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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A luta de classe dentro do PSOL

Por Mário Maestri

O editorial "Sinergia" do Correio da Cidadania, de 22 de janeiro, destaca a difícil situação da esquerda revolucionária brasileira, "reduzida a apenas três pequenos partidos com registro eleitoral" e a grupos sem os apoios para tal. Fraqueza que se agrava com a "conjuntura" nacional "extremamente adversa" aos trabalhadores, associada à "desorientação do movimento socialista" mundial. Lembramos apenas serem quatro os partidos revolucionários registrados, com o pequenino PCO.

Lembra o editorial que, diante dessa fragilidade, "a primeira idéia que surge é a unificação" dos "pequenos partidos", para intervenção potencializada. Aponta como bom sinal as negociações para a unificação das "centrais sindicais socialistas" (Intersindical e Conlutas). Ótimo augúrio, sobretudo se almejar a fusão de todas as sindicais, na luta pela centralização-concentração sindical dos trabalhadores como classe para si.

O editorial lembra como exemplo da possibilidade de se "marchar juntos" a frente eleitoral do PCB, PSOL e PSTU em 2006. Propõe que, mesmo já tendo o PSTU candidato próprio e o PCB discutindo semelhante iniciativa, as duas organizações não descartam reconstituir a composição eleitoral, sempre, é claro, em torno "de programa" e "carta eleitoral comum" condizentes.

A frente de 2006 foi enorme passo adiante, seguido de corrida para trás. Seria mais correto qualificá-la como "exemplo exitoso" quanto à unificação eleitoral, mas neto fracasso no relativo à utilização das eleições para a construção de programa e movimento unificador, política e organicamente, da esquerda revolucionária, dentro e fora das organizações citadas. O objetivo maior apontado pelo lúcido editorial.

A frente eleitoral sequer agitou programa operário para o Brasil. O núcleo da campanha lançou-se à caça ao voto, privilegiando a denúncia da corrupção, amealhando fortemente consensos opostos ao programa socialista. Sem unificação programática, não houve unificação orgânica, durante e após as eleições. Tratou-se de aliança transitória para superar as eleições, que aprofundou a difícil situação da esquerda.

Nem todos querem o mesmo
A imprescindível unificação político-organizacional da esquerda brasileira ocorrerá, caso ocorra, em torno de avaliação comum mínima da superação das contradições essenciais da sociedade nacional e internacional. Paradoxalmente, essa condição política essencial se encontra substancialmente satisfeita, no que se refere a uma enorme parte das organizações, dos movimentos e de militantes revolucionários esparsos do Brasil.


Atualmente, enormes parcelas organizadas e desorganizadas da esquerda socialista concordam sobre o caráter acabadamente capitalista do Brasil e sobre a necessária superação de suas contradições através da concretização simultânea das tarefas democráticas e socialistas, sob a direção da classe trabalhadora. Processo que as organizações de origem trotskista e o PCB definem como "revolução permanente".

Quais, portanto, as razões da atomização da esquerda socialista, que aprofundam a fragilidade de sua intervenção? Certamente para isso contribuem as fortíssimas idiossincrasias de origem, de organização e de direção, dificilmente superadas sem um forte impulso do mundo do trabalho. Porém, uma intervenção militante potenciada facilitaria a retomada da iniciativa social.


A difícil realidade que vivemos torna as eleições momento determinante para a construção de prática unitária, em torno da defesa de programa socialista para a população e para sua organização. Razão pela qual concordamos também com a preocupação registrada pelo editorial com a inútil transcorrência dos meses, sem avanço no necessário processo unitário e programático. Porém, cremos que tal demora não seja gratuita.

Nem todos os segmentos que se organizam hoje nos partidos assinalados comungam com o programa e a prática classista e socialista, não raro se mobilizando contra os mesmos, em forma mais ou menos patente. O que explicaria política e sociologicamente o fracasso na imposição de dinâmica socialista militante à campanha de 2006 e muitos dos entraves postos até agora a uma rápida conclusão da aliança eleitoral programática.

Leia todo o artigo em A luta de classe dentro do PSOL (Correio da Cidadania)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Confraria

Terminou ontem em Salvador o Fórum Social Temático, versão descentralizada geograficamente do Fórum Social Mundial. O leitor Arnaldo José esteve no evento e disse que “... o Fórum foi lastimável, ao contrário das atividades da Conlutas, ANEL e Intersindical. Ontem presenciamos o abraço fraterno de PLÍNIO, BABÁ E ZÉ MARIA. Foi emocionante... Plinião colocou que a única vitória que tivemos no ano passado foi o início das conversas da unificação das centrais SOCIALISTAS e anti-imperialistas. Hasta la victória, SIEMPRE!”


Duranto o evento e em plenária conjunta, Conlutas, Intersindical e outros setores aprovaram o manifesto “Organizar a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras” e o calendário de unificação com as seguintes datas:

Inscrição de teses: até 15 de março
Assembléias para eleições de delegados: 01 de abril a 15 de maio
Pagamento de inscrições: até 20 de maio
Congresso: 05 e 06 de junho

Leia ainda:
Fórum Social Lulou

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mais um!

E com o azedume no “caso de amor” PV-PSOL, a tendência “Movimento Esquerda Socialista” (MES) anunciou “o encerramento do processo de negociação com o PV em torno da pré-candidatura de Marina Silva à presidência da República” e “a apresentação do nome do filiado Martiniano Cavalcanti como pré-candidato à presidência da República”, segundo informa o blog Contraponto & Reflexão.

O MES é a tendência política da deputada federal Luciana Genro (RS) e Martiniano foi um dos defensores do patrocínio dada pela Gerdau às candidaturas do PSOL durante as últimas eleições municipais em Porto Alegre.

Com isso, o partido que não teria candidato agora tem três pré-candidatos à presidência da República: Plínio de Arruda Sampaio, o ex-deputado Babá, além do próprio Martiniano Cavalcanti que teria o apoio de Heloísa Helena.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Até tatu, Babá?

O ex-deputado Babá foi lançado pela corrente interna do PSOL (CST – Corrente Socialista dos Trabalhadores) como pré-candidato à presidência da República. No PSOL, uma parte do partido defende a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio e outra (incluído os grupos da ex-senadora Heloísa Helena e da deputada Luciana Genro) quer embarcar de mala e cuia na candidatura verde(?) de Marina Silva.

O PSTU já aprestou o nome de José Maria Almeida também como pré-candidato.

Clique
AQUI para ler o manifesto da CST que termina com frase “Marina Silva não passará!” Será?