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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Plínio de Arruda Sampaio: Considerações finais




Faleceu nesta terça, 08 de julho, o advogado, militante, constituinte, agrarista e socialista Plínio de Arruda Sampaio, aos 83 anos, vítima de complicações geradas por um câncer nos ossos.

Plínio de Arruda Sampaio foi um nome histórico da esquerda brasileira, tendo iniciado a militância política, ainda no movimento estudantil. Nos anos cinquenta e sessenta, atuou em grupos da esquerda católica (Juventude Universitária Católica e Ação Popular).


Em 1962, foi eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão e tornou-se membro da Comissão de Economia, da Comissão de Política Agrícola e da Comissão de Legislação Social no Congresso Nacional.

Em 1964, foi relator do projeto de reforma agrária que integrava as reformas de base do governo João Goulart, apontadas como uma das causas da deposição do Presidente pelos militares, esses apoiados por empresários e políticos de direita. Após o golpe de 64, ainda nos primeiros dias do regime, Plínio foi um dos 100 primeiros brasileiros a terem seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional n° 01.

Exilou-se no Chile, onde foi consultor da FAO (organismo da ONU para agricultura e alimentação). Após a deposição do presidente Salvador Allende, também por militares, emigrou para os Estados Unidos, onde fez mestrado em Economia Agrícola.


Com a reabertura política no início dos anos oitenta, foi fundador do PT e deputado constituinte pelo partido em 1988. Também foi fundador da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária) e do jornal e do sítio 
“Correio da Cidadania".

Em 2003, coordenou a equipe responsável pela elaboração do II Plano Nacional de Reforma Agrária, sendo o trabalho desmantelado pela intervenção do grupo político da corrente “Democracia Socialista” do PT e da equipe econômica do governo Lula.

Em 2005, após ser derrotado nas prévias internas do PT para a presidência do partido e diante do escândalo do “mensalão”, entrou para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo sido candidato ao governo do estado de São Paulo pelo partido em 2006, e à presidência da República em 2010, obtendo 886.816 votos.

Em 2013, diante das grandiosas manifestações da juventude que tomaram conta do país e já doente, Plínio era visto no meio de militantes de esquerda que participavam dos atos.

Também era figura muito conhecida no twitter, onde sempre aparecia respondendo “perguntas sobre política e religião”.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Juntas? Heloísa Helena quer ajudar movimento político de Marina


A vereadora de Maceió Heloísa Helena (PSOL) se dispôs a ajudar a ex-senadora Marina Silva em seu novo projeto político fora do PV. Pela amizade de longa data, Heloísa Helena chegou a se indispor com o PSOL em 2010 por defender o apoio do partido à candidatura de Marina à sucessão presidencial. Embora não confirme a intenção de deixar o PSOL, a vereadora deixa claro que quer estar próxima da antiga companheira do PT. 

"Caso ela resolva criar um movimento nacional que possa ou não culminar com a construção de um novo partido - e se ela quiser ou precisar da minha ajuda ou mesmo de militantes de qualquer partido ou sem partidos -, entendo que é legítimo que possamos democraticamente ajudá-la", admitiu.

Em entrevista por mensagem de texto, Heloísa Helena diz que vem mantendo contato com Marina e que sua relação com a ex-colega de Senado é de afeto e respeito político. "É absolutamente normal que conversemos sobre todos os assuntos", afirmou. A vereadora disse que pode colaborar com a construção de um novo partido, independentemente de continuar ou não no PSOL. "Muitas pessoas nos ajudaram com suas assinaturas e seu trabalho para a construção do PSOL mesmo sem total identidade ideológica conosco e sem compromisso preliminar com filiação ou militância - apenas por respeito às nossas histórias de vida e por compromisso democrático."

Aliados próximos de Marina afirmam que a retomada do Movimento Brasil Sustentável vem sendo discutida apenas com os companheiros do PV insatisfeitos com a sigla e que não há conversas formais com Heloísa Helena. Deste movimento político deve surgir um partido em 2013, cujas bandeiras para 2014 serão o verde e a cidadania. "Certamente a Heloísa Helena poderia dar uma grande contribuição neste processo", comentou João Paulo Capobianco, que foi coordenador da campanha de Marina Silva.

De acordo com Capobianco, Marina está mais preocupada em esclarecer os grupos da sociedade civil que a apoiaram em 2010 sobre sua saída do PV do que arregimentar nomes para um futuro partido. "A Heloísa Helena sempre foi muito próxima de Marina", desconversou Luciano Zica, que também está de saída do PV.

Heloísa Helena vem de um processo de desgaste dentro do PSOL, partido formado por dissidentes do PT em 2004. No ano passado, como presidente nacional da legenda, Heloísa Helena defendeu abertamente o apoio da sigla a Marina. Sua manifestação causou constrangimento no partido, que acabou escolhendo como candidato à Presidência da República Plínio de Arruda Sampaio. 

"Não vou negar a importância que Marina tem, não apenas pessoalmente, no meu coração, mas por ser a grande chance que o Brasil tem de promover um debate sério sobre o desenvolvimento econômico sustentável com responsabilidade social", defendeu Heloísa na época. Após o fracasso das negociações de apoio ao PV, Plínio derrotou o pré-candidato de Heloísa Helena (Martiniano Cavalcante) nas prévias e sugeriu na ocasião que Heloísa Helena deixasse a direção da sigla, uma vez que ela não apoiava o candidato de seu próprio partido. 

Passado o primeiro turno da eleição presidencial, a vereadora, que foi derrotada na disputa por uma vaga no Senado, comunicou seu afastamento da presidência do PSOL por "falta de identidade" com algumas posições da legenda, entre elas o apoio no segundo turno à presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Agência Estado

domingo, 31 de outubro de 2010

A oposição de esquerda e o voto crítico em Dilma


Por Duarte Pereira*

Já é possível constatar o estrago produzido na oposição de esquerda pela recomendação do "voto crítico em Dilma" no segundo turno – apesar dos esforços contrários do PSTU e de Plínio de Arruda Sampaio, candidato a presidente pelo PSOL no primeiro turno, que têm insistido no voto nulo.

Dividida e imobilizada, a oposição de esquerda perdeu a iniciativa política, dispersou apoios que havia aglutinado, interrompeu a luta ideológica contra o consenso capitalista e social-liberal e nem mesmo se contrapôs ao enraizamento na consciência popular de mitos e valores burgueses difundidos pela campanha de Dilma, como o "país de classe média" ou o "agora posso comprar um carro".

A recomendação do "voto crítico em Dilma" facilitou a passagem de lideranças e entidades populares de uma postura de oposição ao governo Lula ao apoio anunciado a um eventual governo Dilma – embora Dilma insista com toda clareza que vai manter e aprofundar as orientações do governo Lula, ou seja, o projeto capitalista-monopolista, as políticas sociais-liberais e as alianças com setores do grande capital e da direita conservadora.

O bloco PT-PCdoB, influente na frente liderada por Lula e Dilma, ressuscitou uma rígida concepção de que é preciso aprofundar a "etapa capitalista", supostamente nacional, da formação social brasileira, antes de se poder cogitar a luta por uma eventual "etapa socialista". Projeto nacional tornou-se sinônimo de projeto capitalista-estatal. De Lula regrediu-se a Getúlio, é claro que na forma de uma farsa, a única viável em condições históricas inteiramente distintas das que caracterizavam o mundo e o Brasil dos anos 1930 aos anos 1950.

Concluída a eleição presidencial, vença Dilma, o que é mais provável, ou vença Serra, o que seria surpreendente, a falta de uma atuação autônoma e unificada da oposição de esquerda no segundo turno tornará mais difíceis, e não mais fáceis, como alegam alguns, a retomada da mobilização independente dos trabalhadores e da juventude estudantil e a reorganização da resistência democrática e socialista ao desenvolvimento capitalista e monopolista e às políticas sociais-liberais em andamento no Brasil há 16 anos.

*Duarte Pereira é jornalista.Publicado originalmente no sítio da Correio da Cidadania.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Plínio: "neutralidade pela consolidação do socialismo"

Em entrevista exclusiva à Revista Fórum, Plínio de Arruda Sampaio reitera sua posição pelo voto nulo no segundo turno, fala sobre sua relação com Heloisa Helena e analisa as possibilidades de avanço do socialismo no cenário político brasileiro.

Plínio de Arruda Sampaio recebeu Fórum em sua casa para uma entrevista, em que o ex-presidenciável do PSOL falou sobre o segundo turno, sua relação com Heloisa Helena e as possibilidades que enxerga para o socialismo. Ele reafirmou sua opção pelo voto nulo, distintamente de membros de seu partido que optaram pelo voto em Dilma. "Proponho voto nulo porque acho que o importante na campanha eleitoral da esquerda é a conscientização. E nesse caso, preciso conscientizar a massa de que nenhum dos dois candidatos traz solução em hipótese nenhuma."

Leia a íntegra da entrevista abaixo.

Fórum - Qual a saída da esquerda para atingir um papel de protagonismo no processo político brasileiro. Por que, desta vez, não houve a reedição da Frente de Esquerda com PSTU e PCB como na eleição passada?
Plínio de Arruda Sampaio – A esquerda não tem condições de assumir um papel protagonístico a curto prazo. Isso só poderá ocorrer dentro de uma ou duas décadas, no mínimo. Ela está totalmente dividida e a população brasileira está totalmente extasiada diante de uma farsa. Isso é um problema de mentalidade, que não é fácil de mudar a curto prazo.
A reedição da Frente de Esquerda não foi possível primeiro porque o meu partido demorou muito para tomar a decisão sobre a candidatura e isso dá uma impressão de hegemonismo em relação aos outros partidos, o que é inaceitável. Sendo assim, eles não toparam, e até certo ponto eu os desculpo e os justifico. Mas foi um equívoco brutal, porque se tivéssemos estado unidos, o PSTU teria feito seu primeiro deputado federal. Foi um erro grave e pretendo ver se conseguimos mudar agora.

Fórum - O senhor falou em farsa...
Plínio de Arruda – É a farsa de que temos um Brasil melhorando, sólido e consolidado no exterior. Fui entrevistado por uma rede de televisão espanhola que ficou surpresa quando eu disse isso, pois o Lula era muito bem recebido nas esferas internacionais, o país tinha prestígio e não era mais considerado subdesenvolvido. Eu disse que era claro, porque nosso país tem o governante que o imperialismo pediu a Deus, porque ele cede tudo. Então ele (Lula) é louvado mesmo, pois é um bobão.
E aqui dentro, o homem que compra uma geladeira acha que virou de classe média e não está vendo que o filho dele está ultra mal educado. Não há escola que preste e o sistema de saúde é um horror. Então isso que é uma farsa.

Fórum - Qual é o legado que o PSOL deixa com essa participação nas eleições presidenciais?
Plínio – Eu acho que ele deixa um legado importante e isso está sendo reconhecido. Em 1998, propus ao Lula um discurso de campanha exatamente igual ao que fiz nessas eleições. Disse que naquele momento ele não tinha condições de ganhar nem de fazer uma política protagonística. Então, que aproveitasse o período eleitoral, onde nós tínhamos a televisão para fazer o debate, para dizer a verdade: o capitalismo não soluciona e a sociedade tem que ir para o socialismo. Falei também que ele não seria compreendido, pois se tratava de uma ideia nova que chocaria as pessoas. Mas na hora em que a sociedade verificasse as falácias do sistema, elas começariam a olhar para a nossa alternativa.
Na Segunda Guerra Mundial, quando Charles de Gaulle, general do exército francês, conclamou os franceses a derrotar os alemães, todos consideraram uma alternativa impossível e compraram a teoria do Marechal Pétan, que propôs acertar com os alemães para que o prejuízo sobre o país fosse menor. Se houvesse uma eleição no dia em que de Gaulle fez o apelo, perdia de longe. Ele ficou isolado com essa ideia. Mas na medida em que os alemães foram tornando insuportável a vida dos franceses, foi ficando claro que sua medida era necessária.
Mesma coisa o Churchill. Ele foi à Alemanha em 1933, onde viu a ascensão do Hitler. Então voltou para a Inglaterra e disse que o exército alemão estava se armando e iria investir contra seu país. Na Inglaterra, a tese do armamento não era aceita e ele perdeu todos os seus lugares no Parlamento e foi escamoteado de seu partido, até o momento em que ficou evidenciado que o Hitler ia atacar a Inglaterra. Ele conta em seu livro que, nessa hora, ficou ao lado do telefone porque sabia que o Rei ia chamá-lo para ser o primeiro-ministro do país.
Então disse ao Lula para ele plantar, que daqui a uma, duas, três eleições a sociedade estaria pronta para entendê-lo. E isso foi feito por nós só agora, numa circunstância mais difícil, porque o Lula é uma figura conhecida. Sou um político que venho de muito longe e já estou numa condição mais lateral, longe do foco da mídia. Mas está feito e daqui por diante nós vamos trabalhar isso.

Fórum - Como o senhor acredita que o partido pode reconstruir a ideia de socialismo no Brasil? Existe algum modelo que possa ser seguido?
Plínio – Esse é outro problema: não temos modelo, porque o modelo soviético, evidentemente, não podemos e não queremos reproduzir. Então temos que inventar um socialismo do século 21, com liberdade. Acho que a maneira de fazer isso é trabalhando pequenos núcleos de base, sem pressa de crescer. A revolução não é o partido que faz e sim o povo. E o faz de acordo com a sua hora e com seus movimentos internos, que dificilmente o político consegue captar.
As insurreições sempre surpreendem os políticos. Surpreendeu inclusive um homem atiladíssimo como Lenine, que não esperava pela erupção da Revolução Russa de 1917, e no entanto acabou como chefe de governo.Então esse é o desafio que está colocado para os partidos de esquerda: construir um movimento na base, pequeno e sem aspecto de massa. E quando houver uma explosão nós estaremos preparados para ter uma palavra.

Fórum - Como o senhor viu o afastamento de Heloisa Helena da presidência do PSOL? Como estão suas relações com ela hoje?
Plínio – Foi lastimável. Ela se apartou da base do partido, que votou em mim, e não soube reconhecer a derrota e passar por cima disso. Levou muito para o lado pessoal.
As minhas relações com ela são curiosas. Na campanha eleitoral fiz apelo em seu favor, de modo que eu não tenho nenhuma animosidade com ela. Não levo política para o lado pessoal nunca. Discordei de uma posição dela num episódio específico. Posso concordar com a Heloisa em dez mil coisas depois, mas isso vai ser decidido agora pelo diretório nacional do partido.
Fórum - O senhor fez várias declarações perto do fim do primeiro turno, inclusive no dia da votação, acreditando que haveria um segundo turno. No entanto, sua opção foi pelo voto nulo. Assim, como o senhor vê a importância de haver um segundo turno?
Plínio – Proponho voto nulo porque acho que o importante na campanha eleitoral da esquerda é a conscientização. E nesse caso, preciso conscientizar a massa de que nenhum dos dois candidatos traz solução em hipótese nenhuma. De modo que, se eu votar em um, estarei enfraquecendo todo o discurso de que nenhum dos dois candidatos defende os mesmos interesses que eu defendo.
Fórum - Como o senhor vê o predomínio das questões morais neste segundo turno? Isso representa um retrocesso no debate político?
Plínio – Isso representa um pedágio que estão pagando ao fundamentalismo religioso, ao atraso e ao patrulhamento das opiniões. É vergonhoso e lastimável. O Boechat (Ricardo Boechat, jornalista) chamou os dois de “idiotas” e acho que ele tem toda razão.
Fórum - Sobre a questão do meio ambiente, uma vez o senhor disse que a preservação da natureza não é concebível no modelo capitalista. Porque não é, e porque o socialismo permitiria isso?
Plínio – Esse é o meu grande debate com a Marina. Para o capitalismo, a maior prioridade é lucro. Os capitalistas defendem a natureza, têm código florestal, institutos. Mas na hora em que a defesa da natureza impede a acumulação de capital, a acumulação prevalece e a defesa da natureza não, tanto que a devastação contra o meio ambiente só aumenta.
Para nós, socialistas, a defesa da natureza é mais importante que a acumulação de capital. E numa contradição entre um sistema e outro, nós socialistas somos pela redução da acumulação de capital, defendendo a natureza.
Fórum - Após as eleições de 2010, o que, na sua opinião, deve mudar na estratégia do PSOL para as eleições municipais de 2012?
Plínio – Nós vamos estar na oposição. É difícil dizer isso agora, pois é preciso ver a conjuntura após a posse do novo governo. É a posse do novo governo que vai ditar para nós qual é a solução. Podemos partir só com a esquerda pura para fazermos mais um testemunho, ou podemos fazer alianças, dependendo sempre do critério de o que conscientiza mais o povo.Se a conscientização vislumbrar uma aliança com forças capitalistas nós faremos, porque aliança você não faz com um igual e sim com um diferente. Com um igual você faz sociedades, parcerias.
Quando o Mao Tse-tung raptou o Chiang Kai-chec (militar e político de um partido conservador na China), ele propôs para ele um acordo de juntos combaterem os japoneses e suspenderem as hostilidades entre os dois. Ninguém admitiu que um estava aceitando a tese do outro. Mesma coisa o Churchill, quando ele se aliou ao Stalin para deter o nazismo. Ninguém imaginou que um havia virado socialista e Stalin capitalista.
Então na eleição para a prefeitura, nós podemos fazer acordos, dependendo da análise da situação concreta que estiver posta na hora do processo eleitoral.
Fórum - O senhor esteve bastante presente na internet. Como o senhor avalia a importância da rede no processo eleitoral em geral?
Plínio – Acho que o Twitter substituirá a televisão como principal instrumento de propaganda política nas próximas eleições. É um instrumento extraordinário. Fiz uma videoconferência no Twitter para acompanhar o primeiro debate do segundo turno e 10 mil pessoas acompanharam e interagiram comigo, fazendo perguntas e participando. Não consegui fazer na campanha eleitoral nenhum comício com esse número de pessoas, pois o custo para se fazer um comício desse tamanho é brutal. E para a esquerda tem uma importância vital porque é de graça.
Com 140 toques dou a essência e remeto ao meu site, onde eu deposito um artigo sobre o assunto debatido. Muitas vezes as pessoas respondem na hora, sugerindo que eu mude algum argumento porque ele está ruim, e eu noto que está ruim mesmo e mudo na hora.
Fórum - Embora o senhor tenha optado pelo voto nulo, boa parte do PSOL optou pelo voto em Dilma no segundo turno. Existe possibilidade de se discutir um apoio a um possível governo petista?
Plínio – Não, em hipótese nenhuma. O PSOL estará na oposição ao PT. Não senti na reunião do partido nenhuma voz favorável à aliança. Isso é consensual e unânime no nosso partido.
Fórum - Nos debates eleitorais, o senhor optou por adotar uma postura combativa contra os dois principais candidatos. Por quê?
Plínio – Optei por dizer a verdade. Isso me colocou em antagonismo a eles e não fugi, muito pelo contrário. Procurei marcar essa diferença e isso criou o debate e acho que foi uma contribuição.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Heloísa Helena deixa presidência do PSOL

A vereadora de Maceió Heloísa Helena (PSOL), candidata derrotada ao Senado por Alagoas, anunciou esta quarta (20), por meio de nota divulgada por sua assessoria, seu afastamento da presidência nacional do seu partido. Na mensagem distribuída esta manhã, Heloísa Helena afirma que o anúncio apenas formaliza "o que de fato já é uma realidade há meses", referindo-se a decisões tomadas pelo Diretório Nacional do PSOL que alteraram as atribuições da presidência do partido.

Criticada por não apoiar ativamente o candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, depois que seu pré-candidato foi preterido nas prévias partidárias, a vereadora declara que sua decisão foi tomada em vista da "total falta de identidade" com as posições adotadas pelo partido na campanha eleitoral, cuminando com o apoio à candidatura à Dilma Rousseff no segundo turno.

Leia: "Comunicado de Afastamento da Presidência Nacional do PSOL

1. Agradeço a solidariedade de muitos diante da minha derrota ao Senado (escrevo na primeira pessoa pois sei, como em outras guerras ao longo da história já foi dito "A vitória tem muitos pais e mães, a derrota é orfã!"). Registro que enfrentei o mais sórdido conluio entre os que vivem nos esgotos do Palácio do Planalto - ostentando vulgarmente riquezas roubadas e poder - e a podridão criminosa da política alagoana. Sobre esse doloroso processo só me resta ostentar orgulhosamente as cicatrizes, os belos sinais sagrados dos que estiveram no campo de batalha sem conluio, sem covardia, sem rendição!

2. Comunico à Direção Nacional e Militância do PSOL a minha decisão de formalizar o que de fato já é uma realidade há meses, diante das alterações estatutárias promovidas pela maioria do DN me afastando das atribuições da Presidência. Como é de conhecimento de todas(os) fui eleita no II Congresso Nacional por uma Chapa Minoritária, composta majoritariamente pelo MES e Poder Popular (MTL), em um momento da vida partidária extremamente tumultuado que mais parecia a velha e cruel opção metodológica das lutas internas pelo aparato diante dos escombros de miserabilidade e indigência da nossa Classe Trabalhadora. Daí em diante o aprofundamento da desprezível carnificina política foi ora transparente ora dissimulado mas absolutamente claro!

Assim sendo, em respeito à nossa Militância e aos muitos Dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das Instâncias Nacionais (culminando com o apoio a Candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do Partido o meu afastamento e a minha permanência como Militante Fundadora do PSOL, sempre à disposição das nobres tarefas de organização das lutas do nosso querido povo brasileiro! Avante Camaradas!

Maceió, 19 de Outubro de 2010
Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A esquerda socialista em números

A esquerda socialista chegou a 1% dos votos válidos para a Presidência da República se somarmos os votos de Plínio de Arruda Sampaio (0,87%), José Maria Almeida (0,08%), Ivan Pinheiro (0,04%) e Rui Costa Pimenta (0,01%). Todos juntos totalizaram 1.038.518 votos.

O número é bem abaixo dos 6.575.393 (6,85%) de votos conseguidos com Heloísa Helena encabeçando a “Frente de Esquerda” com PSOL, PSTU e PCB em 2006. Lembrando que nas eleições deste ano Heloísa se recusou a disputar à Presidência da República e chegou a apoiar Marina Silva do PV, uma das razões apontadas para a não formação da chamada “Frente” nestas eleições.

Em 2010, com a disputa entre os três partidos individualmente mais o PCO, tem-se alguns fatos curiosos:

- O somatório de votos dos candidatos aos governos dos estados pelo PSOL é um pouco menor que a quantidade de votos recebidos por Plínio de Arruda Sampaio. Plínio recebeu 886.816 votos e os candidatos do PSOL aos governos estaduais receberam 777.636 votos. Lembrando que o PSOL tinha candidato a governo em todos os estados, a exceção de Tocantins e Amapá. Neste último o partido elegeu um Senador, com apoio do PTB;

O candidato a Presidência pelo PSTU, José Maria Almeida, teve uma votação bem abaixo do somatório dos candidatos aos governos estaduais pelo partido. Enquanto Zé teve 84.609 votos em todo o país, os candidatos a governador tiveram somados 179.571 votos, mais que o dobro. Para se ter uma idéia, só os votos de Cleber Rabelo no Pará e Ciro Garcia no Rio de Janeiro foram superiores à votação de Zé Maria em todo o país. O PSTU tinha candidatos em todos os estados, a exceção de Espírito Santo, Alagoas, Tocantins, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.


Fato semelhante ocorreu com Ivan Pinheiro do PCB que teve no total 39.136 votos. Por outro lado, os candidatos a governador do seu partido receberam no total 71.425 votos. O partido teve candidaturas em 15 estados, enquanto obviamente o candidato a Presidência podia receber votos em qualquer estado da federação.

Rui Pimenta do PCO teve em todo o país 12.206 votos. Um pouco mais que os 9.886 votos que os três candidatos ao governo estado que disputaram uma vaga pelo partido (12.206 votos no total). Em alguns estados, várias candidaturas destes partidos foram indeferidas por problemas burocráticos. Em São Paulo, foram cassadas até o momento as candidaturas do PSOL, do PSTU e do PCB por problemas relacionados aos candidatos a vice. O PT chegou a cogitar entrar com um recurso para validar os votos destas legendas, na esperança de reverter a vitória de Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, mas vendo que os votos não seriam suficientes para “salvar” Aluísio Mercadante, desistiu.

Também estão suspensas, mas podendo ainda ser validados, os votos do PSTU na Bahia e Rio Grande do Norte e do PCB em Pernambuco e Ceará.

Mas, independentemente desses votos, como se explica então as diferenças entre os votos para a Presidência destes partidos e a somatório dos votos para governadores, já que esse tipo de eleitorado costume ser mais coerente?

Em primeiro lugar é preciso reconhecer uma redução eleitoral significativa deste setor nas eleições presidências. Como Plínio de Arruda Sampaio foi o único nome com certo acesso a mídia, é natural que ele canalizasse mais votos que seu próprio partido nos estados. Um outro aspecto é que parece que Marina Silva equivocadamente canalizou os chamados votos críticos, que repudiavam a falsa polarização entre Dilma (PT) e Serra (PSDB). Ocupou certo espaço que em 2006 tinha sido da esquerda socialista.

Outro fator importante é que em vários estados disputavam e se polarizavam duas candidaturas da direita clássica (Rio e Minas, por exemplo), sendo uma delas apoiada pelo PT. Explica-se assim que parte minoritária do eleitorado mais crítico ou ainda próximo ao PT tenha votado em Dilma e em candidatos da esquerda socialista para não votar em ex-inimigos, agora “aliados históricos” da nova era petista.

Para além dos números e destas explicações, o próximo período com Serra ou com Dilma imporá a este setor novos desafios. Diante deles, resta saber que caminhos serão tomados, ou melhor, que caminho tomaremos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

HH foge de Plínio Arruda

Heloísa Helena vem gravando pequenas participações em programas de candidatos do PSOL Brasil afora.

Até Jefferson Moura, inexpressivo candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, foi contemplado com um rápido vídeo.

Enquanto isso, Plínio de Arruda Sampaio segue sem qualquer manifestação de apoio daquela que ainda é a principal liderança do PSOL no país.

No blog Radar, de Lauro Jardim

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Plínio chega ao top


Depois de José Maria Almeida (PSTU) bombar no twitter, é a vez de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) navegar na crista da onda na internet.

Após o debate na Band e do desempenho destacado e diferenciado de Plínio, o nome do candidato à Presidência foi o mais vinculado no twitter e o primeiro ou segundo mais buscado nas páginas de busca do Brasil.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Stédile: Como disfarçar o governismo!

Líder do MST prevê onda de invasões de terra em eventual governo Dilma

O mais influente dirigente do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, previu que Brasil viverá um aumento das ocupações de terra se Dilma Rousseff (PT) vencer as eleições e um crescimento da violência no campo caso José Serra (PSDB) seja o escolhido.

Ele explica que a intensificação de atos num eventual governo do PT ocorre justamente pelas afinidades históricas entre os dois grupos. "Um operário, diante de um patrão reacionário, não se mobiliza. Com Dilma, nossa base social perceberá que vale a pena se mobilizar, que poderemos avançar, fazendo mais ocupações e mais greves", disse Stédile, em entrevista à Agência Reuters.

"Se o Serra ganhar, será a hegemonia total do agronegócio. Será o pior dos mundos. Haverá mais repressão e, por isso, maior tensão no campo. A vitória dele é a derrota dos movimentos sociais", acrescentou.

Por essa razão, a opção "majoritária" do movimento é apoiar a petista - mesmo que, nos últimos anos, justamente num governo considerado amigo, o MST tenha se enfraquecido e chegado à conclusão de que "o agronegócio venceu".

"Lula não fez reforma agrária, mas uma política de assentamento. Metade dos números do governo é propaganda", afirma Stédile. Segundo dados oficiais, quase 1 milhão de famílias foram instaladas nos últimos sete anos em terras cedidas pela União, ou compradas do setor privado pelo valor de mercado.

Apesar de algumas decepções, Stédile descarta apoiar um candidato de extrema esquerda. "Não temos alternativa", disse. "É como se você percebesse que seu time pode cair para a segunda divisão e faz o que for possível para vencer o campeonato."

O MST vive um período difícil e se queixa de ter sido alvo de criminalização pela imprensa e por "forças de direita" nos dois mandatos do PT. Stédile raramente dá entrevistas. "A imprensa, que antes nos tratava como coitadinhos e até nos elogiava, passou a nos dar um pau nestes oito anos, passou a ser arma da direita para nos estigmatizar", argumentou.

O movimento endossou a candidatura de Lula em 2002 apostando numa administração à esquerda. Frustrou-se com a continuidade do modelo macroeconômico implantado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Voltou a dar um apoio tímido em 2006, momento mais difícil para o PT com a crise do mensalão. Após aquela vitória de Lula, as relações ficaram estremecidas.

Nesse período, a organização enfrentou três CPIs no Congresso e perdeu diversos repasses de convênios federais. PSDB e DEM acusam o governo de patrocinar ocupações de terra com dinheiro público. "Não somos puxa-saco nem pau-mandado de ninguém", enfatizou Stédile.

Pragmatismo
O apoio informal a Dilma - que assegurou que não vai tolerar "atividades ilegais" do movimento -, e não a presidenciáveis ideologicamente mais próximos ao MST, como Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), vem de uma avaliação pragmática de que esses nomes não foram capazes de aglutinar forças populares.

Fonte:O Estado de S. Paulo, 10-07-2010.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Os dois Zés Marias

Com um patrimônio de 3,1 milhões de reais, o candidato do PSDC ao Planalto, José Maria Eymael, é o mais rico dos presidenciáveis. O xará José Maria, do PSTU, é o mais pobre: tem apenas um Gol 1.6 do ano de 2006 no valor de 16 000 reais.

Eymael afirmou ter em seu nome três casas, três terrenos, quatro carros, duas embarcações e até uma aliança de brilhantes no valor de 4 163 reais. Plínio de Arruda Sampaio, Dilma Rousseff e José Serra também são milionários, mas numa escala menor. O candidato do Psol tem 2,1 milhões, a do PT, 1,06 milhão e o do PSDB, 1,42 milhão.

Marina Silva, do PV, declarou menos de 5% do valor de Eymael: 150 000 reais. A quantia é a mesma declarada por Levy Fidelix, do PRTB. O candidato Ivan Pinheiro, do PCB, possui bens no valor de 355 000 reais. Rui Costa Pimenta, do PCO, disse ser proprietário de 1/3 de imóvel avaliado em 80 000 reais.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Heloísa Helena: Ex-senadora reafirma apoio a Marina Silva

Ao defender a candidatura da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República pelo PV, a presidente do Psol, Heloísa Helena (AL), causou constrangimento ao partido, que tem como candidato Plínio de Arruda Sampaio.

Heloísa Helena foi lançada na sexta-feira candidata ao Senado pelo Psol em Alagoas. “Todos sabem, porque não sou hipócrita nem dissimulada, que o meu partido tem um candidato”, disse a dirigente do Psol a repórteres que acompanharam o evento. “Mas eu não vou negar a importância que Marina tem, não apenas pessoalmente, no meu coração, mas por ser a grande chance que o Brasil tem de promover um debate sério sobre o desenvolvimento econômico sustentável com responsabilidade social”, ponderou.

No Twitter, o candidato a presidente Plínio Arruda Sampaio disse que, se tiver declarado apoio a outro candidato, Heloísa não pode continuar à frente do Psol. “A direção nacional se reunirá para discutir as declarações atribuídas a Heloísa Helena, que se especializa em criar constrangimentos ao Psol”, publicou o candidato, numa primeira mensagem. “Se Heloísa tiver declarado apoiar outra candidatura, não pode seguir na presidência do Psol por não defender a política do partido”, disse em outro comentário.

Peculiar
Ao comentar as declarações de ambos, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que Heloísa Helena precisa ser cobrada a manifestar apoio “de corpo e alma” ao candidato do partido, mas negou que houvesse espaço dentro da legenda para um possível movimento para tirá-la da presidência da sigla.

“A Heloísa é a Heloísa. É uma pessoa muito sentimental, visceral, e às vezes isso é prejudicial”, disse Alencar. “Heloísa tem uma personalidade absolutamente peculiar, por isso não devemos perder energia com isso. Ela foi eleita presidente por unanimidade, porque é a figura política mais forte do partido”, completou.

O Psol tentou negociar apoio à candidatura de Marina Silva à Presidência, mas as negociações foram interrompidas após Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio de Janeiro, ter fechado aliança com o PSDB e o DEM.

Fonte: O Povo (CE)


Leia ainda:
Heloísa Helena diz que foi usada pelo PSOL‎ (O Globo)

sábado, 12 de junho de 2010

Heloísa Helena: Marina é a “candidata do meu coração”


Em visita hoje à cidade de Maceió, a pré-candidata a presidência pelo PV, Marina Silva, estava acompanhada da ex-senadora e vereadora pelo PSOL, Heloísa Helena.

Ao ser questionada sobre seu apoio ao candidato do PSOL na disputa presidencial, Plínio de Arruda Sampaio, Heloísa disse que Marina é a "candidatura do meu coração". A presidenciável respondeu ao elogio. "Fizemos um esforço muito grande para que pudéssemos sair juntas nestas eleições. Não foi possível por conta das diferenças programáticas dos nossos partidos. Estamos juntas no coração", disse a candidata.

Pelo jeito, o bom e guerreiro Plínio de Arruda Sampaio realmente não vai contar com o apoio da beata Heloísa Helena, do seu próprio partido.

*Com algumas informações da UOL/Folha.

domingo, 18 de abril de 2010

“Ex-Frente de Esquerda” deve lançar três candidatos

Psol, PCB e PSTU devem ter nomes próprios em outubro

Em 2006, um setor da esquerda brasileira apresentou uma composição eleitoral que parecia tornar-se uma alternativa ao bloco hegemonizado pelo PT e pelo presidente Lula. Psol, PCB e PSTU uniram-se em torno da candidatura de Heloísa Helena. No entanto, desde a campanha até hoje, diversos problemas internos surgiram entre essas forças e a reedição da aliança em 2010 torna-se cada vez menos provável.

No Psol, Plínio e Babá defendem a aliança apenas com PSTU e PCB. Martiniano Alencar afirma que pode se aliar com esses partidos, mas não quer se limitar a ambos. Se no Psol parece ainda haver um desejo de aliança com esses partidos, fora dele o cenário é diferente.

O PSTU já lançou José Maria de Almeida como pré-candidato. Segundo a legenda, os diálogos entre membros do Psol e do PV precipitaram a decisão.

Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB, também aponta essas negociações como problemáticas. “Esta aproximação foi muito ruim, porque deixou exposto que o que predomina é a 'matemática eleitoral'. O raciocínio foi mais ou menos o seguinte: já que perdemos uma candidata com votos [Heloísa Helena], vamos procurar outra que nos ajude a eleger parlamentares. O problema é que Marina não tem nada de socialista. É uma figura digna, mas quer conciliar o inconciliável: meio ambiente com capitalismo”, relata.

Pinheiro considera difícil uma nova edição da frente e afirma que o partido já decidiu lançar uma pré-candidatura. “O problema não é o nome do candidato ou candidata [do Psol]. Está tudo errado. Primeiro tínhamos que discutir a política, a conjuntura nacional e internacional, o que nos une em termos táticos e estratégicos”, critica o dirigente.

Para o comunista, o Psol erra ao realizar uma discussão interna e posteriormente tentar impor um candidato aos demais partidos da frente. “Esta coligação nunca mais se reuniu. Nem para tentar uma posição comum no segundo turno de 2006 e nem para fazer um balanço! Não faz sentido agora um partido nos apresentar um candidato, por ele escolhido depois de um processo errático e dramático onde só se discutiram nomes, como se fosse também o nosso candidato”, avalia.

Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Frases

“Este conjunto de iniciativas espúrias tomadas pela insignificante maioria burocrática instalada no Diretório Nacional e em sua Executiva violaram definitiva e irreparavelmente a legitimidade e a legalidade da III Conferência Eleitoral Nacional do Partido Socialismo e Liberdade. Criou-se tal clima de animosidade que foi impossível realizar um evento unitário, no mesmo espaço físico, fracionando-o em dois atos separados. Ao nosso lado a Assembléia da Maioria dos Delegados Eleitos em profissão de resistência e de luta pelo resgate da democracia e da soberania da base partidária. Contra o partido os usurpadores em seu simulacro formal de conferência, instalada sem quorum por uma minoria de delegados.(...) Coerentes com nossa trajetória iremos, à luz do dia, fortalecer nossas posições junto ao povo na disputa eleitoral. Abraçaremos como tarefa nacional a eleição, para o Senado de Alagoas, de nossa amada liderança e companheira Heloisa Helena, da querida Luciana Genro para Deputada Federal no Rio Grande do Sul, de Janira Rocha e Roberto Robaina para Deputados Estaduais no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Assim como eles, nossos companheiros que são candidatos em todos os Estados, a Governador, a Senador, Deputado Federal e Estadual ocuparão a nova frente de batalha que decidirá os destinos do PSOL.” Disse em carta o ex-pré-candidato à Presidência do PSOL, Martiniano Alencar, sobre o clima vivido internamente pelo partido após a sua Conferência eleitoral.Alencar deixa explícito ainda que não apoiará a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, nome indicado pela conferência.


Leia toda a carta: Por que não sou mais pré-candidato à Presidência da República

sábado, 10 de abril de 2010

PSOL escolhe Plínio de Arruda candidato à Presidência

O ex-deputado e promotor aposentado Plínio de Arruda Sampaio foi escolhido pré-candidato à Presidência pelo PSOL em convenção no Rio de Janeiro neste sábado. "Um dos objetivos da minha candidatura é fazer um contraponto a esse consensual do Lula e do Serra de que as coisas estão melhorando", afirmou o candidato, citando as tragédias causadas pela chuva no Rio.

Dos 162 delegados eleitos, apenas 89 apareceram para votar. Também disputavam a indicação o presidente do PSOL em Goiás, Martiniano Cavalcanti, e o ex-deputado João Batista Araújo, o Babá. No entanto, no último momento os dois se retiraram da disputa.

O grupo de Cavalcanti, que era apoiado pela ex-senadora Heloisa Helena, não apareceu no congresso. "Amanhã é outro dia e vou tentar unificar o partido", disse Plínio, sobre o possível racha interno.

O encontro serviu ainda para discutir as candidatura aos governos estaduais e às casas legislativas. Mesmo ausente, uma indicação certa é de Heloisa Helena, que disputou a Presidência em 2006 ficando em terceiro lugar e deve tentar a volta ao Senado por Alagoas. O partido quer fechar ainda aliança com o PSTU e PCB.
Em janeiro, a Executiva Nacional do PSOL decidiu encerrar as conversas com o PV para possível apoio à candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC). Segundo a direção do partido, o principal motivo do rompimento foi a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.
Com 79 anos de idade, Plínio foi deputado federal por três vezes, tendo relatado o projeto de reforma agrária do governo João Goulart (1961-1964). Um dos fundadores do PT, ele foi candidato a governador de São Paulo em 1990 e em 2006, já pelo PSOL.


Fonte: Folha Online.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Complementando....

Segundo o PSTU, depois da atitude descrita na postagem Fora do ar , o PSOL conta agora com dois sites oficiais, um de cada bloco político. De um lado estão os apoiadores de Plínio de Arruda Sampaio e de Babá. De outro, os que apoiam Martiniano Alencar.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A luta de classe dentro do PSOL

Por Mário Maestri

O editorial "Sinergia" do Correio da Cidadania, de 22 de janeiro, destaca a difícil situação da esquerda revolucionária brasileira, "reduzida a apenas três pequenos partidos com registro eleitoral" e a grupos sem os apoios para tal. Fraqueza que se agrava com a "conjuntura" nacional "extremamente adversa" aos trabalhadores, associada à "desorientação do movimento socialista" mundial. Lembramos apenas serem quatro os partidos revolucionários registrados, com o pequenino PCO.

Lembra o editorial que, diante dessa fragilidade, "a primeira idéia que surge é a unificação" dos "pequenos partidos", para intervenção potencializada. Aponta como bom sinal as negociações para a unificação das "centrais sindicais socialistas" (Intersindical e Conlutas). Ótimo augúrio, sobretudo se almejar a fusão de todas as sindicais, na luta pela centralização-concentração sindical dos trabalhadores como classe para si.

O editorial lembra como exemplo da possibilidade de se "marchar juntos" a frente eleitoral do PCB, PSOL e PSTU em 2006. Propõe que, mesmo já tendo o PSTU candidato próprio e o PCB discutindo semelhante iniciativa, as duas organizações não descartam reconstituir a composição eleitoral, sempre, é claro, em torno "de programa" e "carta eleitoral comum" condizentes.

A frente de 2006 foi enorme passo adiante, seguido de corrida para trás. Seria mais correto qualificá-la como "exemplo exitoso" quanto à unificação eleitoral, mas neto fracasso no relativo à utilização das eleições para a construção de programa e movimento unificador, política e organicamente, da esquerda revolucionária, dentro e fora das organizações citadas. O objetivo maior apontado pelo lúcido editorial.

A frente eleitoral sequer agitou programa operário para o Brasil. O núcleo da campanha lançou-se à caça ao voto, privilegiando a denúncia da corrupção, amealhando fortemente consensos opostos ao programa socialista. Sem unificação programática, não houve unificação orgânica, durante e após as eleições. Tratou-se de aliança transitória para superar as eleições, que aprofundou a difícil situação da esquerda.

Nem todos querem o mesmo
A imprescindível unificação político-organizacional da esquerda brasileira ocorrerá, caso ocorra, em torno de avaliação comum mínima da superação das contradições essenciais da sociedade nacional e internacional. Paradoxalmente, essa condição política essencial se encontra substancialmente satisfeita, no que se refere a uma enorme parte das organizações, dos movimentos e de militantes revolucionários esparsos do Brasil.


Atualmente, enormes parcelas organizadas e desorganizadas da esquerda socialista concordam sobre o caráter acabadamente capitalista do Brasil e sobre a necessária superação de suas contradições através da concretização simultânea das tarefas democráticas e socialistas, sob a direção da classe trabalhadora. Processo que as organizações de origem trotskista e o PCB definem como "revolução permanente".

Quais, portanto, as razões da atomização da esquerda socialista, que aprofundam a fragilidade de sua intervenção? Certamente para isso contribuem as fortíssimas idiossincrasias de origem, de organização e de direção, dificilmente superadas sem um forte impulso do mundo do trabalho. Porém, uma intervenção militante potenciada facilitaria a retomada da iniciativa social.


A difícil realidade que vivemos torna as eleições momento determinante para a construção de prática unitária, em torno da defesa de programa socialista para a população e para sua organização. Razão pela qual concordamos também com a preocupação registrada pelo editorial com a inútil transcorrência dos meses, sem avanço no necessário processo unitário e programático. Porém, cremos que tal demora não seja gratuita.

Nem todos os segmentos que se organizam hoje nos partidos assinalados comungam com o programa e a prática classista e socialista, não raro se mobilizando contra os mesmos, em forma mais ou menos patente. O que explicaria política e sociologicamente o fracasso na imposição de dinâmica socialista militante à campanha de 2006 e muitos dos entraves postos até agora a uma rápida conclusão da aliança eleitoral programática.

Leia todo o artigo em A luta de classe dentro do PSOL (Correio da Cidadania)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Confraria

Terminou ontem em Salvador o Fórum Social Temático, versão descentralizada geograficamente do Fórum Social Mundial. O leitor Arnaldo José esteve no evento e disse que “... o Fórum foi lastimável, ao contrário das atividades da Conlutas, ANEL e Intersindical. Ontem presenciamos o abraço fraterno de PLÍNIO, BABÁ E ZÉ MARIA. Foi emocionante... Plinião colocou que a única vitória que tivemos no ano passado foi o início das conversas da unificação das centrais SOCIALISTAS e anti-imperialistas. Hasta la victória, SIEMPRE!”


Duranto o evento e em plenária conjunta, Conlutas, Intersindical e outros setores aprovaram o manifesto “Organizar a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras” e o calendário de unificação com as seguintes datas:

Inscrição de teses: até 15 de março
Assembléias para eleições de delegados: 01 de abril a 15 de maio
Pagamento de inscrições: até 20 de maio
Congresso: 05 e 06 de junho

Leia ainda:
Fórum Social Lulou

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mais um!

E com o azedume no “caso de amor” PV-PSOL, a tendência “Movimento Esquerda Socialista” (MES) anunciou “o encerramento do processo de negociação com o PV em torno da pré-candidatura de Marina Silva à presidência da República” e “a apresentação do nome do filiado Martiniano Cavalcanti como pré-candidato à presidência da República”, segundo informa o blog Contraponto & Reflexão.

O MES é a tendência política da deputada federal Luciana Genro (RS) e Martiniano foi um dos defensores do patrocínio dada pela Gerdau às candidaturas do PSOL durante as últimas eleições municipais em Porto Alegre.

Com isso, o partido que não teria candidato agora tem três pré-candidatos à presidência da República: Plínio de Arruda Sampaio, o ex-deputado Babá, além do próprio Martiniano Cavalcanti que teria o apoio de Heloísa Helena.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Até tatu, Babá?

O ex-deputado Babá foi lançado pela corrente interna do PSOL (CST – Corrente Socialista dos Trabalhadores) como pré-candidato à presidência da República. No PSOL, uma parte do partido defende a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio e outra (incluído os grupos da ex-senadora Heloísa Helena e da deputada Luciana Genro) quer embarcar de mala e cuia na candidatura verde(?) de Marina Silva.

O PSTU já aprestou o nome de José Maria Almeida também como pré-candidato.

Clique
AQUI para ler o manifesto da CST que termina com frase “Marina Silva não passará!” Será?