domingo, 21 de setembro de 2008

Congresso do Andes mantém professores de Universidades particulares na base e reafirma filiação à Conlutas

Em meio às investidas do governo Lula, que cancelou o registro sindical do Andes-SN e da CUT que criou um pseudo-sindicato às portas fechadas apenas com professores de Instituições Federais, o Andes realizou neste fim-de-semana o III Congresso Extraordinário da entidade, em Brasília.

A proposta de reformar o Estatuto do ANDES-SN, retirando da base do Sindicato os docentes das instituições particulares de ensino superior - IPES, foi rejeitada pela plenária. Duas propostas previam a alteração: a primeira, apresentada pela Associação dos Docentes da Universidade de Viçosa - ASPUV S. Sind., foi rejeitada por 206 votos contra 33 favoráveis e três abstenções. A segunda, apresentada pela ADUNIOESTE S. Sind., ADUNICENTRO S. Sind. e SINTUTFPR S. Sind., também foi rejeitada pela plenária por 141 votos contra 96 favoráveis e três abstenções. Esta última previa a alteração estatutária com a formalização em cartório condicionada à definição, por parte do Ministério do Trabalho, de que a medida seria suficiente para a resolução do impasse sobre o registro sindical.

A plenária também rejeitou o texto que previa uma revisão da filiação do ANDES-SN à Conlutas.

Números do III Congresso Extraordinário

62 seções sindicais
281 delegados
12 observadores
3 convidados

Fonte: Andes-SN

Pacajá: É Fantástico!


O primeiro lugar que estive aqui no Pará a serviço acabou de passar no Fantástico: Pacajá. Trata-se de um município de influência de Altamira e Marabá, vizinho a Anapú.
A sua localização já justifica alguns dos elementos mostrados na matéria: desmatamento pelo avanço da pecuária, extração ilegal de madeira, produção de carvão para guseiras (a Globo não falou que eram da Vale), conflitos, ameaças....

Não é a toa que Pacajá foi o município que mais desmatou no mês de julho em todo o Brasil, com 27 mil quilômetros quadrados.
Embora não tenha sido dito na matéria, Pacajá possui também alta incidência de denúncias e autuações em trabalho escravo.

Mas, uma coisa faltou à matéria: os assentamentos do Incra. No máximo falaram dos sem-toras. Esqueceram os dois PDS Liberdade, com 150 mil e 480 mil hectares. Estranho o município que mais desmata tenha a maior parte de sua superfície formada por Projetos Sustentáveis!

Em breve postarei mais sobre o assunto.

Veja ou leia a matéria do Fantástico clicando em Município que mais desmata sofre com ação dos ‘sem-tora’

Eu e a bola de fogo

Sábado, 13 de setembro. Estava indo para Álter-do-Chão. Estava, não. Estávamos. Um barco motor alugado em conjunto por vários servidores do Incra levemente alcoolizados que saiu de Santarém ao meio dia (apesar de marcado para sair as oito horas da manhã) rumo ao Sairé.

Antes da história principal, explico que o Sairé é uma festa estilo boi de Parintins, onde ao invés de bois os botos tucuxi e cor-de-rosa disputam com danças e sedução quem é o melhor.

Após a atrasada saída, a adiantada cerveja e algumas paradas estratégicas nas deslumbrantes praias fluviais do rio Tapajós, chegamos ao final da tarde na Ponta do Cururu, entrada da enseada de Álter-do-Chão.

Após mais alguma cervejas, carnes, nadadas e mergulhos, uma parte do grupo levemente alcoolizado subiu até o teto do barco, onde uma cambaleante churrasqueira teimava em soltar as últimas cinzas do dia.

Foi então que o Segundo, que é um servidor do Incra, fez o seguinte comentário: - Olha que coisa impressionante, de um lado o sol se pondo e do outro a lua nascendo. Antes que eu pensasse: - O que há de impressionante nisto! -, o impressionante apareceu.

Uma grande bola de fogo cruzou o céu do Tapajós, em pleno fim de tarde. Soltava pedaços da área incandescente central e mudava de cor à medida que se deslocava. Cruzou o rio e passou paralelamente sumindo após 15 ou 20 segundos.

Era uma bola grande sim. Ninguém ouviu baralho nenhum, mas o som e o álcool podem ter sido condições impeditivas. Mesmo assim, todos estavam impressionados.

Fato é que já tinha visto muitas estrelas cadentes, mas nunca uma de dia, tão grande e tão perto.

Dois dias depois a bola de fogo apareceu no jornal, avistada também por índios e comunitários. Pelo jeito, só o radar do Lula para a Amazônia não viu!

P.S.: A foto acima é do por-do-sol é no mesmo local (Ponta do Cururú), no retorno para Santarém no dia seguinte.

sábado, 20 de setembro de 2008

PAE Juruti Velho: Comunitários apreendem balsas carregadas de madeira

Dannie Oliveira com informações de Ângela Cavalcante

Juruti - Comunitários de Juruti Velho estão impedindo o transporte de madeira naquela região há oito dias. Eles já tomaram posse de duas balsas carregadas do produto florestal. O protesto é uma tentativa de pressionar a Secretária Estadual de Meio Ambiente (SEMA) a autorizar a construção de uma Micro Central Hidrelétrica.

Os protestos iniciaram na última sexta-feira(12), quando os comunitários de Juruti Velho apreenderam duas balsas carregadas de madeira que iriam para Belém.Um acampamento foi montado para vigiar o produto florestal que foi extraído de uma área que pertence ao estado e que está sendo disputada por diversos segmentos, inclusive pelos assentados do Projeto Agroextrativista Juruti Velho.

Eles querem a área para construir uma Micro Central Hidrelétrica, que deve beneficiar quarenta comunidades do assentamento, segundo informou o comunitário Dílson Pimentel.

“Não temos água gelada, não podemos conservar a comida direito, não podemos trabalhar até tarde, até estudar a noite não dá. A comunidade só têm energia até às 21h00. Pagamos uma taxa cara para ter energia das 06h00 às 21h00. Não tem condição esse horário. A nossa vida fica muito mais difícil”.

Seis milhões de reais foram disponibilizados para o projeto da Micro Central, dinheiro que poderá ser devolvido para o Incra e para a Prefeitura de Juruti se as obras não começarem antes do final do ano.

As empresas madeireiras responsáveis pela madeira, possuem autorização para exploração florestal na área, o que incomoda os comunitários que há vários meses lutam para conseguir a autorização para construir a Hidrelétrica.“Nós estamos aqui intencionando levar o projeto de energia para 40 comunidades, para mais de 2 mil famílias. Temos o dinheiro para investir, mas a Sema não licenciou. Ela licencia para os madeireiros, mas não para os comunitários” denunciou o representante do movimento, Gerdeonor dos Santos.

As balsas estão carregadas com mais de mil toras de madeira de diferentes espécies, como maçaranduba, angelim, itaúba e até mesmo, segundo os comunitários, de espécies proibidas, como a castanheira.

Os representantes das empresas madereiras já tentaram fazer acordo com os moradores do assentamento, mas não foi possível. Os comunitários afirmam que só irão negociar com um representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.“Se a Sema não vim aqui nós não vamos liberar essa balsa, até porque nós detectamos que têm castanheira entre as toras. Esse tipo de árvore não está permitido no projeto e está aí nas balsas. O madeireiro está cortando” Reclamou Gerdeonor.

De acordo com os comunitários existem mais três balsas carregadas de madeira, que estão entre as comunidades Pompom e Galiléia, próximas a Juruti. Eles ameaçam impedir a saída da carga da região, mesmo com a apresentação de documentos que comprovem que o produto é legal.

Fonte: NOTAJÓS

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O fim dos tempos está chegando...

Tá no sítio da BBC:

FMI defende intervenção para impedir recessão

Depois da Globo, agora são os paladinos do livre mercado e das privatizações que querem o Estado! Para salvar bancos e seguradoras falidos, que fique bem claro.

Ministros do TSE decidem que filho do presidente Lula é inelegível

Brasília - Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na noite de hoje (18), que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula, Marcos Cláudio Lula da Silva, não poderá disputar uma vaga à Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Com isso, o TSE manteve a impugnação do registro de candidatura de Marcos Cláudio a vereador, por inelegibilidade. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da Corte, Marcus Cláudio poderá recorrer da decisão ao próprio TSE ou ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o processo envolve matéria constitucional.

Ainda segundo a nota do TSE, prevaleceu a tese do relator da matéria, ministro Felix Fischer, em um voto em que resumiu em dois pontos a condição de inelegibilidade por parentesco de Marcos Cláudio Lula da Silva, com base no parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição Federal.

O primeiro ponto se baseia no fato do pré-candidato ser filho de presidente reeleito, cuja jurisdição (que o ministro-relator interpretou como circunscrição) abarca todo o país. O segundo impedimento, na avaliação de Fischer, está no não afastamento de Lula do cargo de presidente da República no prazo de seis meses que antecedem as eleições.

Fonte: Agência Brasil

E por falar em Lulinha, não está passando da hora do MST do Pará fazer uma visitinha a umas fazedinhas no Sudoeste do estado...

Intoxicados da FUNASA: mais uma vitória!

MPF manda governo apoiar vítimas do DDT na Amazônia
Funasa, Ministério da Saúde e governo do Acre são notificados pelo procurador da República.

Fonte: Agência Amazônia

Leia ainda no blog
Funasa, DDT e indenização

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A estrada dos bárbaros

O general Medici presidiu ontem no municipio de Altamira, no Estado do Pará, a solenidade de implantação, em plena selva, do marco inicial da construção da grande rodovia Transamazonica, que cortará toda a Amazonia, nos sentido Leste-Oeste, numa extensão de mais de 3.000 quilometros e interligará esta região com o Nordeste. O presidente emocionado assistiu à derrubada de uma arvore de 50 metros de altura, no traçado da futura rodovia, e descerrou a placa comemorativa do inicio da construção. ”
FOLHA DE SÃO PAULO, 10 DE OUTUBRO DE 1970.

“Nas agrovilas e agropólis instaladas pelo INCRA à margem da Transamazônica e das outras grandes estradas que estão sendo implantadas na região já vivem mais de cinqüenta mil pioneiros da ocupação da imensa planície deserta”, disse a revista MANCHETE em Edição especial de 1973, repetindo o discurso ideológico do Regime Militar de “uma terra sem povo para um povo sem terra”.



Transamazônica hoje, vetor de enorme desmatamento. A política do regime militar de “integrar para não entregar” materializou-se com o Plano Nacional de Viação que nos anos setenta promoveu um conjunto de rodovias na chamada Amazônia Legal. A rodovia Transamazônica (BR-230) cortou uma extensa área, saindo do Nordeste e atravessando o estado do Pará paralelamente ao sul do rio Amazonas e teve como uma de suas finalidades ser uma via de atração de migrantes e evitar a Reforma Agrária feita pelos trabalhadores.


“O presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso, reafirmou ontem seu compromisso de concluir a rodovia Transamazônica e prometeu finalizar mais três obras no Estado do Pará. Para tanto, terá de gastar R$ 2 bilhões.”
FOLHA DE SÃO PAULO, 24 DE NOVEMBRO DE 1994



No documentário “Amazônia Revelada” (CNPq/DENIT, 2005) o jornalista Lúcio Flávio Pinto descreveu a construção da Transamazônica no contexto geopolítico da época, em que a mesma era alardeada como a segunda obra feita pelo ser humano a ser vista do espaço (na época, se intensificava a corrida espacial). A primeira seria a Muralha da China. Diz o jornalista: “A diferença é que a Muralha da China foi feita com a ilusão de deter os bárbaros e a Transamazônica foi a estrada dos bárbaros. A penetração da barbárie na Amazônia”.

Vale manipula assentados e impõe retrocesso na reforma agrária no Pará

Os movimentos sociais do Pará denunciam que a atuação da empresa de mineração Onça Puma, de propriedade da Vale, prejudica as comunidades urbanas e rurais dos municípios de Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu.

Em nota, entidades denunciam que a mineradora incentiva a venda de lotes dos assentados, manipulando trabalhadores rurais, para compra de áreas da Reforma Agrária sem autorização do Incra.

Com isso, a Vale impõe um retrocesso na reforma agrária no Pará, fomentanto um processo de reconcentração da terra.Já foram comprados lotes de 83 famílias, de um universo 500, na região das jazidas de níquel, nas serras Onça e Puma.

A mineradora da Vale destruiu as benfeitorias, como casas, açudes, e o plantio de cacau. As famílias foram proibidas de permanecerem na área.

Nas áreas urbanas, cresceu de forma descontrolada o número de pessoas nas áreas urbanas, causando problemas de falta de estrutura e serviços públicos, além do aumento da violência.

Abaixo, leia a nota de CPT, MST, MAB, CIMI, MPA, MMC, SDDH, CEPASP, Pastorais Sociais, Fórum de Lutas Contra as Mazelas da Mineração em Ourilândia.

A Vale intensifica agressão aos TrabalhadoresA Mineração Onça Puma, pertencente à Companhia Vale do Rio Doce – Vale, desde 2003 tem criado inúmeros transtornos à população do município de Ourilândia do Norte e Tucumã e, principalmente, as trabalhadores rurais assentados no Projetos de Assentamentos Campos Altos e Tucumã, criados pelo INCRA, nos municípios de Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu.

Nas áreas urbanas as populações e se vêem ameaçadas pelo crescimento acelerado e descontrolado da população, que migra de outros Estados, de outros municípios da região, e da zona rural. Todos influenciados pelo discurso do desenvolvimento e da empregabilidade.

O resultado tem sido o aumento da violência, da prostituição, dos acidentes de trânsito, a falta de habitação, a falta de água potável, a superlotação nas escolas, a falta de serviços de atendimento à de saúde, o alto índice alcoolismo, a facilidade para o comércio de drogas, e a mendicância.Na zona rural, principalmente nos projetos de assentamentos citados, ocorreu uma desestruturação generalizada, como a manipulação da consciência dos trabalhadores e o aliciamento feito por funcionários da empresa, para compra dos seus lotes contemplados pelo programa de reforma agrária, mesmo sem autorização do INCRA, a quem oficialmente ainda pertence as terras, haja visto, ainda não ter sido expedido os títulos definitivos.

Com a compra de lotes de 83 famílias, de um universo de mais ou menos 500, próximas das jazidas de Níquel, localizadas nas serras Onça e Puma, a empresa destruiu as benfeitorias (casas, açudes, cercas e os plantios de cacau que tinham sido financiados pelo FNO), e proibiu as famílias de permanecerem na área. Há muitas reclamações sobre preços e o processo da compra dos lotes.

Com a lacuna criada com a retirada das famílias, houve uma queda na produção do cacau, uma redução drástica na produção leite devido a redução do gado, principais fontes de renda dos agricultores, a redução no número de crianças que freqüentavam as escolas, e a redução no número de famílias que faziam uso do transporte de passageiros.

As famílias que permanecem na área se sentem ameaçadas pelo avanço das obras da empresa, pela continuidade de compra de lotes de forma seletiva, pela falta de informações sobre o projeto da empresa, pela retirada de transporte de passageiros, fechamento de escolas, pelas dúvidas sobre se poderão permanecer na área após o inicio da lavra, ou seja, as famílias sofrem de insegurança, insatisfação e medo de perderem tudo que construiram durante, 10, 15 e até 25 anos, que estão na área.

Se não bastasse tanta desgraça, para um só povo, dia 27 de agosto, um oficial de Justiça no cumprimento de um Mandado Liminar de Imissão de Posse e Citação, tendo como requerido o Sr. Milton Bento Tavares, expedida pelo Dr. Wander Luiz Bernardo, juiz de direito da comarca de Ourilândia do Norte, respondendo pela comarca de São Félix da Xingu-Pa, invade as propriedades denominadas Fazenda Barra Mansa e Fazenda Pé de Serra.

A operação, com 18 policiais militares fortemente armados, o oficial de justiça, advogados e outros funcionários da empresa, durou três dias (27, 28 e 29). Na tentativa de retirar o gado das propriedades, o que não foi concluído, usaram os trabalhos de um adolescente, filho de um dos agricultores mais próximo da área, e contrataram duas pessoas de fora da área, que parecem estranhas.

A operação além de arbitrária foi precipitada e descabida, porque a liminar se referia apenas à fazenda Barra Mansa, do Sr. Milton Bento Tavares, e não incluía a fazenda Pé de Serra que pertence ao Sr. Valter Bento Tavares, que teve que sofrer com os traumas causados pela operação.

No sul e sudeste do Pará, esta é a forma com que o Estado através de seus instrumentos, executivo, legislativo, judiciário e polícias, vem atuando em defesa dos interesses das grandes empresas, que de forma espoliatória e predatória executam a apropriação e exploração dos recursos naturais.

Somos contrários às decisões e as formas de efetivação destas, que o Judiciário vem promovendo contra trabalhadores, lideranças e assessores dos movimentos sociais, na tentativa de imobilizá-los diante das opressões e mazelas patrocinadas pela expansão do capital, tendo como principais agentes as mineradoras e latifundiários.

Marabá, 15 de setembro de 2008.

Quilombolas denunciam Brasil à OIT

Gisele Barbieri

As comunidades quilombolas do Brasil denunciaram o país à Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento acusa o Brasil de violar a Convenção 169 da Organização. A Convenção trata de questões referentes aos povos indígenas e tribais. O documento foi elaborado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

O documento mostra que o Brasil descumpriu itens do tratado internacional, como a não realização de mecanismos que “garantam a consulta prévia aos povos interessados, sempre que tenham medidas legislativas ou administrativas que afetem diretamente esses povos”.

As comunidades quilombolas afirmam que a consulta realizada em abril desse ano - pela Advocacia Geral da União (AGU) – que debateu uma nova instrução normativa que permitirá a retomada dos processos de demarcação, não ocorreu conforme o previsto na convenção 169.

Com o impasse o número de quilombolas com terras reconhecidas continua pequeno. Até junho desse ano, segundo a Conaq, apenas 143 comunidades quilombolas haviam recebido o título de propriedade de seu território. O equivalente a 12% das comunidades já catalogadas.

No Brasil os processos de demarcação de terras quilombolas estão paralisados há um ano.

Fonte: Radioagência NP

Eu também vi!

Bola de fogo é vista no céu em Itaituba

Everaldo disse que o objeto desceu na direção ao rio. 'Cerca de dez segundos depois ouvimos o barulho de uma explosão. Foi um barulho muito forte e diferente do que estamos acostumados a ouvir. Ficamos assustados com o barulho e corremos para dentro de casa'. O empresário Ivo Lubrina disse que ouviu apenas o barulho. 'Foi um barulho ensurdecedor, que diminuia de intensidade a medida que ia desaparecendo a mancha clara no céu', explicou.


EXPLOSÃO
Há informação de que o fenômeno foi visto também nas comunidades ribeirinhas de Brasília Legal e Fordlândia, no município de Aveiro, oeste do Estado. Por telefone, um morador da comunidade Fordlandia disse acreditar que o objeto tenha caído no rio, próximo a referida comunidade 'porque o barulho da explosão foi terrível assustou todos os moradores, mas ainda não conseguimos localizar vestígio do objeto'.

O fenômeno continua despertando a curiosidade das pessoas, a medida surge novos espectadores do espetáculo no céu no anoitecer do último sábado, mas de concreto mesmo, pouca coisa se sabe sobre a bola de fogo que atravessou o céu de Itaituba seguindo o rio Tapajós sentido Santarém.

'BÓLIDO'
Há suspeita de que o objeto seria um bólido (bola de fogo) que teria entrado na atmosfera da terra. 'Este tipo de fenômeno pode ser acompanhado de ruídos característicos. Um fireball ou bólido é outra forma de chamar um meteoro muito luminoso, de magnitude igual ao planeta Vênus ou maior. No final, o bólido explode em um luminoso flash quando sua fragmentação pode ser vista. Porém, em Itaituba e região não há um centro de astronomia para explicar o fenômeno', disse o geólogo Francisco Silva.

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em Belém informou que nenhum fenômeno foi detectado na área. De acordo com o gerente do Sipam, Carlos Alberto Ribeiro, o sistema de monitoramento é intenso na região, mas nada foi registrado. 'Não temos nenhuma imagem que possa comprovar esse fato', disse.
Fonte: O Liberal, Edição de 17/09/2008.

Observação: Em breve relatarei aqui a minha experiência com a “bola de fogo”.

Tribunal internacional censura governo brasileiro por usinas no Madeira

Atingidos acampam no canteiro de obras

O Tribunal Latinoamericano da Água, uma instância internacional que dá voz às comunidades envolvidas em conflitos hídricos, censurou o governo brasileiro pela construção das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.
Em reunião na Guatemala, nos dias 11 e 12 de setembro, o Tribunal considerou que as usinas ocasionarão uma destruição ambiental muito grande e colocarão em risco a vida das populações atingidas. A censura ao governo brasileiro aconteceu pelo fato deste desconsiderar os direitos indígenas e os impactos dos empreendimentos fora das fronteiras do país.

Sendo assim, o Tribunal recomendou que o governo respeite a Constituição Federal no que se refere aos direitos dos povos indígenas, que efetue estudos de impacto com a participação das populações indígenas e ribeirinhas locais, e que considere os impactos destes projetos em território boliviano. Além disso, pede a suspensão das licenças para a construção com base no Princípio Precatório. Esse princípio, comum nas legislações ambientais, diz que se deve suspender ou cancelar atividades da qual não se existe certeza em relação aos seus impactos no meio ambiente.

Acampamento reforça luta contra as usinas
Iniciou ontem (16) e segue até amanhã o acampamento contra a privatização do rio Madeira e pela soberania da Amazônia. O acampamento acontece no canteiro de obras que começa a ser erguido no eixo da barragem de Santo Antônio.

"A idéia de acamparmos neste local reafirma nossa posição contrária a esta obra. Ao acampar no pé da barragem dizemos para Furnas, Odebrecht outras empresas que esse muro não será levantado sem contestação do nosso povo. Estamos aqui para nos prepararmos e para dizermos que somos contra a venda do Rio Madeira e contra o saqueio dos recursos naturais da Amazônia pelas multinacionais", afirma José josivaldo de Oliveira, do MAB.

Fonte: Correio eletrônico

Viúva de Paulo Freire escreve Carta de Repúdio à Revista Veja.

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Mônica Weinberg e Camila Pereira.

Ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir.

Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE - e um dos maiores de toda a história da humanidade -, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país.

Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico.

Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar.

Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do "filósofo" e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela.

Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil.

Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, validando e praticando.

Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire".

Leia ainda: Comendo criancinhas: Camata diz que escolas brasileiras pregam comunismo às crianças

Fontes: Correios eletrônicos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Acampados denunciam violência em Rondônia

LCP denuncia envolvimento de policiais com jagunços em reintegração de posse no acampamento Nova Conquista.

PORTO VELHO, RO – Policiais militares e jagunços armados são novamente acusados de molestar famílias do acampamento de Nova Conquista, em União Bandeirantes, Rondônia. Em nota, a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) denunciou que no dia nove deste mês cerca de 30 policiais militares de União Bandeirantes, Jaci-Paraná e Porto Velho chegaram ao acampamento disparando suas armas e gritando “vagabundos”. As famílias haviam retomado a área na madrugada anterior.

Quatro homens e três mulheres foram levados presos. Um dos camponeses resistiu, foi agredido e caiu com o rosto no chão, sofrendo sangramento na boca e no nariz.

Os fazendeiros obtiveram na Justiça a reintegração de posse da área. De acordo com a nota, os camponeses foram rendidos, obrigados a sentar no chão com armas apontadas para a cabeça. “Um dos policiais tirou fotos de todos e os que resistiam eram espancados com tapas no ouvido e empurrões. Um dos acampados perguntou aos policiais se tinham ordens para agirem daquela forma, e eles responderam que faziam do jeito deles e que todos que estavam ali eram bandidos”.
A LCP afirma ter informações de que o fazendeiro Luiz Carlos Garcia, “Luiz da Dipar”, e Odailton Martins, a quem atribui a “chefia da pistolagem”, passaram cerca de 450 alqueires de terras para um sargento da PM em Jaci-Paraná, a fim de que retirasse as famílias da área ocupada.

“Uma das provas que atestam isso é que o cabo PM Isaac, vulgo Manchinha, também de Jaci-Paraná, falou que estava disposto a fazer um massacre para defender o fazendeiro”, diz a nota.

Pertences confiscados
Ainda conforme o movimento, os policiais teriam levado do acampamento roupas, remédios, receitas, bolsas, máquina fotográfica, uma moto, um motoserra e até bíblias.
“Todos foram humilhados com palavrões, principalmente após terem sido levados algemados ao camburão.

Policiais ameaçavam o tempo todo, dizendo que eles iriam para o inferno”. Eles levaram os camponeses para a sede da Fazenda Mutum e só depois para o presídio Urso Branco, em Porto Velho. “Os camponeses foram ilegal e covardemente atacados para que os policiais reintegrassem na posse do latifúndio o grileiro que reclamava a área.
Uma decisão da Justiça Federal comprovou que a terra é pública, e que quem não poderia de forma nenhuma reclamar ou utilizar as terras era o latifundiário. A Justiça Federal deu imissão de posse para o Incra!”.

De volta pra casa!


Surreal!

A compra da seguradora AIG pelo Banco Central americano para tentar acalmar os especuladores mundo à fora gerou algo inusitado: a Globo defendendo estatização! Isso mesmo! Com direito a até a editorial de William Waack.

Como disse Marx, nos momento de crise tudo que é sólido se desmancha no ar. Portanto, não é de se estranhar a quebra de paradigma tão ferrenho!

Mas se o Estado deve intervir na economia comprando empresas e bancos falidos com dinheiro público, deveria também intervir nas lucrativas e privatizadas Vale do Rio Doce, Telebrás, Petrobrás (afinal mais da metade da petroleira é privada) e outras tantas. O lucro seria certo!

Flona Jamaxim tá virando pó

E por falar em Globo, agora há pouco o único programa de jornalismo da empresa, o Profissão Repórter, mostrou a situação da Flona Jamaxim, no eixo da BR-163 aqui no Pará.

Desmatamento, queimadas e extração ilegal de madeira é o que mais tem por lá, apesar da recente e espetaculosa ação do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc na Unidade de Conservação de papel.

Leia sobre o assunto neste blog:
O Ministro chamuscado
Novo Progresso e Castelo dos Sonhos (Altamira) recebem visita inusitada de Minc

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Manifesto


Desde 1988, quando a Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES transformou-se, por decisão democrática de seus associados, em Sindicato Nacional, tornou-se o legítimo representante dos docentes de todas as instituições brasileira de ensino superior.

Em seus 27 anos de existência o ANDES-SN sempre se orientou pela luta em defesa da valorização do trabalhão docente e da universidade pública, gratuita, autônoma, democrática, laica e de qualidade socialmente referenciada. Mas do que isso, a partir da compreensão política da necessidade concreta de articular suas lutas com as lutas do conjunto da classe trabalhadora, sempre se pautou pela preocupação de jamais apartar a universidade, o trabalho acadêmico e a atividade política e sindical da dura realidade em que estamos inseridos.

Referenciados neste histórico e julgando importante a manutenção desta perspectiva, os delegados e observadores presentes na reunião da Coordenação nacional da Conlutas, ocorrida nos dias 13 e 14 de agosto de 2008, no Rio de Janeiro, reafirmam seu apoio ao ANDES-Sindicato Nacional, defendem sua legitimidade como representante dos docentes das instituições de ensino superior e repudiam as ações divisionistas, no seio da categoria, como a recente iniciativa de criação de um sindicato nacional apenas dos professores das instituições públicas federais de educação superior.

É nesse cenário que convocamos todos à luta em defesa do ANDES-SN e de seu patrimônio político construído pelos docentes brasileiros. Não permitiremos sua destruição por aqueles que se submetem incondicionalmente a um governo que se apresenta perante o grande capital como garantia de que não haverá resistência dos trabalhadores à plena implementação de sua agenda política conservadora.

Coordenação Nacional da Conlutas
Dia 13 de agosto de 2008

Samaúma na Flona Tapajós, Santarém, Pará


Diretor-executivo da Polícia Federal é preso acusado de corrupção

Ana Luiza Zenker

Brasília - A Polícia Federal confirmou a prisão de seu diretor-executivo, delegado Romero Menezes, o segundo na hierarquia da instituição. Ele foi preso sob a acusação de corrupção em uma operação conjunta com a Procuradoria da República no Estado do Amapá no Amapá, no Pará e no Distrito Federal.

A ação é parte dos desdobramentos da Operação Toque de Midas, realizada em julho contra fraudes no processo de licitação da concessão de uma estrada de ferro no Amapá.Nas investigações, foram identificados indícios de corrupção passiva e tráfico de influência entre funcionários do grupo EBX, de uma prestadora de serviços e do delegado Romero Menezes.

O delegado pediu afastamento do cargo. Ele será substituído pelo diretor de Combate ao Crime Organizado, delegado Roberto Ciciliatti Troncon Filho. A Corregedoria-Geral da Polícia Federal determinou a abertura de um procedimento disciplinar para apurar as acusações contra o delegado.

Fonte: Agência Brasil.

Observação: A empresa EBX está ligada ao empresário Eike Batista.

Um retrato do trágico faroeste brasileiro

A violência e os conflitos no campo são os temas centrais do livro “João Batista, mártir da luta pela reforma agrária. Violência e impunidade no Pará”, escrito pelo jornalista Pedro César Batista e que será lançado nesta sexta-feira (19/9), às 19h, no Sindicato dos Radialistas de São Paulo.

João Batista - irmão do autor da publicação - era advogado, deputado estadual e teve uma atuação destacada na luta pela reforma agrária e em episódios de rearticulação do movimento sindical e dos movimentos sociais entre 1978 e 1988.

Em dezembro de 1988 ele foi assinado a tiros no município paraense de Paragominas (PA).Segundo Pedro, o cenário de violência e concentração de terra tanto no estado do Pará como em outros estados ainda é semelhante ao da época. Por essa razão é necessário resgatar a luta de pessoas como João Batista.

O livro também traz o descaso e a morosidade de setores da sociedade em relação a mortes como esta. Dos quatro indiciados pela morte de João Batista, apenas o executor foi a julgamento e condenado a 28 anos de prisão. Os mandantes continuam livres.

Além disso, Pedro analisa a história da concentração fundiária no Brasil, denuncia as milícias privadas, resgata a fundação, funcionamento da UDR e a conivência dos agentes públicos que colocaram a estrutura pública a serviço dos latifundiários. Mostra dados sobre a propriedade rural e a produção agrícola no país e fala da destruição ambiental causada pelas transnacionais.

Para João Pedro Stedile, que escreveu o prefácio, o livro “é importantíssimo e vem em muito boa hora. Ele é um registro fiel das entranhas e detalhes da luta de classes na Amazônia. Ele é o retrato da vida e dedicação de um dos melhores filhos da classe trabalhadora. Que pagou com a própria vida, sua coerência.”Leia mais sobre o livro acessando…

"João Batista, mártir da luta pela reforma agrária ...

Vinte anos da morte de João Batista em livro - no O Rebate em primeira mão

Fontes: MST e blog O Rebate

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Isso não vale!

Decepcionante vê agora a pouco a propaganda da Vale na TV, mentindo que protege o meio ambiente. E ainda mais com a música Paciência, de Lenine, uma de minhas músicas favoritas!

Isso vale!

Condenação da Vale é comemorada por procurador

O Juiz Carlos Henrique Borlido Hadad, da Justiça Federal do município de Marabá, no Pará, condenou a empresa Vale a pagar indenização no valor de R$ 650 mil para a comunidade indígena Xikrin. Além disso, a empresa terá que financiar um programa de aproveitamento sustentável dos recursos repassados aos índios.

Um decreto presidencial de 1997 deu à Vale o direito de exploração mineral na região de Carajás. Com o decreto a Vale deveria prestar assistência às populações indígenas residentes no entorno do empreendimento, fato que não vinha ocorrendo.

Na sentença o juiz afirmou que se “as obrigações impostas no decreto presidencial foram revogadas, também foi revogado o direito de utilizar gratuitamente as terras públicas para a exploração mineral”.

O procurador da República de Marabá e responsável pelo ajuizamento da ação juntamente com a da Fundação Nacional do Índio, Marcelo Ferreira, comemora a decisão. “Esta é uma decisão histórica. Ela pode quebrar um paradigma para outros casos semelhantes, casos que ocorra essa relação de empresa de grande porte e comunidades indígenas que estão sendo afetadas por essas atividades empresariais. Creio que sem dúvida nenhuma vai representar um mote para futuras decisões judiciais e nos âmbitos administrativos que venham discutir essa relação de empresas com as comunidades que estão sofrendo com esses empreendimentos”.

Fonte: Radioagência NP.

Ministros defendem criação de agência "enxuta" para regularização fundiária na Amazônia

Por Alex Rodrigues, Agência Brasil

A proposta para acelerar o processo de regularização fundiária na Amazônia amanheceu autarquia, anoiteceu agência

Depois de passar todo o dia reunido com governadores da região amazônica e outros ministros, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, disse ter se convencido de que a proposta apresentada hoje (11) de criar uma agência para monitorar e coordenar a atuação dos estados é melhor que sua proposta de criar uma nova autarquia federal.

Segundo Mangabeira, a nova agência funcionaria nos moldes do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e seria “enxuta e pequena”, embora ainda não haja qualquer definição sobre seu funcionamento e a quem estaria subordinada.

“Por enquanto, ela é só uma hipótese. Não há uma decisão de que essa seja a solução final. O que houve foi uma convergência muito ampla”, afirmou Mangabeira ao explicar a idéia apresentada como alternativa a sua proposta de criar o Instituto de Regularização Fundiária da Amazônia (Irfam), apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 21.

A proposta inicial de Mangabeira previa que o Irfam tomaria para si parte das tarefas que hoje estão sob responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), como a regularização das terras da Amazônia Legal, região formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, além de partes do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

A estimativa era que a autarquia precisaria de cerca de R$ 600 milhões para regularizar a totalidade das posses em um período de cinco anos. Montante muito superior aos R$ 80 milhões anuais de que o Incra dispõe para cuidar da regularização em todo o país. Além disso, a nova autarquia contaria com 423 cargos em comissão (DAS) e 1.800 técnicos de níveis médio e superior admitidos por meio de contratos temporários.

“Várias objeções foram feitas à fórmula por mim apresentada. Uma delas é que uma autarquia completa, com amplo quadro, demoraria muito tempo para ser constituída. E nós temos pressa”, explicou Mangabeira, durante entrevista coletiva.

“A segunda objeção é que queremos evitar uma presença tão forte de uma organização federal que acabaria por suprimir as iniciativas dos estados. Queremos que a iniciativa federal potencialize a colaboração federativa, ao invés de suprimi-la. Eu concordo com essas objeções que acho pertinentes.”

Perguntado sobre o motivo de defender a criação de mais um organismo de governo em vez de fortalecer o Incra, Mangabeira respondeu que chegou a discutir essa possibilidade, mas que concluiu que essa não era a melhor alternativa diante da gravidade dos problemas de ilegalidade no acesso e controle às terras da Amazônia.

“O Incra tem responsabilidades nacionais e não cuida só da regularização fundiária. Historicamente, a prioridade do Incra passou a ser a reforma agrária e a política dos assentamentos. Como o problema da regularização é tão urgente, me pareceu que talvez nós precisássemos de um instrumento institucional exclusivamente voltado para a solução da questão”, disse o ministro, negando que sua proposta signifique que o Incra, da forma como está organizado, seja incapaz de solucionar o problema.

Já para o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, a criação de um novo órgão irá suprir deficiências. "Da forma como está acontecendo hoje, o Incra não dá conta. Essa nova agência executiva vem para ordenar o trabalho e fazer com que as coisas saiam do papel."

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também defendeu a criação da agência, para ele, uma solução intermediária entre o Irfam e o repasse da responsabilidade para os próprios estados. “Vamos trabalhar com contratos de gestão e essa agência executiva, muito enxuta e pequena, vai regular e executá-los.

O Incra, no entanto, não vai ficar de fora da regularização fundiária”, garantiu Minc. Para o governador do Amapá, Waldez Góes, o formato do novo órgão ainda será alvo de debates. "Há dúvida, ainda, na questão de ser uma agência, um instituto, ou mesmo de reformular o Incra, mas há consenso sobre a necessidade de termos uma instituição que trate disso [regularização fundiária na Amazônia]. Não se chegou ainda à conclusão de como irá funcionar juridicamente."

Brasil libertou mais de 30 mil escravos desde 95, afirma CPT

Vinicius Mansur
De São Paulo

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), desde 1995, mais de 30 mil pessoas foram libertadas do trabalho semelhante à escravidão no Brasil. As libertações foram resultado de mais de 55 mil denúncias recebidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e por entidades da sociedade civil. Neste mesmo período, o estado recordista em libertações foi o Pará, com quase 11 mil escravos resgatados, o que corresponde a 35% do total. Em segundo lugar está o estado do Mato Grosso com aproximadamente cinco mil libertações, cerca de 16% do total. Em terceiro, quarto e quinto lugares estão os estados do Maranhão, Goiás e Bahia, respectivamente.

Em 2008, a pecuária foi a atividade econômica onde os casos de libertação foram mais recorrentes. Das 73 ocorrências, 42 ocorreram na pecuária, ou seja 58% do total. Em segundo lugar está a cana-de-açúcar, com 11%.

Mas, de acordo com a organização não-governamental Repórter Brasil, se considerarmos o número de trabalhadores explorados, a cana lidera o ranking com folga. Foram mais de mil pessoas libertadas, enquanto a pecuária responde por menos de 60 libertações.Estes dados pertencem a um relatório divulgado pela CPT na última terça-feira (9).

A entidade atua no combate ao trabalho escravo desde a década de 70, quando as ocupações da Amazônia por projetos agropecuários e extrativistas nacionais e transnacionais aumentaram a incidência deste crime.


Fonte: Radioagência NP.

IBAMA x DNIT

Diretor do Dnit diz que Ibama trava o licenciamento de rodovias no Pará

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit), Luís Antonio Pagot, parece que faz parte de um órgão à parte do governo.

Na última quinta-feira, 11, em Santarém, declarou que as dificuldades de se obter licenciamento ambiental são o principal entrave às obras de pavimentação de rodovias federais no estado do Pará. Em reunião com empresários, ele criticou a lentidão do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e conclamou as lideranças políticas do Pará a pressionar o órgão para que acelere as licenças necessárias às obras, principalmente nas rodovias Transamazônica (BR-230) e Santarém-Cuiabá (BR-163).

"Postergar por motivos ideológicos diversos o licenciamento ambiental destas rodovias é causar um grande prejuízo ao Pará. Não é possível que a toda hora criem novas condicionantes", disse Pagot, garantindo que a pavimentação das rodovias causará impactos ambientais positivos, evitando problemas de erosão e depósito de materiais nos leitos dos rios a igarapés.

O Diretor atacou a ainda a criação de unidades de conservação na região pois segundo o mesmo as reservas "usurparam" a faixa de domínio do Dnit, que compreendia 80 metros de cada lado da estrada.

Com informações do Jornal de Santarém.

Lindo: Governo do Pará defende novo órgão de regularização

O governo federal poderá criar uma agência para tratar exclusivamente da regularização fundiária da Amazônia. O assunto foi discutido na última quinta-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e Carlos Minc (Meio Ambiente), e os governadores da região, no Palácio do Planalto. O Vice-Governador Odair Corrêa esteve presente na reunião representando a Governadora Ana Julia Carepa.

Os ministros Carlos Minc e Mangabeira Unger também afirmaram que o governo pretende "simplificar" a lei para a regularização de terras. "É consenso que não avançaremos na regularização fundiária sem uma simplificação até mesmo radical das regras e procedimentos", afirmou Mangabeira.

Mangabeira reafirmou que a regularização de áreas acima de 2,5 mil hectares dependerá de aprovação do Congresso Nacional. Já as áreas entre 1,5 mil e 2,5 mil hectares serão licitadas. "Esse processo de regularização não vai beneficiar grileiros. Pelo contrário, vai ajudar a acabar com a grilagem e a violência na Amazônia. E vai construir uma circunstância que vai permitir ao Estado retomar o seu controle sobre terras ilegalmente tomadas", disse.

Como se vê a DS (Democracia Socialista), corrente do PT e da governadora Ana Júlia e do ministro do MDA, Guilherme Cassel, encontra-se rachada. A governadora quer o novo órgão de regularização fundiária enquanto o gaúcho prefere que o Incra faça o serviço sujo.

Enquente sobre o Irfam

E por falar no novo instituto, o portal da Agência Amazônia está com a seguinte pergunta:

Um novo instituto fará a reforma agrária na Amazônia?
Ele terá força, projetos e servidores
O próprio Incra deveria ter mais recursos
O Irfam será apenas mais uma autarquia

Para votar na enquente é só acessar o sítio http://www.agenciaamazonia.com.br/

GOVERNO FLEXIBILIZA REGRAS PARA CRÉDITO NA AMAZÔNIA

BRASÍLIA - O governo cedeu nesta quinta-feira à pressão dos nove governadores da Amazônia Legal e aceitou flexibilizar as regras da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe bancos públicos e privados de conceder crédito a proprietários rurais da região em situação ambiental irregular, em vigor desde julho.

Agora, não será mais exigido de pequenos produtores o Certificado de Cadastro do Imóvel Rural (CCIR), mas apenas um Documento de Aptidão do Produtor (DAP). A idéia, que agradou ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, é diminuir a burocracia para os agricultores familiares.

Fonte: O Globo online citado por Assinagro

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

COMISSÃO DISCUTE CRIAÇÃO DE NOVO INSTITUTO QUE FARIA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NA AMAZÔNIA

BRASÍLIA - A Comissão Gestora do Plano Amazônia Sustentável, o PAC da Amazônia, está reunida nesta quinta-feira na Secretaria de Assuntos Estratégicos para discutir a proposta do ministro Mangabeira Unger de criar uma nova autarquia para tratar de regularização fundiária na Amazônia. Batizado de "Incra da Amazônia", o assunto ainda não é consenso.

Antes de participar da reunião, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, disse que é contra a criação do chamado Instituto de Regularização Fundiária da Amazônia (Irfam). Ele acredita que o órgão gerará nova burocracia e defende a ação integrada dos governos federal, estaduais e municipais. Depois do encontro, os participantes levarão o assunto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já está a par da proposta.

(...)
Fonte: O Globo online, em 11/09/2008, citado por Assinagro.

Candidatos controlam verbas do Incra para assentamentos rurais

BRENO COSTA

Mais de R$ 3,5 milhões destinados neste ano pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para a instalação de recém-assentados e recuperação de assentamentos vêm sendo gerenciados por vereadores e candidatos no Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

O valor representa 9,3% de tudo que o Incra repassou a pessoas físicas em 2008 pelo programa Crédito-Instalação, segundo levantou a Folha. Os beneficiários não mexem no dinheiro, mas são responsáveis por apresentar às superintendências regionais do Incra as demandas das famílias cadastradas nos assentamentos, desde alimentos a ferramentas e materiais de construção.

De cinco candidatos que a Folha localizou em repasses registrados no Portal da Transparência, quatro receberam os recursos em junho deste ano, mês em que eram realizadas as convenções municipais para a definição dos candidatos nas eleições. Dos candidatos, dois são do PT - os outros são do PDT, PPS e DEM.

Os recursos são mantidos, segundo o Incra, em contas bloqueadas, e o pagamento é efetuado diretamente pelo órgão federal ao fornecedor. Os repasses são feitos preferencialmente para a conta de uma associação de assentados, mas, na ausência dela, podem ficar sob a responsabilidade de pessoas físicas eleitas em assembléia pelos assentamentos. A garantia exigida pelo Incra é a apresentação da ata da assembléia.

O Incra diz que todos os repasses seguem as "normas legais" e que "não existe proibição legal" em relação a repasses a representantes de assentamentos que são candidatos: "O Incra não tem ingerência sobre o processo de eleição dos representantes nem dos candidatos às eleições municipais" e faz "controle absoluto da aplicação dos recursos", afirma a nota.

Segundo Raul Rocha Silva, candidato a vereador pelo PT em Curuá (PA) e beneficiário de R$ 1,2 milhão pelo assentamento Madalena, "as famílias escolhem o que querem e a gente repassa a demanda". Em 2004, ele perdeu a disputa pela Prefeitura de Curuá pelo PT.

Silva diz que não faz uso eleitoral de sua condição de beneficiário dos recursos e que o dinheiro ainda está intocado na conta desde janeiro -"não há previsão" de uso dos recursos.

O município Cotriguaçu (MT) é um caso a parte. O Incra repassou R$ 1,36 milhão para dois vereadores no dia 5 de junho. Um deles vai disputar a reeleição. Filiado ao DEM, com um patrimônio declarado de R$ 207 mil, José de Oliveira Amorim aparece como beneficiário de R$ 335 mil pelo assentamento Cotriguaçu. Amorim se disse dono de duas casas, um sítio, uma chácara, 40 cabeças de gado e uma caminhonete.

A Folha não conseguiu localizá-lo até a conclusão desta edição.

Fonte: Agência Folha

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Minc tem nariz de Pinóquio

No debate de ontem promovido pela CNBB e transmitido pela Rede Vida (que eu assisti), o ministro Carlos Minc ao responder às críticas sobre licenciamento ambiental para as hidroelétricas na Amazônia (Belo Monte no rio Xingu, São Luiz no rio Tapajós e Jirau e Santo Antônio no rio Madeira) declarou que era possível estas obras com o mínimo impacto ambiental. E ainda, que é possível a emissão célere de uma licença sem comprometimento da qualidade da mesma.

No mesmo sentido, disse que quando foi convidado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, sua única condição é que não haveria “licenças políticas” e que todas deveriam ser estritamente técnicas.

Contudo, o ministro deve desconhecer a emissão da Licença de Instalação da Hidrelétrica de Santo Antônio, emitida no mês passado. O parece técnico sobre a L.I., foi recentemente divulgado.

Transcrevo abaixo as últimas linhas da conclusão do parecer emitido pelos técnicos do Ibama:

"Diante das considerações aqui expostas, recomenda-se a NÃO concessãoda Licença de Instalação ao aproveitamento hidrelétrico de Santo Antônio."

Será que o ministro não sabe que mentir para padre é inferno na certa?

CPT divulga relatório sobre impactos da soja no Pará

Resultado de um acompanhamento desenvolvido ao longo de três anos sobre a expansão do monocultivo na região, um relatório desenvolvido pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) mostra como o acirramento de conflitos, da extinção de comunidades indígenas e da devastação do meio ambiente está ligado também ao avanço da soja.

O relatório tem como base os problemas observados em três localidades do Pólo Santarém, onde se concentra maior parte da produção de soja do Estado: o município de Prainha, a área da Gleba Nova Olinda, que compreende três aldeias indígenas, e a área do Planalto, região onde a monocultura do grão teve o maior impacto social.

Uma das constatações do estudo é de que o baixo preço da terra e a garantia de comprador para o grão - pontencializada pela construção do porto graneleiro, da transnacional Cargill, em Santarém - foram suficientes para a chegada de centenas de pessoas vindas do Sul do País, geralmente com passagem por Mato Grosso, que se aventuraram com a soja na região.

Uma corrida por terras que causou muitos conflitos sociais e tornou comum relatos de casas queimadas, expulsões de famílias, ameaças de morte, intimidações às lideranças, grilagem de terras, supressão de florestas que também se tornaram manchetes dentro e fora do Brasil.A Pastoral constata também a superficialidade com que o assunto vem sendo tratado por grandes ONGs instaladas na região.

Até o momento, a maior parte da discussão foi conduzida por um viés puramente ambientalista deixando em segundo plano os conflitos sociais. Papel que coube somente aos movimentos sociais.

Pra saber mais, leia na íntegra o relatório Impactos Sociais da Soja no Pará


Fontes: CPT e MST

Operação do Ibama desmonta serraria clandestina e apreende dez caminhões no oeste do Pará


Brasília (08/09/2008) – Fiscais da gerência do Ibama em Santarém e policiais civis do Pará desmontaram uma serraria irregular e apreenderam dez caminhões e a madeira que transportavam sem documentação válida em operação conjunta na região do Chapadão, área sob litígio entre pretensos proprietários, madeireiros e assentados da reforma agrária no Projeto de Desenvolvimento Sustentável-PDS Santa Clara, no município de Uruará, no oeste do estado.

A operação foi realizada devido a ameaças de morte sofridas por lideranças comunitárias que denunciam a exploração ilegal de madeira no local. Foram apreendidos cerca de 300 m³ de madeira serrada além dos dez caminhões que realizavam o transporte ilegal e da serraria clandestina que funcionava no meio da floresta amazônica. As multas aplicadas devem superar os dez mil reais.

A região do PDS Santa Clara é alvo de diversas denúncias de devastação ambiental. O Ibama em Santarém já realizou diversas operações na área no ano passado e em 2008, apreendendo caminhões e maquinários envolvidos nos crimes ambientais.

Segundo o chefe da fiscalização do Ibama em Santarém, Marcus Bistene, a repressão aos crimes ambientais será intensificada na região. “A desmontagem e apreensão da serraria Induspam mostram como o trabalho continuará sendo realizado, até banir este tipo de ilegalidade da região”, afirmou Bistene.

A exploração ilegal de madeira causa perda de biodiversidade, e as áreas onde ocorre se tornam frentes de desmatamento. Além disso, a atividade irregular está associada a diversos outros crimes, como a exploração de trabalho em condições análogas à escravidão, grilagem de terras públicas, sonegação fiscal e a pistolagem, não contribuindo para o desenvolvimento regional.
Fonte: Christian Dietrich - Ascom Ibama

Demitidos no Incra

Cinco servidores do Incra no Amapá foram demitidos do serviço público. Os atingidos pelas portarias de demissão foram: o engenheiro agrônomo Sérgio Paulo de Souza Jorge, Jorge Sousa da Silva (chefe da Divisão de Serviço Técnico), o técnico agrícola Renato Américo de Mattos Filho, o assistente de administração Luiz Daniel de Souza e o auxiliar de administração Aroldo Marques Rodrigues.

Motivos das demissões
De acordo com as cinco portarias, todas assinadas pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, as demissões foram motivadas por proveito pessoal em função do cargo, crime contra a administração pública, corrupção, emissão irregular de titulação de imóveis rurais para pessoas jurídicas e atestado irregular de plantas e materiais descritivos. Eram processos qu e vinham tramitando desde 2001.

Fonte: Jornal O Dia, do Amapá.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Governo Lula, CUT e a escandalosa intervenção no movimento sindical-docente


No último sábado ocorreu na sede da CUT em São Paulo uma das mais escandalosas intervenções do Estado no movimento sindical brasileiro. Nem mesmo a legislação varguista, que atrelou profundamente os sindicatos ao Ministério do Trabalho, destroçando a autonomia e a espontaneidade do então sindicalismo anarco-socialista, foi tão ousado.

No momento, o ataque se dá sob o Andes-SN, sindicato dos docentes de ensino superior, uma das entidades associativas e posteriormente sindical das mais combativas, desde a luta pela abertura política, passando pelas greves pela defesa da Universidade Pública contra os ataques neoliberais no governo FHC e uma frente de resistência às políticas também neoliberais de Lula.

Primeiro, numa manobra burocrática, o registro sindical da entidade foi cassado. Agora, uma nova entidade é criada a portas fechadas, dentro do prédio da CUT e impedindo a participação da própria base que o pretenso sindicato diz representar. O mais curioso de tudo é a transformação de uma ONG que atua diretamente no interior do MEC em sindicato e a fundação da entidade com 425 votos por procuração, numa assembléia que durou 15 minutos!

"A iniciativa para criação desse sindicato, apesar de ser uma ameaça à unidade do movimento docente, não anula a representatividade do ANDES-SN. Nossa entidade continua firme e combativa, lutando pelo restabelecimento do seu registro sindical arbitrariamente suspenso pelo governo apoiado pela CUT. Sempre soubemos da represália que poderíamos sofrer ao permanecermos críticos e independentes em relação ao governo e ao nos desfiliarmos da CUT para construir um movimento verdadeiramente combativo, portanto, não nos sentimos abatidos, mas cada vez mais motivados à luta que temos defendido nos últimos 27 anos", afirmou Ciro Correia, presidente do ANDES.


Leia sobre o assunto em:
Docentes rechaçam tentativa de constituição de sindicato da CUT/Proifes

Manifesto de apoio ao ANDES-SN é subscrito por várias personalidades acadêmicas

ANDES-SN recebe apoio de várias entidades

Governo paulista reconhece legitimidade do ANDES-SN ao liberar Ciro Correia

CUT quer quatro dias de salário do trabalhador

Manobras, trapaças e coação para desemembrar a base do ANDES-SN objetivando silenciá-lo

por Roberto Leher*



Como se fosse um ato burocrático e corriqueiro, um pequeno (mas capitalizado) grupo de professores, desconhecidos da imensa maioria de docentes que compõe as universidades federais, publicou em alguns jornais um edital convocando uma Assembléia de transformação da ONG que assessora o MEC em um “sindicato”. Se vivêssemos em um contexto jurídico de pluralismo sindical, infelizmente inexistente em virtude de dispositivo constitucional, a iniciativa estaria circunscrita ao debate político na base e dado a forma de convocatória passaria despercebido. Mas a convocação para que a referida assembléia ocorresse na sede nacional da CUT em São Paulo, um dos estados com menor número de universidades federais (a única da capital reafirma que o Andes-SN é sua entidade legítima), atesta que o objetivo é de outra magnitude e que, a despeito das aparências, os seus verdadeiros proponentes são outros: a CUT, a ONG que assessora o MEC no campo sindical e o próprio governo federal que atribui a uma chapa derrotada na eleição para o Andes-SN o status de entidade sindical.

O histórico dessa ONG que assessora o MEC permite confirmar que esse “sindicato” está sendo criado para oferecer ao MEC uma casamata nas universidades em defesa dos projetos governamentais. Para a CUT, interessa a sua criação, pois, além de contribuir para o propósito da Central de enquadrar os sindicatos na condição de correias de transmissão do governo, abre caminho no serviço público para o recolhimento compulsório do imposto sindical atualmente não efetivado pelas entidades sindicais democráticas que recusam o sindicalismo atrelado ao Estado. Tanto para o governo, como para a CUT, pelos mesmos motivos, importa modificar a natureza da intervenção dos professores das grandes causas da educação brasileira para uma ação sindical estritamente econômico-corporativa. Não casualmente, três horas após a citada assembléia, a Agência Brasil de Comunicação, subordinada à Secretaria de Comunicação do Governo Federal, noticiava a criação do sindicato em tom ufanista, acusando o Andes-SN de partidarismo[1].

Não é possível explicar o suporte econômico a esse grupo e o seu acesso aos gabinetes e meios de comunicação governamentais sem considerar os vasos comunicantes entre o governo e a CUT. A simbiose da Central com o governo e com o Estado foi nutrida pelas verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador ao longo da última década. Com a eleição de Lula da Silva, a interdependência é tão estreita que um presidente da CUT “dormiu” dirigente sindical e “acordou” ministro do trabalho para fazer uma reforma trabalhista que “flexibilizaria” o trabalho e que, até alguns anos atrás, a CUT rejeitava peremptoriamente. Abandonado o princípio axial da autonomia que levou os sindicatos combativos e classistas a lutarem pela criação da Central, os seus dirigentes já não têm constrangimento em defender a unicidade e o imposto sindical nos velhos moldes do sindicalismo-de-Estado estudado por Evaristo de Moraes Filho[2].

A congruência de objetivos e formas de agir do Proifes-CUT não poderia ser diferente, pois a Central vem assessorando o grupo de professores que está a frente desse processo desde a única eleição para o Andes-SN em que foram vitoriosos em 1998 e, notadamente, nas sucessivas eleições em que foram derrotados após o campo autônomo e democrático derrotá-lo em 2000, ao final do único mandato em que estiveram a frente do Andes-SN. Provavelmente foi a CUT quem indicou que, não podendo vencer o pleito direto e democrático para a direção do Sindicato Nacional, a alternativa seria promover o desmembramento do Andes-SN, criando um sindicato que apartaria os docentes das IFES das demais universidades.

Os piores temores sobre como seria realizada a Assembléia foram confirmados. O esquema de segurança diante da sede da CUT e o aparato para “legitimar” a fraude constituída poderiam ser o cenário de "Hoffa - Um Homem, Uma Lenda", de 1992, dirigido por Danny De Vito e protagonizado por Jack Nicholson. Não pela impetuosidade de Jimmy Hoffa que fez do sindicato dos caminhoneiros uma organização poderosa ao reunir no Teamsters quase todos os caminhoneiros do país, mas pelo uso da violência, de golpes e trapaças contra os seus adversários.

O edital de convocação da Assembléia estabelecia o início das atividades para as 15h. Desde meio-dia, professores contrários ao desmembramento do Andes-SN constataram que os portões estavam fechados e, quando um grande número de docentes chegou à sede da CUT, após 14h, o aparato de segurança estava montado. Três linhas de segurança impediam o livre acesso dos mais de 200 docentes de 36 universidades que desejavam se manifestar contra o desmembramento do Andes-SN.

A trapaça para fraudar a democracia e impedir o acesso dos docentes foi feita de modo aberto. Os seguranças somente deixavam entrar um professor por vez. Após passar pela primeira barreira dos seguranças, o professor era conduzido à única mesa de credenciamento para preencher um cadastro (tendo que comprovar seu vínculo com uma universidade federal) e, a seguir, encaminhado à outra mesa para assinar o livro de presença e ser submetido à minuciosa revista corporal. Máquinas fotográficas, filmadoras, celulares e gravadores foram apreendidos: não poderia haver provas do que se passaria na AG. Somente após essas coerções é que o professor poderia se dirigir a um auditório com pouco mais que 100 lugares (embora a base das IFES ultrapasse 50 mil docentes). Entre a entrada e a liberação da revista, 10 minutos se passavam. Somente após este périplo o segurança deixava o próximo professor entrar na sede da CUT. Para que todos pudessem entrar, no ritmo imposto pela organização, seriam necessários 3h e 30 min. Enquanto os docentes contrários teriam que entrar a conta-gotas, o aparato já havia sido acionado e o complexo processo de deliberação de criação do sindicato, do estatuto e da nova diretoria foi feito em exóticos 15 minutos. As 15h15min tudo estava deliberado.

Os professores que puderam acompanhar o que se passou na AG relatam outras situações fraudulentas. Embora não previsto em Edital (e o fato de ser uma situação inusitada, pois obviamente permeável a fraudes), surgiram votos por procuração que somaram um total de 485. Segundo a mesa que presidia os trabalhos, os docentes efetivamente presentes totalizaram 115 professores, situação que não podia ser comprovada, pois havia diversos representantes da diretoria da CUT, entre os quais o Secretário João Felício e Julio Turra, bem como da CONTEE, entre outros, e, como já salientado, o auditório da sede da CUT não comporta mais de 100 pessoas. Detalhe: nenhum documento foi apresentado pelos que informavam os votos dos quais eram portadores. Eis o porquê da apreensão de câmaras, filmadoras e celulares.

Em contraste com essas práticas antidemocráticas, o ANDES-SN construiu sua legitimidade em um intenso e longo processo histórico. Nascido a partir da criação das associações de docentes em meados dos anos 1970, fazendo frente ao AI-5 e ao decreto 477, as associações foram um meio de luta em defesa da autonomia da universidade e de sua democratização. Ainda no contexto da ditadura empresarial-militar, as associações docentes se reuniram em uma Associação Nacional de Docentes em 1981, quando surgiu a Andes. Atuando com outras entidades, como a OAB e de outras categorias do serviço público, a Andes se empenhou na luta em defesa do direito a sindicalização dos servidores públicos, afinal conquistada na Carta de 1988. A transformação da ANDES em Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior demandou debates públicos, eleição de delegados em todas as instituições que faziam parte da ANDES, em número proporcional ao tamanho da base em cada instituição, em um processo que demorou pouco mais de dois anos. Em contraposição, o pretenso sindicato foi convocado por um edital firmado por um grupo de docentes reunidos em uma ONG sem qualquer debate de base.

Não é preciso ser um estudioso do Direito para saber que os procedimentos adotados pela CUT para o desmembramento do ANDES-SN são ilegais e ilegítimos. Certamente, haverá pronunciamento da justiça nesse sentido, mas não é possível ignorar que os interesses governamentais em torno desse processo se farão sentir, tanto pela referida simbiose CUT- governo, como pelo interesse de silenciar o ANDES-SN. Aqui reside a gravidade dos acontecimentos. Se não fosse pelos nexos com o aparato governamental, estaríamos diante de um ato de violência, fraude e trapaças sindicais. Mas é muito mais do que isso.

A seqüência dos acontecimentos é impressionante. A partir de questionamentos sem outras motivações que não o recolhimento do imposto sindical, alguns SINPROS objetaram a representação do ANDES-SN nas instituições privadas. Essas contendas existiam desde o final dos anos 1990, mas somente no governo Lula da Silva motivaram a suspensão do registro sindical do Andes-SN. A seguir, o Ministério do Trabalho edita portaria exigindo o recadastramento das entidades representativas dos trabalhadores do serviço público para fins da manutenção do processo de recolhimento das contribuições voluntárias de seus sindicalizados por meio da folha de pagamento, como acontece desde os anos 1980. Mas condicionam o recolhimento das contribuições ao registro sindical. Coincidência? A seguir, o mesmo ministério edita nova Portaria (186), “flexibilizando” o desmembramento de sindicatos e atribuindo ao governo o poder de escolher quem tem a representatividade.

Os nexos são evidentes. É a maior intervenção governamental nos sindicatos desde a ditadura empresarial-militar. Mas diferente de então, agora isso é operado em conluio com as maiores centrais sindicais do país. Nesse caso, a constituição do feixe sindicato-governo-trabalhadores-patrões que caracterizaram o fascismo não é somente uma analogia vazia: é o ovo da serpente que ameaça a democracia no país.

A reação do Andes-SN está referenciada em uma estratégia que tem como esteio a legitimidade de sua história. Existem batalhas jurídicas, de ordem tática, importantíssimas. A ilegalidade de tudo o que aconteceu até o momento é tão evidente que prevalecerá um posicionamento positivo ao Andes-SN. Mas uma ofensiva de tal envergadura somente pode ser respondida à altura pelas ações políticas. O diálogo verdadeiro com o conjunto dos docentes das IFES, esclarecendo o que está em curso, tem de fazer parte do núcleo sólido de todo esse processo. A energia criadora do movimento estudantil autônomo, o apoio da intelectualidade crítica, das entidades democráticas, das instituições universitárias, por meio de seus colegiados, tudo isso tem de ser feito com tal força e verdade que incendiará a indignação ativa dos docentes que saberão, nas palavras e nos gestos, defender a sua entidade construída ao longo de quase três décadas, lado a lado com as entidades democráticas que reconhecem o Andes-SN como um dos pilares da causa da educação pública no país.

*Roberto Leher é docente da FEUFRJ e já foi presidente da ANDES-SN


[1] http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/06/materia.2008-09-06.9064581521/view
[2] Moraes Filho, E. (1978), O problema do sindicato único no Brasil: seus fundamentos sociológicos. 2 ed., São Paulo, Alfa-Omega.

Minc escorrega geral

No debate da CNBB sobre Políticas Públicas e o Futuro da Amazônia, o ministro Carlos Minc cometeu numa só resposta várias escorregadas. Ao responder o Procurador Felício Pontes, que questionou a não criação de Resex na região, o ministro vacilou pelo menos em três pontos:

1) Ao falar da criação de recentes unidades de conservação o ministro disse que a Resex Renascer não foi criada porque o Ministério das Minas e Energia havia pedido um tempo. Na verdade, a Resex Renascer em Prainha-PA não foi criada por interferência direta da governadora Ana Júlia, que interveio para não afetar seus aliados madeireiros. A resex paralisada pelo Ministério das Minas e Energia, ou melhor, por Dilma Roussef, foi a Resex Montanha-Mangabal, no alto rio Tapajós, paralisada sob a ameaça da Hidroelétrica São Luiz do Tapajós. Leia mais sobre assunto em Ana Júlia quer enterrar Resex Renascer e Ação pelas Resex no Brasil neste blog.

2) Ao citar a necessidade de implantação das Resex, o ministro inventou a roda: prometeu que todo morador destas áreas vão ter o mesmo direito de um assentado (coitados!) e que em setembro vai anunciar com o ministro Guilherme Cassel (MDA) que os créditos da Reforma Agrária serão também repassados para as Resex. Resta só o ministro lê a Portaria Interministerial nº 13, de 19 de setembro de 2002, onde se declara explicitamente reconhecer as populações extrativistas tradicionais das RESEX como beneficiárias do PNRA. Ou seja, a grande novidade já existe há seis anos!

3) A terceira escorregada foi a declaração que será anunciado em outubro o primeiro Plano de Manejo em projetos de assentamentos. Para esse anúncio só uma viagem a Santarém resolve.

Privatizem tudo, quer Mangabeira Unger

Já o ministro Unger, com seu gringolês, falou que existe um debate sobre a criação do Irfam ou fortalecimento do Incra, mas que a regularização fundiária é um imperativo para o sucesso da região amazônica. Para o ministro, a privatização de terras públicas é a única saída para acabar com a grilagem!

Ora se todos os grileiros viram proprietários e todas as terras públicas são privatizadas, é óbvio que acaba a grilagem. Como eu não tinha pensando nisto antes!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Debate sobre a Amazônia na Rede Vida!

Será realizado nesta quarta-feira, 10, o debate sobre Políticas Públicas para a Amazônia, organizado pela Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento acontece na sede da CNBB, a partir das 10 horas e será transmitido ao vivo pela TV Rede Vida.

Segundo a Comissão organizadora, a CNBB se propôs "apenas a colocar duas fontes de pensamento frente a frente" para debater as políticas públicas para a Amazônia. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o ministro para Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, confirmaram presença no debate. Para inquirir os ministros, portanto, foram convidados o antropólogo e professor da Universidade Federal de Manaus, Alfredo Wagner Berno; o procurador da República no Pará, Felício Pontes Júnior, e o jornalista, Mauro Santayana.

"A CNBB esgota a sua participação na abertura do evento, oferecendo como base de reflexão um texto, o "Dossiê Amazônia", preparado pela assessoria da CEA, em que busca sintetizar, de algum modo, os elementos principais definidores dos cenários em causa", explica a Comissão.

Servidores do Incra em Brasília e de alguns estados vizinhos deverão participar e expor contrariedade à questão da divisão do órgão e criação do Instituto de Regularização Fundiária da Amazônia.

Fontes: CNBB e correios eletrônicos.

Fotos do Gritos dos Excluídos em Santarém

Concentração ainda na praça.

"Aqui tem investimento do Governo Federal"

O "Progresso" chegou!


Personagens locais

Provocação



Quem será os demais?


A nova ameaça...

Mulheres...


Estudantes



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo...

De volta às terras mocorongas depois de um mês em Oriximiná-PA e me deparo com tantas novidades que acho que todo o ano de 2008 correu nesse mês de agosto.

O Incra prestes a ser dividido e o que é pior, para legalizar terras da Amazônia para grileiros.

No mesmo Incra, em Santarém, dois dos meus melhores amigos já não estão mais por aqui: um transferiu para o Rio Grande do Norte, outro foi para o (duro) ofício docente. Nem consigo imaginar uma greve sem os dois. Um com seus cadeados prontos para fechar alguns portões tão importantes para abrir outros caminhos. O outro sempre tão paciente quando a paciência já não era mais virtude.

Valeu João Lino e Aroldo!