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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Amâncio, presente!


Faleceu de parada cardiorrespiratória nesta manhã, 18 de novembro, em Natal, o cartunista Antônio Amâncio, aos 40 anos. Ele estava internado desde o dia 14, quando sofreu um acidente de caro na BR-406, no interior do Rio Grande do Norte.

Atualmente trabalhando no jornal “O Jornal de Hoje”, periódico de Natal, Amâncio contribui para o jornal “Opinião Socialista” do PSTU e para vários sindicatos, sempre com charges ligadas à questões políticas e sociais. Devido ao conteúdo de suas charges, foi demitido do jornal “Tribuna do Norte”.

Em 2008, durante o I Congresso da então Conlutas, em Betim (MG) registrei em fotografias algumas algumas de suas charges. 


Abaixo algumas delas:




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Trabalhadores de Anapu enfrentam madeireiros e pistoleiros

Cansados de ver os madeireiros entrar impunemente e retirar madeiras do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, agricultores fecharam a estrada que dá acesso ao mesmo. Localizado a 50 km da sede do município de Anapu, região da rodovia Transamazônica, no Pará, o PDS Esperança foi uma vitória de Irmã Doroth Stang, pela qual pagou com a própria vida em 2005, ao ser assassinada a mando dos latifundiários locais.


GILBERTO MARQUES, DE BELÉM DO PARÁ



Trabalhadores rurais mantiveram a luta conduzida pela missionária, enfrentando madeireiros e a conivência governamental. Mas isso não impediu a ação dos latifundiários, seja na extração madeireira ou no atentado à vida de quem defende a floresta. Infelizmente, alguns que lutavam junto aos agricultores mudaram de lado. O bloqueio da estrada, ocorrido no dia 13 de janeiro pelos agricultores, é mais um capítulo nesse enfrentamento. A polícia militar e civil já foram acionadas e se encontram na área bloqueada.

Os trabalhadores contam com o apoio da CPT e da Congregação das Irmãs de Notre Dame. Uma representação da CSP Conlutas do Pará deverá ir ao PDS nos próximos dias.
No final do ano passado uma delegação de trabalhadores rurais de Anapu participou da plenária estadual da Conlutas do Pará. Na ocasião, uma das principais lideranças locais concedeu entrevista exclusiva ao site do PSTU. Por questões de segurança, seu nome será preservado, pois já sofreu atentados à sua vida e permanece sob ameaças de morte.


Portal do PSTU: Você se encontra na área do PDS Esperança há quanto tempo?

Liderança: Estou há sete anos. Ajudei, inclusive, a abrir picada na mata. Planto cacau em consórcio com árvores nativas, como o mogno.

luta da Irmã Dorothy foi importante para a criação do PDS Esperança. Por conta disso foi assassinada. O que mudou desde então?

Apenas um dos mandantes do assassinato está preso. Apesar disso, mudou muita coisa porque o pessoal que apoiava a Dorothy hoje está no governo (na prefeitura e no então governo estadual do PT, desde 1º de janeiro substituído pelo PSDB). Essas pessoas agora são contra a nossa luta. A situação está difícil. Aliás, nunca foi fácil. Hoje contamos com apoio só da CPT.

O Sindicato dos trabalhadores rurais está trabalhando junto com fazendeiros. Por isso, fundamos um novo sindicato, o Sindicato de Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar de Anapu.

O prefeito do município, Chiquinho do PT, andava com a Irmã e foi eleito a partir da luta dela e da repercussão de seu assassinato. Para se eleger, formou uma coligação onde o vice-prefeito é Délio Fernandes, um madeireiro que a Irmã denunciava como uma das pessoas que tramavam seu assassinato.

Como eles têm agido?

Havia um funcionário do Ibama que nos apoiava e enfrentava os madeireiros. O prefeito foi até a governadora Ana Júlia (PT) e juntos conseguiram sua transferência para Marabá. No final de seu mandato a governadora conseguiu nomear o prefeito presidente do consórcio que vai acompanhar a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O padre Amaro é umas das pessoas que têm se colocado ao nosso lado. Ele também está ameaçado de morte. Chiquinho do PT diz publicamente que “tem pessoa que não quer o desenvolvimento da cidade e se esconde atrás da batina e da bíblia”.

Há uma associação no PDS Esperança que brigava contra a entrada de madeireiros. O presidente do sindicato dos trabalhadores rurais da região conseguiu tirar a diretoria, colocando outras pessoas no lugar e fez um acordo com os madeireiros para extrair madeira de lá. Mesmo não sendo mais presidente, ele permanece na diretoria do sindicato e é vereador e presidente da Câmara Municipal.

E os madeireiros, o que têm feito?

Continuam a retirar madeira do PDS. Uma parte dos colonos vende madeira para eles. Outros resistem. Meu vizinho não queria vender. Aí eles ameaçaram e ele saiu da casa. Fez denúncia no sindicato, que não fez nada. Os madeireiros entraram no seu lote e retiraram toda a madeira de valor. Eles dizem que não adianta denunciar porque pagam R$ 30 mil para o Ibama e resolvem tudo.

Então foram esses fatos todos que levaram vocês a fundar outro sindicato? Por que não procuraram a CUT?

O sindicato que já existia está do lado dos madeireiros. Se ficássemos na CUT e Contag teríamos que seguir a cartilha deles e isso não queremos. Por isso, viajamos dois dias para conhecer a Conlutas.

Fonte: PSTU

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Servidores retomam pressão contra PLP 549/09


A deputada federal Luciana Genro (PSOL/RS) apresentou, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, um parecer contrário ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 549/2009, que congela os salários dos servidores públicos federais por dez anos.

A matéria pode ser votada a qualquer momento na CFT, que realizará mais duas sessões ainda neste ano. A expectativa da Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais (Cnesf) - que reúne entidades sindicais como o ANDES-SN, Sinasefe, Fasubra, Fenasps, Assibge-SN, Condsef, Unafisco e a central Conlutas - é de que os deputados da Comissão acompanhem o voto da deputada (que também é a relatora da pauta) e rejeitem o projeto por unanimidade.

O PLP é considerado uma ameaça aos servidores e aos serviços públicos brasileiros, uma vez que pretende paralisar investimentos no setor até 2019. O projeto impõe que o aumento das despesas limite-se ao reajuste com base na inflação do ano anterior somado a 2,5% do aumento da folha de pagamento – o que não comporta nem o crescimento vegetativo da folha de pessoal - comprometendo reajustes e contratação de novos servidores.

As entidades se articulam, agora, para promover intensa mobilização junto aos parlamentares, em Brasília, e conscientizá-los da urgência em impedir o andamento do projeto. Se aprovado na CFT e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara, o PLP irá a plenário.

Mobilização é fundamental
Em abril deste ano, dois mil servidores promoveram um protesto conta o PLP 549/09 na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, o deputado Luiz Carlos Busato (PTB-RS), então relator do projeto, se comprometeu com os servidores a se posicionar contrariamente à matéria.

Em entrevista ao ANDES/SN, ele ressaltou que as contribuições enviadas ao seu gabinete pelo Sindicato Nacional foram de fundamental importância para que ele se posicionasse em relação ao tema. “Os professores do ensino superior me visitaram e demonstraram que a aprovação deste projeto vai impedir a abertura de novas universidades, cursos e será contra a própria educação”, afirmou, à época.

Histórico do PLP 549/09
Proposto originalmente pelo governo federal como o PLP 001/07, o PLP 549/09 é vinculado ao pacote de medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Foi aprovado no Senado em dezembro de 2009 e, na sequência, enviado à Câmara para análise.

Em maio deste ano, parlamentares da Comissão e Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) acataram o parecer do relator Busato e rejeitaram o projeto, que continua tramitando na CFT e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), para então seguir para o plenário.

Fonte: ANDES-SN

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Frases

"(...) Reiteramos a nossa disposição de empreender todos os esforços para a recomposição. A central sindical e popular fundada no Conclat é parte deste esforço e acreditamos que deve se constituir num pólo de aglutinação de todos os setores classistas e de luta.
Nesse sentido, sabendo das preocupações reiteradas pelos/as companheiros/as que se retiraram do Conclat quanto ao nome da Central, informamos que: 1. Tendo em vista a deliberação da Intersindical de desautorizar o uso do nome de sua organização na marca da Central, informamos que não utilizaremos o nome da Intersindical até que a reunião da Coordenação Nacional, já convocada para o mês de julho, decida que atitude tomar frente a esse impasse; 2. Nossos materiais e declarações públicas serão assinados pela “Secretaria Executiva Nacional Provisória eleita no Conclat” e pela “Central Sindical e Popular fundada no Conclat”, até que a Coordenação Nacional de entidades de base se reúna e 3. Estamos abertos a dialogar com os/as companheiros/as que se retiraram do Conclat, buscando uma saída, nos marcos das votações realizadas no Congresso e que contemple as preocupações levantadas pelos/as companheiros/as.


Reafirmamos o nosso respeito por todo o processo e pelas deliberações do Conclat e a continuidade de nossos esforços pela construção da unidade."

Leia toda a Nota da Secretaria Executiva Nacional Provisória eleita no Congresso da Classe Trabalhadora da Central Sindical e Popular fundada no Conclat

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nota oficial da Conlutas sobre os acontecimentos dos Congressos da Conlutas e do Conclat

O Conclat – Congresso Nacional da Classe Trabalhadora – aglutinou 4.000 participantes, dos quais 3.180 delegados/as, com uma representação de base dos sindicatos de cerca de 3 milhões de trabalhadores/as. A Conlutas era a organização com maior representatividade. Nosso Congresso contou com 1.800 delegados/as.

O que era para ser uma grande vitória do processo de reorganização, infelizmente, se transformou numa derrota, pela decisão do bloco Intersindical/Unidos/MAS de se retirar do Congresso depois de perder a votação do nome da nova entidade.

Toda a programação do Congresso foi garantida: do ato político de abertura, passando pela defesa das teses em plenário, trabalhos em grupo até a plenária final de votação das resoluções. O Congresso deliberou sobre os principais temas em discussão: Conjuntura e plano de ação, caráter, composição e funcionamento da Central.

A última votação importante, antes da eleição da Secretaria Executiva, era a definição do nome da nova central. Após um intenso debate acerca das propostas apresentadas, sagrou-se vencedora a proposta do nome da nova central ser “Conlutas/Intersindical – Central Sindical e Popular” apresentada pelo MTL e defendida pela Conlutas.

Na votação, essa proposta obteve cerca de 2/3 dos votos. O resultado foi acatado publicamente pelos demais setores. Tudo isso está filmado e estará disponível nos próximos dias na internet.
No entanto, depois desta votação, a Intersindical decidiu abandonar o Congresso, no que foi seguida pelas delegações do MAS – Movimento Avançando Sindical – e pelo agrupamento “Unidos Pra Lutar”.

Uma prática inaceitável
O Conclat só foi convocado porque a Intersindical e demais setores envolvidos no debate da reorganização concordaram em chamar um CONGRESSO DELIBERATIVO, que decidisse pelo voto dos delegados/as as polêmicas que não se resolvessem entre as organizações envolvidas no processo.

Essa decisão foi tomada, por unanimidade, no Seminário Nacional realizado em novembro de 2009, na Quadra dos Bancários, em São Paulo.

Sem essa condição não seria possível chamar o Congresso, pois polêmicas tão ou mais importantes que a do nome ainda estavam pendentes, tais como o caráter e a composição da Central, o formato e funcionamento da direção.

Durante todo o período anterior, a Comissão pela Reorganização/Coordenação pró Central funcionou tendo por base o acordo político. Esgotada essa fase, de acúmulo nos debates e conhecimentos das distintas opiniões, convocou-se o Congresso para que a base decidisse tudo o que não foi possível resolver por consenso.

A ruptura do Congresso pelo bloco Intersindical/Unidos/MAS, então, só se explica porque esses setores não aceitam que a base decida as polêmicas que as direções não foram capazes de resolver, e querem impor, por acordo entre as correntes, as suas posições por sobre o que a base decide. Isso evidentemente seria um retrocesso inaceitável.

Nenhuma entidade que sirva à luta dos trabalhadores funciona em base a esse critério, pois, desta forma, nossa Central deixará de ser um instrumento de aglutinação e de luta dos trabalhadores/as e passará a ser um fórum de discussão permanente entre dirigentes, sem serventia para a luta e a defesa dos trabalhadores/as.

Entendemos que todos os esforços devem ser feitos para que os/as companheiros/as do bloco Intersindical/Unidos/MAS revejam suas posições e se incorporem à nova central criada no Conclat. Esforços podem e devem ser feitos para aparar as arestas e diferenças menores. No entanto, o respeito à democracia operária deve presidir o funcionamento da entidade e a relação entre os setores envolvidos.

É inconcebível que a cada vez em que se encontrem em minoria num debate os dirigentes se levantem, se retirem das discussões, ou simplesmente abandonem a organização. Nenhuma organização séria, para a luta dos trabalhadores, poderia ser construída em base a este critério.

O Congresso se restabeleceu com a maioria ainda presente e concluiu o processo de constituição da nova Central, elegendo uma Secretaria Executiva Provisória, conformada praticamente por consenso, para encaminhar as resoluções aprovadas no Congresso.

A Secretaria (conformada por representantes de diversas entidades como a Conlutas, MTL, MTST, dentre outros) se reunirá nos próximos dias e certamente adotará resoluções buscando restabelecer a unidade e o respeito às decisões coletivas tomadas no Congresso, bem como tomará em suas mãos o encaminhamento do plano de lutas aprovado e a organização da nova Central fundada no Conclat.

São Paulo, 8 de junho de 2010.
Coordenação Nacional de Lutas

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Aposentados: luta pelo reajuste e o fim do fator previdenciário

Proposto inicialmente pela COBAP (Confederação Brasileira de Aposentados) e incorparado como parte do plano de lutas da nova central Conlutas-Intersindical, o dia de hoje é de luta e mobilização para que o governo Lula não vete o aumento de 7,72% para os aposentados e o fim do fator previdênciário que promove a redução no valor das aposentadorias.

Estão previstos atos em locais centrais de várias cidades e em portas de fábricas.

Clique no Abaixo-assinado on-line e ajude neste processo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A noiva fugiu e está desaparecida

O Congresso de Unificação da Conlutas com a Intersindical ocorrido em Santos neste fim-de-semana terminou com a noiva (Intersindical) saindo do altar antes do sim e ao que parece, sem rumo certo.

Mas informações em breve aqui no blog.

domingo, 6 de junho de 2010

Ainda em Santos...

Teve início na manhã de ontem o Congresso da Classe Trabalhadora que ocorre em Santos. Na abertura, além das entidads promotoras do evento (Conlutas, Intersindical, MTL, MTST, MAS e Pastoral Operária de São Paulo) saudaram o evento movimentos como o MST, Consulta Popular, "Esquerda" da Une e partidos PSOL, PCB e PSTU.

As delegações estrangeiras formada por 120 convidados foram representadas na mesa pela organização "Luta Operária" do Haiti e pela Confederação dos Servidores Públicos da Grécia.

Foram credenciados no evento 4.150 pessoas, sendo 3.115 delegados de todos os estados do país e ainda observadores, convidados e membros da comissão de organização.

Ainda no dia de ontem, houve o debate e aprovação do regimento interno do congresso e a apresentação de 19 teses e textos de contribuições.

Neste momento, grupos de discussão debatem propostas a ser levadas à plenária final, que deverá ocorrer ainda nesta tarde.

Acompanhe a transmissão ao vivo do congresso em www.conlutas.org.br


Saiba mais sobre o congresso em http://www.congressodaclassetrabalhadora.org/

sexta-feira, 4 de junho de 2010

II Congresso da Conlutas ocorre neste momento


A participação ou não de estudantes e movimentos de luta contra opressão numa nova central e o nome da nova organização são as principais divergências do II Congresso da Conlutas.

Mas, há quase unidade em relação ao importante papel desempenhado pela Conlutas desde a Reforma da Previdência de 2003 e na necessidade de unidade com a Intersindical, pauta central do Congresso da Classe Trabalhadora que terá início amanhã.

Na página da Conlutas (http://www.conlutas.org.br/) é possível assistir ao evento ao vivo.

II Congresso da Conlutas é internacionalista


Um professor haitiano, uma ativista espanhola e um operário japonês fizeram a saudação das delegações internacionais ontem a noite na abertura do II Congresso da Coordenação Nacional de Lutas.

No Congresso estão ainda presentes delegações da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, El Salvador, Panamá, Costa Rica, Honduras, México, Estados Unidos, Portugal, Galícia, França, Itália, Suiça, Inglaterra, Suécia, Ìndia, Rússia entre outros

Saiba mais sobre a abertura do evento em http://www.andes.org.br/ e http://www.conlutas.org.br/

Fotos: Najla Passos- Andes

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Outro ritmo


Daqui a pouco estarei embarcando para Santos para o II Congresso da Conlutas e para o Congresso da Classe Trabalhadora (Saiba mais: http://www.congressodaclassetrabalhadora.org/)

Até a próxima terça-feira o número de postagens será menor, mas vou tentar de alguma forma manter o blog atualizado, principalmente em relação aos dois eventos.

sábado, 29 de maio de 2010

Congresso que unificará Conlutas e Intersindical ocorre em Santos


Ocorre na próxima semana o II Congresso da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) e o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que pretende unir numa mesma entidade a Intersindical, a Conlutas e outros setores do movimento popular. Os dois congressos acontecem em Santos (03 a 06 de junho).

A Conlutas nasceu do processo de ruptura com a CUT na Reforma da Previdência e se incorpou nos anos de enfrentamento com o governo Lula, que traiu os trabalhadores em aliança com os setores do sindicalismo e de parte dos movimentos sociais. Surge daí a necessidade de se organizar em uma alternativa de luta para os trabalhadores brasileiros, com independência de classe e socialista.

A experiência de seis anos e o processo de ruptura de outros setores indicaram a necessidade de uma organização superior. Lutas e eventos culminaram em novembro de 2009 no Seminário que apontou um congresso que unificasse Conlutas, Intersincial, MTST, Pastoral Operária, MAS e MTL, entidades que organizam o CONCLAT.

Para o Congresso da Conlutas foram inscritas 389 organizações e são esperados cerca de 2.000 delegados. Já para o CONCLAT, são esperados 3.000 delegados de 499 entidades escritas. Os delegados representarão a base de 3 milhões de trabalhadores, estudantes e integrantes de movimentos sociais.


Saiba mais:
http://www.congressodaclassetrabalhadora.org/

segunda-feira, 3 de maio de 2010

1º de maio em Fortaleza: Caminhada em defesa dos direitos dos trabalhadores

A camisa dele tinha os dizeres, em alusão à campanha salarial: ``Sou peão, sou de luta``. O pedreiro Francisco das Chagas Gonzaga, 51, aproveitou o Dia do Trabalho para reivindicar seus direitos como empregado. Chegou cedo à praça da Cruz, na Serrinha, para participar da caminhada classista unificada, que reuniu várias categorias profissionais, como bancários, motoristas de ônibus e servidores municipais. A caminhada seguiu em direção ao Terminal da Parangaba, rumo ao Ginásio Poliesportivo do bairro.

``Nós, da construção civil, trabalhamos 44 horas semanais. Dentro da jornada diária, temos só meia hora de descanso``, disse Gonzaga, que é membro da diretoria executiva do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. De acordo com o coordenador estadual da Intersindical, que é uma central de trabalhadores, Ailton Lopes, a manifestação levantava principalmente as bandeiras da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Lopes citou ainda a luta pela queda do fator previdenciário, que reduziu, em 1998, cerca de 23% da aposentadoria dos homens e 30% das mulheres.``Terça-feira que vem tem o reajuste dos aposentados. A gente quer que seja o mesmo aumento do salário mínimo, retroativo a janeiro de 2010``, acrescentou.

Trânsito
Logo que a caminhada começou, por volta das 10 horas, um lado da pista ficou fechado, gerando congestionamento. Os motoristas optaram por trafegar na contramão, dividindo a pista com o contrafluxo. Antes da manifestação chegar ao terminal da Parangaba, alguns ônibus faziam o embarque e desembarque de passageiros do lado de fora. ``Se eles entrarem, não vão conseguir mais sair, porque a manifestação vai fechar o terminal``, disse um dos auxiliares de operação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).

``Queremos alertar a população que a manifestação está de passagem e é pacífica``, dizia um dos manifestantes ao microfone, citando a alusão ao Dia do Trabalho. A entrada e e saída do terminal, pela rua Carlos Amora, ficaram fechadas por cerca de 10 minutos. Usuários do terminal observavam com curiosidade. A Guarda Municipal compareceu, mas não houve atrito. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) ajudaram no tráfego de veículos.

E-MAIS
O ambientalista José Maria Filho, que foi executado com 19 tiros em Limoeiro do Norte no dia 21 de abril, foi lembrado durante a caminhada. O presidente do Sindicato dos Servidores de Limoeiro do Norte, Reginaldo Ferreira, veio a Fortaleza para reivindicar, durante a manifestação, a federalização das investigações do caso. Segundo ele, lá é um projeto gerenciado pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs).

``É isso que nos leva a pedir a federalização da investigação. Não estamos pedindo à toa. Não confiamos na polícia estadual. Já houve várias mortes e ninguém sabe quem matou``, reclamou. Ferreira acrescenta que no dia 12 de maio, às 15 horas, haverá audiência pública no Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) de Limoeiro do Norte contra a pulverização aérea, que já é proibida por lei municipal.

Fonte: Raquel Maria Rigotto enviado por correio eletrônico por Reginaldo Ferreira.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sindicato dos Servidores da Saúde do Paraná sai da CUT

Os trabalhadores da Saúde do estado do Paraná decidiram no último dia 30 de março desfilar seu sindicato da CUT (Central Única dos Trabalhadores). A assembleia geral referendou o que já havia sido definido em congresso da categoria realizado em dezembro do ano passado.

A decisão levou em conta principalmente o atrelamento da central aos governos Lula e Requião.

A independência da entidade é a defesa que a categoria fez. As falas de defesa da desfiliação incluíam o histórico de luta que teve a central, mas principalmente a traição que foi apoiar incondicionalmente o Governo Lula, e assim abandonar as bandeiras de luta da classe trabalhadora e ainda servindo de braço direito dos governos nas medidas que retiram direitos como no caso da reforma da previdência.

A categoria ainda não tem acumulado a filiação a uma outra central. A Conlutas tanto no congresso, quanto na assembleia levou seu apoio e solidariedade à categoria e se coloca à disposição para discussão de uma nova ferramento de luta.

Fonte: Mariane de Siqueira – Conlutas Paraná

terça-feira, 30 de março de 2010

1° de abril é Dia Nacional de Lutas

O tradicional “Dia da Mentira” será um Dia Nacional de Lutas do funcionalismo público federal contra as mentiras do governo federal, em especial as falsas mesas de negociação montadas nos últimos três anos e que agora se esvaziam diante do Projeto de Lei 549/2009 que está para votação na Câmara dos Deputados (Veja sobre isso em: Congelando: governo e Congresso querem a paralisia do serviço público federal).

No Pará, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais (SINTSEP) planeja com outros setores a realização de Atos Públicos em Belém e Santarém.

Na capital a mobilização será organizada por sindicatos, Conlutas e Intersindical. Será no Ministério da Fazenda (Avenida Gaspar Viana com Presidente Vargas). Em Santarém, a concentração será no Ministério da Agricultura.

Nos outros estados também acontecerão atos nesse dia.

*Com informações do SINTSEP/PA.

sábado, 27 de março de 2010

Em luta: Educação tucana, repressão e sucateamento

A repressão promovida pela Polícia Militar ontem contra os professores estaduais em greve não desanimou a categoria. Apesar de inúmeros feridos por cassetetes, bombas de gás e tiros de borracha, a maioria mulheres presentes na manifestação de ontem, a categoria votou pela continuidade da greve.

A forte repressão de ontem indica que o governo estadual tucano irá reforça a a tática de criminalização do movimento para desmontar a greve que está crescendo e ganhando apoio popular. Conta para isso com o apoio da grande mídia, com desvirtuamento da luta dos professores.

Há duas semanas o pré-candidato do PSDB vem se encontrando com manifestações grevistas em várias inaugurações pelo estado de São Paulo, muitas delas de obras inexistentes ou inacabadas. Nestas manifestações, os professores eixgem a abertura da mesa de negociação e da pauta de reivindicações, quase sempre sendo respondidas com agressões e infiltrações de agentes provocadores.

O mesmo governo que usa as leis de segurança pública contra os professores é o mesmo que não viabiliza material pedagógico, estrutura física e de pessoal e formação. Serra também não cumpre a data base que o próprio PSDB sancionou desde a sua promulgação.

Os professores estão com defasagem salarial há dez anos com quebra do poder de compra em mais de 25% nos últimos governos tucanos.Mas, a situação de precariedade é ainda maior. Para os professores do Coletivo da Conlutas de Lorena, “nossas escolas encontram-se em estado de calamidade pois com a aprovação automática dos alunos imposta por lei federal e estadual, não temos autonomia pedagógica para aferir resultados da aprendizagem. Mas somos cobrados de tais resultados em avaliações de desempenho que condicionam nossos salários a resultados positivos desde o ponto de vista do governo.”

quarta-feira, 24 de março de 2010

Em luta II

Divulgo abaixo o manifesto do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tabuleiro do Norte, no Ceará, em luta contra os ataques do governo municipal do PMDB-PT.

MANIFESTO DE REPÚDIO AO GOVERNO MUNICIPAL E AOS VEREADORES DA SITUAÇÃO DE TABULEIRO DO NORTE

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tabuleiro do Norte vem, mais uma vez , tornar público a toda sociedade as injustiças e arbitrariedades cometidas contra os servidores desse município.

O Sr. prefeito, num ato de profundo desrespeito, enviou para a Câmara Municipal nos últimos meses, dois projetos de lei retirando vários direitos dos servidores.

O primeiro, diz respeito ao Estatuto dos Servidores, cuja aprovação representou um grande retrocesso para a classe trabalhadora desse município, na medida em que retirou direitos históricos conquistados com muita luta. O segundo projeto, na área da educação, acaba com a redução de carga horária para aqueles professores que tem mais de 20 anos de trabalho. Projeto esse que ele próprio sancionou no ano da última eleição.

Os servidores, desde o primeiro momento, tentaram reverter essa situação através do diálogo, tanto junto ao prefeito, como aos vereadores, mas, os mesmos, convictos da “missão” que tinham a cumprir _ a retirada de direitos - não deram ouvidos aos apelos dos trabalhadores. Em resposta, os servidores se mobilizaram, divulgaram panfletos denunciando os traidores do povo e se negaram a realizar o absurdo procedimento de identificação das pessoas para entrar na “casa do povo”, pois, o presidente da Câmara, Naurides Gadelha, decretou normas de fazer inveja aos Atos Institucionais do período da ditadura. Não restando outra alternativa, professores, funcionários e apoiadores ocuparam o recinto da câmara municipal e, em retaliação, o presidente da Câmara chamou a policia para intimidar os trabalhaodres que lutavam para manter seus direitos. Porém, resistimos e ali ficamos acampados, tentando negociar de todas as formas;
Entretanto, a arrogância e a prepotência falaram mais alto e o presidente da Câmara, utilizou-se das dependências do CVT, fortalecido por um verdadeiro batalhão policial e, de forma ditatorial, impediu com a força a nossa entrada naquele recinto, não ouvindo os gritos de protestos de servidores, alunos, pais e população, ASSASSINARAM MAIS UMA VEZ DIREITOS IMPORTANTES PARA NOSSA CLASSE, demonstrando mais uma vez, apenas compromisso com os interesses dos poderosos em detrimento dos direitos dos trabalhadores.
Como se não bastasse, suspendeu a audiência pública agendada para 11 de março, onde seria discutido o Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos professores e acionou a justiça contra as organizações e os lutadores , o que só reflete uma prática costumeira dos governos petistas espalhados por todo o país, com a sua perversa e camuflada política de perseguição e criminalização aos movimentos sociais.

Em assembléia, decidimos entrar em greve para garantirmos um Plano de Cargos, Careiras e Salários digno. Queremos também agradecer todo o apoio que temos recebido da população, pais de alunos, comerciantes, instituições e a população em geral, nestes dias de batalha intensa que estamos vivenciando. É bom saber que não estamos sozinhos, afinal somos todos trabalhadores.

E, por fim, por uma questão de justeza, compreendemos que a população precisa ter conhecimento daqueles que votaram a favor dos servidores, Foram eles: os vereadores Dica, Rafael Maia e Garibalde.

E do outro lado, estão os que se reafirmaram traidores: gravem bem os nomes e as imagens!!!

FUNCIONÁRIO PÚBLICO NÃO É BANDIDO, NÃO PRECISA DE POLICIA, PRECISA DE DIGNIDADE E RESPEITO!

NEGOCIAÇÃO JÁ!!!

Apoio: SINTSEM (Limoeiro) / SINTSEMQ (Quixeré) / Conlutas Vale do Jaguaribe e Conlutas CE.

quarta-feira, 17 de março de 2010

ANDES-SN, Conlutas e trabalhadores da Vale se reúnem na Embaixada do Canadá

Representantes do ANDES-SN, Conlutas e dos trabalhadores antigidos pela Companhia Vale do Rio Doce participam, nesta quarta-feira (17/3), às 15 horas, em Brasília (DF), de uma audiência com o conselheiro Comercial, Político, Econômico da Embaixada do Canadá, Martin Roy.

O objetivo do grupo é prestar solidariedade aos trabalhadores da Vale no Canadá, que se encontram em greve há quase oito meses, e pedir o apoio do corpo diplomático daquele país para auxiliar os companheiros canadenses a resolver o impasse com a empresa brasileira.

Atualizando a notícia (19 de março):Brasileiros pedem ao Governo do Canadá que interceda pelos mineradores da Vale

Fonte: Andes-SN

Leia ainda aqui no blog: “Vale” usará temporários para tentar acabar com greve de minerdores canadenses

terça-feira, 16 de março de 2010

GM quer impedir doação de operários aos trabalhadores do Haiti

Apesar do forte espírito de solidariedade dos operários da base do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) para com os haitianos vitimados pelo terremoto de janeiro e pelas intervenções estrangeiras nos últimos anos, a campanha de arrecadação de ajuda está enfrentando um grande empecilho.

Em cada assembleia realizada pela campanha, os operários responderam com entusiasmo o chamado a favor da solidariedade de classe e da mobilização pelo fim da ocupação militar no país. Em São José dos Campos, mais de 10 mil metalúrgicos da região aprovaram o desconto de 1% de seus salários aos trabalhadores haitianos. Houve forte adesão nas fábricas da GM, Hitachi, Bundy, Gerdau, Heatcraft, Trelleborg, Sobraer, Sopeçaero, Dovale, Pesola, Gomy e outras.

Contudo, os dirigentes da montadora General Motors (GM) informaram ao sindicato que não realizarão o desconto em folha de 1% dos salários dos trabalhadores da fábrica. A atitude da empresa entra em choque com a resolução aprovada pelos trabalhadores em assembleia. O Sindicato dos Metalúrgicos estima que, somente na GM, o desconto representaria uma ajuda de R$ 300 mil aos trabalhadores do Haiti. O dinheiro seria enviado para a organização operária e popular do Haiti Batay Ouvriye (Batalha Operária). A campanha é organizada pela Conlutas em todo o país e já arrecadou mais de R$ 160 mil.


O sindicato iniciou uma ampla campanha de denúncia da retaliação da GM. Segundo Vivaldo, serão feitas manifestações dentro da fábrica, além de denúncias internacionais. “Nesta quarta-feira [dia 17] vamos a Brasília em uma audiência com a OIT [Organização Internacional do Trabalho] denunciar o fato de a empresa não ter cumprido uma determinação aprovada em uma assembleia de trabalhadores. A posição da GM atenta contra a autonomia da organização sindical”, disse o dirigente. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também será procurada pelo sindicato.

Fonte: PSTU

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ceará: servidores municipais de Tabuleiro do Norte ocupam Câmara de Vereadores contra a retirada de direitos

Os servidores de Tabuleiro do Norte, no Ceará, protestam contra a retirada de direitos tocada pela administração municipal que é comandada pelo dupla PMDB/PT. No último dia 25 fevereiro, após assembléia geral que deu início à Campanha Salarial deste ano, mais de 100 servidores ocuparam a Câmara de Vereadores por tempo indeterminado.

Dirigentes sindicais da Conlutas e da CUT participam da mobilização que exige a imediata anulação do projeto do executivo municipal que retira inúmeros direitos trabalhistas dos servidores (Veja em
Mais santinhos...) e a implantação do Piso Salarial Nacional.

Os servidores solicitam o envio de moções de repúdio para a Prefeitura Municipal de Tabuleiro, exigindo a imediata anulação do projeto que retira direitos dos servidores pelo fone/fax 0xx(88) 3424 3081 e moção de apoio aos servidores em luta para a sede do SIMSEP pelo fone/fax 0xx (88) 3424 1381.

*Com informaçãoes da Conlutas pela Base - Educação- Vale do Jaguaribe