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Neste 5 de março de 2010 se completam 50 anos do dia em que o fotógrafo cubano Alberto Díaz, conhecido como Korda, tirou a famosa fotografia em primeiro plano de Che Guevara aos 31 anos, de boina negra e com um olhar distante.
Em 5 de março de 1960, Che assistia com outros líderes da revolução recém-nascida ao funeral de quase 100 vítimas de um atentado no porto de Havana contra o navio francês La Coubre.
Korda não havia previsto a importância da imagem captada com sua câmara Leika, e somente sete anos depois, essa imagem começava a percorrer o planeta. Próximo ao guerrilheiro argentino estavam os intelectuais franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, alvos da lente de Korda naquele momento.
Segundo o jornal "Revolución" de Havana, Korda declarou hoje que Guevara tinha um olhar tão intenso que o pasmou por alguns instantes, mas em seguida conseguiu tirar duas instantâneas, uma vertical e outra horizontal, antes que Che desaparecesse após os personagens da primeira fila.
A foto "não foi concebida, foi intuída", comentou Korda, que trabalhou para ressaltar o olhar de Che, recortando do lado esquerdo da tomada horizontal o perfil de outra pessoa e do direito uma palmeira tropical.
O Instituto de Arte de Maryland, nos Estados Unidos, denominou essa fotografia como “a maior fotografia do maior ícone gráfico do mundo no século XX”.
Essa imagem hoje está em prédios, cadernos, camisas, cartazes, bandeiras, quadros, nem sempre com o real simbolismo da luta socialista e da solidariedade classista que Che Guevara representa.