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sábado, 5 de setembro de 2009

Katia Abreu apóia governo corrupto e repressor de Yeda Crusius


A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), manifestou apoio à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), que está pressionada pela ação que corre na Justiça Federal e pelas mudanças que precisou fazer no primeiro escalão do governo gaúcho. Desesperada, a governadora chorou durante uma cerimônia no Parque de Exposições Assis Brasil.

Embora o DEM esteja na oposição ao Palácio Piratini, Katia Abreu, que acompanhava o ato, comparou a governadora a "um navio seguro que enfrenta uma grande tempestade e conseguirá chegar a um porto seguro".

Durante o seu pronunciamento, Yeda afirmou que era um dia de muitas emoções, disse que estava fragilizada e não encerrou sua manifestação. Questionada pela jornalista Ana Amélia Lemos, Yeda disse que agora "estava livre das pressões que sofreu na mudança do seu secretariado".

Para não esquecer

A governadora Yeda Crusius é uma dentre outras oito pessoas investigadas pela Polícia Federal por desvio de verba pública em benefício próprio. Dentre as acusações feitas à governadora Yeda está a manutenção de um esquema de fraudes no Departamento de Trânsito (Detran) do Estado. O esquema teria desviado R$ 44 milhões dos cofres públicos, entre 2003 e 2007, beneficiando a governadora e mais sete pessoas, incluindo o seu marido, sua assessora e deputados.

A Polícia Federal também investigou o uso de fundações de apoio vinculadas à Universidade de Santa Maria (UFSM) para fraudes e desvios de dinheiro público. Nesta operação, Yeda Crusius é acusada de receber propina de R$ 170 mil mensais de empresas prestadoras de serviços ao governo.

Outras denuncias apontam também que Yeda teria desviado dinheiro da campanha eleitoral de 2006 para a compra de sua mansão, avaliada em R$ 750 mil.

O governo de Yeda também ganhou fama após a adoção da política de repressão a toda e qualquer manifestação social. Relatório anual da Anistia Internacional 2009 (O Estado dos Direitos Humanos no Mundo), publicação que registra a situação dos direitos humanos em 157 países, denunciou o estado do Rio Grande do Sul, seus promotores e policiais militares pela articulação de um dossiê que considera o MST um grupo terrorista. Segundo a publicação, o documento propiciou ações de criminalização do movimento, dando a sustentação a ordens judiciais de despejo com o uso de violência contra os agricultores e suas famílias.

Diga-me com quem andas e...

Não poderia haver ombro melhor que o de Kátia Abreu. A senadora também é acusada de uso indevido do dinheiro público. De acordo com denúncias divulgadas em uma reportagem da revista Veja, publicada em setembro de 2008, a CNA pagou R$ 650 mil à agência Talento, que prestava serviços de publicidade à campanha de Kátia Abreu. Segundo a empresa, a verba foi usada para a campanha de estímulo do voto consciente do produtor rural. No entanto, não há vestígio da campanha.

Fonte: MST

sábado, 22 de agosto de 2009

NOTA PÚBLICA SOBRE O ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!
Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sem-terra é morto durante despejo no RS

O sem-terra Elton Brum da Silva foi morto durante operação de despejo dos invasores da Fazenda Southall, feita pela Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha) na manhã de hoje em São Gabriel, no sudoeste do Rio Grande do Sul. A informação é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que acusa a BM pelo tiro que matou seu militante. Uma área da propriedade rural de 5 mil hectares estava sob ocupação desde o dia 12. Ao amanhecer, cerca de 300 policiais militares cercaram os sem-terra para cumprir mandado judicial de reintegração de posse e fazê-los sair do local. O disparo foi feito durante a operação

Fonte: Estadão

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Gilmar Mendes protege Yeda e ataca o Ministério Público

Defendendo a sua ex-companheira de governo Fernando Henrique e atual governadora do Rio Grande do Sul (Yeda Crusis, do PSDB), que responde por inúmeros processos por corrupção e por improbidade administrativa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mirou seu ataque no Ministério Público.

Para Mendes, o MP deve desculpas ao País pelo que considera excessos e erros praticados por promotores de Justiça e procuradores da República.

Mendes fez o comentário ao ser questionado sobre a legitimidade da instituição em propor perante a primeira instância judicial uma ação de improbidade contra a governadora Yeda Crusius, pedindo seu afastamento do cargo.

Ele lembrou ainda que a governadora tem foro privilegiado e comentou um caso que envolvia o ministro de Assuntos Estratégicos no governo Fernando Henrique Cardoso, Ronaldo Sardenberg e que chegou a ser discutido pelo STF.

O procurador-geral da Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, divulgou nesta terça-feira uma nota de repúdio à declaração do presidente do STF.

Leia mais:

Procurador-geral rebate criticas de Gilmar Mendes ao MP (Estadão)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Maus lençóis

E quem também está em maus lençóis são as impopulares Ana Júlia Carepa (PT-PA) e Yeda Crusius (PSDB-RS). As duas disputam a última posição no ranking dos piores governadores do país. Mas, a má fase não para por aí.

Ana Júlia pode ser impedida de concorrer a reeleição pelo PT nacional que prefere apoiar o PMDB de Jader Barbalho. Já Yeda, foi indiciada por improbidade administrativa a pedido do MPF na semana passada.