipto plantadas pelas siderúrgicas e que invariavelmente virarão carvão, boa parte delas em áreas de desmatamento ilegal;


3) A campanha de Dilma Roussef: o “tratamento estético” não conseguiu fazer muito efeito e a ministra e presidenciável não conseguiu decolar como favorita. Seu principal trunfo continua sendo Lula, a pouco menos de um ano das eleições;

4) As famílias “assentadas” de Lula/Cassel: 2009 não teve greve dos servidores do Incra, teve orçamento, teve metas, mas os números de famílias assentadas continua caindo. O desmonte da fábrica de números, o controle dos movimentos sociais e o mar de promessas não cumpridas de qualidade nos assentamentos e da correção dos índices de produtividade ficaram como a marca deste ano na política de não-Reforma Agrária;

5) O FSM em Belém: O evento mostrou um certo esgotamento do lema “Outro mundo é possível” com atividades claramente pró-governo Lula (embora se tenha vetado outros governos não tão comportados como Chávez da Venezuela e Morales da Bolívia). Sobrou propaganda da governadora, militarização e toque de recolher nas favelas e faltou apoio logí

stico e de infra-estrurura. O silêncio do Fórum em pleno massacre de Gaza doía nos ouvidos enquanto a esquerda festiva se confraternizava com o “setor florestal”. Nem mesmo o grito da Amazônia se fez ecoar...

6) O Palmeiras com título na mão não ter ido nem para a Libertadores. O esporte em 2009 teve ainda grandes momentos como o título do São Raimundo de Santarém na quarta divisão; a trajetória do Fluminense, a descida do Fortaleza para a terceirona e a atuação de Rubens Barrichelo na Fórmula I (para delírio do meu amigo Samuel Rebechi). Cada vez mais mercantil e menos emocionante, esperemos ainda a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 para a festa dos desvios e dos superfaturamentos;

7) O pedido de Adin que a CONDSEF iria mover contra a
MP 458: se fosse esperar pela camarilha petista que controla a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal a legalização da grilagem na Amazônia correria solta. Mesmo tendo sido aprovada em plenária o pedido de Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Medida Provisória 458/2009, até hoje não houve encaminhamento da decisão. Ainda bem que a Procuradoria da República e outras entidades não dormiram no ponto, ou melhor, não teem o rabo preso;

8) O concurso de remoção do INCRA: prometido em julho como mecanismo para moralizar e dar transparência nas transferências de servidores do INCRA, o mecanismo legal do concurso de remoção até hoje não saiu do campo das promessas. Chegou-se a proibir transferências de Superintendências do norte do país com a desculpa da regulamentação do concurso. Ficou na promessa assim como o repasse de valores para o plano de saúde que o servidor opte e a regulamentação de gratificações, ações administrativas até hoje não encaminhadas;


9) O deputado “transgênico” Aldo Rebelo: pode alguém se dizer comunista fazer discurso de nacionalista e na verdade ser um ruralista? Resposta: sim. Ele se chama Aldo Rebelo é do PCdoB de São Paulo e adora fazer cruzadas (ou seria expedições bandeirantes?) contra indígenas. Ícone político de arrozeiros e grileiros de Roraima, Rebelo fez discursos e textos contra a demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e foi premiado posteriormente com a presidência da comissão que pretende reformular o Código Florestal. Numa sessão onde atacou ONGs, disse que Lula não deveria ir para Estocolmo na Conferência sobre o clima que aconteceria dias depois em Copenhague;

10) A “Operação
Satiagraha”: mostrando mais uma vez que só pobre e desavisados vão para cadeia neste país, o ano termina com o completo desmonte da operação e do processo criminal. Daniel Dantas continua aprontando, agora grilando terras no Pará, assim como Gilmar Mendes no Mato Grosso. Já o juiz Fausto de Sanctis e o delegado Protógenes Queiroz sabem na pele o ditado que diz que o justo paga pelo pecador e que a “resistência pacífica e silenciosa” é bonita na Índia, mas no Brasil de conluio PT-fundos de pensão e PSDB-privatização, a história é outra.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nova central de trabalhadores será criada em 2010


Entidades definem Congresso para reorganizar movimento sindical

Por Otávio Nagoya*

Durante os dias 01 e 02 de novembro, mais de mil trabalhadores reuniram-se na sede do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, durante o Seminário de Reorganização Sindical. O principal tema foi a unificação de diversos setores sindicais em uma única central. Estavam presentes entidades representativas dos trabalhadores, entre elas Conlutas, Intersindical, MTST, MTL, entre outras. Ao final do encontro, os participantes decidiram pela realização de um Congresso para oficializar uma nova central sindical. O Congresso da Classe Trabalhadora foi marcado para os dias 03, 04 e 05 de junho de 2010.

O debate sobre a reorganização do movimento sindical é antigo. Teve início em 2005, porém, foi em 2009, durante o Fórum Social Mundial que houve avanço em torno de um calendário unificado. Segundo José Maria de Almeida, o Zé Maria, da coordenação nacional da Conlutas, “a chegada do Lula à presidência e o apoio direto da CUT ao governo levou à necessidade de se criar uma alternativa. Isso gerou uma crise entre a atuação dos dirigentes e as necessidades da base”.

No primeiro dia do seminário discutiu-se a conjuntura do país, e entre os temas tratados foram a crise econômica mundial, o processo de criminalização do movimento sindical, além de avaliações sobre o governo Lula. Todas as falas apontaram para a necessidade da unidade e do fortalecimento da classe trabalhadora. No dia seguinte, definiu-se a data do congresso e a comissão gestora da nova central.

Foi nesse contexto político que todos os presentes aplaudiram de pé a decisão de criar uma nova central. “Tal construção pode potencializar o enfrentamento ao capital e ao neoliberalismo e estanca a fragmentação que a esquerda socialista vem enfrentando. Estamos bastante otimistas, mesmo sabendo das dificuldades do processo de unificação. Temos certeza que essa central fará história no Brasil”, disse Jorge Luís Martins, o Jorginho, da Intersindical.

Juntamente com os sindicatos, setores do movimento popular também participarão da nova central. Para Helena Silvestre, coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), “tanto os movimentos sindicais, quanto os populares são parte da classe trabalhadora que sofreu uma precarização terrível. Assim, a participação dos movimentos populares [na Central] é um ganho no sentido da capacidade de representar os problemas da classe conjuntamente, dando uma resposta a tudo que o capitalismo produziu sobre nossas organizações”.

Um impasse que ainda não foi resolvido diz respeito à participação de estudantes na nova central. Zé Maria afirma que “a Conlutas é a favor da presença de todas as formas de luta dos oprimidos na sociedade. Achamos que além dos sindicatos, movimentos populares, lutas contra as opressões, os estudantes também devem estar presentes”. A Intersindical tem outra opinião: “nós entendemos que o movimento estudantil é um setor policlassista e transitório, assim os estudantes devem ser tratados na central como juventude trabalhadora”, afirma Jorginho.

Porém, a divergência não será um problema para a unificação dos setores. A decisão sobre a participação dos estudantes será votada pela base dos trabalhadores no Congresso que será realizado em junho de 2010. Na mesma data, os trabalhadores poderão escolher a nova direção da central.

Ao final do seminário, o entusiasmo era visível entre os participantes. “Esse momento tem uma importância histórica. Aqui se cria a possibilidade de superar a fragmentação das organizações da classe trabalhadora no campo da esquerda, aqueles setores que são oposição ao governo Lula”, afirmou Zé Maria.

Para Helena, a iniciativa tem potencial para intensificar o processo das lutas populares. “Se a gente consegue alcançar mais lugares com um programa só, potencializa o efeito de nossas idéias na base, com disputa ideológica, e isso ajuda a não cria mais confusão na cabeça do povo com a fragmentação”, afirma.

Em todas as intervenções, ficou explícito que a necessidade da reorganização está diretamente relacionada com o atual momento do sindicalismo brasileiro. Jorginho acredita que “as centrais sindicais que existem hoje, infelizmente, cederam à lógica neoliberal. Entendemos que essa nova central vai abrir uma resistência a esse processo de cooptação do governo”. Nos últimos meses, as greves gerais decretadas em diversos setores, como nos correios, nos bancos e no INSS, foram reprimidas violentamente. Durante o seminário foram relatadas novas formas de criminalização, como o interdito proibitório, que torna ilegal as greves antes mesmo de serem iniciadas.

Confira as resoluções definidas no Seminário de Reorganização Sindical:
1. Realização de um Congresso Nacional da Classe Trabalhadora - Conclat para a fundação de uma central de trabalhadores em 4,5 e 6 de junho de 2010.

2. Formação de uma Comissão Provisória, com integrantes de 8 organizações, que terá por tarefa organizar os critérios de participação e eleição de delegados sendo: 9 da Intersindical, 9 da Conlutas, 2 MTL, 2 do MAS, 2 da Refundação Comunista, 2 da Pastoral Operária, 2 do Bloco Unidos para Lutar (bloco CST e FOS, que é da parte da Conlutas, mas que reivindicou representação própria e não como parte da Conlutas), 2 do MTST.

3. Os critérios serão aprovados, bem como a estrutura do congresso em Plenária a ser realizado no Fórum Social Mundial.

4. Aprovado a proposta do MTST para definição de critérios de participação de trabalhadores organizados pelo movimento popular.

5. Votarão no Congresso os trabalhadores organizados em sindicatos, em minorias dos sindicatos, na porcentagem de sua representação, oposições sindicais, com base na votação obtida nas últimas eleições e ainda os trabalhadores organizados pelo movimento popular, não admitindo dupla representação.

6. Acertado que o Congresso Nacional de fundação da Central decidirá através de votos dos trabalhadores eleitos em assembléias, em critérios a ser definido, as questões sobre o caráter e natureza da central e ainda em que caso venha a aprovar a participação de estudantes e movimento de opressões esta representação será apenas simbólica, não ultrapassando de 5% a representação de todos os setores, não permitida nenhuma possibilidade de dupla representação.

7. O nome da Central será definido no Congresso de fundação.

8. Como pontos de partida são incorporados os 20 pontos de concepção sindical definidos no Seminário de abril de 2009.

Saiba mais:

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ALTO A LA MASACRE EN LA AMAZONIA PERUANA!

Nota de Solidariedade

La Articulaciòn Pan-Amazonica - en la construcciòn del Foro Social Pan-Amazónico- viene manifestar su dolor y solidariedad a los
hermanos y hermanas de la Amazonia Peruana que fueran blanco de una acciòn cobarde y cruel por parte del gobierno peruano que cobrò decenas de vitimas fatales.


Esto golpe infame del gobierno Alan Garcìa visa destruir la justa resistencia de los pueblos amazònicos contra la impantación del TLC, la venta de las tierras indigenas y la derogaciòn de derechos imemoriales de los pueblos de la Amazònia Peruana.

Apoyamos firmemente el llamado de la CAOI por la formaciòn imediata de una Comissiòn Internacional de Verificaciòn y de nuestra parte todo haremos para expandir la solidariedad a los hermanos y hermanas peruanos por todo Brasil.

Ademàs, manifestamos nuestro entendimento que tal hecho denuenstra con claridad la necesidad urgente de los pueblos de la Pan-Amazonia se articularen con firmeza en la defensa de sus derechos e reivindicaciones comunes y para tanto refuerzamos el llamado y la invitaciòn a la Reuniòn General de los Movimientos y Entidades de la Pan-Amazonia a se realizar en 15 de julio, en
Belèm do Parà - Amazonia Brasileña.

Viva la Resistencia de los Pueblos de la Amazonia Peruana !

Coordinaciòn de la Articulaciòn Pan- Amazonica

Leia ainda: Peru - 08.06.09 - Massacre na Amazônia peruana é rechaçado por entidades e organizações de diferentes países (Adital)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

N'O Globo' de hoje: PT ataca Stephanes, Mangabeira e Minc

O PT externou nesta quinta-feira pela primeira vez a briga que corre nos bastidores do governo entre ambientalistas e nomes ligados a agronegócio e infraestrutura. A Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do partido divulgou nota em que critica as posições dos ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

Stephanes e Mangabeira são acusados de atacar o código florestal brasileiro, cujas mudanças são debatidas no Congresso. De Minc, o secretário Júlio Barbosa cobra posição mais firme contra "ofensivas" ao meio ambiente e à Amazônia.

"Esses ataques tendo como tropa de choque a bancada ruralista no Congresso Nacional são liderados pelos ministros da Agricultura e a Secretaria de Assuntos Estratégicos e se dirigem fundamentalmente à legislação ambiental, em particular ao código florestal, mas não ficam por aí", diz um trecho da nota.

Segundo Barbosa, que já apresentara essa posição no Fórum Social Mundial, no início do ano, a gota d'água foi a aprovação, pela Câmara, da MP 452, que flexibiliza o licenciamento ambiental de estradas, e da MP 458, que trata da regularização fundiária na Amazônia.

Leia mais em:
PT ataca Stephanes, Mangabeira e Minc por ataques ao meio ambiente

Fonte: Blog do Noblat.

terça-feira, 10 de março de 2009

MST ijvert al vijfentwintig jaar voor landhervorming in Brazilë


Calma, não é erro de postagem! No sítio da ‘Mídia Independente’ da Bélgica encontrei essa entrevista de João Pedro Stédile durante o Fórum Social Mundial deste ano em Belém. Como o texto estava em neerlandês (conhecido no Brasil como flamengo), deu certo trabalho fazer a tradução com o real significado em português. Apesar de discordar de algumas avaliações conjunturais de Stédile, chamo atenção na entrevista para o comentário sobre a “Reforma Agrária” de Santarém e posição vacilante diante do governo Lula. Vale a pena à leitura que segue na íntegra:

A vinte e cinco anos o MST luta pela reforma agrária no Brasil

Belém – As áreas rurais brasileiras possuem 4,5 milhões de famíias sem terra. Elas são a base potencial do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o movimento camponês que luta pela reforma agrária a vinte e cinco anos. João Pedro Stédile fala sobre o modelo agrícola dominante, a colonização da floresta e do impacto da crise.

Por que o MST tanto critica a agricultura em larga escala no Brasil?
STEDILE: O agronegócio é uma forma de colonialismo com cara moderna. Este modelo baseia-se em extensas monoculturas, mecanização da agricultura e do uso de pesticidas químicos. Com o tempo, este modelo de agricultura torna-se insustentável, porque quebra o equilíbrio natural e expulsa as pessoas do campo. O agronegócio não está interessado em aumentar a produção de alimentos para consumo local, tudo gira em torno do lucro.

O MST defende que a terra devar ir para os agricultores sem terra, cultivando-a em pequenas explorações familiares. De acordo com o presidente Lula, o Brasil é grande o suficiente para os dois modelos. STEDILE: Não é porque o Brasil é suficientemente grande que se pode destruir o meio ambiente e adotar um modelo que trás tantos danos sociais. Os pesticidas e herbicidas para culturas transgênicas são substâncias tóxicas para o solo, contaminam os rios e a cadeia alimentar. O MST está procurando a melhor forma de produzir alimentos saudáveis, sem destruir o meio ambiente. Lentamente, a população comprende os impactos negativos do modelo de agricultura industrial.

A crise financeira afetará o modelo do agronegócio?
STEDILE: Esta forma de agricultura é totalmente dependente da indústria de transformação. Insumos agrícolas, sementes transgênicas, fertilizantes e pesticidas são todos externos. Os grandes fazendeiros (grandes latifundiários), devem contrair empréstimos de bancos para comprar esses produtos. A crise de crédito reduz o fluxo e afeta de fato o modelo.

Além disso, a exportação agrícola brasileira se baseia neste modelo. STEDILE: Dois anos atrás, Lula concluiu um acordo com Bush sobre a exportação de etanol como substituto da gasolina. No Brasil, a cana-de-açúcar triplicou em área, de 4 milhões de hectares para 12 milhões de hectares. Havia planos para construir 129 refinarias de etanol e 1000 km de vias para o transporte do etanol do interior para os portos marítimos. A crise imporá ligeiros atrasos, mas isso não significa que esse processo será paralisado.

Que lições devemos tirar da crise econômica?
STEDILE: A crise é a prova que o capitalismo e o livre mercado não funcionam. A crise demoralizou aqueles que sempre disseram que o modelo neoliberal é o melhor. Grandes empresas anunciam perdas de milhares de milhões e colocam os seus trabalhadores na rua para compensar o enorme prejuízo. O governo injeta grandes quantias para os bancos e grandes empresas para tentar salvar esses grupos. Digo novamente: o que é bom nesse modelo? Os únicos que se beneficiam são as multinacionais e banqueiros, e os ricos fazendeiros, apartir deles.

Com a crise, o governo terá dinheiro para implementar a reforma agrária?
STEDILE: Se as exportações vão diminuir, o preço da terra realmente cai. Isso pode beneficiar a conquista da terra.

Quais deveriam ser as bases da agricultura para o MST?
STEDILE: A Soberania Alimentar deve ser central. Isto significa que cada comunidade no mundo tem o direito e as condições para produzir a sua própria comida. Ao longo da história da humanidade sempre foram comunidades que produziram seu próprio alimento até a "revolução verde" em todo o mundo e nos últimos 60 anos na China.

Eles dizem que a revolução verde foi necessária para acabar com a fome no mundo. STEDILE: Trata-se de uma progaganda mentirosa. Nos anos 60 havia cerca de 80 milhões de pessoas com fome no planeta. Quatro décadas depois, esse número subiu para 880 milhões. Mas isso não é tudo.No passado a fome foi o resultado da falta de colheitas devido às condições climáticas, mas hoje a fome é um problema estrutural. 75 países não podem alimentar as suas populações de forma adequada porque a produção e a distribuição de alimentos está inteiramente nas mãos das multinacionais. Produzem para si mesmas.

O MST tem contribuído no governo do Presidente Lula. Mas agora estes laços estão sendo quebrados. Por quê? STEDILE: Não estamos quebrando laços porque não havia vínculo algum. O MST não é favor de Lula, nem contra. O MST é autônomo. Defendemos os interesses de parte da pobre população brasileira. Se no Brasil Lula cria medidas que os beneficiam, congratulamo-nos com isso, mas quando atende somente os interesses dos capitalistas, fazemos críticas. Se ele agora disponibiliza enorme capital com dinheiro público para bancos e empresas multinacionais, em dificuldades financeiras, fazemos barulho sobre isso. Os movimentos sociais devem ser sempre independentes dos governos. No entanto, dada a realidade brasileira, temos o Lula porque o resto é muito pior.

O Presidente Lula afirma que reforma agrária está em execução. Principalmente aqui na Amazônia haveria mais de 50.000 famílias assentadas. STEDILE: Em nome da reforma agrária, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) estimula projetos de colonização na Floresta Amazônica. Famílias sem terra vieram para cá, receber 100 hectares de floresta tropical intocada. Mas o que acontece na prática? Madeireiros compram a madeira e as famílias abandonam a terra mais uma vez, porque não podem sobreviver, porque não há eletricidade, água, estradas, escolas ou centros de saúde.Estes projetos do Incra legalizaram o desmatamento da Floresta Amazônica.

Mas se essa reforma agrária não funciona porque o Incra insiste em fazê-la? STEDILE: Porque a floresta amazônica é muito grande, torna-se mais fácil esconder essa informação para o resto do país. Além de você não poder sequer falar em reforma agrária, pois essas terras públicas estão em mãos privadas. Este projeto objetiva manter a terra nas mãos dos capitalistas que apoiam Lula, gerando grandes estatísticas.Os números enganam. Na região de Santarém (no coração da Floresta Amazônica), 57.000 famílias receberam terras nos últimos seis anos. Porém, o mesmo período, 52.000 famílias receberam terras nas três principais regiões agrícolas do Brasil.Então, em uma região isolada da Amazônia foi distribuído mais terra do que nas três grandes regiões agrícolas.

Na Europa, as ONGs tem feito muito barulho contra a soja brasileira enviada a partir do porto de Santarém. Os consumidores do Norte se sentem culpados? STEDILE: O problema não é com o consumidor, mas as multinacionais que querem controlar toda a cadeia alimentar. Para eles, a soja é a perfeição. Com extensa rede de produção e transformação gera-se muitos lucros. Com isso, galinhas, porcos e vacas são engordados com soja que recebe antibióticos, para não ficarem doentes com tantos hormônios de crescimento rápido. O consumidor não é o culpado de tais práticas, mas a vítima, pois os lucros são feitos à custa da sua saúde. Essa é mais uma razão para insistirmos na soberania alimentar.

Além de soja e cana-de-açúcar, o MST também se preocupa com a rápida expansão do eucalipto no Brasil. Por quê? STEDILE: Os investidores estrangeiros veem muito futuro para a produção celulose de eucalipto (matéria-prima para papel) e carvão ("combustível verde para a energia do futuro”). Países escandinavos querem que suas fábricas poluentes de papel se movam para o sul. No Brasil, Argentina e Uruguai crescem cada vez mais as áreas plantadas com eucalipto, pois possuem energia solar e água abundantes. Com a monocultura do eucalipto temos mais problemas que a cana-de-açúcar ou a soja, uma vez que esgota o solo rapidamente, e sugam toda a água do solo para cima. Comunidades que vivem nas proximidades das plantações de eucalipto já dependem de caminhões de água da cidade, pois as suas fontes estão secas. Felizmente, a opinião pública começa a se virar contra a invasão do eucalipto.

Em janeiro se comemorou o 25º aniversário do MST. Quais são as mais importantes conquistas do movimento ao longo deste tempo? STEDILE: A mais importante vitória, o restabelecimento da dignidade dos camponeses sem terra brasileiros. O trabalhador rural está agora ciente de sua situação e conhecem os seus direitos. Em 25 anos, o MST conquistou entre 14 a 15 milhões de hectares terras. Cerca de 500.000 famílias já têm a sua própria terra. Mas no Brasil ainda existem 4,5 milhões de famílias sem terra. Elas são a base potencial para nossa luta. Atualmente existem cerca de 100.000 famílias na linha da frente do MST.Eles estão em uma ocupação ou em acampamentos ao longo das estradas para tornar a luta visível. O MST criou 2000 escolas. Ninguém nos nossos acampamentos são analfabetos. Toda a pessoa tem comida no seu prato. Estas são todas as conquistas sociais. Mas tivemos de nos sacrificar muito. Nesses 25 anos foram 40 líderes do MST assassinados. Muitos foram colocados atrás das grades e o número de vezes que estivemos perante um tribunal, já não dar para contar.

A versão da entrevista em neerlandês encontra-se em
http://www.indymedia.be/nl/node/31701

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial reúne "marginais e terroristas", diz procurador

O Promotor do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul Gilberto Thums classificou o Fórum Social Mundial como encontro de "terroristas e marginais".

As declarações foram dadas à edição de janeiro da revista Expansão. Thums foi um dos promotores do MP gaúcho a pedir a extinção do Movimento Sem Terra.

" Com o Fórum, para onde vieram terroristas e marginais de tudo que é espécie pagos com dinheiro público, veio também o pessoal das Farcs, da Colômbia, para mostrar aos brasileiros que a forma de reivindicação não era a que estava sendo utilizada", declarou.

O Promotor também critica os intelectuais e os próprios colegas do Ministério na entrevista. "A intelectualidade é toda de esquerda. Mais é muito fácil ganhar R$ 20 mil por mês e ser de esquerda. No próprio Ministério Público temos procuradores da justiça ganhando R$21 mil, e são vermelhos, esquerdistas, são do PC do B, por exemplo", afirma.

No dia 10 de fevereiro, o Governo do Rio Grande do Sul e o MPE decretaram o fechamento de todas as escolas em acampamentos do Movimento Sem Terra.

A medida interrompeu as aulas de 300 crianças em um acampamento em Sarandi, norte do estado. A previsão é de que outras escolas sejam fechadas ainda este mês.O Fórum Social Mundial é organizado desde 2001 por inúmeras entidades e movimentos sociais de todo mundo. A sétima edição do FSM ocorreu em janeiro em Belém, no Pará.

Entre os "terroristas e marginais" participantes, estavam quatro chefes de estado.

Fonte: MST

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Protesto contra a Globo na Globo


Essa foi boa!

Em chamada ao vivo durante o Fórum Social Mundial em Belém, a TV Liberal (afiliada da Rede Globo no Pará) enfrentou um protesto contra ela mesmo.

Hilariante a cara da repórter.

Veja o vídeo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Fórum dos palestinos

Por Soraya Misleh

Realizado de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, o Fórum Social Mundial desta vez foi dos indígenas, dos quilombolas, dos defensores da Amazônia, mas também dos palestinos. Organizações de mulheres, de trabalhadores, dos sem-terra e muitas outras incluíram a questão palestina em suas atividades. A despeito de dificuldades estruturais enfrentadas durante o Fórum e da desconexão entre as iniciativas, os defensores dessa causa universal buscaram dar a essa luta o caráter amplo que tem, emplacando o lema “Somos todos palestinos”.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fórum: Foras

  • A falta de informações de localização dos espaços na programação o que gerou muita dispersão, além de espaços esvaziados ou superlotados;

  • A marcha de abertura com um caráter meramente festivo. Sobrou polícia em frente ao McDonalds, Shell e ORM, faltaram palavras de ordem, protestos e afirmações, com algumas raras exceções. Só se salvou a chuva;

  • O Sindicato dos Urbanitários e a CUT-DF que montaram uma enorme maquete de defesa da Usina Hidroelétrica de Belo Monte no rio Xingú e ainda organizaram uma oficina sobre o assunto em plena luta contra essas obras na Amazônia;

  • O trabalho infantil presente dentro e fora do FSM. A todo o momento se via crianças como ambulantes e carregadores;

  • O não-aparecimento de lutas recentes como o “Movimento dos Sem Universidade”, a luta pelo passe-livre, cotas raciais, entre outras. Por onde andaram durante o fórum?

  • A dispersão no final do Fórum, com esvaziamento da cerimônia de encerramento: a falta de informação e a chuva atrapalharam;

  • A não-valorização da cultura e de artistas paraenses e amazônidas no evento. Nem mesmo nas prévias dos shows com artistas nacionais eles foram vistos;

  • A governadora Ana Júlia usou o Fórum para tentar se cacifar politicamente. Mesmo assim, vaias foram ouvidas durante a sua apariação no show de Martinália no Hangar;

Fórum: Dentro

  • A exibição do filme “Mataram Irmã Dorothy” em várias sessões de cinema na UFRA, em especial o debate promovido com o diretor do filme e personagens do documentário;

  • A Via Campesina, que além de montar uma programação própria, não convidou Lula para o debate com os presidentes da América Latina: Chávez, Hugo, Morales e Correa;

  • A forte presença indígena no evento, embora houvesse certa restrição para acessar os seus espaços;

  • Os grupos que promoveram a venda de “artesanato digital contra os direitos autorais”, os conhecidos “genéricos”: uma ótima idéia a qual já aderi a um bom tempo;

  • A forte adesão à causa palestina manifestada em praticamente todas as cartas temáticas do Fórum, em inúmeros debates e nas centenas de camisas, lenços e bandeiras;

  • Os barcos que faziam o trajeto UFPA-UFRA e vice-versa: opção barata, rápida e bonita, apesar de não muito segura;

  • A Oficina da Conlutas e Jubileu-Sul com organizações daquele país sobre a retirada das tropas do Haiti. Situaram as violações que tropas brasileiras de outros países vêm fazendo: estupros, repressão, assassinatos e invasão de fábricas e universidades;

  • A pichação “Fórum Sinceramente Ridículo” num muro entre a UFRA e a UFPA: uma das poucas manifestações da periferia vistas no FSM;

  • As exposições fotográficas sobre os índios assurinis e sobre trabalho escravo (na UFRA) e sobre o genocídio em Gaza (na UFPA).

Números do Fórum 2009


150 mil participantes

15 mil participantes do Acampamento da Juventude

5.508 entidades escritas, sendo 489 da África, 119 da América Central, 155 da América do Norte, 334 da Ásia, 491 da Europa, 27 da Oceania e 4.193 da América do Sul

142 países

1.400 povos quilombolas

1.900 povos indígenas de todas as Américas

300 homens da Força Nacional

7 mil homens de polícias locais

Onde será o próximo Fórum?

Ao final do FSM muitos se faziam essa pergunta. Especulou-se a continuidade da sede em Belém, o retorno a Porto Alegre e até as improváveis candidaturas de Fortaleza e São Luiz.
Mas, segundo o grupo organizador, a idéia é fazer eventos descentralizados em 2010 (Fóruns continentais e temáticos).


Para 2011 o evento poderia ocorrer na África, Oriente Médio ou mesmo nos Estados Unidos!

Portanto, o evento pode demorar a voltar ao Brasil.

Fórum Social do PT?

Alguns espaços do FSM mais pareciam um evento institucional: ministros, secretários, presidentes de autarquias, senadores, deputados comparecerem a oficinas e debates trazendo “avanços de experiências exitosas”.

Criado como espaço da sociedade civil e dos movimentos sociais, a 8ª edição do FSM passou a contar com muitos espaços de governo, em especial do PT do Brasil.

O Secretário Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannucci compareceu ao debate sobre permanência do trabalho escravo e aproveitou para responsabilizar o ministro da agricultura, Ronald Stephanes. Para o Secretário o ministro da agricultura é “conivente” com a manutenção do trabalho escravo ao incentivar o avanço da fronteira agrícola na Amazônia.

Já o Ministro do Meio Ambiene Carlos Minc “trouxe ao debate os avanços da política ambiental no Brasil”. Fez palestra numa sala pequena e restrita, ouviu reclamações do Greenpeace contra o abandono das Reservas Extrativistas (Resex) e marcou sua presença ao ser fotografado em posição nada confortável: numa “moitinha” quando urinava ao ar-livre.


Passou ainda pelo Fórum o ministro da Justiça, Tarso Genro. Sua comitiva de carros chegou a ficar no meio da “Marcha da Maconha”, no penúltimo dia de Fórum.

O PT promoveu de forma paralela debates como “A mulher na política” com a presença da governadora Ana Júlia e da presidenciável recauchutada Dilma Rousseff .

A Democracia Socialista – tendência interna do PT – promoveu uma reunião do seu “Núcleo Agrário e Florestal” com a presença do Ministro do Desenvolvimento Agrário Guilherme Cassel. Não foi confirmada na programação a presença de madeireiros ou “setor florestal”, como eles gostam de ser chamados, apesar da proximidade “ideológica” entre os dois setores.

No balanço geral, a petezada festiva deve ter concluído que um novo passeio é possível.


Foto: Diário do Pará

Belém estava maquiada, mas...

No Fórum Social Mundial o esquema de maquiagem do Governo do Estado e da Prefeitura de Belém transformou em padrões de primeiro mundo a saúde, a educação, o saneamento, a malha viária da capital paraense.

Transformou pelo menos na propaganda. Outdoors em várias línguas e a TV exibiram uma realidade bem distante da concreta.

Enquanto nos bairros periféricos ao redor das universidades e pontos turísticos um exército armado assegurava a “paz”, praticamente não via segurança em outros bairros também mais afastados. Uma delegacia chegou a ser assaltada na véspera do Fórum.

A Polícia Civil, insatisfeita com péssimos salários e condições de trabalho grevaram durante todo o evento.

Nem mesmos as obras de infra-estrutura ao redor das sedes do evento chegaram a ficar concluídas: avenidas, um terminal de ônibus, drenagens de terrenos, tudo estava ainda a meia boca, com operários trabalhando (ou pelo menos tentando) no meio da multidão.

Engarrafamentos se formavam a todo o momento por falta de orientação no trânsito.

Enquanto muitos eram barrados nos portões sem credenciais, carros sem qualquer identificação de estarem a serviço do evento passeavam por dentro das universidades em meio aos pedestres.

Faixa de Gaza

Chamou a atenção de muitos a total apartação do FSM em Belém dos seus bairros-sede.

O cerco promovido pelas forças de repressão (Polícia Militar e Força Nacional) ao redor da UFPA e da UFRA, universidades que sediaram o FSM, isolou os bairros periféricos do Guamá e Terra Firme do evento e do resto da cidade.

Segundo moradores, houve proibição de circulação após as 22 horas nos bairros, bares populares foram fechados e até as “aparelhagens” (festas locais) foram proibidas antes e durante o evento.

Juntou-se ao processo de segregação a não-participação de pessoas sem credenciais (só possível para quem podia pagar inscrição), que não podiam adentrar as universidades citadas.

Alguém chegou a comentar para uma equipe da Força Nacional que ali estava ocorrendo uma verdadeira Faixa de Gaza.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Arctic Sunrise estará no FSM


Para alertar a população sobre o que fazer contra o aquecimento global, o Greenpeace trouxe para o Brasil, em janeiro, uma expedição com o barco Arctic Sunrise, um de seus principais instrumentos de ação.

O barco já esteve em Manaus, nesta
semana estará em Belém (durante o Fórum Social Mundial), depois segue para Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos.

Para acompanhar dia-a-dia do Arctic Sunris é só clicar aqui!


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Ana Júlia e o FSM: eletrecuta, mas não mata!

E por falar em FSM, as entidades, organizações e militantes que não comungam do governo Ana Júlia devem colocar as barbas de molho e seguir o script petista dos dias de festa.

O governo do Pará chamou a Força de Segurança Nacional e promete militarizar o evento que começa no dia 27 em Belém. Uma das novidades é o uso de armas “não-letais” que promete muitos choques, “mas não matam”, um exemplo de “direitos humanos”.

Segundo fontes locais, na periferia, a “boa e velha” PM do Pará vem fazendo constantes ações de “prevenção” para dar “segurança” aos participantes do evento.

É Ana Júlia e o governo petista: elecutra, mas não mata!

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Palestina no FSM 2009

A causa palestina deverá está evidente neste Fórum.