Mostrando postagens com marcador Collor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Collor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

2013 tem ‘desapropriação zero’ no campo até agora


Por Roldão Arruda - O Estado de S.Paulo

Dilma Rousseff ainda não assinou nenhum decreto para distribuir terras; ano deve ser o pior da reforma agrária

Do ponto de vista da redistribuição de terras, 2013 caminha para ser o pior ano da reforma agrária desde o início do período da redemocratização, em 1985. Faltando menos de três meses para o fechamento das atividades do ano, a presidente Dilma Rousseff ainda não assinou nenhum decreto de desapropriação de imóvel rural, por interesse social, destinando-o para a criação de assentamentos rurais.

Se mantiver a caneta imobilizada, ela vai ficar atrás de Fernando Collor de Mello - o presidente que menos se interessou pela reforma nos 28 anos da redemocratização. Em 1992, ele assinou apenas quatro decretos declarando imóveis rurais de interesse social para a reforma - o menor índice de todos (o maior coube a Fernando Henrique Cardoso, com 845 decretos assinados em 1998).

A ausência de decretos também pode confirmar de maneira cabal a inflexão que Dilma decidiu imprimir ao tratamento da reforma desde o início de seu mandato. Em 2010, prestes a deixar o Palácio do Planalto, o então presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva assinou 158 decretos de desapropriação de imóveis rurais. No ano seguinte, a afilhada política dele baixou a marca para 58. Em 2012, ela manteve o freio e reduziu para 28 decretos.


 Na avaliação do Movimento dos Sem Terra (MST), maior organização do País dedicada à luta pela redistribuição de terras, a inflexão se deve à aproximação da presidente com grupos ruralistas que se opõem à reforma. "O governo Dilma é refém do agronegócio", afirma Alexandre Conceição, da coordenação nacional do movimento. Segundo suas informações, existem 150 mil famílias acampadas no País, à espera de lotes de terra. A maior concentração de acampados estaria na Bahia, com 50 mil famílias.

Proveniente daquele Estado, o deputado federal petista Valmir Assunção não poupa críticas a Dilma. Ele tem dito que o governo dela já representa "os piores anos para a reforma agrária no Brasil".

Campanha. O protesto mais bem organizado contra a política do governo, porém, partiu de dentro do próprio governo, entre os engenheiros agrônomos lotados no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em briga com o Ministério do Desenvolvimento Agrário por questões salariais, na semana passada eles lançaram uma campanha nacional denominada Falecimento da Reforma Agrária.

Além de divulgarem estatísticas apontado a queda nas desapropriações, realizaram atos públicos nos quais foram usados caixões funerários para a encenação do enterro da reforma.

"A ausência de desapropriações reflete uma decisão do governo, que negligencia há muito tempo a gestão das terras do País. Só não tiveram a coragem ainda de dizer isso à sociedade", diz Ricardo Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários, que organizou o protesto.

'O ano não acabou'. O presidente do Incra, Carlos de Guedes, contesta as críticas. Reconhece que ainda não foi assinado nenhum decreto de desapropriação, mas ressalva que o ano não acabou. "No ano passado, disseram que não iríamos assentar nem dez mil famílias e chegamos a 23 mil", afirma.

Guedes também observa que, mesmo sem desapropriações, 10 mil famílias foram assentadas neste ano. "Nós adquirimos imóveis por compra e venda, tivemos destinação de áreas em terras públicas, tivemos governos estaduais destinando terras para a reforma e o Incra entrando junto. São os processos usuais da reforma agrária", diz.

Segundo o presidente do Incra, a maior preocupação do governo no momento não são os decretos de desapropriação. "O grande desafio é viabilizar o assentamento. Não adianta só dar terra", diz. "Estamos implementando mudanças significativas para acelerar a implementação de políticas públicas nos assentamentos. Hoje, quando as famílias entram na terra, o programa Minha Casa Minha Vida já começa a trabalhar a questão da habitação. Antes, o Incra demorava de quatro a cinco anos para fazer uma moradia."


Leia também: MST recorre a Alckmin para pedir mais assentamentos

sexta-feira, 5 de julho de 2013

DuPont, deputados ruralistas e ex-ministro na lista do trabalho escravo

A divulgação da atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo pelo Ministério do Trabalho e Emprego no último 28 de junho incluiu 142 novos nomes no cadastro de empregadores flagrados explorando pessoas em condição análoga à escravidão.

A partir dessas inserções, a Ong Repórter Brasil produziu uma série de matérias que revelam:

- Que a pecuária é a principal atividade econômica em que fiscalizações do MTE encontram trabalho escravo; http://reporterbrasil.org.br/2013/07/quem-sao-os-pecuaristas-da-lista-suja-da-escravidao/

- Foram incluídos oito políticos na lista, todos ruralistas, quadro deles pecuaristas, entre eles os deputados federais João Lyra (PSD-AL) e Urzeni Rocha (PSDB-RR) e o ex-ministro da Agricultura de Fernando Collor (1990-1992) Antônio Cabrera. http://reporterbrasil.org.br/2013/06/deputados-federais-e-ex-ministro-entram-na-atualizacao-semestral-da-lista-suja-do-trabalho-escravo/

- O dendê, maior aposta do programa nacional de biodiesel na Amazônia, passou a fazer parte oficialmente da relação de atividades flagradas com trabalho escravo, a partir da inclusão do vice-prefeito do município de Moju (PA), Altino Coelho Miranda (PSB), e Hirohisa Nobushige, flagrado explorando escravos em Castanhal (PA) http://reporterbrasil.org.br/2013/07/plantio-de-dende-entra-na-lista-de-atividades-com-trabalho-escravo/


- A DuPont Pionerr, da transnacional norte-americana do agronegócio, também foi incluída na lita após manter 99 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Joviânia (GO). http://reporterbrasil.org.br/2013/07/dupont-entra-na-lista-suja-do-trabalho-escravo/

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Quem te viu, quem te vê, histórico...

Campanha presidencial de 1989.  A propaganda eleitoral do então candidato Lula trás por meio da “Rede Povo”  a necessidade dos trabalhadores apoiarem financeiramente a campanha do candidato do PT, contra o financiamento dos empresários. Logo em seguida, a série “O passado condena” mostra quem andava com quem na vida política nacional, especialmente aqueles vinculados com a ditadura, e prometia: "Esta é uma novela política que vai terminar. Um capítulo que se depender da gente nunca vai se repetir". 


Passados mais de vinte anos, quem não morreu, está com Lula.  A novela política terminou com todos apoiando os governos do PT: Sarney, Collor, Delfim Neto e Maluf. Já o financiamento das campanhas eleitorais....

quarta-feira, 14 de março de 2012

Luizianne do PT, quem te viu, quem te vê: a origem...


Já fiz inúmeras postagens aqui no blog com este bordão: “Luizianne do PT, quem te viu, quem te vê”. Foram textos que mostraram como a atual prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, reprimiu professores municipais, coagiu servidores da capital cearense e demitiu sumariamente grevistas que ocuparam o prédio da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza.

Mas se a dose do “quem te vê” trouxe insistentemente o presente da petista, faltou mostrar o “passado de luta” da então coordenadora do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Ceará, ou seja, faltou o “quem te viu”.

Eis agora que ressurge no YouTube as imagens históricas e quase lendárias do ano de 1991 na UFC, quando o professor  Antônio Albuquerque foi empossado como reitor a partir da nomeação do então presidente Fernando Collor, contra a opinião da maioria da comunidade universitária que o chamava de interventor .

A rejeição a Albuquerque se expressava na época na palavra de ordem “reitor eleito, reitor empossado”, à medida que ele fora um nos menos votados na consulta feita à comunidade universitária. 

Vejam a histórica matéria da TV Jangadeiro que foi resgatada pelo Sindifort:

Segundo informou o jornal  “O Povo” desta terça-feira (13 de março), após a grande repercussão do vídeo, Luizianne declarou à imprensa local não ter participado do protesto contra Albuquerque, pois estaria “longe”,  por não concordar com “métodos violentos”.

O curioso na declaração da atual prefeita é que se ela realmente estava “longe” do protesto em 1991, a então líder estudantil deve ter dado uma de velocista para aparecer na entrevista e a partir daí iniciar a sua carreira político-eleitoral.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Frases


Blog Pele da Terra (Juliana Borges)

“Eu não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Mas acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil”, do presidente do Congresso Nacional, José Sarney tentando justificar a ausência do impeachment de Fernando Collor no novo "Túnel do Tempo", exposição formada por painéis que pretende contar a história dos fatos marcantes do Senado.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Frases

O que eles disseram sobre a recomendação da OEA para o governo parar Belo Monte:

“Essa declaração da OEA não merece consideração de nossa parte. Mas como isso tem repercussão internacional e tem que se tomar uma decisão, o governo brasileiro tomou. Acredito que a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional deve se posicionar a esse respeito". Fernando Collor de Melo, senador (PTB-AL) e ex-presidente cassado por corrupção.

“Dá para fazer Belo Monte de um jeito ou de outro. O papel deles [movimentos sociais] é cobrar da gente que seja da forma mais humana, mais respeitadora possível, levando em conta todos os direitos dos atingidos, das culturas tradicionais. Essa é a parte do diálogo que dá para a gente fazer”. Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República em encontro com movimentos sociais respeitadores dos direitos dos atingidos.

“Nós precisamos dar soluções econômicas a essas pessoas porque, se não dermos, nós as empurraremos para a ilegalidade. É uma questão de sobrevivência. Portato, a OEA vá cuidar de outros assuntos. Não este”. Nelson Jobim, Ministro da Defesa de Dilma Roussef.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

No Senado, a estranha multiplicação das perplexidades


Irregularidades do processo de licenciamento de Belo Monte, apontadas pela OEA e que motivaram voto de repúdio de senadores nesta quinta, 07.04.2011, foram denunciadas na casa em 2009 e constam de registro em ata.

Nesta quinta-feira (7/04/2011), alguns senadores redigiram votos de repúdio e censura aos questionamentos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre as violações de direitos humanos no processo de licenciamento ambiental de Belo Monte. Leia em AQUI

Nada mais nada menos que Fernando Collor (PTB-AL) toma a iniciativa  de classificar a manifestação da OEA, a quem freqüentemente o Brasil recorre quando lhe interessa, como “descabida”.

Se os senadores consultarem os anais da comissão de direitos humanos da própria casa, na sessão de 02 de dezembro de 2009 verão registrado o inteiro teor das queixas enviadas à OEA, sem possibilidade de afloramento de qualquer “perplexidade” ou surpresa.

Na mencionada sessão, presidida por Cristovam Buarque e lotada de ribeirinhos e indígenas, falaram o Procurador Rodrigo Timóteo, a coordenadora do Movimento Xingu Vivo, Antonia Melo, pesquisadores e especialistas sobre o tema, a líder Kayapó Tuíra, e vários indígenas na platéia, que já naquela oportunidade ofereceram a denúncia à Câmara Alta e mostraram documentalmente que não ocorreram oitivas nem devolutivas sobre o conteúdo do Estudo de Impacto Ambiental nas localidades ameaçadas. O diretor de assistência da FUNAI, único representante da autarquia presente, foi questionado duramente por José Carlos, cacique da Terra Indígena Arara do Maia. Também tomou um carão da incansável índia Kayapó Tuíra.

José Sarney, Fernando Collor e os indignados-perplexos signatários da nota de repúdio do Senado estiveram presentes, ou consultaram os anais da própria audiência pública a poucos metros de seus gabinetes? Certo é que, neste dia, o senador Cristovam Buarque, constrangido, admitiu que o próximo passo seria, ao invés de um mero convite, uma convocação de todos os envolvidos na pauta para o comparecimento a uma nova audiência pública. Ao que tudo indica, isto nunca aconteceu.

De toda forma, “descabida” é a “perplexidade” dos representantes do Executivo e do Legislativo, como comprova novamente uma foto de Tuíra, que pegou sua trouxa e, em 2009, foi ao Senado falar o que hoje os senadores dizem que desconhecem.

Por Xingu Vivo*

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ministro da era Collor possuía trabalho escravo em Minas Gerais

O ex-ministro da agricultura, Antonio Cabrera, foi denunciado por manter trabalhadores em condições semelhantes à escravidão, na Fazenda Bela Vista, em Limeira do Oeste, cidade do Triângulo Mineiro. A libertação de 184 trabalhadores aconteceu em abril. Cabrera afirma que a decisão, que contem 46 autos de infrações, é uma “questão de interpretação” e que não existe nenhuma irregularidade.

Fonte: Radio Agência Notícias do Planalto.

Leia mais: Após flagra de escravidão, ex-ministro da Agricultura ataca fiscais (Repórter Brasil)